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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Tricas e mais tricas


Só o Ministério Público pode pedir imagens às televisões
O Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República considera que a decisão de pedir imagens não editadas às televisões para investigações criminais compete ao Ministério Público e não à polícia, num texto referente ao caso envolvendo a RTP.

Não podem ver as imagens em bruto? Mas afinal o que pode a polícia fazer no combate ao crime? Os procuradores puseram a bota em cima das autoridades policiais e não tiram, têm de controlar todo o processo, os agentes não podem fazer nada sem pedir autorização ao procurador.
A polícia já nem pode usar as armas a não ser em legítima defesa e mesmo assim com muita cautela, não vá a tutela instaurar um processo disciplinar. 
Qual é o problema dos polícias irem a uma TV e pedirem aos jornalistas para verem imagens filmadas? É algum atentado à liberdade dos cidadãos?
A Justiça vai de mal a pior...

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

RTP e TAP


Grosso modo a TAP vale 2 mil milhões mas deve 1,6 mil milhões. Portanto é uma empresa tecnicamente falida e descapitalizada, sem crédito. Se o multinacional empresário polaco se chegar à frente com os 2 mil milhões e o Estado ficar com 400 milhões, a TAP fica com a divida saldada e poderá reinvestir na renovação da frota. Não vejo como este negócio, se for nestes termos, possa ser atacável ou desvantajoso para o Estado e a para a própria TAP, independentemente do investidor. Pela lógica, ninguém gasta 2 mil milhões numa empresa para a destruir. 
Quanto à RTP já existem muitas dúvidas devido aos canais internacionais, a alguns programas culturais (que ninguém vê) e à taxa que pagamos na electricidade. Ou o Governo transforma a RTP numa empresa tipo SIC ou TVI e privatiza-a, assumindo o ónus dessa decisão; ou acaba com as transferências do Orçamento de Estado para a RTP, tendo a TV pública de se manter com a publicidade e o serviço público com a taxa do audiovisual, proibindo desde já endividamento. Era melhor optar por esta última. 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Nuno Santos


Presidente da RTP não percebe "auto-flagelação" de Nuno Santos
Alberto da Ponte diz que não entende a posição de Nuno Santos, que se demitiu após o caso das imagens dos incidentes da manif de 14 de Novembro, requisitadas pela PSP.

Os titulares de cargos públicos de relevo em Portugal raramente saem do lugar com dignidade: pedem a demissão e seguem com as suas vidas.
Geralmente agarram-se ao lugar como lapas e só saem a "pontapé" caindo no ridículo perante a opinião pública; ou então saem por mote próprio, mas depois carpem misérias pessoais na praça enchendo a paciência de todos nós.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Vacuidade e falta de ideias


Inquérito interno diz que Nuno Santos autorizou PSP a ver gravações
O inquérito da RTP concluiu que o ex-director de Informação Nuno Santos autorizou a PSP a ver as imagens dos incidentes de 14 de Novembro

Ninguém sabe quem resolve dar mais ou menos importância a um determinado assunto para que este tenha destaque nos media. 
Mas este caso é tão oco, tão incipiente, tão mesquinho que não merece a menor atenção. Já devia estar esquecido no caixote do lixo da história. 
Insistir em falar nesta bodega é dar importância à vacuidade.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

RTP Concessionada?


Borges deve gostar de alimentar peguilhas sobre vários tópicos caros à esquerda e depois deleitar-se, na penumbra, com as reacções histéricas de socialistas, saudosistas, burocratas e outros parasitas, além, é claro, da já quase extinta brigada do reumático anti-fascista.
Mas a observação mais certeira e racional sobre esta polémica em volta da privatização/concessão da RTP vem de Passos Coelho. Aquela empresa custa 300 milhões de euros aos portugueses todos os anos e este esbulho, segundo Passos, não pode continuar. Quem não gosta de ser roubado, apoiará certamente esta declaração do 1º Ministro.
Por outro lado, ouvir os "excelentes" gestores da RTP dizer que dão lucro, revolta qualquer cidadão mais esclarecido e de boa fé. Eles conseguiram que a empresa viva dos subsídios que recebe sobrando uns trocos, nada mais. Embora, tendo em conta o regabofe que ainda há pouco era regra com os dinheiros públicos, se possa considerar um feito positivo.

terça-feira, 6 de março de 2012

José Hermano Saraiva


Sem qualquer tipo de alarde ou destaque nos media, o programa semanal do Prof. José Hermano Saraiva foi suspenso da grelha de programação da RTP2, após décadas de transmissão.

Foi assim, desta forma simples, que retiraram da antena o único programa onde se falava da História de Portugal, não só os grandes acontecimentos, mas também a história de simples localidades, quase esquecidas, relembradas apenas por Hermano Saraiva. Nesses pequenos lugares também é Portugal e vivem portugueses, era esta a mensagem.

Estamos em crise, é preciso reduzir a despesa, um canal da RTP vai ser alienado e toda a gente reclama quando os cortes lhe afectam pessoalmente. Neste caso, reclamar contra a extinção do programa de Hermano Saraiva não é defender nada particular mas defender um bem nacional. Aquele programa, goste-se ou não dele e do seu autor, era pouco visto em Portugal, mas tinha grande audiência na comunidade portuguesa emigrante espalhada pelo mundo e também nos países da lusofonia. Podiam ser poucos os espectadores em cada país, mas todos juntos faziam um grande número.
A saúde e a idade do Prof. já não seriam as aconselháveis para um programa daquele género, mas quem o via não se preocupava com esses pormenores e observava, sem margem para dúvidas, que a lucidez e a imensa cultura geral do Prof Hermano Saraiva continuam intocáveis.
A RTP gasta milhões todos os anos em programas de simples entretenimento, o programa a Alma e a Gente também era de entretenimento mas com cultura e ensino, ou seja, conseguia fazer-nos esquecer a crise em que estamos sem seguir por caminhos de vacuidade ou inutilidade.
Deste modo, deixamos aqui o nosso protesto pela extinção/suspensão do programa a Alma e a Gente. Pode ser que SIC ou TVI tenham o discernimento de o retomar.