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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

RTP e TAP


Grosso modo a TAP vale 2 mil milhões mas deve 1,6 mil milhões. Portanto é uma empresa tecnicamente falida e descapitalizada, sem crédito. Se o multinacional empresário polaco se chegar à frente com os 2 mil milhões e o Estado ficar com 400 milhões, a TAP fica com a divida saldada e poderá reinvestir na renovação da frota. Não vejo como este negócio, se for nestes termos, possa ser atacável ou desvantajoso para o Estado e a para a própria TAP, independentemente do investidor. Pela lógica, ninguém gasta 2 mil milhões numa empresa para a destruir. 
Quanto à RTP já existem muitas dúvidas devido aos canais internacionais, a alguns programas culturais (que ninguém vê) e à taxa que pagamos na electricidade. Ou o Governo transforma a RTP numa empresa tipo SIC ou TVI e privatiza-a, assumindo o ónus dessa decisão; ou acaba com as transferências do Orçamento de Estado para a RTP, tendo a TV pública de se manter com a publicidade e o serviço público com a taxa do audiovisual, proibindo desde já endividamento. Era melhor optar por esta última. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

RTP Concessionada?


Borges deve gostar de alimentar peguilhas sobre vários tópicos caros à esquerda e depois deleitar-se, na penumbra, com as reacções histéricas de socialistas, saudosistas, burocratas e outros parasitas, além, é claro, da já quase extinta brigada do reumático anti-fascista.
Mas a observação mais certeira e racional sobre esta polémica em volta da privatização/concessão da RTP vem de Passos Coelho. Aquela empresa custa 300 milhões de euros aos portugueses todos os anos e este esbulho, segundo Passos, não pode continuar. Quem não gosta de ser roubado, apoiará certamente esta declaração do 1º Ministro.
Por outro lado, ouvir os "excelentes" gestores da RTP dizer que dão lucro, revolta qualquer cidadão mais esclarecido e de boa fé. Eles conseguiram que a empresa viva dos subsídios que recebe sobrando uns trocos, nada mais. Embora, tendo em conta o regabofe que ainda há pouco era regra com os dinheiros públicos, se possa considerar um feito positivo.