quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Relvas e BES


Relvas aparece muitas vezes metido em negócios obscuros mas nunca ninguém provou nada contra ele. Portanto, ou as acusações são cabalas ou o homem não põe pé em ramo verde.
Mas o BES, que é um dos mais antigos bancos privados portugueses, aparece muitíssimas vezes envolvido em movimentações suspeitas da economia portuguesa. Inclusive, um dos seus administradores, José Maria Ricciardi, foi recentemente constituído arguido em mais um caso sob investigação.
A transparência e a honestidade não são mesmo qualidades cultivadas pelos dirigentes nacionais.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O grande Marinho Pinto


Marinho Pinto arrasador
O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, acusou os tribunais de servir para legitimar actos de corrupção. No discurso de abertura do ano judicial, Marinho Pinto afirmou que os cidadãos não podem confiar na justiça e que as leis têm cada vez menos qualidade. O bastonário criticou ainda as reformas no sector e acusou o Governo de agir com populismo na matéria.

A coragem e o à vontade de Marinho Pinto é raríssima entre nós e é de realçar. Ninguém o desmente, os seus pares preferem nem comentar o que ele diz para o descredibilizar mas, para qualquer observador externo e para a população em geral, estão a enfiar o barrete a a dar razão ao corajoso bastonário dos advogados. 
É pena o diferendo que ele tem com a Ministra da Justiça pois em conjunto eles poderiam mudar o panorama desastroso da Justiça e dos Tribunais que tanto prejudica o País.
(Se evitasse alguns insultos não seria pior...)


 

O escurinho do FMI

Autor: Daniel Oliveira
Usando a metáfora dos reis magos para se referir à troika, Arménio Carlos referiu-se, no seu discurso no final da manifestação dos professores, a Abebe Selassie como "o mais escurinho, o do FMI". Esta forma de falar do etíope representante do Fundo Monetário Internacional na troika causou natural incómodo a muita gente. A mim também. E por isso escrevi que "esta crise anda a fazer quase toda a gente perder o norte e o sul e coisas extraordinárias vêm de quem menos se espera". Outros foram os que, com mais ou menos veemência, se indignaram.

Em defesa de Arménio Carlos vieram muitas outras pessoas, mais e menos anónimas. Com argumentos variados. Uns, que nem deveriam merecer grandes comentários: criticar Arménio Carlos para defender o representante do FMI, nas circunstâncias em que o País vive, é dividir a oposição à troika e ajudar o inimigo. A ver se nos entendemos: considero a troika inimiga dos interesses do País e da justiça social. Mas isso não permite tudo. E não me permitirá a mim, com toda a certeza, esquecer outros valores e outros combates tão essenciais como os que agora se travam. O facto de ser dito pelo líder da CGTP, organização em que muitas vezes me revejo, torna a coisa mais grave para mim. Se não criticamos os nossos nunca teremos autoridade para criticar os outros.

Outro argumento foi um pouco mais sonso: então ele não é mesmo mais escurinho? Qual é o problema? A não ser que passe a ser normal responsáveis políticos referirem-se a adversários desta forma, tudo bem. Será, assim, natural ouvir em intervenções públicas falar do ministro das finanças alemão como o "aleijadinho" (ele, de facto, anda de cadeira de rodas, não anda?), a António Costa como o "monhé" (ele, de facto, tem origem indiana, não tem?), a Jaime Gama como o "badocha" (ele, de facto, tem uns quilos a mais, não tem?), a Ana Drago como a "pequenota" (ela, de facto, é baixa, não é?), a Mário Soares como o "velhadas" (ele, de facto, já não é jovem, pois não?), a Miguel Vale de Almeida como "larilas" (ele, de facto, assume publicamente a sua homossexualidade e faz da luta pelos direitos LGBT uma parte fundamental do seu combate político, não faz?). Espera-se, no entanto, que o debate público mantenha algumas regras de civilidade. E, sobretudo, que não alimente alguns preconceitos importantes. Arménio Carlos não disse o que disse num café, onde a conversa se pode aligeirar sem problemas. Disse o que disse numa intervenção pública oficial.

Por fim, porque não há oportunidade em que a expressão não seja usada a propósito ou a despropósito, veio a costumeira acusação do "politicamente correto". A ver se nos entendemos: o politicamente correto tem um sentido. E esse sentido resume-se assim: as palavras não são neutras e carregam consigo história, cultura e política. Por isso, devemos usá-las com correção. Não quer isto dizer que devemos ser bem comportados ou que devamos fazer de cada frase um manifesto político. Quer dizer que não devemos usar as palavras ao calhas. Pelo menos quando estamos a falar ou a escrever na arena pública e não conhecemos as convicções mais profundas dos nossos interlocutores. Há, claro, excessos de purismo no politicamente correto. Que me irritam, como me irritam todos os purismos. Mas o princípio está certo e não é preciso ser especialmente adepto dele para não gostar de ouvir falar de um responsável público como "escurinho".

Portugal é um país racista. Tem uma longa história de racismo. E uma longa história de negação desse racismo. É um racismo suave, sorrateiro, com diminuitivo (como "escurinho"), que não se exibe de forma descarada na praça pública. É, talvez, das formas mais insidiosas de racismo. E um homem que se enquadra numa corrente política com provas na luta contra o racismo e a discriminação, como Arménio Carlos, tem obrigação de saber isto. É por isso que o incómodo com esta afirmação deve ser maior por vir da sua boca. Não duvido, no entanto, que se a expressão tivesse sido dita por um homem de direita a indignação seria muito mais violenta. E mal. A direita tem, nesta matéria, menos responsabilidades. Não porque a direita seja, em geral, racista, mas porque acredita, em geral, que os portugueses não o são. É, por isso, menos vigilante consigo própria.

Se repararmos, Abebe Selassie é o primeiro negro com algum poder real em Portugal. Ou seja, num país razoavelmente multiétnico, o primeiro negro com algum poder só o consegue ter porque esse poder não resultou da vontade dos portugueses. Há, que me lembre, apenas um deputado negro no parlamento - e é do CDS. Não há nenhum presidente de Câmara, nenhum ministro, nenhum secretário de Estado. Isto tem de querer dizer qualquer coisa. Ou quer dizer que os portugueses não votam em negros ou quer dizer que a generalidade dos negros não consegue ascender socialmente no nosso país para chegar a cargos públicos relevantes. Porque são geralmente discriminados ainda antes de chegarem à fase de poder ascender a estes cargos. São discriminados na distribuição do rendimento, dos empregos, das oportunidades. E é neste contexto, e não numa sociedade que dá a todos, independentemente da sua etnia, as mesmas oportunidades, que Arménio Carlos falou de um "escurinho".

Arménio Carlos não se referiu aos outros dois representantes da troika como "o carequinha" e o "loirinho". E é normal. Carecas e loiros há em muitos cargos semelhantes. Não chega a ser um elemento distintivo. "Escurinhos" é que há poucos. Ou melhor, não há nenhum. Só que essa característica física não é comparável a outras que aqui referi. Ela é causa de uma discriminação muitíssimo mais profunda. E foi isso que Arménio Carlos, sem o querer, acentuou: em vez do nome e do cargo, sobrou a Selassie (que eu aqui já critiquei violentamente sem me ocorrer falar da sua cor de pele) o facto de ser "escurinho".

Selassie não foi identificado como etíope, que é, como técnico do FMI, que também é, como alguém que usa óculos, que usa, que é careca, que também é, ou que é politicamente incompetente, que parece ser. É negro. Não pretendo que sejamos cegos perante a negritude. O que fica claro é que, mal surge um pessoa com algum poder no nosso país que seja negra passa a ser essa a forma mais evidente de a identificar. Com direito a dimunitivo. Que isso aconteça num café ou entre amigos não me choca. Que seja essa a forma como o secretário-geral da CGTP se refere a um adversário político - e o facto de ser um adversário político e da frase ter sido dita no contexto de um ataque político só torna a coisa mais grave - numa iniciativa pública é relevante.

Arménio Carlos é racista? Não me parece. Mas a indignação não resulta de uma qualquer avaliação do carácter ou das características políticas de Arménio Carlos. Resulta do que a frase que proferiu num contexto oficial acrescenta ao discurso político em Portugal. Mais grave: o que ela acrescenta ao combate a uma intervenção externa que está a deixar as pessoas desesperadas. A intervenção externa é condenável, mas nunca se pode passar a ideia que ela é condenável porque envolve um "boche" ou um "escurinho". Porque, mesmo que não seja essa a intenção de quem assim falou, isso transforma uma resistência em defesa da soberania democrática num ataque xenófobo. Repito: mesmo que não seja, e estou seguro de que não era, a vontade de Arménio Carlos. É que o sentido das palavras ditas na arena pública não depende da vontade de quem as diz. Dirigindo-se indistintamente a todos - e também a quem seja, e são muitos, racista -, é apropriável por todos. Por isso somos obrigados a especiais cuidados quando as dizemos no espaço público.

Arménio Carlos já veio dizer que não sabe de ninguém que tenha ficado pessoalmente incomodado. E que se alguém ficou, transmite as suas desculpas. Arménio Carlos é um político e tem obrigação de saber que a questão não é o incómodo pessoal de cada um. O confronto político permite o incómodo dos outros. Ele até poderia insultar Selassie. Mas deve pensar bem se o insulto que escolhe corresponde aos valores políticos que defende. A questão é o que a expressão, ainda mais com o diminutivo paternalista, revela. E se há coisa que um político tem de saber é que as palavras, sendo parte fundamental do seu ofício, são importantes. Um trabalhador pode ser um "colaborador"? Pode. Um despedimento colectivo pode ser uma "reestruturação" de uma empresa? Pode. E, como tão bem sabe Arménio Carlos, não é indiferente se usa umas ou outras expressões. Mesmo que ninguém fique pessoalmente incomodado por ser chamado de "colaborador". Porque, como gritava Nanni Moretti, "as palavras são importantes". E em política elas são muito importantes. Mesmo quando não se quer ofender ninguém.


Cena:
Este comentário do Sr. Daniel expressa uma opinião de fundo correta: Arménio cometeu um erro de palmatória, foi indecente e, como refere outro comentador, portou-se como um anão mental.
Só peca, e de forma profunda, pelo tom suave e desculpabilizador e por ter o atrevimento de dizer que Arménio não é racista. Desculpe? Quem tem uma afirmação daquele género e naquele local é um racista da pior espécie - ignorante, néscio e mal intencionado, para não falar de algum ódio que o sindicalista possa ter aos negros.
Mas nós, os que o lemos, já estamos habituados ao seu facciosismo: trata de forma benevolente os correlegionários, mesmo que estes cometam os piores actos e arrasa os adversários pela mínima falha. Por isso, a sua credibilidade não é das melhores ao nível dos comentadores profissionais nacionais. Não fosse a sua boa capacidade de raciocínio e argumentação (que até transforma, para os mais incautos, demagogia em factos) e o Sr. Daniel seria esquecido.
Quanto a mim deixe-me dizer que tenho vergonha de, no meu país, ter uma importante central sindical como a CGTP liderada por um racista ignorante como é Arménio e, ainda por cima, o homem foi defendido por outros agentes importantes da esquerda.
Não sei se o episódio passou nas TV estrangeiras, espero que não, mas se passou é uma das maiores vergonhas para Portugal nos últimos anos.

Costa desiste do PS


Costa mostrou argúcia e visão: percebeu a tempo a argolada que ia cometer e a armadilha em que estava a cair, preparada pelos empedernidos socráticos do PS. Indo para líder do PS perdia a Câmara de Lisboa e começava o seu consulado como o líder que perdera para o PSD a maior Câmara nacional. Isto era bom para os socráticos pois abriria caminho para que um purista da trupe, que Costa não é, ganhasse a liderança do partido. E enquanto Costa não for derrotado isso será muito improvável.
Falando agora de coisas importantes, refira-se que isto é mais uma vitória de Passos/Portas e do Governo numa época recheada de êxitos. O povo vai-se apercebendo que o PS, infelizmente, é uma quadrilha de lutadores insaciáveis pelo poder, pelo orçamento e pelos lugares. E agora que regressamos aos mercados internacionais a ganância dos socráticos atingiu os limites da decência, visíveis para qualquer observador.
Excelentes semanas para Governo PSD/CDS.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O insultos racistas de Arménio Carlos


Arménio Carlos, líder da CGTP, insulta de forma racista o representante do FMI em Portugal.

Este caso vem demonstrar o profundo racismo que ainda existe em Portugal por parte das faixas mais ignorantes e complexadas da nossa sociedade. Referirmos ou destacar alguém pela cor da pele é racismo do mais puro, no caso de Arménio não por nazismo mas por falta de cultura e princípios civilizacionais.
Aliás já não é a 1ª vez que se ouvem bacoradas de racistas portugueses em relação ao senhor do FMI, o que é desprezível.  

O que é incrível é que o Arménio proferiu o insulto racista (quanto a mim já bêbedo) e nada se passa. Não há indignação, destaques na TV, está tudo na boa. 
Olha se o Arménio, o Estalinista/Racista, fosse do PSD ou CDS ou mesmo do PS...


Austeridade


Existem ainda muitos personagens anti austeridade mas que se esquecem de explicar onde íamos buscar o dinheiro...
E há um facto indesmentível: o louco Governo Sócrates investiu 70 mil milhões de dinheiro emprestado na nossa economia e o crescimento foi quase zero ao longo daqueles anos - e temos aí os juros para pagar.
O problema deriva da falta de investimento privado e não público e o nosso país não é um local aprazível para investidores - aqui sim, podem ser assacadas fortes criticas ao Governo que pouco tem feito para melhorar e reformar o país.
Um Estado que gasta sucessivamente mais do que recebe, não é viável. E Portugal sem Estado acaba.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O fantasma de Sócrates


Uma nova perspectiva do golpe de partido em curso no PS

 Parece que a trupe socratista que ainda não foi extirpada do PS, nem deverá sê-lo tão cedo, quer ter os dois pássaros na mão: expulsar Seguro e entalar Costa para, em definitivo, abrir o caminho da liderança a um cúmplice de Sócrates mais expressivo. Tipo Santos Silva ou até mesmo o Galamba.

Mais inocentes mortos


Segurança Social queria retirar à mãe crianças encontradas mortas em Oeiras
Família estava sinalizada pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Oeiras e a Segurança Social queria retirar os filhos à mãe.

Este caso lamentável vem demonstrar que a Segurança Social e os Tribunais não podem arriscar quando decidem sobre o futuro de crianças em risco. Se tivessem já tirado as crianças da alçada da mãe assassina elas ainda estariam vivas.
Nesta área, à mínima dúvida as crianças devem ser afastadas dos pais e depois investiga-se melhor. É melhor do que continuarmos a saber destas desgraças. 
Apenas se deve garantir que os processos devam ser rápidos e, sempre que possível, os pais não percam o contacto com os filhos.

Costa ataca Seguro e liderança


O espectáculo trágico-cómico que se vive no PS de luta pela liderança deriva do regresso aos mercados. O PS só sabe governar, muito mal, com acesso aos mercados. Não foi à toa que o parisiense Sócrates (que está lá à custa dos pais e de um empréstimo, note-se) dobrou a divida do país. Assim, os detentores presumidos do voto dos funcionários públicos já afiam as facas com vista ao regresso ao poder, ao uso do orçamento e a um dobrar ou triplicar da divida.
Mas esquecem-se os socialistas de pacotilha que o povo não é obtuso e percebe todas estas manobras, não devendo cair de novo na esparrela.
Pode ser a grande oportunidade do Bloco, já que PSD e CDS estão arruinados e ninguém acredita no PCP: ganhar as eleições, com maioria absoluta e resolver por fim todos os problemas de Portugal com emprego e dinheiro para todos - este último parágrafo é apenas ironia.  
   

domingo, 27 de janeiro de 2013

Favelas do Rio de Janeiro


Favelas do Rio de Janeiro entram nos mapas
Após décadas de invisibilidade, as favelas estão a ganhar um novo estatuto. A organização sem fins lucrativos "Redes de Maré"

As favelas no Brasil são uma vergonha para aquele grande país irmão e deveriam ser arrasadas para dar lugar a urbanizações condignas e modernas.
Esta deveria ser uma tarefa e um desígnio nacional para o povo brasileiro e deveria estar muito antes dos jogos olímpicos e mundial da bola

Protestos de professores e a CGTP

Milhares de professores protestaram em Lisboa
Mais de 40 mil professores participaram em Lisboa na manifestação contra a política de educação do Governo. Fenprof anuncia luto para as escolas de 18 e 22 de Fevereiro.

Os sindicalistas comunistas Nogueira (o tal que não dá aulas mas recebe o ordenado há décadas) e o chefe da trupe, Arménio, perderam a cabeça e a face. Parece que o almoço foi bem regado e seguido de uns generosos cálices de espirituosa. Nogueira arranja uma trama da GNR com uns porcos e um acidente rodoviário para atrasar umas camionetes com manifestantes. Depois dirige-se ao palco onde insulta o governo de forma soez. De seguida aparece o camarada Arménio no palco dos discursos, vomita os seus impropérios para o Executivo e membros da troika e, num assomo de loucura, insulta de forma racista o representante do FMI chamando-o de escurinho. Se a CGTP tiver consciência ou o seu líder se retrata ou deve sair para manter a dignidade da Central Sindical. Carvalho da Silva, agora um orgulhoso Doutor e com todo o mérito, nunca fez figuras tão tristes.
Os sindicalistas comunistas querem voltar aos tempos dementes do PREC, esquecem-se que o nosso povo rejeitou esse caminho em eleições e se assusta se esta gente se tenta aproveitar e colar à indignação popular, principalmente se exibirem este baixo nível civilizacional.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Silva Lopes


Um dos mais respeitados economistas portugueses, Silva Lopes (insuspeito de ser neoliberal), disse à Renascença não haver alternativa – é mesmo preciso cortar na despesa do Estado. Acrescentou que os funcionários públicos ainda gozam de vantagens que outros trabalhadores não têm. É o caso da ADSE, como defende o coordenador do PS para a área da Saúde, Álvaro Beleza; uma opinião apoiada por Correia de Campos, aliás na linha de Sócrates nos seus primeiros tempos à frente do Governo. Também o memorando da troika, negociado pelo Governo de Sócrates, impõe a unificação de todos os subsistemas de Saúde. Mas, com a coragem política a que o PS de Seguro nos habituou, Zorrinho já veio negar que o partido queira acabar com a ADSE.

«É nas pensões elevadas que se tem de cortar e estou a falar contra a minha própria pensão; há valores que não são aceitáveis quando comparados com outros tão baixos», afirmou Silva Lopes. Que contraste com os que reclamam, mesmo na área política do Governo, porque pessoalmente afectados, embora não sejam os que recebem menores pensões...
ouvir aqui

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A defesa das crianças


O Estado Português não tem mesmo jeito ou queda para gerir seja o que for, pedindo desde já desculpa aos "estatistas" militantes pela expressão.
Há poucos anos parecia haver uma rebaldaria na protecção das crianças que eram entregues a famílias de torturadores que as violentavam  e matavam. Hoje, face aos maus exemplos do passado e até com algum sentimento de culpa, à mínima dúvida tiram os filhos aos pais e depois é que vão investigar melhor. É o 8 ou 80 ou atirar primeiro e perguntar depois.
Por princípio, prefiro o sistema actual de não arriscar, mas para tal os processos têm de demorar muito pouco, não meses ou anos.
Quanto às insinuações de negócios de adopção, não deverão ser acusações credíveis.

Os precários e a sua luta


Os esquerdistas estão convencidos da superioridade moral da esquerda, nomeadamente a esquerda radical. Basta ver a arrogância e a sobranceria com que falam os bloquistas, às vezes para dizer nulidades ou inverdades, para se perceber como este fenómeno é verdadeiro na mente dos integristas de esquerda. 
O caso da discussão da precariedade no emprego é também prova disso. 
Todos os cidadãos de boa fé e bem formados, sejam de esquerda sejam de direita, pretendem a felicidade no emprego e trabalho para todos. 
A diferença é que os esquerdistas e os seus correlegionários entendem que esses direitos se criam com decretos e os restantes acham que é a realidade económica, a vida real a criar essas condições. Com uma taxa de 16% de desemprego e empresas em extremas dificuldades para sobreviver até ao mês seguinte, como é possível exigir todos os direitos de pleno emprego e outros aos empregadores? Nesta fase de queda da economia acentuada todos temos de perder. A única questão é que exista justiça e equidade, ou seja, que todos sejam penalizados, principalmente os mais privilegiados. 
Daqui por uns anos, vamos sonhando, a crise vai acabar, vamos ter de novo pleno emprego e lucros razoáveis para empresas, Estado e trabalhadores. Aí sim, todos, não só a esquerda pretensiosa, temos o dever de exigir plenos direitos para os trabalhadores, sempre com a competitividade em mente.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O regresso aos mercados


Finalmente o Governo conseguiu o tão almejado deficit adequado ao que os estrangeiros nos obrigam e o fantástico regresso aos mercados internacionais de crédito a longo prazo.
Mas isto são apenas números, difíceis de alcançar é certo e com tremendos sacrifícios para a população, mas nada de novo trazem à economia real do país. Pelo menos no imediato.
O que o nosso país precisa é de crescimento económico real, com diminuição do desemprego e dos insuportáveis impostos/esbulho que nos impõem e o Governo tem feito pouco para que tal aconteça. A justiça continua lenta, a burocracia e a corrupção são monstros inamovíveis, as leis fiscais penalizam os investidores e nunca são certas para o futuro, a lei do trabalho é um labirinto que se impõe à lógica e ao bom senso. Portugal ainda não é, e não será nos próximos tempos, um bom país para investir.
Ainda por cima quem tem dinheiro quer é colocá-lo em títulos do tesouro, acções e outros chavões da economia fictícia de casino especulativo. Os que pretendem investir em empresas a sério, que produzam e vendam bens palpáveis, fazem-no no extremo oriente e na Europa de Leste.
Passos disse que temos de começar a pensar no pós-troika. Acho bem que o faça e reforme o Estado para que seja possível um maior investimento na industria e agricultura nacionais.    

domingo, 20 de janeiro de 2013

Os caracóis


Joãozinho para a professora:
- Oh, stora, tenho na minha mesa um caracol em cima duma caracola!
- Oh, Joãozinho, não se diz caracol em cima duma caracola!
- Diz-se caracol em cima de caracol.
 E o Joãozinho pumba, com uma reguada esmaga os caracóis. A professora indignada:
- Joãozinho, isso não se faz!...
 Responde o Joãozinho:
- Nah, nah, nah! Na minha mesa não quero paneleirices!

Rui


Quando o Ruizinho era pequeno, queria ser bailarino e os seus pais
desencorajaram-no, porque era coisa de paneleiro.
Logo depois, quis ser cabeleireiro, os pais não deixaram porque era
coisa de paneleiro.

Passado algum tempo quis ser estilista, mas seus
pais não permitiram porque era coisa de paneleiro.

Ruizinho cresceu, é mesmo paneleiro, e agora não sabe fazer merda
nenhuma.

Paróquia


A rapidinha de hoje...

Uma moça muito linda e jeitosa entra na igreja cabisbaixa e confessa os pecados:

- Sr. Padre, eu ando a ter sexo com o padre da aldeia vizinha...

Diz o padre muito zangado:

- Vais rezar 20 Avé-Marias e 20 Pai-Nossos... E nunca mais te esqueças: A TUA PARÓQUIA É ESTA!
                 

António Costa


Quadratura do círculo

António Costa, em menos de 3 minutos, disse tudo, TUDO na "quadratura do círculo".

E aqui está textualmente o que ele disse (transcrito manualmente):

"A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer... podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!

A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados.
Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.

Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.

Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos...
Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.

Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia."

O António


Marido e mulher dividiam uma garrafa de um bom vinho quando ele diz:
-"Aposto em como não és capaz de dizer algo que me deixe alegre e triste ao mesmo tempo."

A mulher pensou 2 segundos e disparou......

- "A tua pila é maior que a do António."

Curso Nocturno


Durante o almoço de trabalho, o Pepe e o Ramón discutem ...

-Pepe, faz cinco anos que estou inscrito num curso nocturno. Não estás interessado em fazer um?

-Bah!...

-Não? Por exemplo, tu sabes quem foi Graham Bell?

-Não!

-Foi o que inventou o telefone em 1876. Se viesses ao Curso Nocturno, sabias...

No dia seguinte, a mesma cena...

-Tu sabes quem foi Alexandre Dumas?

- Não!

- Foi o autor de "Os Três Mosqueteiros". Se viesses ao Curso Nocturno, sabias...

No dia seguinte, de novo...

-E sabes quem foi Miguel Cervantes?

-Não!

-Foi o autor de "D Quixote". Se viesses ao Curso Nocturno, sabias...

Já em brasa, o Pepe pergunta:

-Ouve lá Ramón, e tu sabes quem é Manolo Sanches?

-Não!

-Pois é o gajo que anda a comer a tua mulher! Se deixasses o Curso Nocturno saberias!

Ninguém quer saber


Pelas conversas e comentários atabalhoados que se ouve e lê por toda a parte, poucos devem saber que o Estado arrecada 70 mil milhões em impostos mas gasta 77 a 78 mil milhões (todos os anos)
Se isto fosse explicado talvez mais portugueses compreendessem melhor a situação do país.

Cavaco e o orçamento 2013

Se Cavaco entende que o orçamento para 2013 deveria ser aprovado para evitar instabilidade e o caos dos duodécimos, para que o enviou para o TC? Só para lavar as mãos, não se meter em polémicas para aumentar a popularidade e poder acabar o seu mandato com dignidade? Cavaco, com a idade, tornou-se medroso, pouco audaz e é uma grande desilusão para quem nos anos 80 acreditou nele. 

Seguro e a ADSE


Diz António José que o sistema de privilégio na saúde de que beneficiam os funcionários públicos e é pago, em grande medida, pelo dinheiro dos impostos de todos os portugueses, deve ser reformulado, por outras palavras destruído, mas com diálogo e consenso.
Diálogo e consenso?
É mesmo que dizer que deve haver diálogo e consenso entre o verdugo e o condenado à forca. Nunca nenhum beneficiário da ADSE concordará com a diminuição de gastos públicos naquele sub sistema de saúde. Portanto, o político que o fizer terá de o fazer à força e dizê-lo antes de eleições.
Neste caso, diálogo e consenso é a mesma coisa que dizer que nada se vai fazer. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Seguro é um bom seguro


De repente, com a baixa enorme dos juros que nos pedem no estrangeiro para  mais empréstimos  Passos e o Governo passaram para a berlinda, no sentido positivo da expressão e Seguro e o PS começam a perder a face. Passos teve ainda declarações felizes ao dizer que devemos ter excedentes orçamentais para poder diminuir a divida e que o país não pode esperar pela indecisão e recusa em dialogar do PS. Basta que a economia tenha algum resultado positivo, como a diminuição, mesmo que ligeira, do desemprego, para que as sondagens desfavoráveis a PSD e CDS se invertam.
Mas ainda não estamos em campanha eleitoral e Seguro é o melhor seguro do Governo para as próximas eleições. Ele é medroso, não sabe o que fazer ou dizer e deve ser pouco atacado pela direita, está a entrar em descrédito e é o melhor adversário para as próximas legislativas. Embora se desconfie que Costa não fará melhor é melhor não arriscar e ir defendendo o incipiente António José.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Benfica 2; FC Porto 2


Desta vez o Benfica, verdade seja dita, não entrou em provocações, ao contrário do que sucedeu no passado com as desgraçadas declarações do presidente Vieira sobre os dois guarda redes e outras tontices. Jesus limitou-se a analisar o jogo e pouco mais.
Vítor Pereira estava muito enervado e Pinto da Costa entrou em parafuso com o engano no site da Liga. Ambos estavam revoltadíssimos com o árbitro  mas, como há sempre erros neste capítulo, não adianta entrar em parafuso.
Portanto, um resultado que é bom para o Porto com má actuação dos portistas nos bastidores.
Esperemos pela 2ª volta deste clássico para que o FC Porto se sagre campeão. 

A crise do Ocidente e a fuga de investimento


Pois, o problema é a recessão. Por mais cortes que se façam e por mais que o país poupe, nunca chega, pois a recessão económica rapa tudo e torna os sacrifícios infrutíferos.
Mas é caso para perguntar: se o país (Estado e cidadãos) não estivesse a poupar, em que situação explosiva não estaríamos agora? Sem dinheiro, sem crescimento, com a miséria a alastrar, seria o caos se não tivéssemos travado a tempo a loucura consumista pública e privada que vivemos durante décadas.
E a razão para a recessão e queda constante do PIB é que Portugal e quase toda a Europa deixou de ser um lugar atractivo para os investidores. Hoje, todo o capital foge para o Extremo Oriente dos 100 euros por mês de salário, 60 horas por semana de trabalho, sem mais direitos e sem a maçada de obrigações sociais ou ecológicas. E enquanto assim for, não são de esperar grandes alterações à crise do sul da Europa que se vai alargar progressivamente a toda a Europa e, imagine-se, à América do Norte que hoje já vive de empréstimos massivos.

Armstrong o Vígaro


Armstrong admite uso de doping em entrevista com Oprah
O antigo ciclista norte-americano Lance Armstrong admitiu na segunda-feira ter recorrido ao doping durante a Volta a França numa entrevista com Oprah Winfrey que deverá ser divulgada na quinta-feira

Este atleta drogado caiu numa situação completamente escabrosa. Depois de ter sido declarado super homem, inclusivamente após ter vencido um cancro, veio a descobrir-se que não passa de um aldrabão e de um trapaceiro que se drogou para passar à frente dos companheiros, supostamente limpos. Digo supostamente pois o doping no ciclismo tem atingido níveis preocupantes e nunca se sabe a quantidade de ciclistas que se drogam nas provas, principalmente nas de mais prestígio e com maiores recompensas.
Descoberta a careca, por denúncias dos companheiros que não suportavam ver o trapaceiro ficar com os louros, ainda tem a lata de dar uma entrevista a dizer que afinal tudo era verdade e que ele não passa de um vigarista da pior espécie.
Quando à Oprah, a quem já apelidaram de uma das mulheres mais poderosas do mundo, não deveria envolver-se nesta podridão e dar voz um salafrário da pior espécie, ainda por cima "na sua mansão". O escroque deveria estar preso e com os bens arrestados.
Vá-se lá compreender os americanos do norte.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Esquerda sem opções?

A esquerda está muito esperançada com a actuação do Tribunal Constitucional para destruir o Orçamento de Estado. A esquerda mais espertalhaça e bem instalada na vida, claro. Por exemplo, todos aqueles que nunca descontaram nada para a Segurança Social, com excepção dos últimos 5 anos e têm hoje reformas de 2 e 3 mil euros, devem estar muito assustados com as declarações de Passos sobre as reformas injustificadamente elevadas e estão a ver o plano a ir por água abaixo.
Mas Vital Moreira, reputado constitucionalista e membro do PS, veio afirmar que o Orçamento 2013 não é inconstitucional - e agora? Será que a esperança dos socialistas e comunistas diminui?
Não há problema, resta a actuação de rua - que não tem existido, a não ser por parte de algumas galdérias e energúmenos arremessando pedras à polícia.
E escrever na Internet insultando o Governo e todos os que o apoiam? - não resulta, quase ninguém lê estes comentários e mesmo os que os lêem não lhes atribuem grande importância.
Resta a acção armada popular, por exemplo distribuir armas ao povo trabalhador e iniciar uma revolta para destituir o Governo? Parece muito inviável, a não ser na mente de alguns retardados mentais.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Segurança Social a saque


A Segurança Social está a saque dos bem instalados e dos espertalhões (cambada de anti patriotas) há décadas. Se os cortes começarem por aniquilar com estes abusos inqualificáveis começam bem - aliás, o processo do corte dos 4 mil milhões precisa de apoio ou compreensão popular. O Governo tem de arranjar maneira de criar um lado positivo para os cortes e esse lado positivo poderá ser perfeitamente o destruir os direitos adquiridos, ilegais mas imorais, do grupelho que se soube aproveitar. E a poupança não deverá ser tão pequena assim.

Os vigaristas irresponsáveis


Já se sabia que PCP e Bloco de Esquerda iriam rejeitar liminarmente este corte de 4 mil milhões. São coerentes com a politica irresponsável que defendem: rasgar o memorando, sair do euro e da UE e deixar de pagar a divida. Teríamos depois de fazer como Cuba e depender das esmolas do petróleo da Venezuela para comer, mas, além de não haver nenhuma Venezuela que nos ajude, a esquerda radical não explica como faríamos depois.
O CDS não quer, e muito bem, esbulhos fiscais. Como é que vai ser? Não quer também cortes na despesa? Esperamos para ver...
O PSD está com a brasa nas mãos. É o único que não pode rejeitar este corte de 4 mil milhões de forma coerente, mas está a mostrar muita incerteza na hora da verdade. Esperemos que apresente um bom plano não penalizador para os mais pobres.
Agora, a posição do PS e de Seguro é completamente ridícula. Nem quer ouvir falar no assunto, discutir ou conversar. Nega qualquer compromisso com a questão e faz má cara a quem lhes diz que devem ser responsáveis e ajudar neste problema gravíssimo. Mas que gente é esta? 
PSD e CDS deveriam expor esta conduta inacreditável dos socialistas para que o povo perceba como são enganadores e manipuladores.    

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O FMI e os banqueiros


É um facto que Portugal foi governado de forma irresponsável nos últimos anos, com um grande destaque para o Governo Sócrates que dobrou a divida externa em pouco tempo e deixou enormes compromissos para todos pagarmos como PPP, Parque Escolar ou nacionalização do BPN. Mas também é verdade que o banqueiro deve ser prudente ao emprestar o dinheiro e quem nos emprestou, no mínimo, alinhou na nossa irresponsabilidade. No caso da Grécia foram mais longe e até ajudaram a adulterar as contas para que mais empréstimos pudessem ser concedidos.
Sendo assim, os credores também deverão alinhar nos prejuízos de todo este lamentável episódio de loucura financeira e ajudarem a encontrar uma saída para os países do Sul.
A tríade que nos governa apenas pretende que a despesa pública baixe para que sobre dinheiro bastante para que os juros, note-se: apenas os juros, possam ser pagos indefinidamente. Além de lamentável, esta actuação é de uma visão fechada de curto prazo e gananciosa por demais. 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Cortar e cortar a eito


Falando em cortes, na minha opinião há dois tipos: 
 - Os cortes moralizantes que são os efectuados nos privilegiados da sociedade, por exemplo deputados ou juízes. Nada resolvem em termos de despesa pública, mas são essenciais para que o povo aceite os restantes cortes a fazer e que são o grosso da encomenda. Devem atingir a fundo os direitos adquiridos dos beneficiários e ser bem publicitados; 
 - Os cortes normais que são os principais, reduzir reformas, salários e benefícios pagos pelo Estado. Estes vão ter que ser feitos, quer queiramos quer não mas é essencial que o Governa faça antes os tais cortes moralizantes.
Temos ainda a questão do crescimento económico, fulcral para que a rubrica dos cortes normais não seja tão profunda, mas o Governo aqui também tem falhado: na justiça há uma promessa de reforma mas ainda sem resultados e com muitas criticas negativas e a sensação geral é que vai continuar a ser ineficiente e lenta; o sistema fiscal está ainda incerto, muda muito; a burocracia e o poder dos burocratas continua inexpugnável e licenciar uma empresa continua a ser um calvário caríssimo; não há melhorias no combate à corrupção. Neste cenário, com a concorrência dos salários de escravatura na China e outros países da zona,quem é que se atreve a investir por cá? 
Impõe-se que o Governo comece a trabalhar nos cortes moralizantes e que torne o Estado amigo dos investidores para depois poder aplicar os tais cortes na população em geral. Será que ainda vai a tempo? 

Tricas e mais tricas


Só o Ministério Público pode pedir imagens às televisões
O Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República considera que a decisão de pedir imagens não editadas às televisões para investigações criminais compete ao Ministério Público e não à polícia, num texto referente ao caso envolvendo a RTP.

Não podem ver as imagens em bruto? Mas afinal o que pode a polícia fazer no combate ao crime? Os procuradores puseram a bota em cima das autoridades policiais e não tiram, têm de controlar todo o processo, os agentes não podem fazer nada sem pedir autorização ao procurador.
A polícia já nem pode usar as armas a não ser em legítima defesa e mesmo assim com muita cautela, não vá a tutela instaurar um processo disciplinar. 
Qual é o problema dos polícias irem a uma TV e pedirem aos jornalistas para verem imagens filmadas? É algum atentado à liberdade dos cidadãos?
A Justiça vai de mal a pior...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Portugal a crescer?


"Queremos crescer nos próximos anos acima da média dos últimos 12"
O primeiro-ministro afirmou terça-feira a ambição de colocar Portugal a "crescer nos próximos anos acima da média dos últimos doze", através de um bom aproveitamento dos fundos europeus e da opção por investimentos sustentáveis.

Este Governo, certamente ocupado com a difícil tarefa de reduzir o deficit, nada tem feito para criar condições para aumento do investimento privado na economia.
Na justiça há uma promessa de reforma mas ainda sem resultados e com muitas criticas negativas e a sensação geral é que vai continuar a ser ineficiente e lenta; o sistema fiscal está ainda incerto, muda muito e ainda agora surgiu este inacreditável questão das empresas não saberem como vão proceder na tributação dos duodécimos; a burocracia e o poder dos burocratas continua inexpugnável e licenciar uma empresa continua a ser um calvário caríssimo; não há melhorias no combate à corrupção. Neste cenário, com a concorrência dos salários de escravatura na China e outros países da zona, quem é que se atreve a investir por cá? Não é pelo controle das contas públicas ou por marketing político de Paulo Portas e Cavaco que o investimento e o crescimento vão surgir.
Podemos querer crescer mas é muito difícil que tal aconteça.  

A TRÍADE


FMI propõe dispensa de 50 mil professores
Esta é apenas uma das medidas encontradas pelo Fundo Monetário Internacional para que o Estado consiga "um corte permanente na despesa de quatro mil milhões de euros a partir de 2014". Mas há mais.

O Governo e a população estariam à espera que os técnicos do FMI arranjassem maneira de diminuir despesa sem mexer nos bolsos de cada um? Pois aí está a resposta: eles cortam a direito, sem olhar a consequências, injustiças ou a interesses deste ou daquele grupo de pressão.
Cabe ao Governo encontrar forma de cortar os 4 mil milhões da forma mais equitativa possível. O Executivo é formado por portugueses que conhecem o país e estão em melhor posição para seleccionar os alvos - claro que vão sempre surgir protestos, mas isso é inevitável.
E a coisa não fica por aqui. Sendo o deficit de cerca de 8 mil milhões, para cumprirmos a meta final desta longa maratona -os famosos 0,5% - como vai ser?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Desemprego


Desemprego mantém-se em novembro
A taxa de desemprego em Portugal situou-se nos 16,3% em novembro,  mantendo-se como o terceiro valor mais elevado entre os países da União Europeia.

30 dias sem aumentar é nada! Se diminuísse poderia ser sinal de crescimento económico, mantendo não se pode tirar qualquer ilação. De qualquer maneira o desemprego entre os portugueses é uma tragédia, tem levado muitos a emigrar e criado situações de miséria revoltantes.
O Governo anunciou que iria criar um gabinete de apoio a quem quisesse emigrar; pois eu sugiro que crie um gabinete de apoio a quem queira investir em novos projectos empresariais, de grandes ou pequenas dimensões.
Face à miríade de obstáculos e dificuldades burocráticas que a administração pública, que pelos vistos é irreformável, coloca a quem quer investir, o Governo deveria criar um gabinete, tipo alta autoridade, com plenos poderes, que auxiliasse e defendesse novos investimentos da prepotência e incompetência dos burocratas. Com os bancos recapitalizados e dispostos a investir na economia real pode ser que assim a economia cresça, única forma de diminuir o desemprego.
Neste aspecto, parece que o Governo está a dormir na forma e à espera que o investimento caia do céu de forma mágica. Quem é que investe num país falido, com um sistema de justiça descredibilizado, com leis para tudo que só complicam e com uma administração pública burocrática e cristalizada?
   

A nacionalização do Banif


Os capitalistas, liberais ou os simples economistas afiançam que o sistema bancário é o coração do sistema económico. E é! Sem financiamento nenhuma empresa progride nem se criam novas firmas. Mas daí a permitir todos os dislates aos banqueiros vai uma grande distancia. O Banif parece que foi mal gerido, o seu fundador faleceu repentinamente e há quezílias familiares entre os herdeiros, mas nada justifica esta intervenção com dinheiro público e que pode dar mau resultado porque não há garantias de lucro para o erário público.
Embora esta operação não seja novidade, parte do empréstimo da tríade destina-se a recapitalizar os bancos, não deixa de ser revoltante o privilégio de que a banca tem junto dos poderes. 
Até porque se um banco falir não deixa de ser um aviso à navegação para comportamentos menos éticos dos restantes no futuro - deixem-nos falir sem medo das consequências, vão ver que a arrogância e aventureirismo dos banqueiros acaba num ápice. 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

SIC / RTP

Balsemão defende que privatização da RTP "é um erro para o país"
Francisco Pinto Balsemão deu uma entrevista ao Diário de Notícias/TSF onde falou do estado atual da comunicação social e do país.

Quando Cavaco abriu a TV à iniciativa privada, muitas vozes do contra se levantaram. E o argumento era o mesmo: a publicidade não chega para todos!
Hoje Balsemão está do outro lado da barricada e não quer mais concorrência, tem medo das consequências para as contas da SIC. O Problema é que a RTP custa 250 milhões de euros/ano ao Estado e aos portugueses e, numa época de fome e miséria, é indefensável e insustentável que este esbulho se mantenha. A SIC que se reforme, reduza salários, regalias às estrelas e outros custos e se adapte, não queira que o Estado continue a pagar a factura.
Quanto à RTP concordo que se mantenha pública pelo serviço público de alguns programas e pelos canais internacionais, mas com o fim imediato das subvenções do Estado. Quanto à contribuição obrigatória na conta da luz ela só deveria existir para os mais abastados.  

A incoerência de Cavaco


Marcelo descobriu esta incoerência de Cavaco de forma certeira: então no ano anterior cortar dois subsídios não lhe levantou dúvidas, mas cortar um subsídio já lhe causa enorme azia e pede fiscalização.
Cavaco, enquanto 1º Ministro, humilhou na praça pública o Presidente de então, Mário Soares, quando disse que o ia ajudar a acabar o mandato com dignidade. Ora, Cavaco já percebeu que tirando João Proença, alguns patrões e um ou outro comentador mais esclarecido, está tudo contra o Governo e ele quer fazer parte da maralha maioritária para angariar algum apoio e acabar também o seu mandato com alguma dignidade.
Não esquecer que, a seguir ao Executivo, ele é o orgão de soberania mais desprezado e atacado.
Hoje, poucos têm coragem de defender o Governo sob pena de serem insultados e mesmo agredidos. Mas também poucos se atrevem a defender Cavaco Presidente e ele quer alterar isso.
Pena que o tiro lhe tenha saido pela culatra. Deveria ter seguido a filosofia do ano anterior e manter-se coerente. 

O discurso de Passos nas Janeiras

Passos Coelho deseja que os portugueses em dificuldades consigam ver "a luz ao fundo do túnel
Pedro Passos Coelho deixou uma mensagem ao país depois de ouvir dois  grupos folclóricos cantarem as Janeiras, nos jardins da residência oficial  de São Bento, em Lisboa

Quando Passos Coelho se refere "aos que não gostam muito deste Governo" deveria ter dito ao membros da esquerda radical, onde estão incluídos os exaltados do PS, que "odeiam este Governo". E as reacções da populaça e opinião pública em geral são de uma tal jactância negativista que, razoavelmente, poderemos pôr em causa a racionalidade dos opositores esquerdistas radicais ao Executivo.
Nesta fase, a cegueira anti Passos é de tal forma exacerbada que ele poderia afirmar: "pronto seus esquerdistas, vocês têm razão. Vamos rasgar o acordo da tríade, sair do euro e da União Europeia, deixar de pagar a divida e ligar a máquina de impressão de novos escudos para distribuir dinheiro a rodos por todos". Nem com uma afirmação fantástica deste género, o povo gonçalvista e estalinista aplaudiria o 1º Ministro. E, note-se, é exactamente isto que os integristas de esquerda querem. 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Bons empresários


No nosso país, a missão dos empresários profissionais e honestos está bastante facilitada. De tempos a tempos aparecem oportunidades de negócio em áreas determinadas e com lucros aparentemente garantidos - desde pão quente, construção ou bancos - e logo aparecem muitos investidores interessados. Como o mercado nunca dá para todos, são os melhores que ficam, seleccionados pelo mercado. É aqui que entra a característica dos melhores terem a vida facilitada: os desonestos com a sua visão de curto prazo e ânsia de lucros abundam sempre e, a curto médio prazo, são expulsos ficando os bons profissionais com o mercado só para si. Foi o que aconteceu na banca, na construção civil, nos centros comerciais, nas pastelarias e restaurantes e outros.
Portugal, com um povo trabalhador e disciplinado, é um bom local para se investir desde que se observem as regras da boa conduta e nunca se defraude um cliente. 

sábado, 5 de janeiro de 2013

Juros baixam


Risco abaixo de 29% e juros abaixo de 7%
Na primeira semana do novo ano, Portugal desceu para o penúltimo lugar do grupo de 10 economias com maior risco de incumprimento. Chegou a estar, durante o dia, em 10º, na porta de saída. Os juros da dívida a dez anos fecharam em 6,3%.

Hoje em dia, com a realidade cruel a olhar-nos nos olhos e a exigir que paguemos, a eficácia do Governo mede-se pelos parâmetros referidos (juros mais baixos e menor risco em nos emprestarem).
Está assim de parabéns Vítor Gaspar e toda a sua equipa no Ministério das Finanças pelos resultados conseguidos e se espere que a tenacidade do sábio Ministro continue implacável até ao superavit.  

1ºs Ministros desde 1981


1981-1983 - Pinto Balsemão PSD - CDS - PPM
1983-1985 - Mário Soares PS (+PSD)
1985-1987 - Cavaco Silva PSD
1987-1991 - Cavaco Silva PSD
1991-1995 - Cavaco Silva PSD
1995-1999 - António Guterres PS
1999-2002 - António Guterres PS
2002-2004 - Durão Barroso PSD + CDS
2004-2005 - Santana Lopes PSD + CDS
2005-2009 - José Sócrates PS
2009-2011 - José Sócrates PS
2011-(?)     - Passos Coelho PSD + CDS

Constituição


A Constituição, que nos custou uma guerra civil, deve ser sagrada e respeitada, mas para tal deve ser modificada e adaptada aos tempos actuais. Quando a estrutura desta foi feita ainda fazíamos dinheiro e portanto nunca faltava nada, nem que fosse para enganar o povo. Por exemplo, dar uma aumento de 15% com a inflação a 27%, para acalmar a populaça que ficava toda contente. 
Hoje não fazemos dinheiro e não dá para engenharias financeiras, assim as garantias que a Constituição dá são mera ficção, embora os reformados mais abastados, tipo Cavaco ou Soares, ainda se agarrem à Lei Fundamental na defesa dos seus dinheiros.
Gastando o Estado 78 mil milhões e cobrando 70 mil milhões, o que fazer aos 8 mil milhões em falta? É deste buraco que ninguém fala, preferem agarrar-se aos direitos adquiridos e defendidos por lei mas que ninguém tem dinheiro para pagar. 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Jovem miúda indiana violada - 2


Só Deus tem o direito de tirar a vida e a abolição da pena de morte, assim como a abolição da escravatura ou o respeito pelos direitos humanos são enormes avanços civilizacionais.
Mas a sociedade tem o direito de se defender e pode, e deve, aplicar a pena de prisão perpétua aos crimes mais horrorosos ou praticados contra os mais indefesos. Infelizmente em Portugal este correctivo extremo não está previsto no Código Penal.
Quanto aos monstros indianos, a prisão perpétua será um castigo mais pesado que a morte quase instantânea. As prisões indianas devem ser pocilgas execráveis e o sofrimento por lá se passar o resto da vida é um castigo mais que apropriado às bestas que praticaram este crime horrendo e dissuasor de todas os animais violadores que, pelos vistos, lá existem.

Artur Baptista da Silva


Autor: internauta spitzer

Artur Baptista da Silva é apenas uma fraude num país de fraudes. E nós, portugueses, gostamos de fraudes. Admiramos as plumas dos chapéus porque temos perguiça de ler o que as plumas escrevem. Este país é demasiado permeável a fraudes como esta ou como Miguel Relvas, Armando Vara e muitos outros. 

Os portugueses impressionam-se facilmente com pregaminhos porque «pensar» dá muito trabalho para com «o poder». Herdamos do fascismo uma sociedade subserviente e buçalmente seguidista de tudo o que simboliza o poder. O PNUD, a ONU.. tudo isso é tão «acima» que nem era preciso verificar crediciais. 

E todos fomos um pouco fraudes. Porque todos gostamos de falar do que não sabemos e um jornal que cita uma notícia sem a conferir, como a notícia de que apareceu um português que preside a um «observatório do PNUD para o sul da europa» também está a cometer uma fraude. O jornalista que diz o que não confere está a falar do que não sabe. Falar do que não se sabe é normal para um treinador de bancada mas é muito mau para um jornalista. Creio que é por isso que os jornalistas tanto atacam Artur Baptista da Silva. mas não será a ânsia de dar notícias sem as verificar tão responsável quanto Artur baptista da Silva em toda esta telenovela? 

Os jornalistas e todo aqueles que foram apanhados a citar Artur Baptista da Silva são também, à sua escala, pequenas fraudes. São fraudes porque gostaram de falar do que não sabiam, de citar o que não existia e de fazer passar por notícia algo que não era.



Cavaco e as reformas


Cavaco: "Faltam-me algumas qualidades dos políticos. A intriga cansa-me"
Além de lembrar a sua entrada na política, Cavaco Silva fala do seu tempo como primeiro-ministro numa longa entrevista concedida ao Expresso, a propósito dos 40 anos que o semanário agora completa.

Corre o boato, certamente criado pelos tais intriguistas citados pelo Presidente, de que Cavaco não gosta do Orçamento pois ataca fortemente quem aufere maiores pensões, pagas, note-se, pelo arruinado Estado Português.
A grande fatia das despesas públicas são ordenados, pensões e subsídios, além da monstruosa fatia de juros da divida pública. Mas Cavaco não gosta de reduções nesta área (a única onde se pode mesmo diminuir o deficit) e pede a fiscalização aos juízes do Tribunal Constitucional. Pode ser que eles resolvam o problema e não se reduzam os proventos de quem ganha mais.
Ninguém quer reduzir a despesa pública, especialmente se essa redução mexer nos seus bolsos; mas também ninguém quer assumir a responsabilidade e se opor a isso frontalmente. Sendo assim, a Constituição e o Tribunal Constitucional são pau para toda a obra na defesa dos privilégios insustentáveis das elites reformadas - são elas que estão na linha da frente de combate ao Governo e à austeridade.
O Tribunal Constitucional deveria fazer um manguito a esta gente e, em vez de analisar a justiça dos cortes nas reformas, deveria, em primeiro lugar, analisar a justiça das reformas de privilégio.   

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Visão ditatorial de pseudo democratas


Hugo Chávez está "consciente" mas em "situação delicada"
O vice-presidente venezuelano descreve o estado de saúde de Hugo Chávez, depois de uma nova operação ao tumor que o afeta, como "delicado e complexo". Apesar disso, o Presidente está "consciente"

É mau sinal, bem descritivo dos tempos que correm, nem sequer se respeitar o sofrimento de um ser humano na doença apenas porque tem opções políticas contrárias. Seja Hillary Clinton ou Chávez.
Hoje o vice presidente venezuelano pedia respeito à oposição e correm piadolas indecentes acerca da enfermidade de Hillary. Uma das tarefas da humanidade será tirar a voz aos vândalos fascistas que não respeitam as regras do civismo ou do humanismo e só pensam em exterminar os adversários e destruir tudo o que não vá na linha do seu pensamento obtuso porque limitado. 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2013


Segundo alguns oráculos infalíveis, 2013 vai ser o ano em que a coligação PSD/CDS que nos governa actualmente irá cair e Seguro será o novo 1º Ministro. A razão mais apontada será a estrondosa derrota que é expectável para as eleições municipais, motivada pelo cansaço que o eleitorado já mostra pelos actuais governantes.
Seguro têm-se mostrado exultante. Não só com estas previsões mas também com o resultado de algumas sondagens que lhe dão a maioria relativa (pela lógica Seguro deveria mostrar-se aterrorizado por ter apenas a maioria relativa para governar nestes tempos de tempestade, mas a ganância pelo poder é muita).
Já BE e PCP não concordam com os tais arautos de um futuro socialista. Eles intimam Seguro e PS a mudar se querem um "Governo com ampla maioria de esquerda" e estão convencidos de vir a ter enormes ganhos de votação na sequência do descontentamento popular.
Toda esta gente de esquerda esquece-se do seguinte: o Governo está de pedra e cal e vai, lentamente, levando a água ao seu moinho. O povo vai reclamando mas já interiorizou que a austeridade é inevitável e que, afinal, o Governo não a impõe por maldade ou por ser masoquista, mas por necessidade.
Deste modo, o ano que se inicia vai ser de mais do mesmo: o PSD com CDS a cortar e racionalizar a despesa pública; o PS a garantir que tem uma receita mágica para promover o crescimento e a cortar menos e a esquerda radical, iludida com a grande contestação popular, arreigada a um nível eleitoral que não tem.