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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O regresso aos mercados


Finalmente o Governo conseguiu o tão almejado deficit adequado ao que os estrangeiros nos obrigam e o fantástico regresso aos mercados internacionais de crédito a longo prazo.
Mas isto são apenas números, difíceis de alcançar é certo e com tremendos sacrifícios para a população, mas nada de novo trazem à economia real do país. Pelo menos no imediato.
O que o nosso país precisa é de crescimento económico real, com diminuição do desemprego e dos insuportáveis impostos/esbulho que nos impõem e o Governo tem feito pouco para que tal aconteça. A justiça continua lenta, a burocracia e a corrupção são monstros inamovíveis, as leis fiscais penalizam os investidores e nunca são certas para o futuro, a lei do trabalho é um labirinto que se impõe à lógica e ao bom senso. Portugal ainda não é, e não será nos próximos tempos, um bom país para investir.
Ainda por cima quem tem dinheiro quer é colocá-lo em títulos do tesouro, acções e outros chavões da economia fictícia de casino especulativo. Os que pretendem investir em empresas a sério, que produzam e vendam bens palpáveis, fazem-no no extremo oriente e na Europa de Leste.
Passos disse que temos de começar a pensar no pós-troika. Acho bem que o faça e reforme o Estado para que seja possível um maior investimento na industria e agricultura nacionais.    

sábado, 2 de junho de 2012

Evolução da Divida Portuguesa


Gráfico real da evolução da divida nacional

Com Mário Soares e Sá Carneiro, a divida publica passou de praticamente 0 para 10 mil milhões; 
Com Cavaco, de 10 mil milhões para 40 mil milhões; 
Com Guterres de 40 mil milhões para 80 mil milhões; 
Com Santana saltou para 90 mil milhões; 
Com Sócrates para 160 mil milhões. 


Nestes números não estão incluídos as PPP, empresas publicas, dividas de autarquias, BPN, empresas municipais e outros. 
Sendo assim, a divida, chamada soberana, ascenderá aos 200 mil milhões no fim do consulado de Sócrates, 
Também não está incluído o empréstimo da Troika


segunda-feira, 12 de março de 2012

A ilusão dos mercados financeiros

Muitos países do mundo têm caído na ruína devido à ilusão dos empréstimos de grandes quantias de dinheiro para financiamento da economia nacional. Parece que funciona assim: representantes de grandes companhias financeiras enviam funcionários a países com reduzida divida ao exterior e propõem-lhes emprestar dinheiro para desenvolvimento da economia. Por exemplo, criar uma rede de estradas ou construir barragens para produção de electricidade. Mesmo que os dirigentes locais se recusem, os financeiros podem usar tácticas como suborno ou chantagem. Começado o processo, o mesmo é imparável até à ruína do país. Até lá, os bancos vão cobrando juros, emprestando mais e quando o país já não aguenta, começam a comprar empresas públicas rentáveis ou direitos de exploração de recursos naturais a preços muitos baixos. Tudo se consegue com a ameaça de se fechar a torneira do dinheiro


Por aqui podemos parar para pensar se a situação portuguesa, grega ou irlandesa é só mera coincidência...


E as nações vão pagando, pagando até à exaustão. Mudam os Governos e os pagamentos continuam. É aqui que a história começa a ter contornos dantescos. Se um país não pode pagar mais porque continua a cumprir? Qualquer devedor só paga enquanto puder ou tiver bens que respondam pelas dividas e os credores sabem que existe risco de não serem ressarcidos. Mas os países deixam-se ser espremidos até à exaustão. Ainda por cima sabendo-se que o negócio do empréstimo tem ou pode ter, no mínimo, contornos suspeitos. Ou seja, o empréstimo pode não ter sido contraído por interesse do país mas por interesse dos bancos, com a conivência de governantes incompetentes ou mesmo vendidos.


Por último, qual é o tribunal que vai obrigar o país a pagar? Nenhum! Então porque continuam as nações a pagar as obrigações de uma burla e a arruinar-se?