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domingo, 25 de novembro de 2012

Europa cada vez mais desunida


A Europa desde há séculos que se tem vindo a tentar unir numa única estrutura económica e politica. Até à 2ª Guerra Mundial os vários projectos apresentados baseavam-se na força. Como nunca resultaram e até causaram a ruína dos países mentores de cada um deles, tentou-se então a via do consenso, sendo isso a génese da União Europeia.
Tudo correu bem até à eclosão da crise financeira e económica mundial que vivemos presentemente. Os países mais ricos que sustentam o orçamento comunitário querem reduzir drasticamente a sua contribuição e deverá ser assim até que a UE se torne em algo residual e deixe de fazer sentido. Ao mesmo tempo ganham força as ideias separatistas de regiões como a Catalunha que irão destruir os países onde estão presentemente integradas. Se a Catalunha conseguir a independência, rapidamente o País Basco e a Galiza seguirão a mesma pretensão. Mas temos a Córsega, Escócia, Irlanda do Norte, a Flandres, o Norte de Itália ou, por absurdo, a Madeira. Sem falar nas guerras que estas independências poderão causar, exactamente o que se pretendia contrariar com a construção da União Europeia..
Definitivamente, por este ou por aquele motivo, unir a Europa é uma tarefa impossível. Pelo contrário, a tendência  dos povos deste Continente é dividirem-se cada vez mais. E as tendências sociais são impossíveis de contrariar.

sábado, 26 de maio de 2012

Encruzilhadas na Europa


A Alemanha e restantes países do Norte da Europa já deixaram bem claro que os deficits orçamentais não podem existir e estão dispostos a arriscar uma catástrofe na Europa, como o fim do Euro e mesmo da União Europeia, a recuar nesta posição.
A "chantagem" grega de cair e arrastar todos com ela é actualmente uma carta completamente fora do baralho de opções para o futuro.
Esta visão pode parecer radical mas, segundo os nórdicos, uma economia deve ser construída em bases sólidas e saudáveis, a saber, contas públicas coerentes e investimentos privados, nunca públicos, no desenvolvimento da economia. 
Levando estas recomendações nortistas em boa conta, seria bom solicitar alguma reflexão humanista aos nossos irmãos do norte: As políticas (neoliberais) causam muita miséria e sofrimento nos países endividados, principalmente nas classes mais desfavorecidas. Se terão bons resultados no futuro é o que todos queremos saber. Não seria justa a criação de uma assistência monetária directamente aos afectados, como comparticipação em fundos de desemprego e outros subsídios? As dificuldades passariam com menos desconforto e a Europa poderia respirar de alívio até às melhoras económicas.
Ou seja, a Europa resolveria a chaga das dividas e dos deficits no médio prazo, para salvar o Euro, mas a CE ajudaria os cidadãos mais afectados pelo desemprego e miséria coadjuvantemente com respectivo Estado.
Talvez este seja o caminho mais económico de todos.