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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Portugal a crescer?


"Queremos crescer nos próximos anos acima da média dos últimos 12"
O primeiro-ministro afirmou terça-feira a ambição de colocar Portugal a "crescer nos próximos anos acima da média dos últimos doze", através de um bom aproveitamento dos fundos europeus e da opção por investimentos sustentáveis.

Este Governo, certamente ocupado com a difícil tarefa de reduzir o deficit, nada tem feito para criar condições para aumento do investimento privado na economia.
Na justiça há uma promessa de reforma mas ainda sem resultados e com muitas criticas negativas e a sensação geral é que vai continuar a ser ineficiente e lenta; o sistema fiscal está ainda incerto, muda muito e ainda agora surgiu este inacreditável questão das empresas não saberem como vão proceder na tributação dos duodécimos; a burocracia e o poder dos burocratas continua inexpugnável e licenciar uma empresa continua a ser um calvário caríssimo; não há melhorias no combate à corrupção. Neste cenário, com a concorrência dos salários de escravatura na China e outros países da zona, quem é que se atreve a investir por cá? Não é pelo controle das contas públicas ou por marketing político de Paulo Portas e Cavaco que o investimento e o crescimento vão surgir.
Podemos querer crescer mas é muito difícil que tal aconteça.  

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Desemprego


Desemprego mantém-se em novembro
A taxa de desemprego em Portugal situou-se nos 16,3% em novembro,  mantendo-se como o terceiro valor mais elevado entre os países da União Europeia.

30 dias sem aumentar é nada! Se diminuísse poderia ser sinal de crescimento económico, mantendo não se pode tirar qualquer ilação. De qualquer maneira o desemprego entre os portugueses é uma tragédia, tem levado muitos a emigrar e criado situações de miséria revoltantes.
O Governo anunciou que iria criar um gabinete de apoio a quem quisesse emigrar; pois eu sugiro que crie um gabinete de apoio a quem queira investir em novos projectos empresariais, de grandes ou pequenas dimensões.
Face à miríade de obstáculos e dificuldades burocráticas que a administração pública, que pelos vistos é irreformável, coloca a quem quer investir, o Governo deveria criar um gabinete, tipo alta autoridade, com plenos poderes, que auxiliasse e defendesse novos investimentos da prepotência e incompetência dos burocratas. Com os bancos recapitalizados e dispostos a investir na economia real pode ser que assim a economia cresça, única forma de diminuir o desemprego.
Neste aspecto, parece que o Governo está a dormir na forma e à espera que o investimento caia do céu de forma mágica. Quem é que investe num país falido, com um sistema de justiça descredibilizado, com leis para tudo que só complicam e com uma administração pública burocrática e cristalizada?