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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Portugal a crescer?


"Queremos crescer nos próximos anos acima da média dos últimos 12"
O primeiro-ministro afirmou terça-feira a ambição de colocar Portugal a "crescer nos próximos anos acima da média dos últimos doze", através de um bom aproveitamento dos fundos europeus e da opção por investimentos sustentáveis.

Este Governo, certamente ocupado com a difícil tarefa de reduzir o deficit, nada tem feito para criar condições para aumento do investimento privado na economia.
Na justiça há uma promessa de reforma mas ainda sem resultados e com muitas criticas negativas e a sensação geral é que vai continuar a ser ineficiente e lenta; o sistema fiscal está ainda incerto, muda muito e ainda agora surgiu este inacreditável questão das empresas não saberem como vão proceder na tributação dos duodécimos; a burocracia e o poder dos burocratas continua inexpugnável e licenciar uma empresa continua a ser um calvário caríssimo; não há melhorias no combate à corrupção. Neste cenário, com a concorrência dos salários de escravatura na China e outros países da zona, quem é que se atreve a investir por cá? Não é pelo controle das contas públicas ou por marketing político de Paulo Portas e Cavaco que o investimento e o crescimento vão surgir.
Podemos querer crescer mas é muito difícil que tal aconteça.  

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Abebe Aemro Selassie


FMI: Os "grandes sacrifícios" dos portugueses "não foram em vão"
O chefe de missão para Portugal do Fundo Monetário Internacional (FMI), Abebe Aemro Selassie, reconheceu hoje que os portugueses já fizeram "grandes sacrifícios", mas assegurou que "não foram em vão". E adianta que os resultados em termos de crescimento económico deverão ser visíveis a partir da segunda metade de 2013

Depois de várias décadas de regabofe no gasto de dinheiros públicos, em especial no penúltimo Governo, vivemos agora um tempo de poupança e de respeito absoluto pelo dinheiro dos impostos. Todo o cêntimo gasto é ponderado e justificado. Neste aspecto, os portugueses estão a ser bem tutelados pela dupla Passos/Gaspar e podem esperar que a situação de rigor se mantenha.
Falta o referido crescimento económico. Só o crescimento económico pode refrear o ímpeto impressionante de austeridade e dar melhores condições de vida à população em geral. As teorias económicas mais apreciadas no Norte da Europa afirmam que ele irá aparecer, só não se sabe quando. Até hoje nem vê-lo.
Entretanto surge a noticia de 70 e tal tachos, empregos ou preenchimentos de funções essenciais (a descrição varia conforme as fontes) pagos a 4 mil euros/mês. Os contribuintes e população em geral aguardam explicações do Governo sobre estes rumores.