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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Declarações de Gaspar hoje

Estamos a viver uma época de histerismo hiper sensível nas reacções às decisões do Governo. Aconteceu isso no caso da RTP e agora com as medidas anunciadas por Passos Coelho. Regra geral os mais histéricos são os mais directamente afectados. No caso da RTP, claro que os investidores em TV, privados, ficam preocupados pois a TV pública passaria a ter mais tempo de publicidade o que prejudicaria os seus negócios. Vai dai toca a atacar o sr Relvas turbo licenciado pelo seu lado mais fraco: as habilitações literárias. No caso das novas medidas, percebemos agora, anunciadas sob pressão da troika para autorizarem a flexibilização dos prazos, foi uma histeria total da direita à esquerda. Por exemplo, quem recebe largos proventos por ter uma fundação (Soares) mostra-se revoltadíssimo com o Governo e ataca-o sem dó nem piedade, usando a maior demagogia e, inclusive, desonestidade bacoca.
Tudo este caldo de pressão sob o Governo é bastante alimentado pelos idiotas úteis do regime, como ressabiados do PS de Sócrates ou saudosistas degenerados do comunismo soviético.
Vamos ver qual o plano para esta conferência do Ministro das Finanças.
Tudo isto é uma brincadeira de mau gosto, pois mesmo os mais execrandos detractores do Governo sabem que o executivo governa manietado pela divida que nos deixaram (não pela troika como referem os tais idiotas úteis).

domingo, 4 de março de 2012

Famílias falidas

Em Portugal, cada habitante tem uma média de 10 (!) créditos bancários para liquidar, muitas vezes ao longo de décadas. Hoje em dia existem 100 mil pessoas com ordenado penhorado, que, como devem representar o mesmo número de famílias, serão, na verdade, cerca de 400 mil pessoas afectadas.

Se existe penhora do ordenado por dividas, quer dizer que têm emprego, sendo assim, o que estes números representam é o número de famílias, detectadas até agora, que se iludiu com uma riqueza aparente que, na realidade, não passava de uma mera ilusão temporal. Uma miragem! Daí hoje termos a extraordinária média de 10 créditos bancários por pessoa!

O que toda esta gente necessitava, antes de se endividar, seria de aviso contra os males da esmola grande. Diz a sabedoria popular que o pobre deve desconfiar. Estes 400 000 não desconfiaram e agora penam no mundo da insolvência, apesar de muitos terem emprego, ordenados e, até há pouco tempo, uma vida muito confortável.

E, juram os mais pessimistas, o número de ordenados penhorados e famílias insolventes será muito superior nos tempos mais próximos.