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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

EUA, como de costume


E-mails revelam, finalmente, detalhes sobre o funeral de Bin Laden
Mensagens trocadas entre militares dos EUA por correio electrónico indicam que o funeral de Osama bin Laden, no mar, a partir de um navio norte-americano, seguiu a tradição islâmica, mas que nenhum marinheiro assistiu à cerimónia. O nome de código para o corpo era "encomenda FedEx"


Os EUA, sempre tão ciosos do seu Estado de Direito, só aplicam a lei no seu território. Não seria muito mais civilizado capturar o homem vivo e julgá-lo no Tribunal Internacional?
Além de que o procedimento com Bin Laden é mais uma acha no ódio que muitos habitantes do planeta têm à América do Norte.
E a cadeia de Guantanamo? Nem Obama, que prometeu solenemente encerrá-la, conseguiu acabar com aquele atentado à Carta dos Direitos Humanos   

sábado, 14 de abril de 2012

Barack Obama





Obama está a ver a vida a correr-lhe para trás.
Problemas com o seguro de saúde para todos os cidadãos (como é possível os EUA gastarem 1 trilião de dólares só na guerra do Iraque e não conseguirem garantir acessos de saúde a todos os cidadãos?); a divulgação da conversa com Medvedev sobre a questão da cooperação em segurança, mas após eleições; o escândalo de festas com prostitutas de 12 elementos dos sempre discretos Serviços Secretos durante a visita presidencial à Colômbia. São questões que não auguram bom futuro para o Presidente.
Quando ele afirmou que o principal objectivo dos EUA seria localizar e matar Bin Laden, à boa maneira do Far West, sem julgamento ou possibilidades de defesa para o pior terrorista de sempre, deverá ter perdido muitas simpatias na Europa do Estado de Direito e civismo.
Ainda não fechou Guatanamo; o Iraque está um caos; o Afeganistão é um barril de pólvora; o Paquistão parece esconder que afinal é o actual mentor do movimento terrorista islâmico internacional e da luta, por todos os meios, contra Israel; na Coreia do Norte o demente regime em vigência continua, impune, a preparar-se para melhorar o arsenal nuclear e a violar a sanidade do seu próprio povo; África está entregue à sua sorte e ao apetite dos rapinadores. 
Enfim, o consulado de Barack reduz-se a um enorme desânimo, não porque o Presidente não tenha boas intenções, porque as deverá ter, mas porque não é possível (é impossível) realizar tudo o que se quer, mesmo que se esteja investido democraticamente no cargo mais importante do mundo.