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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A TRÍADE


FMI propõe dispensa de 50 mil professores
Esta é apenas uma das medidas encontradas pelo Fundo Monetário Internacional para que o Estado consiga "um corte permanente na despesa de quatro mil milhões de euros a partir de 2014". Mas há mais.

O Governo e a população estariam à espera que os técnicos do FMI arranjassem maneira de diminuir despesa sem mexer nos bolsos de cada um? Pois aí está a resposta: eles cortam a direito, sem olhar a consequências, injustiças ou a interesses deste ou daquele grupo de pressão.
Cabe ao Governo encontrar forma de cortar os 4 mil milhões da forma mais equitativa possível. O Executivo é formado por portugueses que conhecem o país e estão em melhor posição para seleccionar os alvos - claro que vão sempre surgir protestos, mas isso é inevitável.
E a coisa não fica por aqui. Sendo o deficit de cerca de 8 mil milhões, para cumprirmos a meta final desta longa maratona -os famosos 0,5% - como vai ser?

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Reclama pá!


Há uma grande revolta nas redes sociais e Internet em geral porque o Governo de Passos/Portas resolveu aumentar mais as receitas do Estado e diminuir as despesas com pessoal, beneficiando as empresas privadas. Estas reacções são humanamente compreensíveis pois todos gostamos de bons repastos em restaurantes, trocar de carro periodicamente, morar em casas cada vez melhores e ir de férias para sítios exóticos e na moda.
Até aqui tudo normal.
O que não é normal são as reacções de determinadas cabeças de esquerda radical que afirmam em tom revolucionário: viram? eu não tinha dito? este passos é um terrorista político que come portugueses ao pequeno almoço e está a tomar estas medidas porque é mau e quer fazer mal ao povo.
Vamos lá tentar explicar: a vida que tínhamos antigamente era paga com dinheiro emprestado e hoje ninguém, com excepção do troika, nos empresta. Sendo assim, temos que regular as benesses do Estado com o que o mesmo Estado recebe em impostos, taxas e outros. Certo? Certo!
A malta do privado que reclama deveria reclamar contra a nossa constituição e os funcionários públicos deveriam queixar-se dos governantes que nos enganaram a todos. Não venham agora crucificar quem tem de tomar estas medidas.
Presto a minha homenagem aos que não têm emprego e que não são ouvidos nem ajudados, principalmente aos casais com filhos e que estão ambos desempregados. Esses não reclamam, emigram e rezam por dias melhores.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Fim de 4 feriados


No ano passado, o Governo decidiu reduzir os feriados nacionais e impôs como regra o fim de dois religiosos e dois civis.
Segundo um enviado do Papa a Lisboa, monsenhor Fabio Fabbri, o Vaticano discordada da eliminação dos feriados religiosos, a oposição política discorda da eliminação dos feriados civis e a maioria dos portugueses, por razões óbvias, discorda da eliminação de qualquer feriado em Portugal.
É aborrecido este acto do Governo de acabar com 4 dias feriados. Serem civis ou religiosos é irrelevante, o que conta é que são 4 dias em que não se trabalhava e agora passa-se a trabalhar.
Pode ser pouco, mas são mais 4 dias produtivos no ano: os hospitais marcam mais consultas e operações, as escolas conseguem dar mais horas de aulas, as fábricas produzem mais mercadoria, as lojas vendem mais e as empresas que trabalham em contínuo poupam nas horas extras. Aliás, parece evidente que é este último caso o principal objectivo do Governo: privilegiar as empresas que trabalham 24 horas dia/ 365 dias por ano, reduzindo os custos em horas extraordinárias - é que são estas as exportadoras. 
Não será de admirar se vierem a ser extintos mais 3 ou 4 feriados e as horas extraordinárias deixarem pura e simplesmente de ser pagas! 
Se a medida é positiva ou não, assim como a linha política de orientação geral do Governo para a economia, veremos no final do mandato. Há quem vislumbre uma ténue luz ao fundo túnel e quem apenas se aterrorize com abismos.