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sábado, 26 de janeiro de 2013

Silva Lopes


Um dos mais respeitados economistas portugueses, Silva Lopes (insuspeito de ser neoliberal), disse à Renascença não haver alternativa – é mesmo preciso cortar na despesa do Estado. Acrescentou que os funcionários públicos ainda gozam de vantagens que outros trabalhadores não têm. É o caso da ADSE, como defende o coordenador do PS para a área da Saúde, Álvaro Beleza; uma opinião apoiada por Correia de Campos, aliás na linha de Sócrates nos seus primeiros tempos à frente do Governo. Também o memorando da troika, negociado pelo Governo de Sócrates, impõe a unificação de todos os subsistemas de Saúde. Mas, com a coragem política a que o PS de Seguro nos habituou, Zorrinho já veio negar que o partido queira acabar com a ADSE.

«É nas pensões elevadas que se tem de cortar e estou a falar contra a minha própria pensão; há valores que não são aceitáveis quando comparados com outros tão baixos», afirmou Silva Lopes. Que contraste com os que reclamam, mesmo na área política do Governo, porque pessoalmente afectados, embora não sejam os que recebem menores pensões...
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Silva Lopes


Alemanha está a arrastar Portugal para a desgraça

O antigo ministro das Finanças acusa a Alemanha de impor as suas políticas a Portugal e a outros países europeus, o que considera ser uma asneira monstruosa.

Em entrevista à Antena1, Silva Lopes dá como exemplo o impasse que está a marcar as negociações no Conselho Europeu para defender que Berlim está a cometer uma asneira monstruosa que vai levar Portugal e a Europa em geral à desgraça.

"Eles não quiseram expandir a procura interna, não quiseram expandir o consumo, quiseram travar os salários, não aumentaram os gastos do Estado, e a única coisa que eles quiseram foi aumentar as exportações. Eles aí são muito bons", afirma.

"Querem impor essa política aos outros países, e, portanto, isto acaba na desgraça. Nós vamos na enxurrada. Somos os primeiros, aliás", acrescenta.

O resultado final poderá ser o fim da moeda única. "Eu admito que o euro não vai poder funcionar com estas regras alemãs", até porque "o que os alemães fazem é uma asneira monstruosa". "Admito que o euro, a prazo, se possa partir", remata.