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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O Monstro





Temos um Estado gigantesco e sugador da economia do país que não pára de crescer e sugar cada vez mais quem paga impostos.
Quem arca com todo o festim são os impostos cobrados aos trabalhadores do privado e as empresas privadas. Mesmo o IVA pago pelos funcionários públicos provém de dinheiros dos impostos, portanto é um não pagamento de impostos.
O Governo tem tentado diminuir o monstro que é a despesa pública mas a defesa desta está bem blindada pela lei, inclusive a constitucional. Os diligentes juízes do Tribunal Constitucional, que são funcionários públicos, não hesitaram em por em causa o futuro do país e em impedir o Governo de reduzir o monstro.
A nossa economia vai continuar a definhar para sustentar este monstro que se criou após a revolução do 25 de Abril e os funcionários do Estado vão continuar a dispor de ordenados superiores, saúde melhor - até podem ir a hospitais privados que o Estado paga - e reforma por inteiro mais cedo.
Por falar em privilégios e roubos de políticos, não ouvi os manifestantes dos recentes protestos reclamar contra este esbulho, pago pelos mesmos de sempre: os trabalhadores privados e empresas privadas.
Como vai a economia crescer se os investidores privados sabem que boa parte do esforço, mais de metade, vai para o Estado para este, por sua vez, pagar os privilégios de todos os que vivem à custa do Orçamento. E estes não são só os políticos.



domingo, 12 de agosto de 2012

Privilégios de políticos


A lei de limitação de mandatos nas autarquias é totalmente justa e deve ser alargada a outros cargos públicos como deputados, ministros, governos regionais. Louve-se Sócrates pela coragem com que instaurou esta legislação.
Mas outras medidas de moralização da vida pública devem avançar como o fim de privilégios injustificados de todos os dirigentes da administração pública; fim das nomeações de boys para cargos na administração publica, substituindo-as por concursos públicos transparentes; modificação das leis anti corrupção, como a legalização da inversão do ónus da prova, para facilitar a penalização destes criminosos; acabar com o escândalo da gigantesca e luxuosa frota automóvel do Estado.
Enfim, há um grande caminho a percorrer para dar, de novo, prestigio à politica e ao Estado e o actual Governo, que só pensa na redução do deficit, doa a quem doer, deve começar a dedicar-se também a estas questões.