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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O caos próximo


As contas saíram furadas a Gaspar; o CDS demarca-se do PSD; o PSD social-democrata demarca-se do Governo; centenas de milhar protestam na rua contra as mexidas na TSU; Bruxelas, pelos vistos, exige a implementação da baixa da TSU para empresas; a comunicação social ataca o Governo sem dó nem piedade, principalmente as TV pois todas querem manter a situação de descalabro financeiro na RTP pago por todos nós.
Sendo assim, ou Passos e Gaspar arranjam maneira de descer a TSU para empresas, mas sem aumentar o mesmo imposto para os trabalhadores, não se vislumbrando alternativa credível, ou a próxima remessa de dinheiro não vem, o país fica ingovernável e Passos cai.
E é assim que se derruba um Governo.

Presumo, que o actual 1º Ministro deseje sair o mais rápido possível tal a dificuldade em governar Portugal dizendo a verdade.

Por fim, tenho pena de Seguro. Nem lhe passava pela mente ser 1º Ministro tão cedo e ele sabe que lhe vai acontecer o mesmo. Vai ser atacado por todos os lados, vai ter os mesmos entraves legais e constitucionais e vai ter vida curta como 1º Ministro.

Mas tenho pena mesmo é de Portugal e dos portugueses desempregados, actuais e futuros. Não esquecem ilusões antigas e questiúnculas mesquinhas. Não aceitam, acreditam ou sabem que estamos à beira do caos, do fim da estabilidade e que o futuro está muito negro, sem luz ao fundo do túnel.
Os desgraçados que exclamavam nas manifestações Facebook "FMI fora daqui" são o exemp. da insensatez e ignorância.

sábado, 8 de setembro de 2012

Fim da Coligação PSD CDS


Se este Governo se desfizer, advirão várias catástrofes. De imediato para os dois partidos da coligação, particularmente para aquele que, aos olhos do povo, for o responsável pelo divórcio. Nas eleições seguintes os eleitores com certeza castigariam duramente PSD e CDS. 
Mas para o país a hecatombe seria total. Iríamos interromper uma linha política que nos tem custado os olhos da cara e, apesar das criticas generalizadas, ainda ninguém tem a certeza se é ou não errada a médio prazo. Sendo assim, os sacrifícios teriam sido em vão sem colhermos os eventuais benefícios que nos prometem. Por outro lado, já que BE e PCP não se assumem como partidos de governo, nem o povo acredita neles para tal, seria o PS a governar de novo e, sobre esta observação, não vale a pena tecer grandes comentários a não ser relembrar o que foi o último governo socialista e as posições totalmente enganadoras dos líderes PS actuais.
Esperemos que o nosso povo não seja mais uma vez traído.