terça-feira, 16 de julho de 2013

CDS - o partido charneira

O CDS representa um papel importante na vida partidária portuguesa. Consegue resultados eleitorais de 10% a 12% que são essenciais para a formação de maiorias estáveis no Parlamento e, consequentemente, garantia de estabilidade política. Com o PSD é usual coligar-se, com o PS não é tão liquido que tal aconteça, mas ambos os partidos (PS e CDS) têm de perceber que governar sem maioria não vai ser possível nem aconselhável nos tempos mais próximos e, dadas as zangas e os ódios entre PS e PSD, o PS tem de contar com o CDS para o futuro. A não ser é claro que queira governar à esquerda com Bloco ou PCP o que é uma solução totalmente diferente, mas possível.
Todavia, o CDS tem actualmente um grave problema e esse problema chama-se Paulo Portas. Este senhor está há demasiado tempo a chefiar o partido e tem cometido erros enormes que prejudicam e CDS e, o que é pior, o país. Está na hora de o CDS escolher um novo líder mais maturo, mais culto, mais sereno, menos melodramático, mais confiável, sem suspeitas do passado. Um personagem em quem PS e PSD possam confiar para formação de governos estáveis. 
  

domingo, 14 de julho de 2013

Esquerda de fora

No nosso pobre Portugal também vamos ser brindados com um enorme debate partidário que, a pedido do Presidente e confirmado pelos interessados, não vai incluir no rol dos oradores representantes de PCP e Bloco. Ressalta à vista a inocência do PS em rogar à extrema esquerda que alinhasse, com insistência e tudo, mas os indefectíveis líderes esquerdistas integristas apenas responderam com desprezo a Seguro e seus pares. 
Mas, pelos vistos, hoje está tudo ordenado para começar a maior inutilidade política dos últimos tempos e que vai enxovalhar (mais uma vez) o Presidente Cavaco. pela falta de resultados palpáveis e pela enorme perca de tempo - o que fará Cavaco de seguida?
Contudo o mais intrigante deste processo de criação de um memorando de salvação nacional é a reiterada ausência da extrema esquerda neste género de eventos. Para estupefacção dos apoiantes bloquistas, o Bloco não se reuniu inicialmente com a troika e pagou o preço nas eleições perdendo metade dos votos. Quanto ao PCP não perdeu um único voto de quem já vota nela, mas a perda potencial de votos em novos eleitores deve ser significativa. É que a recusa em participar em "diálogos" pode ser evidência que, afinal, aqueles que tanto criticam as soluções da direita não têm eles próprios qualquer ideia válida. Apenas retórica e amanhãs que cantam de demagogia.    

sexta-feira, 12 de julho de 2013

7 mil milhões

O Estado Português gasta mais 7 mil milhões/ano em relação ao que cobra de impostos e outras receitas. Sendo esta situação insustentável, o Governo tem de cortar aquela importância para que o Estado tenha o tal deficit 0,5%. Mas não consegue, não por falta de poder (tem maioria absoluta) mas devido às enormes pressões dos que seriam prejudicados pela redução.
O país está assim bloqueado, tem de manter a despesa aos níveis actuais para sustentar todos os que vivem à custa do erário público e vai, alegremente, a caminho do segundo resgate e da ruína. 

Rato e joguete

Portugal tem sido um rato de laboratório para vários tipos de projectos políticos. 
Sócrates achou que enriquecia o país endividando-o e levou-o à bancarrota; a troika elaborou um plano de reajustamento que afinal é uma fraude e nos arruinou ainda mais; Passos Coelho achou que podia fazer uma experiência mais ousada e resolve ir além da troika com os desastrosos resultados conhecidos. 
Vem agora Cavaco que, com as suas certezas e ausência de dúvidas, tomou por garantido que a proposta de Governo que Passos e Portas lhe apresentaram não resultaria e resolve enveredar por uma ilusão, impossível de concretizar. Ou seja, quando o país precisa de serenidade e rapidez de resposta e simplicidade, vem Cavaco com mais uma experiência, por sinal muito duvidosa.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Futuro

Infortunadamente, a pátria portuguesa continua e continuará metida nestes trabalhos de escandalosas dividas externas, bancarrota, gente desesperada, governantes de mãos atadas e oposição oportunista ou cega que não contribui para o término dos gastos excessivos.
A novidade desta crise actual é que não existe investimento privado que nos salve, nacional ou estrangeiro. Do público é melhor nem falar por ineficácia comprovada e ausência de verbas. O grosso do bolo do investimento mundial segue, sem qualquer hesitação por parte dos empresários internacionais, para o oriente e nós, europeus, não podemos iludir expectativas que alguma criação significativa de economia nova por cá ocorra, pelo menos nos próximos lustros e enquanto se mantiverem as inacreditáveis vantagens económicas dos países do sol nascente.  
Nós por cá poderíamos ir pensando em investir cada vez mais nos produtos especializados de grande qualidade, em fazer melhor e diferente dos outros povos, apostar no turismo de qualidade, inclusive na área da saúde. E rezar para que sempre exista gás ou petróleo em Alcobaça.

sábado, 6 de julho de 2013

O colapso nervoso de Paulo Portas

Após a saída de Gaspar do Governo e da tentativa de saída de Paulo Portas que causaram uma crise completamente inesperada, deve ser tido em conta que daqui a um mês, após a resolução deste caso caricato, já ninguém se lembra disto e o Governo continuará em funções elaborando o orçamento e tratando da 8ª avaliação da troika.

No fundo, do que nos vamos lembrar é da posição verdadeiramente lamentável de Seguro que se limitou a pedir de forma constante e irritante eleições antecipadas, fazendo lembrar um garoto pedindo uma lambeta.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

2º resgate

Portugal não pode ter eleições antecipadas nesta fase critica da nossa vida colectiva. Isso significará o desgraçado 2º resgate com medidas duríssimas e humilhantes de austeridade radical (ver o que acontece na Grécia) e até, quem sabe, à saída do euro. Este governo e a política seguida podem ser do desagrado de quase todos, mas nada se compara aos caos que se seguiria a um 2º resgate. Todos os sacrifícios que vivemos até hoje terão sido em vão e nunca se produzirão quaisquer resultados positivos.
Os líderes do CDS têm de ser patriotas e garantir condições de estabilidade política e de governabilidade, mesmo que não queiram pertencer ao executivo.
Em 2015 o povo decidirá conforme as regras democráticas o que se seguirá. 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Paulo Portas, o pirata

Paulo Portas amuou e resolve criar, em teoria, mais uma crise política em Portugal. O que, a juntar à crise financeira e económica e à miséria de milhões de portugueses, pode degenerar numa tragédia nacional sem limites, nomeadamente a um segundo resgate e a situação semelhante à da Grécia.
Por puro calculismo político (Paulo Portas é dos políticos que só pensa no número de votos que vai ter nas próximas eleições) fica a nação sem adivinhar com algum grau de confiança o que aí vem. Mas que não será nada de bom, não será.
Ou alguém acredita em Seguro e nas suas histórias da carochinha? 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Adeus Gaspar

Vítor Gaspar aguentou pouco mais de dois anos como ministro das finanças do actual governo. Não existe razão normal para explicar como foi possível ele ter aguentado tanto tempo no cargo e, imune a todas as pressões, com o apoio incondicional de Passos Coelho, ter implementado medidas duríssimas para o bolso do cidadão, ao mesmo tempo que conseguia permanecer no governo.
Enfim, uma autêntica prova de esforço, sem reconhecimento ou aplauso que agora termina.
Quem deveria agradecer a Gaspar é Seguro, líder do PS e putativo futuro primeiro ministro. As medidas financeiras e fiscais que Gaspar tomou e que (quase) todos sentimos na nossa economia privada, nunca serão eliminadas pelo futuro Governo que irá beneficiar delas na acção governativa sem o ónus odioso da sua criação.
Quanto à nova Ministra que será nomeada quando tentam misturá-la na polémica das SWAP, deverá seguir a estratégia comunicacional de Gaspar, ou seja, falar apenas de forma institucional mas o menos possível e nunca conceder entrevistas de vão de escada. Isto se quiser durar o resto da legislatura no difícil mas mítico cargo de Ministro das Finanças de Portugal.    

Direitos adquiridos?

Os direitos que a Constituição e vária legislação concedem aos cidadãos são muito positivos e melhoram a qualidade de vida de todos os portugueses. Mas a garantia de satisfação destes direitos não deve ser cega. Antes de qualquer tribunal ou governo se obrigarem à manutenção de regalias devem reflectir sobre a existência de verba de forma sustentável para os financiar.
Ora, o que temos verificado é que o Tribunal Constitucional, sindicatos e oposição integrista de esquerda, com o oportunista e enganador incentivo do PS e de Seguro, não querem saber de onde vem o dinheiro (nem que seja do tutano do contribuinte) mas o subsídio tem de ser pago.
Enquanto a troika mandar o dinheiro isso ainda vai sendo mais possível. Quando terminar, sem crédito do exterior, como vai ser? Vamos comprar impressoras de alta resolução para imprimir euros??