terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A crise do Ocidente e a fuga de investimento


Pois, o problema é a recessão. Por mais cortes que se façam e por mais que o país poupe, nunca chega, pois a recessão económica rapa tudo e torna os sacrifícios infrutíferos.
Mas é caso para perguntar: se o país (Estado e cidadãos) não estivesse a poupar, em que situação explosiva não estaríamos agora? Sem dinheiro, sem crescimento, com a miséria a alastrar, seria o caos se não tivéssemos travado a tempo a loucura consumista pública e privada que vivemos durante décadas.
E a razão para a recessão e queda constante do PIB é que Portugal e quase toda a Europa deixou de ser um lugar atractivo para os investidores. Hoje, todo o capital foge para o Extremo Oriente dos 100 euros por mês de salário, 60 horas por semana de trabalho, sem mais direitos e sem a maçada de obrigações sociais ou ecológicas. E enquanto assim for, não são de esperar grandes alterações à crise do sul da Europa que se vai alargar progressivamente a toda a Europa e, imagine-se, à América do Norte que hoje já vive de empréstimos massivos.

Armstrong o Vígaro


Armstrong admite uso de doping em entrevista com Oprah
O antigo ciclista norte-americano Lance Armstrong admitiu na segunda-feira ter recorrido ao doping durante a Volta a França numa entrevista com Oprah Winfrey que deverá ser divulgada na quinta-feira

Este atleta drogado caiu numa situação completamente escabrosa. Depois de ter sido declarado super homem, inclusivamente após ter vencido um cancro, veio a descobrir-se que não passa de um aldrabão e de um trapaceiro que se drogou para passar à frente dos companheiros, supostamente limpos. Digo supostamente pois o doping no ciclismo tem atingido níveis preocupantes e nunca se sabe a quantidade de ciclistas que se drogam nas provas, principalmente nas de mais prestígio e com maiores recompensas.
Descoberta a careca, por denúncias dos companheiros que não suportavam ver o trapaceiro ficar com os louros, ainda tem a lata de dar uma entrevista a dizer que afinal tudo era verdade e que ele não passa de um vigarista da pior espécie.
Quando à Oprah, a quem já apelidaram de uma das mulheres mais poderosas do mundo, não deveria envolver-se nesta podridão e dar voz um salafrário da pior espécie, ainda por cima "na sua mansão". O escroque deveria estar preso e com os bens arrestados.
Vá-se lá compreender os americanos do norte.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Esquerda sem opções?

A esquerda está muito esperançada com a actuação do Tribunal Constitucional para destruir o Orçamento de Estado. A esquerda mais espertalhaça e bem instalada na vida, claro. Por exemplo, todos aqueles que nunca descontaram nada para a Segurança Social, com excepção dos últimos 5 anos e têm hoje reformas de 2 e 3 mil euros, devem estar muito assustados com as declarações de Passos sobre as reformas injustificadamente elevadas e estão a ver o plano a ir por água abaixo.
Mas Vital Moreira, reputado constitucionalista e membro do PS, veio afirmar que o Orçamento 2013 não é inconstitucional - e agora? Será que a esperança dos socialistas e comunistas diminui?
Não há problema, resta a actuação de rua - que não tem existido, a não ser por parte de algumas galdérias e energúmenos arremessando pedras à polícia.
E escrever na Internet insultando o Governo e todos os que o apoiam? - não resulta, quase ninguém lê estes comentários e mesmo os que os lêem não lhes atribuem grande importância.
Resta a acção armada popular, por exemplo distribuir armas ao povo trabalhador e iniciar uma revolta para destituir o Governo? Parece muito inviável, a não ser na mente de alguns retardados mentais.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Segurança Social a saque


A Segurança Social está a saque dos bem instalados e dos espertalhões (cambada de anti patriotas) há décadas. Se os cortes começarem por aniquilar com estes abusos inqualificáveis começam bem - aliás, o processo do corte dos 4 mil milhões precisa de apoio ou compreensão popular. O Governo tem de arranjar maneira de criar um lado positivo para os cortes e esse lado positivo poderá ser perfeitamente o destruir os direitos adquiridos, ilegais mas imorais, do grupelho que se soube aproveitar. E a poupança não deverá ser tão pequena assim.

Os vigaristas irresponsáveis


Já se sabia que PCP e Bloco de Esquerda iriam rejeitar liminarmente este corte de 4 mil milhões. São coerentes com a politica irresponsável que defendem: rasgar o memorando, sair do euro e da UE e deixar de pagar a divida. Teríamos depois de fazer como Cuba e depender das esmolas do petróleo da Venezuela para comer, mas, além de não haver nenhuma Venezuela que nos ajude, a esquerda radical não explica como faríamos depois.
O CDS não quer, e muito bem, esbulhos fiscais. Como é que vai ser? Não quer também cortes na despesa? Esperamos para ver...
O PSD está com a brasa nas mãos. É o único que não pode rejeitar este corte de 4 mil milhões de forma coerente, mas está a mostrar muita incerteza na hora da verdade. Esperemos que apresente um bom plano não penalizador para os mais pobres.
Agora, a posição do PS e de Seguro é completamente ridícula. Nem quer ouvir falar no assunto, discutir ou conversar. Nega qualquer compromisso com a questão e faz má cara a quem lhes diz que devem ser responsáveis e ajudar neste problema gravíssimo. Mas que gente é esta? 
PSD e CDS deveriam expor esta conduta inacreditável dos socialistas para que o povo perceba como são enganadores e manipuladores.    

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O FMI e os banqueiros


É um facto que Portugal foi governado de forma irresponsável nos últimos anos, com um grande destaque para o Governo Sócrates que dobrou a divida externa em pouco tempo e deixou enormes compromissos para todos pagarmos como PPP, Parque Escolar ou nacionalização do BPN. Mas também é verdade que o banqueiro deve ser prudente ao emprestar o dinheiro e quem nos emprestou, no mínimo, alinhou na nossa irresponsabilidade. No caso da Grécia foram mais longe e até ajudaram a adulterar as contas para que mais empréstimos pudessem ser concedidos.
Sendo assim, os credores também deverão alinhar nos prejuízos de todo este lamentável episódio de loucura financeira e ajudarem a encontrar uma saída para os países do Sul.
A tríade que nos governa apenas pretende que a despesa pública baixe para que sobre dinheiro bastante para que os juros, note-se: apenas os juros, possam ser pagos indefinidamente. Além de lamentável, esta actuação é de uma visão fechada de curto prazo e gananciosa por demais. 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Cortar e cortar a eito


Falando em cortes, na minha opinião há dois tipos: 
 - Os cortes moralizantes que são os efectuados nos privilegiados da sociedade, por exemplo deputados ou juízes. Nada resolvem em termos de despesa pública, mas são essenciais para que o povo aceite os restantes cortes a fazer e que são o grosso da encomenda. Devem atingir a fundo os direitos adquiridos dos beneficiários e ser bem publicitados; 
 - Os cortes normais que são os principais, reduzir reformas, salários e benefícios pagos pelo Estado. Estes vão ter que ser feitos, quer queiramos quer não mas é essencial que o Governa faça antes os tais cortes moralizantes.
Temos ainda a questão do crescimento económico, fulcral para que a rubrica dos cortes normais não seja tão profunda, mas o Governo aqui também tem falhado: na justiça há uma promessa de reforma mas ainda sem resultados e com muitas criticas negativas e a sensação geral é que vai continuar a ser ineficiente e lenta; o sistema fiscal está ainda incerto, muda muito; a burocracia e o poder dos burocratas continua inexpugnável e licenciar uma empresa continua a ser um calvário caríssimo; não há melhorias no combate à corrupção. Neste cenário, com a concorrência dos salários de escravatura na China e outros países da zona,quem é que se atreve a investir por cá? 
Impõe-se que o Governo comece a trabalhar nos cortes moralizantes e que torne o Estado amigo dos investidores para depois poder aplicar os tais cortes na população em geral. Será que ainda vai a tempo? 

Tricas e mais tricas


Só o Ministério Público pode pedir imagens às televisões
O Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República considera que a decisão de pedir imagens não editadas às televisões para investigações criminais compete ao Ministério Público e não à polícia, num texto referente ao caso envolvendo a RTP.

Não podem ver as imagens em bruto? Mas afinal o que pode a polícia fazer no combate ao crime? Os procuradores puseram a bota em cima das autoridades policiais e não tiram, têm de controlar todo o processo, os agentes não podem fazer nada sem pedir autorização ao procurador.
A polícia já nem pode usar as armas a não ser em legítima defesa e mesmo assim com muita cautela, não vá a tutela instaurar um processo disciplinar. 
Qual é o problema dos polícias irem a uma TV e pedirem aos jornalistas para verem imagens filmadas? É algum atentado à liberdade dos cidadãos?
A Justiça vai de mal a pior...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Portugal a crescer?


"Queremos crescer nos próximos anos acima da média dos últimos 12"
O primeiro-ministro afirmou terça-feira a ambição de colocar Portugal a "crescer nos próximos anos acima da média dos últimos doze", através de um bom aproveitamento dos fundos europeus e da opção por investimentos sustentáveis.

Este Governo, certamente ocupado com a difícil tarefa de reduzir o deficit, nada tem feito para criar condições para aumento do investimento privado na economia.
Na justiça há uma promessa de reforma mas ainda sem resultados e com muitas criticas negativas e a sensação geral é que vai continuar a ser ineficiente e lenta; o sistema fiscal está ainda incerto, muda muito e ainda agora surgiu este inacreditável questão das empresas não saberem como vão proceder na tributação dos duodécimos; a burocracia e o poder dos burocratas continua inexpugnável e licenciar uma empresa continua a ser um calvário caríssimo; não há melhorias no combate à corrupção. Neste cenário, com a concorrência dos salários de escravatura na China e outros países da zona, quem é que se atreve a investir por cá? Não é pelo controle das contas públicas ou por marketing político de Paulo Portas e Cavaco que o investimento e o crescimento vão surgir.
Podemos querer crescer mas é muito difícil que tal aconteça.  

A TRÍADE


FMI propõe dispensa de 50 mil professores
Esta é apenas uma das medidas encontradas pelo Fundo Monetário Internacional para que o Estado consiga "um corte permanente na despesa de quatro mil milhões de euros a partir de 2014". Mas há mais.

O Governo e a população estariam à espera que os técnicos do FMI arranjassem maneira de diminuir despesa sem mexer nos bolsos de cada um? Pois aí está a resposta: eles cortam a direito, sem olhar a consequências, injustiças ou a interesses deste ou daquele grupo de pressão.
Cabe ao Governo encontrar forma de cortar os 4 mil milhões da forma mais equitativa possível. O Executivo é formado por portugueses que conhecem o país e estão em melhor posição para seleccionar os alvos - claro que vão sempre surgir protestos, mas isso é inevitável.
E a coisa não fica por aqui. Sendo o deficit de cerca de 8 mil milhões, para cumprirmos a meta final desta longa maratona -os famosos 0,5% - como vai ser?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Desemprego


Desemprego mantém-se em novembro
A taxa de desemprego em Portugal situou-se nos 16,3% em novembro,  mantendo-se como o terceiro valor mais elevado entre os países da União Europeia.

30 dias sem aumentar é nada! Se diminuísse poderia ser sinal de crescimento económico, mantendo não se pode tirar qualquer ilação. De qualquer maneira o desemprego entre os portugueses é uma tragédia, tem levado muitos a emigrar e criado situações de miséria revoltantes.
O Governo anunciou que iria criar um gabinete de apoio a quem quisesse emigrar; pois eu sugiro que crie um gabinete de apoio a quem queira investir em novos projectos empresariais, de grandes ou pequenas dimensões.
Face à miríade de obstáculos e dificuldades burocráticas que a administração pública, que pelos vistos é irreformável, coloca a quem quer investir, o Governo deveria criar um gabinete, tipo alta autoridade, com plenos poderes, que auxiliasse e defendesse novos investimentos da prepotência e incompetência dos burocratas. Com os bancos recapitalizados e dispostos a investir na economia real pode ser que assim a economia cresça, única forma de diminuir o desemprego.
Neste aspecto, parece que o Governo está a dormir na forma e à espera que o investimento caia do céu de forma mágica. Quem é que investe num país falido, com um sistema de justiça descredibilizado, com leis para tudo que só complicam e com uma administração pública burocrática e cristalizada?
   

A nacionalização do Banif


Os capitalistas, liberais ou os simples economistas afiançam que o sistema bancário é o coração do sistema económico. E é! Sem financiamento nenhuma empresa progride nem se criam novas firmas. Mas daí a permitir todos os dislates aos banqueiros vai uma grande distancia. O Banif parece que foi mal gerido, o seu fundador faleceu repentinamente e há quezílias familiares entre os herdeiros, mas nada justifica esta intervenção com dinheiro público e que pode dar mau resultado porque não há garantias de lucro para o erário público.
Embora esta operação não seja novidade, parte do empréstimo da tríade destina-se a recapitalizar os bancos, não deixa de ser revoltante o privilégio de que a banca tem junto dos poderes. 
Até porque se um banco falir não deixa de ser um aviso à navegação para comportamentos menos éticos dos restantes no futuro - deixem-nos falir sem medo das consequências, vão ver que a arrogância e aventureirismo dos banqueiros acaba num ápice. 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

SIC / RTP

Balsemão defende que privatização da RTP "é um erro para o país"
Francisco Pinto Balsemão deu uma entrevista ao Diário de Notícias/TSF onde falou do estado atual da comunicação social e do país.

Quando Cavaco abriu a TV à iniciativa privada, muitas vozes do contra se levantaram. E o argumento era o mesmo: a publicidade não chega para todos!
Hoje Balsemão está do outro lado da barricada e não quer mais concorrência, tem medo das consequências para as contas da SIC. O Problema é que a RTP custa 250 milhões de euros/ano ao Estado e aos portugueses e, numa época de fome e miséria, é indefensável e insustentável que este esbulho se mantenha. A SIC que se reforme, reduza salários, regalias às estrelas e outros custos e se adapte, não queira que o Estado continue a pagar a factura.
Quanto à RTP concordo que se mantenha pública pelo serviço público de alguns programas e pelos canais internacionais, mas com o fim imediato das subvenções do Estado. Quanto à contribuição obrigatória na conta da luz ela só deveria existir para os mais abastados.  

A incoerência de Cavaco


Marcelo descobriu esta incoerência de Cavaco de forma certeira: então no ano anterior cortar dois subsídios não lhe levantou dúvidas, mas cortar um subsídio já lhe causa enorme azia e pede fiscalização.
Cavaco, enquanto 1º Ministro, humilhou na praça pública o Presidente de então, Mário Soares, quando disse que o ia ajudar a acabar o mandato com dignidade. Ora, Cavaco já percebeu que tirando João Proença, alguns patrões e um ou outro comentador mais esclarecido, está tudo contra o Governo e ele quer fazer parte da maralha maioritária para angariar algum apoio e acabar também o seu mandato com alguma dignidade.
Não esquecer que, a seguir ao Executivo, ele é o orgão de soberania mais desprezado e atacado.
Hoje, poucos têm coragem de defender o Governo sob pena de serem insultados e mesmo agredidos. Mas também poucos se atrevem a defender Cavaco Presidente e ele quer alterar isso.
Pena que o tiro lhe tenha saido pela culatra. Deveria ter seguido a filosofia do ano anterior e manter-se coerente. 

O discurso de Passos nas Janeiras

Passos Coelho deseja que os portugueses em dificuldades consigam ver "a luz ao fundo do túnel
Pedro Passos Coelho deixou uma mensagem ao país depois de ouvir dois  grupos folclóricos cantarem as Janeiras, nos jardins da residência oficial  de São Bento, em Lisboa

Quando Passos Coelho se refere "aos que não gostam muito deste Governo" deveria ter dito ao membros da esquerda radical, onde estão incluídos os exaltados do PS, que "odeiam este Governo". E as reacções da populaça e opinião pública em geral são de uma tal jactância negativista que, razoavelmente, poderemos pôr em causa a racionalidade dos opositores esquerdistas radicais ao Executivo.
Nesta fase, a cegueira anti Passos é de tal forma exacerbada que ele poderia afirmar: "pronto seus esquerdistas, vocês têm razão. Vamos rasgar o acordo da tríade, sair do euro e da União Europeia, deixar de pagar a divida e ligar a máquina de impressão de novos escudos para distribuir dinheiro a rodos por todos". Nem com uma afirmação fantástica deste género, o povo gonçalvista e estalinista aplaudiria o 1º Ministro. E, note-se, é exactamente isto que os integristas de esquerda querem. 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Bons empresários


No nosso país, a missão dos empresários profissionais e honestos está bastante facilitada. De tempos a tempos aparecem oportunidades de negócio em áreas determinadas e com lucros aparentemente garantidos - desde pão quente, construção ou bancos - e logo aparecem muitos investidores interessados. Como o mercado nunca dá para todos, são os melhores que ficam, seleccionados pelo mercado. É aqui que entra a característica dos melhores terem a vida facilitada: os desonestos com a sua visão de curto prazo e ânsia de lucros abundam sempre e, a curto médio prazo, são expulsos ficando os bons profissionais com o mercado só para si. Foi o que aconteceu na banca, na construção civil, nos centros comerciais, nas pastelarias e restaurantes e outros.
Portugal, com um povo trabalhador e disciplinado, é um bom local para se investir desde que se observem as regras da boa conduta e nunca se defraude um cliente. 

sábado, 5 de janeiro de 2013

Juros baixam


Risco abaixo de 29% e juros abaixo de 7%
Na primeira semana do novo ano, Portugal desceu para o penúltimo lugar do grupo de 10 economias com maior risco de incumprimento. Chegou a estar, durante o dia, em 10º, na porta de saída. Os juros da dívida a dez anos fecharam em 6,3%.

Hoje em dia, com a realidade cruel a olhar-nos nos olhos e a exigir que paguemos, a eficácia do Governo mede-se pelos parâmetros referidos (juros mais baixos e menor risco em nos emprestarem).
Está assim de parabéns Vítor Gaspar e toda a sua equipa no Ministério das Finanças pelos resultados conseguidos e se espere que a tenacidade do sábio Ministro continue implacável até ao superavit.  

1ºs Ministros desde 1981


1981-1983 - Pinto Balsemão PSD - CDS - PPM
1983-1985 - Mário Soares PS (+PSD)
1985-1987 - Cavaco Silva PSD
1987-1991 - Cavaco Silva PSD
1991-1995 - Cavaco Silva PSD
1995-1999 - António Guterres PS
1999-2002 - António Guterres PS
2002-2004 - Durão Barroso PSD + CDS
2004-2005 - Santana Lopes PSD + CDS
2005-2009 - José Sócrates PS
2009-2011 - José Sócrates PS
2011-(?)     - Passos Coelho PSD + CDS

Constituição


A Constituição, que nos custou uma guerra civil, deve ser sagrada e respeitada, mas para tal deve ser modificada e adaptada aos tempos actuais. Quando a estrutura desta foi feita ainda fazíamos dinheiro e portanto nunca faltava nada, nem que fosse para enganar o povo. Por exemplo, dar uma aumento de 15% com a inflação a 27%, para acalmar a populaça que ficava toda contente. 
Hoje não fazemos dinheiro e não dá para engenharias financeiras, assim as garantias que a Constituição dá são mera ficção, embora os reformados mais abastados, tipo Cavaco ou Soares, ainda se agarrem à Lei Fundamental na defesa dos seus dinheiros.
Gastando o Estado 78 mil milhões e cobrando 70 mil milhões, o que fazer aos 8 mil milhões em falta? É deste buraco que ninguém fala, preferem agarrar-se aos direitos adquiridos e defendidos por lei mas que ninguém tem dinheiro para pagar. 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Jovem miúda indiana violada - 2


Só Deus tem o direito de tirar a vida e a abolição da pena de morte, assim como a abolição da escravatura ou o respeito pelos direitos humanos são enormes avanços civilizacionais.
Mas a sociedade tem o direito de se defender e pode, e deve, aplicar a pena de prisão perpétua aos crimes mais horrorosos ou praticados contra os mais indefesos. Infelizmente em Portugal este correctivo extremo não está previsto no Código Penal.
Quanto aos monstros indianos, a prisão perpétua será um castigo mais pesado que a morte quase instantânea. As prisões indianas devem ser pocilgas execráveis e o sofrimento por lá se passar o resto da vida é um castigo mais que apropriado às bestas que praticaram este crime horrendo e dissuasor de todas os animais violadores que, pelos vistos, lá existem.

Artur Baptista da Silva


Autor: internauta spitzer

Artur Baptista da Silva é apenas uma fraude num país de fraudes. E nós, portugueses, gostamos de fraudes. Admiramos as plumas dos chapéus porque temos perguiça de ler o que as plumas escrevem. Este país é demasiado permeável a fraudes como esta ou como Miguel Relvas, Armando Vara e muitos outros. 

Os portugueses impressionam-se facilmente com pregaminhos porque «pensar» dá muito trabalho para com «o poder». Herdamos do fascismo uma sociedade subserviente e buçalmente seguidista de tudo o que simboliza o poder. O PNUD, a ONU.. tudo isso é tão «acima» que nem era preciso verificar crediciais. 

E todos fomos um pouco fraudes. Porque todos gostamos de falar do que não sabemos e um jornal que cita uma notícia sem a conferir, como a notícia de que apareceu um português que preside a um «observatório do PNUD para o sul da europa» também está a cometer uma fraude. O jornalista que diz o que não confere está a falar do que não sabe. Falar do que não se sabe é normal para um treinador de bancada mas é muito mau para um jornalista. Creio que é por isso que os jornalistas tanto atacam Artur Baptista da Silva. mas não será a ânsia de dar notícias sem as verificar tão responsável quanto Artur baptista da Silva em toda esta telenovela? 

Os jornalistas e todo aqueles que foram apanhados a citar Artur Baptista da Silva são também, à sua escala, pequenas fraudes. São fraudes porque gostaram de falar do que não sabiam, de citar o que não existia e de fazer passar por notícia algo que não era.



Cavaco e as reformas


Cavaco: "Faltam-me algumas qualidades dos políticos. A intriga cansa-me"
Além de lembrar a sua entrada na política, Cavaco Silva fala do seu tempo como primeiro-ministro numa longa entrevista concedida ao Expresso, a propósito dos 40 anos que o semanário agora completa.

Corre o boato, certamente criado pelos tais intriguistas citados pelo Presidente, de que Cavaco não gosta do Orçamento pois ataca fortemente quem aufere maiores pensões, pagas, note-se, pelo arruinado Estado Português.
A grande fatia das despesas públicas são ordenados, pensões e subsídios, além da monstruosa fatia de juros da divida pública. Mas Cavaco não gosta de reduções nesta área (a única onde se pode mesmo diminuir o deficit) e pede a fiscalização aos juízes do Tribunal Constitucional. Pode ser que eles resolvam o problema e não se reduzam os proventos de quem ganha mais.
Ninguém quer reduzir a despesa pública, especialmente se essa redução mexer nos seus bolsos; mas também ninguém quer assumir a responsabilidade e se opor a isso frontalmente. Sendo assim, a Constituição e o Tribunal Constitucional são pau para toda a obra na defesa dos privilégios insustentáveis das elites reformadas - são elas que estão na linha da frente de combate ao Governo e à austeridade.
O Tribunal Constitucional deveria fazer um manguito a esta gente e, em vez de analisar a justiça dos cortes nas reformas, deveria, em primeiro lugar, analisar a justiça das reformas de privilégio.   

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Visão ditatorial de pseudo democratas


Hugo Chávez está "consciente" mas em "situação delicada"
O vice-presidente venezuelano descreve o estado de saúde de Hugo Chávez, depois de uma nova operação ao tumor que o afeta, como "delicado e complexo". Apesar disso, o Presidente está "consciente"

É mau sinal, bem descritivo dos tempos que correm, nem sequer se respeitar o sofrimento de um ser humano na doença apenas porque tem opções políticas contrárias. Seja Hillary Clinton ou Chávez.
Hoje o vice presidente venezuelano pedia respeito à oposição e correm piadolas indecentes acerca da enfermidade de Hillary. Uma das tarefas da humanidade será tirar a voz aos vândalos fascistas que não respeitam as regras do civismo ou do humanismo e só pensam em exterminar os adversários e destruir tudo o que não vá na linha do seu pensamento obtuso porque limitado. 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2013


Segundo alguns oráculos infalíveis, 2013 vai ser o ano em que a coligação PSD/CDS que nos governa actualmente irá cair e Seguro será o novo 1º Ministro. A razão mais apontada será a estrondosa derrota que é expectável para as eleições municipais, motivada pelo cansaço que o eleitorado já mostra pelos actuais governantes.
Seguro têm-se mostrado exultante. Não só com estas previsões mas também com o resultado de algumas sondagens que lhe dão a maioria relativa (pela lógica Seguro deveria mostrar-se aterrorizado por ter apenas a maioria relativa para governar nestes tempos de tempestade, mas a ganância pelo poder é muita).
Já BE e PCP não concordam com os tais arautos de um futuro socialista. Eles intimam Seguro e PS a mudar se querem um "Governo com ampla maioria de esquerda" e estão convencidos de vir a ter enormes ganhos de votação na sequência do descontentamento popular.
Toda esta gente de esquerda esquece-se do seguinte: o Governo está de pedra e cal e vai, lentamente, levando a água ao seu moinho. O povo vai reclamando mas já interiorizou que a austeridade é inevitável e que, afinal, o Governo não a impõe por maldade ou por ser masoquista, mas por necessidade.
Deste modo, o ano que se inicia vai ser de mais do mesmo: o PSD com CDS a cortar e racionalizar a despesa pública; o PS a garantir que tem uma receita mágica para promover o crescimento e a cortar menos e a esquerda radical, iludida com a grande contestação popular, arreigada a um nível eleitoral que não tem.  

sábado, 29 de dezembro de 2012

PPC e o Facebook


Passos Coelho diz que o "Pedro" do Facebook e o primeiro-ministro são a mesma pessoa
Pedro Passos Coelho recusa que o "Pedro" que assinou uma mensagem de Natal na sua página pessoal da rede social Facebook e o primeiro-ministro sejam duas pessoas e que digam coisas diferentes

Chegam a ser constrangedoras as constantes e insistentes declarações de Pedro Passos Coelho. Mas o homem ainda não percebeu que quanto mais fala mais se queima e degrada a sua imagem? Sócrates também tinha esse defeito, falava de mais, sem qualquer reflexão ou preparação. A sua imagem foi-se degradando a um tal ponto que desapareceu da cena política. Pedro vai pelo mesmo caminho. Numa altura em que se impunha algum recato, até por respeito para com os sacrifícios dos portugueses, o 1º Ministro grita, fala e espalha-se ao comprido todos os dias.
É caso para perguntar se esta actuação de PPC é por pura incompetência de quem o aconselha, dele próprio ou ele quer mesmo perder as eleições autárquicas de forma vergonhosa para ter um bom argumento para se demitir e ir tratar da sua vida?

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

PSP - GNR - estacionamento selvagem


GNR queixa-se de falta de equipamento de protecção
O Governo não reconhece o perigo a que os militares da GNR estão sujeitos, e trata-os como "meros funcionários públicos", queixa-se a associação destes profissionais.

Este é um problema de fácil resolução.

Portugal é um país inundado de energúmenos no que concerne a estacionar os carros de forma selvagem. 
Nos centros das cidades, nas praias e, em geral, nos locais de grande aglomeração de povo, se não há repressão, os tais selvagens estacionam de qualquer maneira de forma incivilizada e desrespeitando os direitos dos restantes cidadãos. São milhares de multas que poderiam ser elaboradas e não o são porque as autoridades fazem vista grossa (e também estacionam de forma selvagem).

O Governo poderia aumentar as multas nesta área em particular (o mínimo de 200 euros seria bastante razoável) e entregar boa parte dessa quantia para o reequipamento e melhoria das instalações das forças da autoridade, principalmente a GNR e PSP.

Teríamos então atenuados 3 problemas: o estacionamento selvagem, as más condições das forças de segurança e mais receita para o Estado.

E seriam receitas sem fim no tempo, tal o grau de incivilidade e selvajaria de alguns condutores ao querer parar em qualquer lado.

Marketing à direita


Passos, Cavaco, Santana Lopes e outros lideres do PSD têm ou tiverem relações públicas execráveis e feitas por gente amadora.
O caso do Bolo Rei de Cavaco é inesquecível e um hino à incompetência em marketing dos sujeitos que o PSD escolhe para esta área. Os resultados estão à vista e são desastrosos.
O CDS não deve ter especialistas em relações públicas. Mas não precisa: tem Portas, uma velha raposa da política que dispensa bem esta gente incompetente.
Já o PS aposta bem nesta área e está muito bem assessorado. Senão como se explica que as malfeitorias de Sócrates tenham sido tão bem escondidas durante anos e hoje Seguro e o PS já falam de alto e já nem são responsabilizados pelo tremendos erros da governação socialista anterior?
Estas mensagens de Passos pelo Natal e a exposição pública decorrente mal ponderada e delineada apenas corroem a imagem do 1º Ministro e são uma prova do amadorismo dos técnicos do PSD.

Privatizações


A todos os "estatistas" que estão aterrorizados com as privatizações deve ser dito que as estruturas mantêm-se cá e apenas passam a ser geridas por entidades privadas. Ninguém investe milhares de milhões para destruir uma empresa, esperam-se então melhores dias.
A TAP está falida e sem alternativas, a CP é um cancro financeiro cheio de parasitas no seu interior e os Estaleiros de Viana na bancarrota e a caminho do fim. Esperemos que o Governo consiga privatizar todas estas empresas e as salve.

Jovem miúda indiana violada


Jovem indiana vítima de violação em grupo "luta contra a morte" no hospital
A estudante indiana que foi vítima de violação colectiva  em Nova Deli, sofre, além de problemas intestinais graves, de uma infecção pulmonar e de uma lesão cerebral, estando a "lutar contra a morte"

A Índia é um país onde ainda é importante a execrável cultura das castas, uma das mais primárias filosofias sociais, mas sempre é mais evoluído que alguns dos seus vizinhos islâmicos mais radicais tipo Afeganistão ou zonas mais selvagens do Paquistão. O povo indiano está revoltado e luta pela punição dos selvagens que perpetraram este acto odiento. Nos ditos países islâmicos, onde vegetam milhares de integristas e analfabetos primários, se calhar, ainda prendiam a rapariga acusando-a de incitamento ao sexo ou outra barbaridade.
Não pode ser ignorado, contudo, que o sistema das castas indiano destrói a dignidade humana, transformando seres humanos em cidadãos revoltados numa sociedade oprimida ou em bestas, como no caso destes violadores. Uma outra indiana que foi violada e que se suicidou acusou a polícia de a ter  humilhado e que o comandante lhe disse "era assunto de intocáveis". Portanto, o incompreensível sistema de castas, que está cravado na alma do povo indiano, é responsável por muita da indiferença relativamente às vitimas de violação e outros crimes odientos.
Para acabar com tal sistema não basta mudar a lei, devem mudar as mentalidades, o mais poderoso pilar do conservadorismo.
No entanto é de realçar a enorme quantidade de cidadãos totalmente revoltados com este crime e com a impunidade generalizada. Pode ser que a Índia, donde só vinham imagens de terrorismo, miséria e disputas religiosas sem sentido, esteja mesmo a mudar e tenha no futuro próximo boas possibilidades de se tornar um país justo.
Cá em Portugal também tínhamos casos em que as autoridades não se queriam meter nas brigas domésticas entre marido e mulher, causa de tanta violência doméstica e de homicídios. Esta situação era incompreensível e revoltante, mas até aceite por muitos cidadãos. Felizmente a actuação das polícias têm-se alterado e as autoridades já perseguem os agressores. Ainda há muitas mortes por violência doméstica, mas este é já um crime altamente reprovável e perseguido pelos cidadãos e Estado. Esperemos que a Índia também faça alguns progressos neste sentido.

BPN


O caso financeiro BPN é um cambalacho monumental que enriqueceu muitos fuinhas cara de pau, hoje lordes com uma vida de luxo.
Num país em que ninguém fiscaliza ninguém, muitos menos os criminosos de colarinho, é infelizmente normal que estes casos aconteçam. A novidade é o à vontade e a descontracção com que os criminosos ladrões circulam e, pasme-se, a consideração com que são tratados na alta sociedade. O mesmo acontece com os portadores de dinheiro angolano de proveniência duvidosa que são tratados com mesuras e rebaixamento moral por alguns portugueses.
A justiça continua, manietada, a pastar e não prende ninguém nem confisca o dinheiro roubado.
Mas o erro lesa pátria, a grande estupidez foi a nacionalização do BPN. Não é facciosismo, é a realidade dos factos: Sócrates e Teixeira dos Santos são os grandes responsáveis por estarmos a pagar os crimes do BPN.
Se o BPN caísse de podre seriam os seus clientes a pagar a factura e se tivéssemos uma justiça profissional já muito do dinheiro estaria recuperado e muitos ladrões presos.

Duodécimos


Privado com metade dos subsídios em duodécimos mas há margem para acordos
O Parlamento aprovou esta quinta-feira a proposta do Governo que visa o pagamento em duodécimos de metade dos subsídios de férias e de Natal no sector privado em 2013, mas fica salvaguardada "a possibilidade de cada empregador e trabalhador  acordarem a manutenção do mesmo regime que se lhes aplica actualmente"

Mesmo antes da tríade financeira cá ter chegado para impor a sua vontade a um povo falido, já se falava na singularidade dos portugueses terem 14 salários por ano e, nalguns casos, 15. Até se dizia que um norte americano ou um australiano ficariam estupefactos se lhe dissessem que iriam ganhar mais 2 ou 3 meses de ordenado sem trabalhar. Pois bem, também esta questão está resolvida e já estamos sem estes subsídios, parece que os funcionários públicos perdem os dois e os do privado perdem um, com a expectativa de, a prazo, virem a perder o outro.
Lentamente, a economia e os portugueses vão-se adaptando às novas situações de vida: trabalhar muito, facturar pouco e ganhar para a sopa
Entretanto, o PS grita que já está pronto para governar, presume-se que com eles no trono tudo será melhor. O PCP, antecipando a jogada socialista, ridiculariza-o, acusando-o de ser o partido do "assim não" pois terá de fazer tudo o que a coligação está a fazer (ou pior) , embora jurem que serão mais amigos do povo. Será que vão decretar o regresso dos 14 ou 15 ordenados?

Subidas de preços burocráticas


(Quase) tudo mais caro a partir da próxima semana
Sobem os preços da electricidade e do gás, das telecomunicações e dos transportes, do tabaco e das bebidas alcoólicas.

Após todas as passagens de ano este fenómeno é recorrente, aumenta o preço de todos os serviços públicos essenciais, acima da inflação e sem qualquer justificação. O dia 1 de Janeiro tem algum cunho psicológico? Porque não aumentar no dia 1 de Abril ou no dia 1 de Julho? E já agora porque não proceder também a diminuição de preços? Por exemplo no caso das portagens. Devido à crise e às falências, as auto estradas têm grandes reduções de tráfego, sendo assim, os preços das portagens deveriam diminuir para estimular o uso daquelas vias e simultâneamente ajudar ao desenvolvimento da economia. Os garbosos gestores dos concessionários não vão por aí. Preferem o burocrático e seguro aumento anual de tarifas garantido nos contratos. Entretanto, o número dos seus clientes vai diminuindo.
Na electricidade, as coisas vão mudar. O mercado vai-se liberalizar com vários fornecedores. Os preços irão variar de empresa para empresa e ao longo do ano. Esperemos que o consumidor saia beneficiado, embora o deficit tarifário deste sector seja gigantesco e vai ter de ser pago, o que não augura nada de bom.  

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O Estado vende ao... Estado


Autor: Henrique Monteiro
Os últimos dados que o Tribunal de Contas trouxe à luz são verdadeiramente revoltantes. Basicamente, entre 2006 e 2011 (Governo Sócrates) o Estado vendeu património... a si mesmo. Pode parecer estranho, ou não ter mal nenhum. Mas a verdade é que 1381 milhões de euros (num total de 1438 milhões) foram vendidos pelo Estado... a empresas do Estado (nomeadamente do universo Parpública).

Claro que, para quem vende é receita do OE, para quem compra é despesa de uma empresa. E assim se ajudou a ficticiamente equilibrar contas que pagamos agora. Também se sabe que muitos organismos públicos, apesar de todo o património vendido, optaram por alugar instalações. O exemplo mais conhecido é o do Campus da Justiça, na Parque Expo, em Lisboa, mas há inúmeros exemplos. Ou seja, o Estado não só disfarçou as contas, como gastou mal.

Por último, há que saber se houve comissões nestas vendas, a maioria das quais por ilegal ajuste directo  É que um por cento apenas daquele valor são mais de 13 milhões de euros... não será preciso dizer mais.

Um elogio ao Tribunal de Contas, não fica aqui mal. Os seus juízes e o seu presidente, Guilherme d'Oliveira Martins, têm sido incansáveis a denunciar casos destes. E um elogio - inédito - para o ministro das Finanças atual, Vítor Gaspar, que quando chegou ao Ministério acabou com estas vendas e optou agora por não contestar (ao contrário do que é o usual) o relatório do Tribunal

Cena:
Esta é apenas mais uma das malfeitorias lesa pátria do Governo Sócrates ao país. Desde PPP com contratos ruinosos para a nação, despesas milionárias e regabofe na Parque Escolar, aumentos de funcionários públicos antes de eleições em plena tempestade financeira internacional, aumento da divida em 70 mil milhões e agora mais esta negociata com o património público.
Vem agora este Governo tentar remediar a situação, manietado pela tríade financeira na sua acção e com a populaça socialista ressabiada pela derrota e humilhada pela evidência do descalabro do Governo anterior a culpar... o actual Governo!! 
Concordo que Passos fez declarações infelizes e enganadoras antes de ganhar eleições - sem necessidade nenhuma, note-se - e está hoje a pagar por isso, mas culpar este Governo pelo descalabro financeiro e económico do País é caricato.
Ainda hoje vimos noticia dos insultos de anónimos a Passos na sua página do Facebook - a opinião pública está entregue a vândalos e ignorantes

Adeus ANA (pública)


Governo escolhe hoje dono da ANA para os próximos 50 anos
O Governo decide esta quinta-feira a privatização da ANA - Aeroportos de Portugal, com a escolha de um dos quatro consórcios concorrentes à concessionária aeroportuária, uma semana depois de ter anunciado o fim do processo de privatização da TAP


Mais um anel que se vai, mais uma medida imposta pelos estrangeiros, mais um truque para reduzir o deficit, alguma da verba ainda serve para reduzir a divida - pouco consolo para um Portugal exaurido.
Há quem culpe o povo por ter vivido acima das suas possibilidades como causa para o nosso declínio, mas este argumento é do mais insultuoso e grosseiro possível. Foi a irresponsabilidade de quem nos governou, com destaque para Sócrates, e a falta de coragem para reduzir as despesas públicas que arruinaram o Estado. Foram sempre contraindo mais e mais empréstimos para cobrir os gastos e não se atreveram a reduzir os custos. Hoje o País está entregue à banca internacional, o povo na miséria e o Estado é obrigado a desfazer-se de todas estas empresas de serviço público a capitalistas estrangeiros, ainda por cima, pelo que parece, a preços de saldo.



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Fome na escola


Matar a fome na escola
Para muitas crianças, o almoço na cantina é mesmo a sua única refeição quente, todos os dias. Neste cenário, dezenas de escolas decidiram abrir as portas dos refeitórios para dar comida aos seus alunos, nestas férias.


Estas noticias vão aparecendo por todo o lado - crianças com fome na escola. Esta desgraça sempre aconteceu, agora talvez o fenómeno seja mais intenso, mas é bom malhar no ferro enquanto está quente e repetir até à exaustão - as crianças portuguesas não tomam pequeno almoço em casa e as únicas refeições decentes que fazem são fornecidas pela escola. Cá está, Portugal é um país civilizado e as escolas têm estruturas para fornecer refeições aos alunos a preço reduzido, os carenciados não pagam. Mesmo assim, há crianças com fome na escola? Será que nem todas as escolas têm refeitório para alimentar os alunos? É certo que muitos pais, os novos esfarrapados, caíram no desemprego e não conseguem sustentar a família, é esta a verdadeira tragédia, mas o Estado acorre e fornece alimentação aos filhos dos novos e antigos pobres. Enquanto tal for possível já não é mau e podemos ter orgulho de Portugal.


Mensagem de Natal de Passo Coelho


Há uma saturação no eleitorado com a imagem e as mensagens de Passos Coelho. Já pouca gente tolera o que ele diz e faz e critica-o de forma feroz. Se ele dissesse que não gosta de ratazanas com certeza que apareceriam críticos acérrimos desta afirmação e até se formariam associações de protecção e defesa das ratazanas.
É que Passos funciona como o portador das más noticias e executor das políticas de correcção da economia que tanta miséria causam. E ninguém gosta de quem nos retira rendimento e qualidade de vida, mesmo que isso seja inevitável.
Sendo assim, a situação presente exigiria muito recato e muita precaução na comunicação ao povo por parte do 1º Ministro. Ele deveria falar apenas em situações especiais, nomeadamente de forma institucional ou então a jornais e rádios com pouca audiência e de forma esporádica, sem gravação de imagem. A TV será de evitar.
Quanto às reacções de PS e restante oposição ao que disse o 1º Ministro, fazem parte do habitual circo de irresponsabilidade e demagogia a que já estamos habituados.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Não há dinheiro, porra!


Ninguém entende porque não usa Passos o único argumento, verdadeiro e aceite por todos, para justificar a redução de rendimentos:

"Não há dinheiro!"

Pelo contrário, Passos prefere andar com declarações de vão de escada que cansam a sua imagem a acicatam o povo mais atingido

Quando todos entenderem que não há dinheiro, e ainda há cidadãos que não o sabem, a missão do Governo fica facilitada: para além dos cortes propriamente ditos, será a de garantir que todos contribuem de forma justa, sem injustiças.

Por exemplo, sabe-se que o orçamento da Assembleia da República não sofreu redução! Estes esbulhos é que são de evitar e é obrigação do Governo evitá-los. 
Passos tem de atinar e deixar os discurso inúteis e incongruentes de lado.

Seguro no Natal 2012


Seguro critica Governo em mensagem de Natal
Grandes dificuldades de 2013 poderiam ser menores se Governo quisesse, defende secretário-geral do PS na mensagem com a qual pretende desejar um feliz Natal aos portugueses.


Infelizmente, Seguro continua a fazer um diagnóstico da situação de miséria que o País atravessa sem se preocupar em afirmar o que faria de diferente. Diz que quer crescimento económico para o país sem ordenar o rol de medidas que tomaria enquanto 1º Ministro para que esse crescimento acontecesse. Mesmo assim, todos sabemos que são precisos investidores com aceso a capital que invistam na nossa economia para que o dito crescimento aconteça.
Mas o pior é que este cavalheiro sabe que Portugal não tem autonomia de governação enquanto estiver sobre resgate e, fosse o PS Governo, teria as mesmas limitações na acção e efectuaria as mesmas políticas que agora são implementadas por Passos.
Por fim, o PS ainda não fez o acto de contrição. Não assumiu perante o povo que tomaram uma política profundamente errada no Governo Sócrates, causa da ruína nacional. E, perante todas as suspeições sobre o ex-1º Ministro, ainda não explicaram quem paga a vida de luxo que ele leva em Paris. São milhares de euros que Sócrates gasta por mês na capital das luzes, quando há uns anos chegou à capital, vindo da província, apenas com uma mala de cartão.  

sábado, 22 de dezembro de 2012

Bloco central / Bloco de interesses


A aliança PS PSD em Governo parece ser algo contra natura, impensável e impossível de concretizar. Seria o mesmo que aliar PCP e CDS num executivo ou Bloco e PNR, tal a sensação de divergência entre os dois partidos. Parece que são grupos posicionados em lugares opostos da barricada.
Todavia, são partidos irmãos. Têm a mesma ideologia, a social democracia, defendem o sistema politico partidário em que vivemos e funcionam internamente da mesma maneira.
Razão tem Jerónimo de Sousa quando afirma que o PS se diz de esquerda mas no concreto cumpre uma política de direita, que é a mesma do PSD.
Nenhum dos dois está contra a nossa permanência na NATO, UE ou moeda única.
Tirando os insultos que atiram uns aos outros no Parlamento e na rua, principalmente do PS ao PSD, destacando-se neste aspecto o acinte forte de Soares, o ódio que um tem pelo outro quando este está no poder e uma ou outra divergência nos costumes, são de facto partidos gémeos.
Sendo assim, não se compreende tanta dificuldade e incompreensão num bloco central, o que é mau pois, em momentos de emergência nacional como o que vivemos, é importante haver uma forte maioria no Parlamento em apoio ao Governo.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

PSP


Polícias contra novos horários de trabalho
SINAPOL não quer que os polícias trabalhem mais uma hora e meia por semana "sem qualquer pagamento".
O Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) vai apresentar uma providência cautelar para impedir a entrada em vigor de novos horários já em Janeiro.
A PSP quer que os polícias trabalhem mais uma hora e meia por semana, "perfazendo mais 56 por ano sem qualquer pagamento", diz a SINAPOL.


Os polícias não têm horas extras, trabalham mais de 40 horas por semana, inclusive nos fins de semana sem sequer uma folga de descanso suplementar, têm de multar, fazer cumprir a lei e dar porrada no povo. As condições das esquadras são, em boa parte dos casos, execráveis e o poder e prestigio que tinham tem-se desvanecendo. 
O Governo, se quiser, pode melhorar muito a vida das autoridades policiais e sem grande despesa.

Argentina


Argentina a ferro e fogo
Duas pessoas morreram, centenas ficaram feridas e outras centenas foram detidas nos protestos registados  desde quarta-feira na Argentina. Manifestantes fizeram pilhagens a supermercados, camiões e bombas de gasolina.  


Quando são governados de forma criminosa e irresponsável com endividamento excessivo, como os PIGS nos anos mais recentes ou na generalidade da América Latina, os países caem rapidamente na bancarrota e depois lá tem de vir um Governo de Salvação Nacional, de patriotas inflexiveis ou tecnocratas resolver as dividas e cortar nos custos excessivos. 
No caso dos PIGS, a população entende sempre que a culpa da miséria inevitável é dos tais Governos que têm de resolver a situação e não dos pediram o dinheiro emprestado.
Será um bom caso de estudo para psicólogos.
Veja-se também o Brasil  onde não fazem a coisa por menos. Estão a entrar uns dinheiros do petróleo e já o vão torrar no Mundial e nos Jogos Olímpicos ..   

Orçamento da Assembleia da República

Em 2012, o Orçamento da Assembleia da República foram "140 milhões". Para 2012 vão ser... "140 milhões". Nem um cêntimo de redução!!
O Governo é lesto a cortar reformas e ordenados, na farmácia e, pelo que se diz, irá cortar na educação e saúde. Mas não reduziu um cêntimo na estrutura de custos do Parlamento.
E a oposição não reclama. Nem PCP, nem Bloco, nem PS se insurgiram contra esta torpe situação. O PS até disse que não era admissível que os deputados circulassem em Clios!!
Nós sabemos que poupar 30 ou 40 milhões em custos do Parlamento não é nada e em nada diminui o deficit, mas os os nossos políticos têm de perceber que ou há moralidade ou comem todos!

Fernanda Câncio, a ressabiada

Fernanda Câncio publica hoje no DN uma mensagem execrável em que insulta de forma baixa e soez o 1º Ministro Passos Coelho

ver aqui

Claro que a referida senhora não se apercebe que é ela que está a ser classificada e não Passos Coelho,.

Como é possível um Jornal permitir tamanha baixeza nas suas páginas.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

7%


Juros no limiar do regresso aos mercados
Os juros da dívida portuguesa a dez anos já estiveram hoje, no mercado secundário, num mínimo de 6,986% e encontram-se, agora, em 7%. 

Pouco antes das 13h, as yields das obrigações do Tesouro a dez anos estavam em 7%, e já estiverem num mínimo durante a manhã de 6,986% no mercado da dívida, segundo dados da Bloomberg. Ontem fecharam em 7,073% e há uma semana fecharam em 7,111%. Atingiram um pico de 21,83% a 30 de janeiro.

7% ainda é muito. Sustentável seria pagar 1% ou 2% ou receber dinheiro como a Alemanha. Mas para isso ainda temos um longo caminho a percorrer de estabilização financeira e saneamento das contas públicas. E, nestas correcções, o mais difícil de conseguir costumam ser os últimos patamares. 

Passos

In Expresso

1. Passos Coelho é um case study de um Primeiro-Ministro tecnicamente incompetente, humanamente insensível e comunicacionalmente desastroso. Em termos de personalidade, Passos Coelho é um irmão gémeo de Miguel Relvas: estão bem um para o outro. O discurso de ontem de Passos Coelho, no encerramento do congresso da JSD, foi verdadeiramente aterrador. Se o nosso Coelho tivesse noção do ridículo e do prestígio e da honra que é servir a nossa grande Pátria chamada Portugal, só teria uma saída possível: pedir desculpa aos portugueses. Pela falta de respeito que tem por tantos portugueses. Pela sua insensibilidade social que nos choca. O que disse Passos? Creio que o meu caro leitor não ignorou e não deixou de ficar gélido, perplexo, quando Passos Coelho veio afirmar que "não tem de aguentar esse privilégio injustificado que é a reforma dos pensionistas que ao longo da sua carreira descontaram parte do seu salário na expectativa (mais do que) justificada de receber a compensação do Estado na altura devida". Ah, mas cumpre fazer uma precisão: Passos Coelho só critica as pensões mais elevadas...as pensões de verdadeiros ricos! Os ricos que ganham a partir de...cerca de 1500 euros! Ui, cambada de milionários preguiçosos!

2. De facto, Passos Coelho não deixa de ter razão: no país que ele está a construir, marcado pelo desemprego galopante e pela pobreza crescente, receber 1500 euros por mês é um luxo! Passos Coelho gosta é de ver os portugueses pobres, cada vez mais pobres - desde que Ângelo Correia, Miguel Relvas e outros dos seus compadres ganhem cada vez mais, para Passos Coelho tudo corre bem! É este o caminho que devemos seguir: pobres, sem reforma e sem direitos laborais! Também por aqui se percebe por que razão Passos Coelho gosta tanto de investimento chinês...

3. Dito isto, vamos à análise política do discurso em termos mais desenvolvidos. Marcelo Rebelo de Sousa interpretou as declarações desastrosas de Passos Coelho como sendo uma "canelada" a Cavaco Silva. Depois, Marcelo Rebelo de Sousa fez a desmontagem mais brilhante, impiedosa e fatal do discurso incompetente - na minha opinião, mentiroso - de Passos Coelho. Ontem, o Professor na TVI deixou Passos Coelho absolutamente "K.O": Passos Coelho dificilmente recuperará desta. No fundo, Marcelo Rebelo de Sousa explicou a Passos Coelho as razões pelas quais todo o seu discurso não passou de uma mentira pegada e de uma adulteração dos factos gravíssima. Como é que os portugueses poderão confiar em alguém que recorre à mentira grosseira para defender as suas políticas erradas e inconstitucionais? Como? Se Passos Coelho é capaz de mentir quanto a esta matéria, então é capaz de mentir sobre as todas as matérias. Depois do comentário de ontem de Marcelo Rebelo de Sousa, a seriedade e a credibilidade de Passos Coelho estão feridas de morte.

4. Quanto à crítica implícita a Cavaco Silva, falaremos amanhã. Hoje prefiro registar que, mais do que uma canelada a Cavaco, Passos optou por dar uma "canelada" violenta contra os portugueses. O que só desonra um Primeiro-Ministro. É que Passos Coelho tentou colocar um rótulo negativo aos pensionistas - pareceu quase o discurso dos que achavam que existiam "pesos mortos" na sociedade, discurso que julgávamos datado de outros tempos - como se eles se estivessem a aproveitar dos restantes portugueses. Passos Coelho tentou, num ato completamente falhado, colocar portugueses contra portugueses. Quando as regras do bom senso e da liderança forte impunham que o Primeiro-Ministro apelasse à unidade nos esforços e solidariedade nos sacrifícios. Passos Coelho provou, mais uma vez, que é um fanático - é um fdp: neste caso, não um fanático dos pópós, mas sim um fanático dos pensionistas! Ou contra os pensionistas! Eu nunca votei num fanático para ser líder: nem para delegado de turma!

5. Por último, avanço já que Passos Coelho quer sair deste episódio como a vítima - ao criar o antagonista entre os pensionistas, classe privilegiada, e os outros, Passos quer fazer uma distinção clara entre ele e o seu Governo, amigos da nova justiça social, e os outros (Presidente da República, PS,...) defensores dos privilégios injustificados. Desenvolveremos amanhã.


Seguro? Não me façam rir.


Declarações de Miguel Relvas "são falsas"
Socialistas reagem às acusações do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares. E contra ataca: "Nem entre os partidos da coligação houve negociação".


O dirigente socialista reage às declarações do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas que, esta manhã, disse à Antena 1 que "o PS fugiu a um entendimento (sobre a reforma administrativa) como o diabo da Cruz".


Os indícios que temos para observar na actuação do PS nos últimos tempos, levam-nos a dar razão ao Ministro Relvas.
Seguro foge de qualquer compromisso como as ovelhas fogem do lobo ou os periquito das cobras. 
Nim, não sabemos, não queremos ir por esse caminho, não nos comprometemos, só queremos crescimento económico, são as respostas mais ouvidas aos líderes socialistas, quando todos sabem que se eles forem para o Governo terão de fazer as mesmas malfeitorias que Passos nos tem feito
Por isso, se calhar Miguel Relvas tem razão.
Embora fosse aconselhável o PSD não atacar muito Seguro e compadres. Eles são os melhores adversários possíveis do Governo neste momento. As sondagens são apenas indicativos. No momento de pôr a cruz, o eleitor vai pensar no branqueamento dental de Seguro, na sua expressão amorfa e na falta de coragem (além do discurso enganador) e a caneta vai fugir para o quadrado de Passos ou Portas. 
Provavelmente Portas é que vai ser o voto de protesto contra Passos. 

Gaspar, vocalista peculiar


Vivemos tempos em que o silêncio se impõe. O que adianta explicar a um esfomeado que não pode comer porque não há dinheiro para lhe pagar a refeição? Ou como consolar um ex cidadão de classe média que tinha tudo e que hoje conta os trocos para poder alimentar-se? É perda de tempo, por mais racionais que sejam os argumentos eles não são entendidos ou aceites.
Gaspar tem uma sequência vocal peculiar. Há quem encontre cinismo, ou autismo ou mesmo provocação no modo de expressão oral do Ministro. Ora, num tempo em que o silêncio se impõe, falar de forma excêntrica é uma excelente maneira de perder a cara.
Gaspar tem tudo para se queimar ainda mais rápido que Cadilhe.
Ciente destes seus obstáculos, defende-se. Nunca falou numa esquina pública, num corredor obscuro ou numa escadaria de mau aspecto. Fala sempre de forma institucional evitando assim parangonas desgastantes, as tais que vão queimando em lume brando o 1º Ministro. Portas com a sua experiência, sabe bem disso e está confortável no seu canto.
Mas o economista cometeu o erro, não se sabe bem porquê, de insistir em elaborar previsões baseado em folhas de cálculo de gabinete. E garantiu infalibilidade académica a um exercício que, retirando alguma complexidade, tem tanto de infalível  com as previsões da astrologia. Gaspar deveria ter dito que em tempo de bancarrota não se fazem previsões, apenas se espera pelo melhor.



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

RTP e TAP


Grosso modo a TAP vale 2 mil milhões mas deve 1,6 mil milhões. Portanto é uma empresa tecnicamente falida e descapitalizada, sem crédito. Se o multinacional empresário polaco se chegar à frente com os 2 mil milhões e o Estado ficar com 400 milhões, a TAP fica com a divida saldada e poderá reinvestir na renovação da frota. Não vejo como este negócio, se for nestes termos, possa ser atacável ou desvantajoso para o Estado e a para a própria TAP, independentemente do investidor. Pela lógica, ninguém gasta 2 mil milhões numa empresa para a destruir. 
Quanto à RTP já existem muitas dúvidas devido aos canais internacionais, a alguns programas culturais (que ninguém vê) e à taxa que pagamos na electricidade. Ou o Governo transforma a RTP numa empresa tipo SIC ou TVI e privatiza-a, assumindo o ónus dessa decisão; ou acaba com as transferências do Orçamento de Estado para a RTP, tendo a TV pública de se manter com a publicidade e o serviço público com a taxa do audiovisual, proibindo desde já endividamento. Era melhor optar por esta última. 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sardinha para 3; Cavalo para 20?


Autor: Nicolau Santos 

Este ano já foram abatidos em Portugal 2803 cavalos da raça puro sangue lusitano. Não foram abatidos por doença, mas porque os seus criadores não conseguem vendê-los e também começam a não ter meios para os alimentar. Por isso, entre vê-los morrer à fome ou dar-lhes uma morte condigna, os criadores optam pela segunda via.

O abate de cavalos de sangue lusitano é uma metáfora para o país. Estamos já a entrar na fase de começar a sacrificar os que nos estão mais próximos: animais de companhia, de estimação ou de criação - o que vai a par com o crescente aumento do número de idosos que são deixados nos hospitais pelas famílias ou de crianças abandonadas à porta de instituições de caridade ou dos sem-abrigo que começam a proliferar nas cidades.

Estamos a evoluir da vida minimamente confortável para a pobreza e da pobreza para a indigência. Estamos a ver o Estado passar do seu papel de prestador de apoios sociais para o assistencialismo. E estamos a assistir à emergência da caridade em detrimento dos direitos dos cidadãos que supunham viver num Estado de pleno direito.

O próximo ano será o da morte da economia. E, como escreveu Pacheco Pereira, do não retorno para milhares de famílias, que estão a ver o seu rendimento cair drasticamente ou a ser lançadas no desemprego e que nunca mais conseguirão voltar a ter os padrões de vida que usufruíam até há muito pouco tempo ou mesmo a conseguir um emprego, por precário que seja.

Se já chegámos ao ponto de abater cavalos puro sangue lusitano, temos de nos preparar para o tsunami social que vai devastar o país em 2013. Será o ano da total desesperança, do desespero, da impotência - mas também da indignação e da revolta. Construir algo a partir deste quadro vai demorar décadas. 


Nossa resposta:

Total demagogia! Este texto é inacreditável!

O Sr. Nicolau está a transformar um acto racional de redução de custos de famílias que viviam bem, mas que agora têm de se ajustar à crise que vivemos.

Claro que é lamentável o abate de cavalos, mas isso sempre se fez, só que agora aumentou e o articulista quer transformar isso numa tragédia de cordel em que as famílias esfomeadas se dirigem ao matadouro com os cavalinhos magros para obter algum provento, enquanto neva e faz frio na rua. 

O senhor está-se a transformar no relator melodramático dos tempos de miséria que vivemos. Como seria a sua prosa no tempo da sardinha para 3?

Torturou bebé, mas não foi preso


Autor: Henrique Raposo 

Não invento, veio no jornal. No ano passado, um ser de 22 anos partiu o braço esquerdo, queimou os olhos, pés e lábios de um bebé de um ano. O ser ainda pontapeou o seu pequeno enteado nas pernas, nas costas e nos órgãos genitais. As marcas duraram 113 dias (internamento hospital). Na sexta-feita, o ser foi colocado em liberdade. Um indivíduo chamado Jorge Melo, juiz da 8.ª Vara Criminal, deu como provados os actos de violência, mas assinou uma pena suspensa; este juiz da República disse que estávamos perante um situação atroz e até afirmou que o réu mostrou indiferença perante os seus actos, mas não o puniu com prisão efectiva. Porquê? "O tribunal acredita que o simples risco de prisão é suficiente para não repetir crimes". Quando ouviu isto, o réu começou a rir.
Sim, Portugal está doente, mas a doença não é económica. É de outra espécie .


Nosso comentário:

O passatempo preferido dos agentes da justiça é denegrirem-se a eles próprios e à instituição onde trabalham. 
O juiz deve ter alguma norma a obrigá-lo a tomar aquela bárbara atitude, mas um homem com dignidade e coragem diria que se demitia mas nunca mandaria soltar um criminoso da estirpe do torturador de bebés. 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Auto Estrada A26


Decisão de construir a A26 entre Sines e Beja foi "equívoco técnico"
A decisão de construir a A26, entre Sines e Beja, foi um "equívoco técnico", porque não se justificava, e os 35 milhões de euros gastos nos lanços cancelados foram "mal" aplicados, considera a Estradas de Portugal

Este é apenas um "pequeno" exemplo da loucura, da demência, da irresponsabilidade, da insanidade que foi o execrável governo do parisiense de luxo (pago não se sabe por quem) Sócrates, o saqueador do futuro das nossas crianças e causador da nossa miséria.
Graças aos deuses que este meritíssimo e responsável Governo Passos/Portas chegou a tempo de cancelar mais esta loucura que nos arruinaria o futuro.
Mas, por incrível que pareça, ainda há inocentes ou manhosos que dizem que a culpa da falência é de Passos. Os mega fanáticos do PS alargam essa responsabilidade a PCP e Bloco, deixando o chefe parisiense da quadrilha de fora de qualquer responsabilidade.
Entretanto, podemos imaginar o sorriso cínico do parisiense enquanto Passos tenta salvar o país e, ao mesmo tempo, é responsabilizado pela desgraça de Portugal.   

sábado, 15 de dezembro de 2012

22 mil carros


Insegurança automóvel
A quantidade de carros a circular sem seguro continua a aumentar - até novembro, foram registados 66 casos por dia, ou seja, 22 mil carros.


Se um carro circular com gasóleo agrícola e for detectado, além de multa, a viatura é considerada perdida a favor do Estado. 
Tendo em conta o crime gravíssimo que é circular sem seguro, a mesma penalização deveria ser aplicada nestes casos. Só este ano já poderiam ter sido confiscados 22 mil viaturas a ser distribuídas pelos serviços do Estado e, desde que não fossem da marca Clio, algumas poderiam ser entregues ao grupo parlamentar do PS.



Cavaco e o Orçamento Maldito


Cavaco deve amaldiçoar todos os dias a eleição presidencial que perdeu com Sampaio e adiou por 10 anos os seus mandatos como Presidente. 

No tempo de Sampaio é que era bom. Havia dinheiro a rodos, toda a gente vivia bem enquanto se endividava e o Estado tinha crédito sem fim para gastar em megalomanias. Sendo assim, o povo andava iludido e calmo e isso permitiu ao indeciso Sampaio ser Presidente nas calmas. 
O único problema do cenoura foi mesmo a fuga de Durão e a demissão posterior de Santana. Ele tremeu que nem varas verdes mas lá superou o caso. 

Agora Cavaco está numa época de imensa pressão e ele não lida bem com a pressão, enerva-se, não ouve os conselhos de ninguém e mete constantemente os pés pelas mãos. A imitação que ele quis fazer dos Presidentes Americanos no encontro de jornalistas foi constrangedora. 

Quanto ao Orçamento, será melhor esperar para saber de certo qual a atitude do Presidente e depois comentar. A única constatação passível de afirmação são a honra devida aos únicos que têm coragem de se atravessar pelo Orçamento 2013: Passos e Gaspar.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O Bem dos outros e o nosso


Autor Francisco Sarsfield Cabral

É grande a preocupação no Ocidente com a quebra relativa do seu poder económico, face ao dinamismo dos chamados países emergentes, China sobretudo.
A deslocação do centro de gravidade da economia mundial para a Ásia tem consequências geo-estratégicas. No princípio do séc. XX, os Estados Unidos da América (EUA) tornaram-se na primeira potência industrial do Mundo. E mandaram na política internacional depois da II Guerra Mundial, em rivalidade com a União Soviética. Mas o seu peso relativo, ainda grande, está a diminuir.

A Grã-Bretanha, onde nasceu a Revolução Industrial, dominou os mares durante séculos e teve um império onde o sol não se punha, de tal forma era extenso. Mas a Grã-Bretanha tornou-se um país de média dimensão, sem império e até dependente da sua antiga colónia, os EUA. No entanto, a maioria dos britânicos não vive hoje pior do que vivia há cem anos, pelo contrário.

Na economia, o bem dos outros é também o nosso bem. Não é verdade que uns só podem melhorar se outros piorarem. Quando a Alemanha, no final do séc. XIX, se industrializou, muita gente pensou que a economia britânica seria prejudicada. Pois multiplicou-se então o comércio entre alemães e britânicos, com vantagem para ambos... Temos um outro exemplo dentro de casa: um dos entraves à recuperação económica portuguesa é a recessão em Espanha, nosso principal cliente no comércio e no turismo.

A China começa a fabricar e a exportar não apenas bens de mão-de-obra barata, mas tecnologicamente avançados. Muitos temem que, assim, os EUA e a Europa deixem de poder competir no mercado global. Nos anos 80 era o Japão que metia medo, pela sua dinâmica industrial, no sector automóvel por exemplo. Hoje, receamos a estagnação económica japonesa.

O crescimento económico chinês e de outros países tirou centenas de milhões de pessoas da miséria. Mas todos acabaremos por ganhar com esse crescimento. São mercados que se alargam para as exportações dos países que chegaram mais cedo a níveis altos de desenvolvimento. E os salários chineses são hoje cinco vezes superiores aos que eram há uma década.

Decerto que, até esses ganhos se concretizarem, há períodos de transição que trazem problemas. Também a Revolução Industrial começou com operários a destruírem máquinas, que lhes tiravam trabalho – mas a prazo criou muitos milhões de novos empregos. Só que, entretanto, a exploração do trabalho nas fábricas foi terrível. Demorou a chegar a protecção social às vítimas do progresso.

Importa, por isso, estar atento às actuais vítimas do progresso, mas sem travar o crescimento económico dos países que integravam o antigamente chamado Terceiro Mundo. O que implica afastar a falácia de que a melhoria económica dos outros implica forçosamente o nosso empobrecimento, numa visão estática e não dinâmica do processo de desenvolvimento.

Erro que se aproxima de uma outra falácia, que aparece recorrentemente: a ideia de que já se fizeram tantos progressos científicos e tecnológicos que, agora, já nada ou quase nada resta para inventar. Havia quem defendesse essa ideia há 30 ou 40 anos. Depois disso apareceram os telemóveis, os smartphones e a Internet, que revolucionaram a actividade económica e as nossas vidas; e multiplicou-se o uso de robots. O Mundo é feito de mudança, já dizia Camões. Não, forçosamente,para pior.

Restaurante As Thermas, Unhais da Serra

Há uns tempos desloquei-me em trabalho a Unhais da Serra. No primeiro dia, quando chegou a hora de almoçar, encontrei-me com um colega da minha firma que também lá estava e combinamos almoçar em conjunto. Ele, que já lá estava havia dois dias, sugeriu irmos ao Restaurante As Thermas, que fica a 100 metros do grande hotel lá da vila. Segundo o meu colega explicou, tinha lá almoçado no dia anterior por 6,50 euros com prato, sopa, bebida e café incluídos e a comida estava razoável.
Perante tão boa proposta, eu acedi e fomos ao Thermas.
Quando entramos vem um criado ter connosco e diz-nos para o seguir tendo-nos levado para as mesas situadas na retaguarda do restaurante. Até aí tudo normal. Entretanto traz presunto para a mesa e as habituais azeitonas e pão. Eu e o meu colega comentamos que iríamos pagar o presunto à parte mas, como tinha bom aspecto, consumimos o dito presunto. Depois eu pedi vinho e o rapaz traz uma garrafa das grandes e de marca. Eu disse-lhe que era um desperdício e recomendei-lhe que me trouxesse uma das pequenas o que o homem fez. De resto, a refeição foi normal e a comida, como o meu colega tinha dito, era razoável, nada de especial mas aceitável.
Quando veio a conta ficámos estupefactos: 24 euros a cada um!!! Um roubo para aquilo que comemos!
Pedimos explicações ao patrão e o homem disse que comer na sala de trás era mais caro pois tinha guardanapos de pano!!
Ficamos siderados a olhar para o homem mas nem reagimos - tínhamos sido vitimas de esperteza saloia de quem quer sacar o máximo a cada cliente desconhecido e não adiantava reclamar.
Pagámos e viemos embora, mas o dono do restaurante, que é de certeza uma pessoa sem princípios, nem soube o que perdeu: eu fiquei lá mais 3 dias e tive de jantar uma vez, o meu colega ficou mais sete dias e teve de jantar sempre e ainda chegaram mais dois colegas que ficaram dois dias cada um. Ou seja, o espertalhão acabou por perder uma fortuna, só naqueles dias. Sem contabilizar, ficam as refeições que ele vai perder por falta de recomendação minha e de todos os meus colegas.
Fica aqui o aviso a quem se deslocar à povoação lindíssima de Unhais da Serra: no Restaurante Thermas o objectivo é depenar-vos, certifiquem-se do preço antes de encomendar.   

Qual a lógica?


Imposto pago na compra de casa acaba em 2016
O Governo quer acabar com o Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), pago por quem compra uma casa, a partir de janeiro de 2016


Esta é uma daquelas medidas incompreensíveis e podemos esperar sentados se queremos explicações do Governo, eles não justificam nada e estão-se nas tintas para as eleições.
Então é necessário reanimar o mercado de arrendamento em detrimento da compra de habitação, o que está correctíssimo, e o Executivo vai acabar com um imposto na compra de casa não alterando nada no caso do arrendamento?
E sabendo-se que continua, e continuará, a existir deficit, com certeza que haverá aumentos noutro lado qualquer.
Esperamos, o tempo que for necessário, por alguma clarificação de Relvas ou Passos.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Berlusconi regressa; Mário Soares não se reforma


Berlusconi é um personagem totalmente queimado para a política, já tem 76 anos e não deve ter hipóteses de regressar à política.
Já quanto a Mário Soares está bem vivo e lúcido e as suas opiniões são ouvidas e reflectidas por boa parte da opinião pública.
Na sua última entrevista televisiva (TVI24 - Política Mesmo) disse quase em desespero que não queria este Orçamento - mas não apresentou alternativa. Afirmou que o Governo tem de cair - mas não quer eleições (como iríamos nós arranjar quem nos governasse?).
Vê-se que o octogenário Mário esta muito zangado com o Governo mas não acredita em Seguro e no PS como alternativa. Aliás parece que o que ele quer no fundo é afastar Seguro e arranjar uma nova alternativa ao Governo no PS com outro líder.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

70 mil milhões para o lixo


Despesa pública tem efeito positivo em período de crise
Um artigo de uma equipa do Fundo Monetário Internacional conclui que a despesa pública em períodos em que o hiato do produto é negativo tem um efeito multiplicador positivo que tem sido subestimado. E aconselha a uma "consolidação gradual".

Os técnicos do FMI que elaboraram este estudo não se atrevem a ser assertivos ou sequer muito confiantes naquilo que dizem.

A mesma teoria económica não é aplicável da mesma maneira e com as mesmas consequências (positivas ou negativas) em países diferentes. A receita para Espanha pode ser totalmente diversa da receita para Portugal e este postulado não tem sido acautelado pelos crânios da finança teórica.
Por exemplo, Sócrates enterrou 70 mil milhões (provenientes de empréstimos) na economia nacional e o resultado foi um crescimento económico de quase zero. Mas nós não sabemos se essa mesma quantia aplicada no mesmo tempo na Letónia ou no Chile produziria efeitos diversos, melhores ou ainda piores.

Ataque à classe trabalhadora (dos que têm emprego, claro)


Código do Trabalho
Indemnizações por despedimento serão 12 dias por ano e avançam em 2013
Pedro Passos Coelho confirma que o Governo vai propor esta nova redução e que as novas regras deverão entrar em vigor em 2013


Esta medida não é compreendida nem aceite por quem é socialista, comunista ou social democrata, embora neste último caso seja possível que haja mais tendência para a estudar antes de criticar.
É uma alteração liberalizante e pretende tornar a economia mais competitiva: se despedir se torna mais barato, pode ser que os empregadores empreguem e integrem nos quadros da empresa os novos colaboradores mais facilmente. Também irá acontecer que muitos patrões aproveitem para mandar embora o funcionário mais matreiro da casa a baixo custo.
Falta saber se os nossos empresários, já antigos e habituados à burocrática vida nacional, corresponderão às expectativas. A gente nova e sem emprego com certeza não se incomoda nada.
Não parece difícil de entender, embora seja expectável que os defensores de economias planificadas e apropriações colectivas dos meios de produção espumem de raiva e ódio e, na sua irritante pequenez mental, venham insultar quem cria medidas deste género.


Catalina Pestana


Catalina Pestana disse ao 'Publico' que conhecia vários casos de pedofilia na Igreja. Só em Lisboa, diz ela, conhece cinco. E acrescentava, a propósito do escândalo no seminário do Fundão, que tinha reunido no ano passado com o porta-voz da Conferência Episcopal, padre Manuel Morujão, e com o então presidente da Conferência, o bispo D. Jorge Ortiga para denunciar esses casos.


Talvez Catalina já tenha feito mais pelo combate ao mais execrável crime de todos, como é a pedofilia, do que qualquer um de nós. Mas a populaça exige sempre mais aos que se metem em trabalhos para defender os outros, enquanto permanecem na sua zona de conforto.
O mesmo se passa com Isabel Jonet. Ele prescinde do seu tempo e dinheiro para tirar a fome a milhares de portugueses mas não a deixam falar, interpretam-na mal quando fala e os energúmenos e manipuladores insultam-na à primeira oportunidade.
Quanto à pedofilia e a todos os abusos sobre os mais fracos (crianças abandonadas, doentes e idosos) que se praticam em instituições, criadas para as defender, talvez fosse urgente iniciar inspecções sérias e sistemáticas por parte da segurança social ou polícias. 
Se isso tivesse sido feito na Casa Pia nunca se verificariam os crimes monstruosos por lá se praticados. 
Parece que quem deveria fiscalizar quer sossego, não quer sair do gabinete e só pensa nos subsídios e privilégios retirados.

Abebe Aemro Selassie


FMI: Os "grandes sacrifícios" dos portugueses "não foram em vão"
O chefe de missão para Portugal do Fundo Monetário Internacional (FMI), Abebe Aemro Selassie, reconheceu hoje que os portugueses já fizeram "grandes sacrifícios", mas assegurou que "não foram em vão". E adianta que os resultados em termos de crescimento económico deverão ser visíveis a partir da segunda metade de 2013

Depois de várias décadas de regabofe no gasto de dinheiros públicos, em especial no penúltimo Governo, vivemos agora um tempo de poupança e de respeito absoluto pelo dinheiro dos impostos. Todo o cêntimo gasto é ponderado e justificado. Neste aspecto, os portugueses estão a ser bem tutelados pela dupla Passos/Gaspar e podem esperar que a situação de rigor se mantenha.
Falta o referido crescimento económico. Só o crescimento económico pode refrear o ímpeto impressionante de austeridade e dar melhores condições de vida à população em geral. As teorias económicas mais apreciadas no Norte da Europa afirmam que ele irá aparecer, só não se sabe quando. Até hoje nem vê-lo.
Entretanto surge a noticia de 70 e tal tachos, empregos ou preenchimentos de funções essenciais (a descrição varia conforme as fontes) pagos a 4 mil euros/mês. Os contribuintes e população em geral aguardam explicações do Governo sobre estes rumores.  

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Coudelaria de Alter Real


Estado mantém Coudelaria Alter Real mas com gestão privada
O Estado mantém a propriedade e os direitos mas a gestão será privada, diz a ministra da Agricultura, sublinhando que "ninguém pode dizer que funcionou bem" o modelo atual (uma fundação). Sócrates transformou-a em Fundação e o prejuízo actual é de 2,5 milhões de euros.


Não há uma acção de Sócrates, a maioria, decerto, com boas intenções, que não venha a dar milhões de prejuízo. Há homens que têm o dom de Midas. O nosso parisiense não transforma nada em ouro mas em chumbo.

A Coudelaria de Alter ainda foi feita com o ouro do Brasil e é uma excelente estrutura turística para o Alentejo e para a preservação do Cavalo Lusitano.

Não a deixem morrer e criem as condições para que seja rentável. Esperemos que este Governo resolva mais este buraco socialista e salve a Alter Real.

Lar de idosos medieval


Lar ilegal encerrado de urgência
Sete idosos permanecem no lar à espera de transferência para outros locais.

O proprietário do Lar Idoso 24, em Vila Nogueira de Azeitão, Setúbal, confirmou hoje o encerramento imediato da unidade na sequência de uma inspeção feita por elementos da Segurança Social e da Direção Regional de Saúde de Setúbal.


Este é apenas um caso, mais um, de miséria e aproveitamento da mesma. E as crianças e os doentes também internados nesta instituições? 
Os fiscais da segurança social não querem sair dos gabinetes, preferem viver no meio dos papeis a vir para o mundo real e impedir estas imagens chocantes de idosos indefesos a pedir comida e banho. 



PT sob fogo brasileiro


Portugal Telecom acusada de financiar campanha de Lula
O publicitário brasileiro Marcos Valério, condenado do "caso mensalão" diz que a PT pagou 2,6 milhões de euros

Há tempos, um brasileiro investigador da Universidade de Braga acusou, sem papas na língua, a PT de corrupção no caso da instalação da TV digital terrestre.

Agora outro brasileiro vem acusar de novo a PT de financiamento (ilegal?) a Lula, parece que relacionado com os interesses da empresa portuguesa no Brasil.

Esperemos por mais denúncias...

Pedro Marques



Pedro Marques do PS, mais um profissional da política 

De tesoureiro da Junta de Freguesia a secretário de Estado - aos 28 anos - o deputado Pedro Marques, que se destaca na comissão de acompanhamento das medidas da troika e, também, na do Orçamento e Finanças, é um dos mais visíveis pontas de lança do novo PS de Seguro. Quem é e de onde vem

Analisando os membros do actual Governo PSD/CDS, verifica-se que a maioria tem vida fora da política, ou seja, saindo do poder retornam aos seus cargos, regiamente pagos e esquecem rapidamente que foram ministros. Temos mesmo exemplos de patriotismo como Paulo Macedo, Vítor Gaspar ou Álvaro Santos Pereira que estão a perder fortunas mensalmente, prejudicando a família, para governar o País sob os insultos dos membros mais ignorantes e manipuláveis na nossa sociedade.
Já no PS é diferente. A maioria dos candidatos a Governar o País são profissionais da política. Este Pedro Marques, Zorrinho ou Seguro pura e simplesmente não têm profissão e devem pensar como Jorge Coelho teve sorte em arranjar o cargo na construção civil. E não nos podemos esquecer de Guterres quando se queixou publicamente a Durão Barroso de não ter emprego e Durão lhe arranjou o cargo nos "refugiados".
O PSD também era assim, todos nos lembramos de Dias Loureiro ou Ferreira do Amaral, mas Passos Coelho tem tentado afastar os profissionais da política do Governo.