sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Subsídios dos assessores do Governo

Quase 1500 nomeados pelo Governo receberam subsídio de férias
Os 131 nomeados directamente pelo Executivo para funções públicas que o Governo admitiu, em Setembro  terem recebido subsídio de férias em 2012 foram, afinal, 1454

Esta é uma daquelas notícias revoltantes e que não abonam nada à credibilidade do Governo. Claro que o Governo precisa de assessores que, teoricamente, devem ser pessoal especializado e que sai no fim do mandato do Executivo. E o dinheiro que lhes dão a mais nos subsídios é uma gota no oceano das nossas dividas. Mas, por uma questão de justiça e de bom senso, nunca deveriam receber subsídios ou quaisquer regalias a mais relativamente à função pública.
Numa crise pavorosa como a nossa nenhuma poupança é demagógica. Como, por exemplo, a frota automóvel de luxo vs Clios do grupo parlamentar do PS. Nunca o PS deveria ter caído naquela querela e deve perder milhares de votos nas próximas eleições. Também o Governo se arrisca a grandes prejuízos eleitorais por esta questão dos subsídios dos assessores.     

Greve de Estivadores

Por internauta Borrifador


O Governo quer estender a todos os Portos, o método de gestão implementado há muito no Porto de Leixões. 
Número de Estivadores despedidos em Leixões desde a implementação do sistema = ZERO (Aliás aumentou o número de estivadores. 
Redução de salário em Leixões desde a implementação do sistema: ZERO (Ganham mais agora); 

Qual é o problema, então? 

É que em Leixões, um desempregado responde a um anúncio para estivador, é entrevistado e contratado. Depois, e apenas se o desejar, filia-se no sindicato. 

Nos outros Portos, um desempregado para poder ser estivador, tem, em primeiro lugar ir ao Sindicato e só se este o aprovar (Certificar que é um comunista exemplar) é que pode concorrer ao lugar. Se for o escolhido, só pode começar a trabalhar depois de se inscrever no sindicato. 

Os sindicatos estão a marimbar-se para o trabalho, eles querem é manter o poder de só empregar quem o Partido manda ou os seus amigos e familiares. 

A este comportamento dos Sindicatos eu chamo MÁFIA. E a MÁFIA só tem um lugar para estar - NA PRISÃO!

Propostas precisam-se


1) O PCP (através da CGTP) apresentou já algumas propostas como a criação de uma taxa sobre as transacções financeiras; introdução de progressividade no IRC; sobretaxa de 10% sobre os dividendos distribuídos; combate à fraude e à evasão fiscal. São medidas fantasiosas porque, se aplicadas, de imediato o capital fugiria para outras paragens. A última é genérica e apenas um chavão.
2) O Bloco de Esquerda, através da ansiosa Catarina, uma das cabeças da bicéfala liderança legada pelo abade Louçã, informou que o inimigo é a troika e deveremos rasgar o memorando. Assim, segundo o BE, estariam todos os nossos problemas resolvidos. Por lapso, não disse a rapariga o que faríamos de seguida, embora se saiba que, caso o BE mandasse, teríamos um 2º PREC para desgraçar o que resta da nossa economia, mas para gáudio da senil brigada do reumático anti-fascista que ainda vegeta.
4) Por fim o PS. Após a anedótica técnica de fuga de responsabilidade aos cortes de 4 mil milhões, não há muito a esperar de Seguro e seus pares. Eles vão gritando umas medidas demagógicas do género das do PCP/CGTP e limitam-se a querer o crescimento económico, como se fossem os únicos. Só que nunca dizem como.
Perante este cenário de alternativa folclórica por parte da oposição, só nos restam as propostas realistas de Passos/Portas, liderados pelo obstinado Gaspar, que tanto sofrimento causam no nosso povo mas que são a correcção possível dos crimes políticos da desastrosa governação do execrando Sócrates.
Esperemos por melhores dias.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Lombrigas


 O professor coloca quatro lombrigas em quatro tubos de ensaio separados:
 1. A primeira lombriga em álcool;
2. A segunda lombriga em fumo de cigarro;
3. A terceira em esperma;
4. A quarta em água mineral.

No dia seguinte o professor mostra aos alunos o resultado:
1. A primeira lombriga, em álcool, está morta;
2. A segunda, no fumo do cigarro, está morta;
3. A terceira, em esperma, está morta;
4. A quarta, em água mineral, é a única viva e saudável.

O professor comenta que é bastante nítido o que é prejudicial, e
pergunta à classe:

" - O que podemos aprender desta experiência?"

Logo responde o Joãozinho:


 - Quem bebe, fuma e faz sexo não tem lombrigas!

O avô e o neto


O avô conta ao seu neto João as grandes mudanças que aconteceram na sociedade, desde a sua juventude até agora...

« Sabes, João, quando eu era pequeno, a minha mãe dava-me dez escudos = (+/-)5 cêntimos hoje, e com isso mandava-me à mercearia da esquina.
Então eu voltava com um pacote de manteiga, dois litros de leite, um saco de batatas, um queijo, um pacote de açúcar, um pão e uma dúzia de ovos..!"
E o João respondeu-lhe:
«Mas avô, na tua época não havia câmaras de vigilância?»

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Quantos dirigentes tem a Inter e quanto recebem?


Autor: Internauta Pedritus

Quantos dirigentes tem a Inter e quanto recebem?

Não é só o que têm, ou o que recebem, mas o que (não) fazem. 
Os dirigentes sindicais são pagos para trabalhar numa função, mas têm o direito de não o fazer, quando o fazem podem escolher os melhores horários, etc. 
O sindicato é um poleiro como outro qualquer. Supostamente defendem os que os elegem. O governo também. 
Um caso típico é o do cavalheiro da Fenprof, é prof. do ensino básico, mas há 20 anos que não dá aulas. E tirá-lo de lá ? Ui. Está quase há tanto tempo lá como o Jardim na Madeira. 
Enfim, faz quem pode e quem tem jeito para a coisa.

PCP esmorece? Consequências da greve geral


A CGTP e PCP, para grande inquietação de quem observa a vida política nacional com atenção, estão a perder o controlo da turba e da via pública. Como o PCP (a CGTP é a mesma coisa) tem perdido influência eleitoral tem-se valido da sua força na rua para mostrar que mantêm poder (eles gritam com orgulho "assim se vê a força do PC" - na rua bem entendido, não nas eleições).
Esse domínio dos comunistas das acções de rua tem sido muito proveitoso para a manutenção da ordem nas nossas cidades, mas estes acontecimentos lamentáveis frente à Assembleia da República, em que "jovens estrangeiros" vêm para cá desestabilizar e dominar as massas revoltadas (parece que são anarquistas), retiram validade à teoria de que a força do PC está no domínio dos protestos populares.
Era bom que o Comité Central iniciasse uma política de colaboração com a autoridade policial com vista à denúncia e referenciação dos vândalos, quem sabe até com punições de âmbito particular, para evitar que estes estrangeiros hooligans e anarquistas venham para cá impor os seus pontos de vista e tirar o exclusivo da rua ao PCP.
A pátria agradece.

Greve Geral / 14 - XI - 2012


Os trabalhadores grevistas, definição que começa a ser insultuosa e que se resumem aos funcionários públicos e colaboradores de empresas públicas de transportes, estão muito mal vistos pela generalidade da população trabalhadora no sector privado. 

Imagine-se alguém que vai em jejum para o hospital fazer análises, não as faz e fica sem saber quando poderá fazer; ou um cidadão que não sabe onde deixar os filhos porque a escola pública onde estão inscritos fechou. Toda esta gente amaldiçoa, baixinho, a greve, os grevistas e os sindicalistas. 

Preocupados com a repercussão deste fenómeno na votação do PCP, visto a greve ter sido idealizada pelo comité central do PCP, o chefe da CGTP lança esta atoarda para tentar conseguir alguma simpatia junto dos cidadãos massacrados à causa dos grevistas.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

China contra atacará?

Portugal vence a 'guerra da cerâmica' contra a China
A Comissão Europeia aprovou a proposta portuguesa de tributar a loiça cerâmica chinesa que entra na União Europeia, aplicando-lhe taxas alfandegárias que vão até 58,6%

Parece tudo muito bonito e um futuro radioso que se aproxima. Mas os chineses podem retaliar neste e noutros produtos e a China vai ser o grande mercado das exportações europeias. Para quem acredita no comercio livre como impulsionador do desenvolvimento da economia esta é uma má notícia, embora os nossos ceramistas tenham lucro a médio prazo.

Estátua a Passos Coelho


Diário Económico
O secretário de Estado dos Transportes diz que é altura de tirar medidas para erguer estátua a Passos Coelho

Sérgio Monteiro, propôs que se comecem a tirar medidas para erigir a estátua sugerida pelo presidente executivo da Mota-Engil, Jorge Coelho, pelos resultados de exploração positivos no transporte público.

"Proponho que comecem a tirar as medidas para fazer a estátua ao Primeiro-Ministro", afirmou hoje o governante, no encontro "Transportes, Competitividade e Futuro", organizado pela Transportes em Revista, em Lisboa.

O presidente executivo da Mota-Engil, Jorge Coelho, disse, em Maio, que se o Governo conseguisse que as empresas públicas de transportes tivessem resultados de exploração positivos no final deste ano, será o primeiro subscritor para erguer uma estátua.

Na sua intervenção, o secretário de Estado dos Transportes explicou que as empresas públicas de transporte alcançaram um resultado
operacional positivo, explicando que "não se perde dinheiro com a operação".

As empresas públicas de transportes alcançaram o equilíbrio operacional no primeiro semestre, seis meses antes do acordado com a 'troika', chegando a junho com um resultado operacional de 1,9 milhões de euros, anunciou em Setembro o governante, na cerimónia do 140.º aniversário da Carris.

De acordo com um documento a que a Lusa teve acesso, a Refer registou no primeiro semestre um EBITDA negativo em 8,9 milhões de euros. No vermelho, continuam também a Metro do Porto (-1,1 milhões de euros) e a Transtejo (-7,8 milhões de euros). No mesmo período, a Metro de Lisboa foi a que teve melhor performance com um EBITDA de 9,8 milhões de euros, seguida pela Carris com 4,7 milhões de euros.

"Se o atual governo conseguir que, de forma clara, no fim deste ano, o setor dos transportes tenha resultados de exploração positivos, sou o primeiro subscritor para fazer uma estátua a quem conseguir tal coisa, porque é um problema gravíssimo que o país tem", afirmou em maio Jorge Coelho na iniciativa Hora H.  Quando lhe foi questionado sobre se a estátua seria do ministro Álvaro Santos Pereira, que tutela o setor dos transportes, afirmou: "Se você acha que é a desse ministro, tudo bem. Por mim, qualquer um serve".

A greve da estiva no Sul


Polícia dispara para dispersar estivadores
PSP e estivadores apresentam versões divergentes sobre incidente ocorrida esta manhã, em Lisboa, que levou ao disparo de tiros e à detenção de duas pessoas.

A polícia tem sido muito paciente. Os bandos de protesto derrubam as barreiras de segurança, insultam ou apedrejam  os agentes e estes têm ficado impassíveis. 
Pelos vistos, infelizmente, a passividade da Polícia de Choque está a terminar e deveremos começar a assistir a fortíssimas bastonadas nas turbas de agitação.
Quanto aos estivadores, que parece terem bons ordenados e regalias várias, deveriam terminar com esta greve absurda que está a pôr em causa o futuro do país e, portanto, dos filhos deles. Mas eles lá sabem...

Radicais e outros

Escola na Indonésia suspeita de ensinar terrorismo
Cerca de 50 estudantes e um professor foram detidos hoje durante uma operação antiterrorismo num internato islâmico na ilha de Java, na Indonésia, informou a imprensa local

Os integristas, radicais ou fundamentalistas, sejam religiosos ou laicos, de esquerda ou de direita, ambientalistas ou detractores das políticas de defesa do ambiente, militaristas ou anarquistas, claques de futebol e outras organizações são do mais execrável que a humanidade tem criado ao longo destes milénios.

Banco Alimentar Contra a Fome


A esquerda, principalmente a integrista, quer ajudar os pobres mas com o dinheiro do Orçamento do Estado, que é pago com o trabalho da economia privada. Agora porem-se na rua e efectivamente auxiliar os esfomeados, como faz Isabel Jonet e o Banco Alimentar, já não é com eles. E como o Banco Alimentar não tem um cêntimo de apoio público causa-lhes um enorme engulho, bem demonstrado no ódio com que criticaram Isabel Jonet.
Mas o importante é que a próxima campanha do Banco Alimentar não seja prejudicada por esta campanha miserável da esquerda.

NOTA: Falta o Banco de Portugal


Cortes nos salários avançam na TAP e CGD
Alteração prevista na proposta do Orçamento do Estado para 2013 deixa cair regime de exceção para trabalhadores da TAP  e da CGD, disse à Lusa fonte oficial do Ministério das Finanças.


Menos dois casos de excepção. 

Mas ainda falta cortar aos iluminados funcionários do Banco de Portugal, tão iluminados que ficaram ofuscados no tempo do regabofe BPN e BPP.

Mais uma greve :(


"Greve de amanhã é "culminar" de meses de indignação" - CGTP

Este garrafal título dá a entender que amanhã tudo se resolve (desde que a greve tenha grande adesão e não se limite aos funcionários públicos e empresas públicas).

Ou então: o Governo é ultra-neo-reaccionário/liberal? Então pega lá uma greve geral.

(lembramos ao estalinista dirigente da CGTP o drama dos doentes que ficam sem consulta, operação ou análises; das crianças que ficam sem aulas ou dos trabalhadores mais pobres que ficam sem transporte para o emprego)  

A retórica do BE


A inocente Catarina, uma das cabeças da bicéfala liderança do BE, é que tem razão: rasgue-se o acordo com a troika; o inimigo é a troika.

(só se esqueceu de informar o que faríamos de seguida)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

BE (Bloco de Esquerda)

Fernando Rosas afirmou na Convenção do Bloco de Esquerda: "A situação política vai mudar muito  nos próximos meses e haverá um Governo de esquerda, queira ou não queira  a direcção do PS".

O Bloco de Esquerda assusta o pessoal votante quando começa a fazer proposta radicais deste género e mostra a sua verdadeira face. Por isso, perderam metade dos votos nas últimas legislativas e, com a saída do comediante Louçã, devem ser varridos do mapa parlamentar nas próximas eleições. Mas eles julgam que não pois estão iludidos com a força das manifestações gigantescas de 15 de Setembro de 2012. Pensam os radicais que aquele milhão de cidadãos virou bloquista quando, na verdade, apenas protestavam contra as mexidas na TSU.

Lei do arrendamento


Nova lei do arrendamento entra hoje em vigor
A lei do arrendamento que hoje entra em vigor prevê cinco anos de regime transitório até à liberalização total do mercado. 

Não podia haver pior altura para criar esta lei, quando estamos mergulhados numa das maiores crises de que há memória.
Sem pão, sem trabalho e agora sem casa. O cenário está montado para vermos a verdadeira miséria em Portugal.
É este o resultado do caminho ilusório que vivemos nos últimos 30 anos.

domingo, 11 de novembro de 2012

Isabel Jonet


Isabel Jonet esclarece declarações sobre a pobreza
Presidente do Banco Alimentar reitera declarações e lamenta se magoou quem não a compreendeu.



A Sra. Isabel Jonet está do lado errado da barricada. Em Portugal, o politicamente correcto afirma que para se ajudar os pobres tem de se pertencer à esquerda radical. Ora, a obra magnífica do Banco Alimentar Contra a Fome, que já tirou a fome a milhares de homens, mulheres e crianças sem qualquer custo para o Estado, é um amargo de boca para os tais iluminados da esquerda fundamentalista. Este grupo, predominantemente do PCP e BE, é, regra geral, agressivo e grosseiro para quem prova que eles só têm vozearia na opinião pública e que tem sido sempre a direita conservadora (a começar pela Igreja) a ajudar os mais desfavorecidos.
Portanto, a Sra. Isabel Jonet não tem nada que pedir desculpa, pois a suas palavras foram propositadamente e maldosamente mal interpretadas pelos tais membros da esquerda integrista. O resto dos detractores seguiu o mesmo caminho ou por desespero ou por imbecilidade.
Os cidadãos mais esclarecidos e moderados apenas pedem a Isabel Jonet que continue a sua excelsa obra de tirar a fome a quem precisa no nosso necessitado País.     


Sem título não é nada...


Autoria de Ana Campos
A história do ensino superior em Portugal começa com a Universidade de Coimbra em 1290 e era restrito apenas àqueles que tinham condições económicas e sociais. Actualmente está completamente democratizado - e ainda bem - sendo praticamente obrigatório, a nível da sociedade, para qualquer jovem tirar um curso superior. Perdeu-se o sentido de "para quê tirar um determinado curso" porque antes de tudo é valorizado "ter um curso, qualquer um, desde que seja um curso superior". Quantos alunos escolhem um curso irresponsavelmente, segundo a média de acesso que têm ou porque foi aquilo que lhes aconselharam escolher pois ainda não descobriram a sua vocação?! Em Portugal, os jovens são atirados para um curso superior unicamente com o objectivo de terem um, depois logo se vê, independentemente se gostam dele e/ou se têm perspectivas de emprego. Em alguns países há a cultura dos jovens pararem um ano para viajarem ou trabalharem, onde têm tempo para reflectir e conhecer um pouco mais da vida, antes de optarem por um curso superior. Quantos jovens do nosso país, depois de terminarem os seus cursos, se sentem apaixonados pela sua profissão ou exercem exactamente aquilo para que estudaram? Quantos evitam procurar aquilo que os apaixona, mesmo que seja outra profissão completamente diferente, ou procuram emprego noutra área devido ao desemprego, porque se sentem presos ao curso e para eles seria humilhante entregarem-se a qualquer outro cenário? A culpa não é deles, é da sociedade que os formatou assim.

Depois há a questão do título... Ai o título, tão venerado em Portugal! Brincamos todos aos títulos, o que interessa é ter um mesmo que na prática não signifique nada, mesmo que detestemos aquilo que fazemos, mesmo que estejamos no desemprego, mesmo que não seja merecido. Ai de quem, em Portugal, não trate por doutor ou mestre um mero licenciado. É no mínimo fulminado com o olhar!

Se calhar é por isto, por esta importância em demasia que se dá a um curso superior, que existem métodos paralelos para os ter. Talvez seja por isso também que causa mais indignação que aquela ou a outra pessoa tenham um determinado curso que não fizeram realmente do que a mentira, a corrupção das próprias instituições que se prestam a isso. O que será mais grave, uma pessoa ter um título que não merece ou toda a situação desprovida de qualquer ética? Será que o Homem vale menos sem um curso ou será que um curso consegue valorizar qualquer Homem?



sábado, 10 de novembro de 2012

O Ministro Álvaro


Álvaro, o ministro que veio do Canadá para combater as vacas sagradas do regime
Por António Ribeiro Ferreira
A inteligência nacional adora doutores e engenheiros, mesmo da treta, e despreza quem vem de fora sem salamaleques e outras imbecilidades

Álvaro Santos Pereira começou mal. Disse que gostava que o tratassem simplesmente por Álvaro. A inteligência nacional não admite que um ministro não goste que o tratem por doutor e engenheiro, mesmo que os cursos sejam da treta. Percebe-se por isso a ânsia de Sócrates e Relvas em arranjarem uns cursos da Farinha Amparo. É assim a triste e miserável elite nacional. Que também despreza os pastéis de nata que o ministro queria exportar. A nata nacional adora outros negócios, sem riscos, tipo PPP ou obras públicas com muitas derrapagens. Foi nesta aldeia de gente que adora fazer de conta que é inteligente que Álvaro Santos Pereira aterrou para ser ministro de muitas pastas e de muitas vacas sagradas. Vamos a elas. Mexer nas leis do trabalho era algo que fazia arrepiar o mais terrível dos patrões. Enfrentar os poderosos sindicatos ainda hoje faz tremer muita gente. Pôr em causa os sagrados direitos adquiridos é uma blasfémia sem perdão nesta terra de Santa Maria e da Santa Esquerda. Atacar a fundo a pornografia das empresas de transportes públicos é como profanar um templo sagrado. Acabar com o lodo nos cais dos portos portugueses é um sacrilégio sem perdão. Negociar com construtoras, bancos, nacionais e estrangeiros, e escritórios de advogados as criminosas PPP é entrar em casa da nata encostada ao Estado sem qualquer espécie de pudor. Mexer no Estado omnipresente para acabar com a pouca vergonha da burocracia que afasta os investimentos é como entrar num vespeiro sem protecção.

Foi tudo isto e muito mais que Passos Coelho entregou de mão beijada a este professor de Economia de 40 anos, que para bem dos seus pecados nunca tinha conhecido por dentro a máquina estatal e os vícios públicos e privados. A esquerda, que olha para o Estado como um pai, às vezes tirano, começou a berrar com Álvaro sempre que o INE e o Eurostat publicavam as estatísticas do desemprego, outro presente que Álvaro recebeu no dia 21 de Junho de 2011. Para esta esquerda velha, cheia de vícios e com uma memória de galinha, é o governo e o ministro da tutela que decretam o fim do desemprego e, já agora, o crescimento da economia.

Álvaro Santos Pereira sobreviveu estes meses a tudo e a todos, até ao próprio governo. Agora começou a levantar a voz, atirou com uma baixa de IRC para 10%, defende a industrialização, fala na Europa como poucos no executivo, atira-se como um leão aos socialistas do défice e da dívida, e de repente saiu do radar dos remodeláveis. É assim a nata nacional. Manhosa, cobarde, incompetente. E muito respeitosa de quem fala grosso e revela um enorme desprezo por tanta indigência.

Perdoar a divida aos portugueses?


Os estrangeiros que são nossos credores apenas querem uma coisa: que nós lhes paguemos o que devemos com os respectivos juros. Eles estão-se nas tintas para a miséria dos portugueses ou para a degradação da nossa economia e do nosso Estado. Querem é o cacau
Sendo assim, só há uma maneira de conseguir o apoio dos banqueiros alemães à redução de austeridade e mais facilidade nos pagamentos que é demonstrar-lhes que só dessa maneira poderemos honrar a divida, por outras palavras, evitarmos o calote.
O resto é conversa da treta.

O BE e o Banco Alimentar


Isabel Jonet assobiada no congresso do BE.

Afinal o que tem a esquerda radical contra Isabel Jonet?
Mal o truculento Louçã falou no seu nome, a maralha presente começou a assobiar.
É simples. A Sra Jonet é de direita, é da classe alta e conseguiu, sem ajuda do Estado, alimentar muitos milhares de bocas famintas. O fenómeno do Banco Alimentar é intolerável para este gente de esquerda, por isso atacam tanto umas declarações da sua dirigente.Uma proeza, como a do Banco Alimentar é intolerável para mentes formatadas e viradas apenas para a conversa como é o caso dos membros do BE. Discursos e tentar conseguir o poder com acções de rua é o que os esquerdistas fazem bem. Agora ajudar os pobres no concreto, isso é mais complicado.

Marcelo cineasta


Vídeo de Marcelo recusado pela Alemanha
Autoridades alemãs rejeitaram divulgar vídeo promocional de Portugal que Marcelo Rebelo de Sousa impulsionou. Protesto já seguiu para a embaixada em Lisboa.

Estas iniciativas são de gente inferior e ridicularizam o nosso povo. Para que é que serve um filme destes? Apenas para provocar risota nos alemães e fazer-nos mesquinhos e desprezíveis,
E é uma prova da nossa incompetência, principalmente da classe dos gestores portugueses, públicos e privados. Se trabalhamos mais, temos menos férias e pagamos mais impostos que os alemães, porque razão temos uma produtividade imensamente inferior aos germânicos e o nosso Estado está falido?

Remodelar a coligação CDS/PSD?


Autor: José António Saraiva

Uma vez mais, não me arrependi de escrever contra a corrente. Numa altura em que a classe política, a maioria dos comentadores e a quase totalidade dos jornais falavam de uma «remodelação iminente», escrevi que isso não fazia sentido.
Por muitas razões: porque significaria um atraso em muitos dossiês (numa altura crítica, em que o país está sob resgate), porque seria uma cedência à pressão mediática e porque não travaria a contestação social.

Na verdade, a contestação a que temos assistido nos últimos tempos, designadamente desde as manifestações de 15 de Setembro, não tem que ver com o ministro A ou B – tem que ver com as políticas de austeridade.

Não são as pessoas ou os ministérios que estão em causa; o que se contesta é a política global do Governo e as duras medidas que tem tomado.

Sendo assim, uma mudança de ministros não resolveria nada.

Teria custos certos em tempo e dinheiro, mas benefícios muito duvidosos.

Passos Coelho terá pensado o mesmo – e o ajuste que fez na semana passada não envolveu nenhum ministro.

Outra coisa que desaconselhava uma remodelação é que os três ministros mais odiados – Vítor Gaspar, Miguel Relvas e Álvaro Santos Pereira – não poderiam sair. E fazer uma remodelação e não tirar nenhum destes ministros seria motivo para novas polémicas.

Mas não poderiam sair porquê?

Vítor Gaspar não poderia sair porque se tornou o símbolo da disciplina, da teimosia e do rigor, constituindo hoje uma ‘garantia’ para os credores estrangeiros.

Tirá-lo, nestas condições, constituiria um duplo mau sinal.

A nível interno, daria ideia de que a austeridade iria abrandar – o que é impossível.

A nível externo, despertaria a desconfiança dos credores, pondo Portugal outra vez debaixo do olho dos mercados.

Além disso, nunca se tira um ministro das Finanças por ser ‘impopular’.

Já se viu no mundo algum ministro das Finanças ser popular em tempo de vacas magras?

Quanto a Miguel Relvas, a questão é que foi (e ainda é) alvo de uma tentativa de linchamento mediático – e o primeiro-ministro não poderia dar cobertura a isso, dispensando-o.

No caso da licenciatura, Relvas não praticou nenhum crime, que se saiba, não cometeu nenhuma irregularidade, e se a universidade lhe deu indevidamente o diploma deve retirar-lho (a ele e aos outros nas mesmas circunstâncias).

Aliás, isso está a ser alvo de um inquérito oficial.

Mas a questão da licenciatura não tem nada que ver com o Governo.

Atrevo-me a dizer que a campanha contra ele foi grandemente ampliada pelo facto de ter nas mãos o dossiê escaldante da privatização da RTP.

Ora essa era mais uma razão para Passos Coelho não poder tirá-lo.

Quanto a Álvaro Santos Pereira, o caso é ainda outro.

Onde seria possível descobrir um novo ministro da Economia sem dinheiro para lhe dar?

Seria como contratar um treinador de futebol e pedir-lhe para ganhar jogos sem lhe permitir gastar um tostão em jogadores.

Portanto, Santos Pereira vai fazendo o que pode – apresentou agora um pacote de medidas que revelam imaginação – e não é possível, por enquanto, pedir-lhe muito mais.

Aliás, deve dizer-se que todos os ministros foram para o Governo um pouco ao engano, nunca pensando que o fardo fosse tão pesado.

Mas agora toda a gente já sabe o que a casa gasta – e não será fácil convencer alguém competente a ir para um lugar em que não se ganha grande coisa e onde têm de se ouvir diariamente insultos e enfrentar manifestações hostis.

A sociedade e a política portuguesas assemelham-se hoje a um panelão de água a ferver.

Se Passos Coelho remodelasse agora o Governo, daqui a dois ou três meses os novos ministros estariam tão queimados como estes – e o primeiro-ministro teria gasto sem nenhum proveito o trunfo de uma remodelação.

Uma remodelação governamental só pode funcionar se não for feita sob pressão, se o timing for correcto e se houver um ambiente social que permita criar expectativas positivas e ter alguma esperança nos novos ministros.

Ora, no ambiente negro em que vivemos, com os jornalistas a preferirem sempre as piores notícias, fazer uma remodelação seria apenas queimar mais pessoas.

Seria atirar mais nomes para a fogueira.

Para isso, é preferível deixar estar os que lá estão.

Menos dinheiro, menos independência


Orçamento coloca em causa independência do Banco de Portugal
BCE aponta normas incluídas na proposta de lei do Orçamento do Estado para 2013.

Os juízes dizem que perdem independência se lhes tirarem dinheiro; estes funcionários públicos do Banco de Portugal, afirmam que perdem independência se lhes tirarem dinheiro.
Enfim, até a idoneidade se perde ou ganha conforme o valor do salário.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Isabel Jonet


Isabel Jonet, Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, esteve na SIC Notícias esta semana, onde afirmou que os portugueses deviam aprender novamente a ser pobres. Críticas crescem nas redes sociais. 

Mais do que nunca, pelo menos desde que me lembro, estamos a passar por uma fase de auto-negação. Ninguém quer ver a realidade ou aceitar que o passado recente era uma mera ilusão (e caríssima).
Estamos como alguns doentes oncológicos, em fase terminal, que não aceitam o mal de que padecem, continuam a querer ter o mesmo estilo de vida pré-diagnóstico e são agressivos para quem lhes recordar a sua triste condição.
Talvez deste fenómeno provenha toda a violência verbal contra a heroína nacional Isabel, por parte de desocupados  e frustrados.   

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Mário Soares o viajante à custa do povo


"Cavaco teve a ideia peregrina de falar num hotel de luxo", diz Soares
O antigo Presidente da República considera que Cavaco Silva tem andado muito calado, lamentando que tenha quebrado esta semana o silêncio num "hotel de luxo."

Este senhor aproveitou os 10 anos na Presidência para conhecer o mundo inteiro em hotéis de luxo e com comitivas de centenas de pessoas.
Uma vez resolveu parar com todos os convivas num hotel de 5 estrelas porque precisava de tomar banho...
O país gastou milhões e milhões de euros com o gosto pelo turismo deste iluminado, sem ofensa.
É este personagem que critica Cavaco por falar  num hotel de luxo??? 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

BPI - Ulrich


Ulrich, presidente do BPI, foi criticado e comentado até ao âmago pela questão do "ai aguenta, ai aguenta", o que mostra alguma insanidade e mediocridade na opinião pública portuguesa. O mesmo Ulrich informou, numa outra conferência, que a banca está ansiosa por conceder empréstimos à economia real para financiamentos de novos projectos, principalmente na área industrial. Estas afirmações importantes foram ignoradas pelos comentadores e media.
Se os empreendedores portugueses ouviram as palavras do banqueiro Ulrich e já tiverem alguma confiança no futuro, novos investimentos poderão surgir e criar emprego e impostos para o erário público. Poder-se-á dar inicio ao tal almejado crescimento económico com a criação de novas empresas, modernas e exportadoras. Essa será a chave da resolução dos nossos problemas económicos e financeiros.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

(in)Seguro


Governo e troika que cortem na despesa, diz Seguro
À saída da reunião com o primeiro-ministro, Passos Coelho, o líder da oposição, António José Seguro, disse que é o Governo e à troika que terão de cortar quatro mil milhões de euros no Estado.


Este senhor está a fugir às suas responsabilidades.

A impressão que deixa no eleitorado é de alguém medroso e enganador. Além de não se querer comprometer dá a entender que teria arte e engenho para fazer diferente, o que é falso.

Tragédias na Madeira


Várias derrocadas e uma casa arrastada pela chuva forte na Madeira

A estrada que liga S.Vicente ao Seixal, na costa norte, está interrompida devido a várias derrocadas e uma casa foi arrastada pela água na sequência da forte chuva desta madrugada na Madeira

A Madeira e o povo madeirense têm vivido várias tragédias e desastres naturais. É uma fase muito negativa para aquela ilha portuguesa.
Até o seu ancestral líder, após ter ensandecido, levou ao extremo o despesismo público e arruinou as finanças da ilha. Neste fim de semana, mais uma vez ficou patente a má sorte dos madeirenses: quase que se livraram de Jardim, mas não o conseguiram por poucos votos.
Melhor sina para o futuro próximo é que desejamos para os portugueses da Madeira.

A atitude de Cavaco - Silêncio


Cavaco está à espera do fim do mandato para poder gozar as delicias da super reforma com carro e motorista à discrição. Após as célebres declarações que incluíam o item "não sei se ouviu bem", poucas dúvidas existem sobre a visão de Cavaco do que é um verdadeiro estadista. 
Mas nesta época em que todos comentam a situação politica e económica nacional (já não são só os taxistas e comentadores profissionais a fazê-lo), o que poderia Cavaco fazer a não ser estar calado? Acrescentar mais ruído ao já excessivo barulho que existe apenas seria prejudicial. 
O sistema democrático está a funcionar, o orçamento está aprovado e, mal ou bem, as coisas vão rolando - pelo menos enquanto durar o empréstimo da troika.

O Ouro de António de Oliveira Salazar


António de Oliveira Salazar é ainda muito vilipendiado, mas há-de ter uma grande estátua e o seu nome dado a uma grande avenida da capital. Se o ditador brutal e assassino Marquês de Pombal tem, porque não merece igual distinção o honestíssimo e frugal ditador português do século XX que, segundo os mais isentos, salvou Portugal do caos jacobino da 1ª república?
Claro que a sacralização de Salazar só deverá acontecer após a morte de todos os membros da brigada do reumático anti fascista que ainda vegeta por toda a parte e tem, sejamos claros, uma forte influência na opinião pública portuguesa. Quando a tal reabilitação do ditador acontecer, uma das primeiras medidas será a mudança do nome da ponte sobre o Tejo.
Das quase 700 toneladas que o ditador patriota deixou nos cofres do Banco de Portugal (restam as tais 382 que também querem gastar já), além de 100 milhões de contos em divisas (preços da época) que já se evaporaram, todos os portugueses têm a certeza que António de Oliveira Salazar não ficou com um grama ou um centavo para ele.

E isto cai fundo na consciência nacional!

Sobretudo tendo em conta o gang de políticos que nos tem governado e arruinado...      

domingo, 4 de novembro de 2012

Seguro - pela boca morre o peixe


O secretário-geral do PS, António José Seguro, avisou hoje o primeiro-ministro que o seu partido não será cúmplice na criação de um Estado 'low cost' para os portugueses

Seguro não percebe, ou quer fazer crer aos portugueses que tem uma melhor solução, que ninguém quer um Estado Low Cost. Então não seria bom ter saúde, educação, segurança social, estradas e até emprego, tudo de grande qualidade e garantido pelo Estado? É por esse ideal que todos lutam e é facílimo, para não dizer tentador, dizer ao eleitorado que é isso que o partido quer com o fito de ganhar votos.
Mas, por este caminho, quando Seguro chegar a 1º Ministro, caso se mantenha como líder da oposição até lá, vai-lhe acontecer o mesmo que aos seus antecessores no Governo: vai ser confrontado com as promessas que fez e que não pôde cumprir. 

sábado, 3 de novembro de 2012

Juízes preocupados


Autor: Henrique Monteiro - Expresso  

Veja-se uma denúncia de como os juízes defendem tenazmente a sua parte da gamela: 

O presidente da Associação Sindical dos Juízes, Mouraz Lopes, afirmou no Parlamento que os cortes salariais aos magistrados podem afectar a sua independência. É possível que tenha razão, ainda que o argumento se possa virar contra os próprios juízes. 

É certo que a necessidade de dinheiro pode agudizar a venda de consciências - e não só para juízes. O mesmo podem temer agentes da polícia e de outras autoridades, jornalistas, deputados, inspetores vários, fiscais diversos e, de um modo geral, quase toda a gente que tenha poder de decisão nas mãos. 

Pediu, assim, Mouraz Lopes, uma isenção nos cortes salariais. Iguais isenções poderiam pedir todos os acima referidos. E mais ainda aqueles a quem os cortes, além da independência, já lhes afeta a vida, o número de refeições, a comida dos filhos, um teto. 

A independência dos juízes é um enorme valor, mas não é superior ao da vida de uma pessoa. Eis um julgamento simples de se fazer. 

Limpeza e expulsão

O discurso onde Cavaco incluiu a célebre frase "não sei se ouviu bem" pôs a nú a mentalidade de funcionário público do nosso presidente. Ainda por cima de nível 18 como o próprio fez questão de sublinhar.
Este género de gente estudou e labutou toda a vida com um propósito: entrar para os quadros do Estado, fosse para que cargo fosse e gozar, até à entrada para o túmulo, da inviolabilidade do emprego; ordenado e reforma garantida, com elevadas subidas de salário em época de eleições; mais dias de férias; transportes públicos à borla; sistema de saúde obscenamente privilegiado; progressão na carreira sem esforço, só é necessário esperar num canto discreto e outras benesses revoltantes para os restantes cidadãos que pagam todo este pornográfico festim com o dinheiro dos elevadíssimos impostos que o fisco lhes cobra.
Repare-se que não é só Cavaco, são cerca de 700 mil cidadãos que vivem da gamela pública. Uns trabalham e esforçam-se, outros são uns incompetente, alguns são corruptos, mas todos estão no seu posto inviolável sem grandes preocupações quanto ao ordenado no dia 22 e às férias.
Ora, a ruína do Estado vai pôr cobro a toda esta orgia económica e vai ser preciso acabar com os cidadãos de 1ª (os do Estado) e os de 2ª (os verdadeiros pagadores de impostos, o povo trabalhador da área privada) e tornar todos iguais em direitos e obrigações.
É uma tarefa difícil pois a Constituição (elaborada por funcionários públicos) defende os privilégios dos trabalhadores do Estado com unhas e dentes e o PS (partido dos funcionários públicos) não quer colaborar. Membros do PSD, destacados funcionários públicos como Ferreira Leite ou Pacheco Pereira, atacam o Governo para descredibilizá-lo e dificultar o corte dos seus grandes ordenados, pagos pelo erário público. Veja-se o exemplo da RTP: quando se soube que iriam acabar os 300 milhões que os portugueses pagam todos os anos para o seu funcionamento, iniciou uma facciosa e inaceitável campanha contra o Governo. Aliás, há quem diga que Passos ficou marcado quando defendeu que deveria haver um tecto máximo de 4 mil euros para as reformas pagas pela Segurança Social.
Mas o esforço vergonhoso e anti pátrio da elite gananciosa do funcionalismo público é em vão. Não há dinheiro por cá e os nórdicos, com mentalidade anti socialista e que nos governam actualmente, não vão tolerar a continuação da estrutura burocrática e classicista do Estado Português. Podem os "estatistas" locais apoiar-se em direitos garantidos pela Constituição até à náusea que a realidade demonstrará de forma crua e dura que apenas a existência de dinheiro nos cofres de quem paga garante alguma coisa. Os contribuintes do privado mais esclarecidos aguardam com expectativa o dia da libertação.   



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Eixo do Mal - as tropelias continuam

O programa da SIC Noticias Eixo do Mal continua a descambar. Desta vez, no passado fim de semana, todos ficamos a saber que a sra. Clara deveria estar muito feliz ou então beberia champanhe quando a câmara não filmava e as bolhinhas faziam-na rir sem parar, tantas eram as cócegas no nariz.
O Sr. Daniel, por seu turno, conseguiu encontrar mal na decisão de Passos em pedir que divulguem as escutas em que ele fala com um alto quadro do BES. Marcelo Rebelo de Sousa, um dos novíssimos adversários do Governo, apoiou e elogiou Daniel Oliveira pela sua posição. Presume-se que o ego do sr. Daniel tenha inchado.
Pessoalmente discordo da presunção de que Passos tenha feito mal. Quando o crime de fuga de informação de segredo de justiça acontece e envolve escutas, os visados são logo considerados suspeitos. Por isso é compreensível que Passos peça a sua divulgação.
O sr. Daniel consegue criticar o poder vigente, sempre, constantemente, irritantemente o que não está ao alcance de todos.

CP fora de controlo tem de ser domada


Efeitos da greve da CP prolongam-se até sexta-feira
A maioria dos comboios deve ser suprimida hoje, mas as perturbações nos horários serão sentidas até amanhã.

Estes homens da CP não estão a ver bem o filme. Parece que vão ver a férula da razão bem firme no lombo e não deve tardar muito.
Esta deveria ser a primeira empresa a reformular profundamente e a privatizar. Assim, o Governo o queira

Mendes, Marques


Foi o comentador televisivo Marques Mendes quem anunciou o que queria dizer a refundação do Estado, adiantada há dias por Passos

Não foi o Marcelo que anunciou a recandidatura de Cavaco à Presidência? 
Passos já fala muito menos e já evita as declarações na rua ou em corredores!
A imagem dos titulares de Governo e da Presidência está tão desgastada que os referidos governantes pedem estes fretes aos comentadores televisivos.
Talvez assim a mensagem não seja à partida descredibilizada ou provoque manifestações em massa da população

Não nos conseguimos governar


O Governo português começou há uma semana um conjunto de reuniões com alguns técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) para preparar a reforma do Estado

Não há cá técnicos minimamente competentes para analisar as despesas do Estado e descobrirem onde cortar da maneira mais eficiente e menos gravosa socialmente?
É a prova da incompetência dos nossos técnicos. Têm a costa direita, muito aprumo, um falar treinado (a maior parte das vezes para esconder as origens rurais), bons ordenados, carros de topo e despesa paga, mas, na hora da verdade, têm de vir os estrangeiros efectuar as tarefas que só os verdadeiros profissionais conseguem executar.
Os poucos bons economistas que temos ou estão velhos, portanto formados no tempo do salazarismo; emigrados no estrangeiro ou por descobrir.
Esperemos que seja esta reformulação das funções do Estado a resolução do inacreditável deficit e divida públicas. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Seguro e os outros



O secretário-geral do PS considerou hoje que o "aceno" aos socialistas para um acordo sobre a refundação do programa de ajustamento "vem tarde" e representa o "falhanço em toda a linha" da política seguida pelo Governo

Este branqueado dental, caso venha a ser 1º Ministro, não deverá ter estado de graça. O fastio que a maneira artificial dele discursar causa, com olhos de carneiro mal morto incluídos, já causa vómitos e  poucos cidadãos o toleram.
Mas isso não seria importante caso o Seguro fosse um homem responsável e determinado. Diz ele que o apelo do PSD para uma convergência com vista à diminuição da despesa já vem tarde. Já vem tarde? O País está em estado emergência pois o Governo não consegue diminuir o monstro que é a despesa pública, situação insustentável, e este cromo diz que o aceno do PSD já vem tarde.
Mas Passos e Portas resolvem bem o caso com este irresponsável, assim como com o funcionário público Cavaco e os funcionários públicos juízes do Tribunal Constitucional: basta dizer a uns e outros que se a acção do Executivo for travada por actos irresponsáveis (no caso de Seguro) ou corporativos (no caso do Cavaco e dos juízes) se demite e lhes deixa o País nas mãos.  
Os homens até tremem e baixam logo as orelhas...

+ 4 mil milhões


Sócrates hoje gasta milhares de Euros por mês em Paris, inclusive a deslocar-se num Audi topo de gama com motorista. Ele já é alvo do anedotário nacional, mas ninguém sabe quem lhe paga a despesa. O personagem, um dos que vai ser mais amaldiçoado na história futura do nosso País,  deixou-nos para pagar uma dívida monstruosa. Todo o dinheiro pedido ao estrangeiro foi injectado na economia em obras públicas e teve resultados de crescimento mínimo na economia e ainda assinou negócios ruinosos e criminosos como as PPP ou Parque Escolar.
Sendo assim, os portugueses vão sentir na pele e no sangue o pagamento das dividas deixadas pela besta.  Para o ano que vem, vão ser mais 4 mil milhões de euros a retirar a pobres, reformados, funcionários públicos, doentes e desempregados. Soma a juntar a tudo aquilo que já nos tiraram.

domingo, 28 de outubro de 2012

O ódio e humilhação de Relvas


Realmente a vida de alguém que não é académico e atinge cargos relevantes em que tem de mandar em académicos é um autêntico inferno em Portugal.
Pode ser o maior gestor do País, pode ser honesto, competente, activo. Pode esforçar-se por fazer o bem e trabalhar o dobro dos restantes que ninguém lhe reconhece o mérito.
Ainda há dias Jerónimo de Sousa fez um bom discurso e um académico deu-lhe os parabéns e perguntou-lhe quem lhe tinha escrito aquilo. Jerónimo, que também sente na pele a falta de crivo da faculdade, contou isto com mágoa.
E o mais curioso é que o ódio mais inflamado e mais histérico contra os não académicos que atingem cargos relevantes provém dos mais baixos estratos culturais da sociedade. Quanto mais ignorante e menos estudos tiver um cidadão mais bajula o académico e despreza do fundo do seu ser o não académico que se destaca dos restantes.
O ódio que muitos têm a Relvas deriva desta nossa característica. Povo iletrado, ignorante, violento, agressivo e obcecado por títulos académicos. Só as pessoas superiores conseguem de facto passar a cortina desta obsessão e ver se um homem ou mulher é competente e honesto ou não, para lá de ser académico.
O método que Relvas usou para se licenciar é uma vigarice e foi um erro ele ter aceite. Mas será motivo para uma campanha nacional de ódio e perseguição como a que temos assistido? Quem for superior consegue ver para lá de toda esta demagogia e avaliar o homem pelo que é e fez e não pelo que representa. É difícil, mas com algum esforço individual é possível. 
 

sábado, 27 de outubro de 2012

6 milhões de almas


O impressionante número de 6 milhões de portugueses que vivem à conta do Orçamento de Estado não demove os demagogos e fanáticos de lutarem pela manutenção da situação de descalabro a que chegamos. E a Constituição não deixa alterar quase nada.
Termos 4 milhões de portugueses a pagar cada vez mais impostos na economia real para sustentar os restantes 6 milhões é uma situação insustentável e ruinosa. Só sairemos da crise quando limparmos das folhas de pagamento públicas todos os que estão a mais e de forma inútil.
Portugal precisa de um Governo que leve por diante esta árdua tarefa e o actual executivo já demonstrou não o conseguir. A pressão dos 6 milhões de cidadãos é muito forte e eles estão bem liderados e orientados. Ainda ontem soubemos que os magistrados vão poder continuar a andar à borla nos transportes públicos e pediam sigilo. Hoje a ministra que cedeu a mais essa pressão diz que os políticos têm de dar o exemplo.
Afinal o empréstimo da troika apenas serviu para continuar o descalabro, mas com aumento de impostos. 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Doutores que são só licenciados


As equivalências que as universidades têm usado para atribuir o grau de licenciado são arbitrarias e folclóricas, o caso de Relvas é apenas um exemplo. O Estado confiou na honestidade dos reitores e temos a rebaldaria conhecida na atribuição de cursos a amigalhaços e colegas de partido.

Mas também folclórico e arbitrário é o uso do grau ou do título de Doutor. Doutor tem um doutoramento, mestre tem um mestrado, licenciado tem uma licenciatura, bacharel tem um bacharelato. Mas nós somos uns graxistas e bajuladores e chamamos doutores a todos, até, em muitos casos, a quem nem sequer tem qualquer curso mas exerce um cargo mais relevante.  

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

15 de Setembro de 2012

Após a 1ª República ter arruinado o País, o poder foi entregue a António de Oliveira Salazar para que ele  recompusesse e reconstruísse Portugal. Se antes havia revoltas todos os dias, de repente, após a acção correctiva do honestíssimo ditador, tudo estava em ordem e ninguém punha em causa a autoridade do Estado. Ora, na 1ª metade do século XX, o único caminho possível para disciplinar uma Nação em ruínas era o da força legalizada. Era necessário mostrar a todos os cidadãos que se alguém conjurasse para criar desordem sofreria na pele, literalmente, a dor do castigo dos diligentes agentes de segurança do Estado.
Hoje já não é assim. O povo está mais culto e aprendeu com os erros do passado. Acima de tudo, já compreende que a violência apenas traz mais violência e um agravar da pobreza dos mais desfavorecidos.
As manifestações grandiosas de 15 de Setembro de 2012 mostraram esta grande evolução do português. Toda aquela gente repudiou uma medida injusta e incompreensível (descida da TSU para empresas, à custado trabalhador) mas de seguida, tendo os seus intentos sido acatados pelo poder vigente, regressaram à vida normal e ignoraram as posteriores manifestações da CGTP comunista. Todos perceberam que o objectivo da Inter seria tomar as rédeas do protesto e obter créditos políticos.
Também os governantes mostraram maturidade cívica ao terem recuado na tal baixa da TSU. Inclusive o normalmente implacável Ministro das Finanças elogiou a grandeza da acção do povo e classificou-nos como o melhor activo de Portugal.   

Daniel Oliveira


Mais um texto dedicado ao sr. jornalista e comentador Daniel Oliveira

Este senhor Daniel Oliveira é um útil ao Expresso e SIC pois é um bem falante e defende posições da esquerda radical A sua contratação permite aos seus empregadores mostrar que se norteiam por princípios democráticos e dão voz a todos os quadrantes. 
Daí a existência das crónicas no Expresso deste senhor totalmente demagógicas, irrealistas e irrelevantes e que todos os dias aquele semanário dá à estampa. 
Mas o pior é o programa da SIC Notícias, Eixo do Mal onde Daniel Oliveira esbugalha os olhos semanalmente. Aquela gente está completamente desgraçada e o pensamento reinante naquele espaço parece o de um infantário ou hospício. Acusam o Ministro Gaspar de parecer um autista a falar, dizem que a única despesa pública a reduzir é nos juros que pagamos ao estrangeiro, dizem que os aumentos de impostos são uma vingança de Gaspar e Passos, afirmam (de cara séria) que este orçamento é suicidário e portanto não têm nada de apresentar alternativas, gritam que as descidas no orçamento da LUSA (onde muitos amigalhaços estão empregados) é o fim da democracia, explanam que o grande problema de Relvas é revirar os olhos enquanto fala. 
Enfim, um circo semanal onde quem quiser lançar umas boas gargalhadas à custa de alarves não pode perder. 
O único comentador ainda lúcido é um director de um jornal satírico (que vai ser encerrado).


sábado, 20 de outubro de 2012

Resistir aos credores


Cavaco diz que não vale tudo para cumprir o défice
"Não é correto exigir" o cumprimento "a todo o custo" de um objectivo nominal para o défice, disse este sábado Cavaco Silva numa mensagem no Facebook

Até Cavaco já cedeu à pressão! Os únicos que se mantêm fieis à ideia de vantagens da solvabilidade das contas públicas são Passos, Gaspar e um ou outro economista mais obscuro.
Ironicamente, a grande maioria da opinião pública está a aceitar a ideia do mais relevante político do século XX, ainda hoje idolatrado pelos cidadãos mais esclarecidos: António de Oliveira Salazar. 
Este homem, que nos governou com mão de ferro durante meio século, apercebeu-se que a solidariedade entre nações e a entre-ajuda de aliados era um conto de fadas. Foi ele que proclamou então a célebre frase: Orgulhosamente Sós!. Para os mais radicais ou obtusos por inerência, talvez a situação que hoje vivemos e este desejo de mandarmos os nossos parceiros à urtigas, consiga explicar as razões para o nosso honestíssimo e frugal ditador ter proferido aquela expressão.

Lusa


A greve de quatro dias que os trabalhadores da Lusa iniciaram esta quinta-feira contra os cortes de 30% no orçamento para 2013 levou à interrupção do serviço de distribuição de notícias da agência. 

É divertido verificar a reacção das corporações e outras organizações sugadoras de impostos quando a máquina de cortes de subsídios de Gaspar lhes toca na tesouraria. Primeiro vêm com argumentos morais e cívicos, no caso da Lusa fim da liberdade de imprensa e mesmo, pasme-se, fim da democracia. Depois, lá aparecem as verdadeiras razões: fim de empregos (e outros tachos para distribuir pelos amigalhaços) e boas condições de trabalho (leia-se mordomias como viatura para uso total e cartão para pagar as despesas da lazer com família e amigos).
Já aqui disse e repito: Gaspar falhou nas previsões do deficit (e por grande distância) e os sacrifícios do 1º  ano deste Governo foram em vão, relativamente ao deficit. O Ministro das Finanças perdeu muita da sua credibilidade e daí advém muita da revolta contra o Executivo. Mas de falta de coragem e de desapego do poder não podem os homens que nos governam actualmente ser acusados.  

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Constituição e ruína nacional


Como os Orçamentos que os Governos Socialistas elaboraram e que nos arruinaram, também a nossa Constituição é um monstro burocrático, controlador e manipulador. Só que nem todas as normas são iguais, umas são mais iguais do que outras. 
Assim, os funcionários públicos juízes do Tribunal Constitucional, amparados pelo funcionário público Presidente Cavaco Silva, não hesitaram em declarar inconstitucional a retirada dos subsídios aos funcionários públicos e pensionistas para assim se reduzir o deficit, alegando que aquela medida não era proporcional a todos os cidadãos nos sacrifícios que impunha. Mas ninguém põe em causa a inconstitucionalidade da segurança no emprego dos funcionários públicos, ou o seu direito a um sistema de saúde especial de corrida. Nunca ninguém se atreveu a considerar inconstitucional o compadrio que existe na escolha de novos funcionários. 
Enfim, as normas da Constituição são todas para cumprir mas nuns casos são mais aplicáveis que noutros.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Alternativas à austeridade

Face à situação de descalabro que o País atravessa - podemos todos agradecer ao Sr. Sócrates as consequências da crise internacional serem tão ruinosas para o nosso povo - e face às dificuldades quase desumanas que o Governo PSD/CDS enfrenta para diminuir o deficit, política que nos é imposta pelos credores mas, acima de tudo, pelo bom senso, considero que quem criticar as medidas do Ministro Gaspar de corte de despesa ou aumento de receita, sem acrescentar uma alternativa é: ou mal intencionado, ou ignorante ou diminuído mental.
De notar que podemos encontrar uma ou mais destas características nos detractores do Governo que não apresentem segunda opção.
Dizer que se é contra a poupança e contra o desvario no gasto de dinheiros públicos sem dizer como se faria diferente é das posições mais ridículas nos dias agitados que vivemos, típicas de garotos imberbes e irresponsáveis.  

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Orçamento 2013


Principais medidas do Orçamento do Estado
Confirma-se a sobretaxa de 4% em sede de IRS, que será descontada mensalmente nos rendimentos dos contribuintes e os novos escalões de IRS, que oscilam entre os 14,5 e os 48 por cento. No IMI mantém-se a cláusula de salvaguarda. 

O Governo de Passos e Gaspar continua a sua senda contra a divida pública e o deficit. Indiferentes às pressões fabulosas de tubarões da vida pública portuguesa que sempre viveram à custa do Estado, como Cavaco e Soares, não hesitam em atacar os privilégios obscenos desta gente, das rendas lascivas das corruptas PPP e de fundações inúteis e parasitas do dinheiro dos nossos impostos.
Mas quem mais sofre é o povo. É, mais uma vez, o ordenado do cidadão comum que vai ser reduzido até quase ao limiar da sobrevivência. E, da parte destes não há reclamações desde que o Governo ataque também os benefícios dos grandes, aqueles que ao longo da nossa história sempre têm traído a pátria. Afinal as grandes manifestações de 15 de Setembro não foram contra a Troika, o Governo ou a austeridade, mas sim contra a medida incompreensível da TSU. Tirando os habituais energúmenos que cercam o Parlamento de cara tapada, tudo permanece calmo.

sábado, 13 de outubro de 2012

A onda psicológica


Há quem acredite, e o número desta gente é cada vez maior, que Passos Coelho aumenta impostos por sadismo, por ter prazer em fazer sofrer as pessoas. Tenho observado cidadãos de alto nível cultural que afirmam objecções à austeridade, como se ela nos fosse imposta por motivos fúteis, exigindo o regresso aos tempos de regabofe no gasto de dinheiro público.
Ainda ontem a RTP mostrou um pequeno exemplo do que foi a loucura colectiva que nos regeu numa reportagem sobre o escândalo Parque Escolar. Sistemas AVAC em escolas só usados em hotéis de 5 estrelas ou mobiliários numa biblioteca que custaram tanto como um apartamento. Ora sobre estes esbulhos ninguém insulta os anteriores governantes ou exige uma investigação até às últimas consequências, a maralha prefere atirar-se com todas as forças a Passos Coelho. 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Daniel Oliveira


O Sr. Daniel Oliveira, conhecido comentador em jornais e TV, está exultante. O Governo, que ele já criticava mesmo antes de ter entrado em funções, está em dificuldades e o nosso país está a caminho do abismo.
Não sei como se pode estar feliz com a desgraça de um país mas Daniel Oliveira está. Tudo porque pode dizer, apenas para os mais ignaros acreditarem: vêem como eu tinha razão?
O programa Eixo do Mal transformou-se no maior lixo televisivo a nível de debates que temos: tudo serve para combater o Governo: mentiras, demagogia e piadas alarves. Sem contraditório e sem apresentarem uma única alternativa. Criticam Seguro pelas propostas infantis mas aquelas 5 trombetas da desgraça nem uma solução propõem. Lamentável.
O cúmulo foi neste último programa. Explicam a subida do IRS por malvadez e vingança do Governo. O CDS esquivou-se? Pega lá subida de impostos; o povo protestou? Pega lá a paga. Os empresários não queriam? Sobe-se o IRC. Enfim. Aquela gente perdeu a noção do ridículo e deverão estar próximos do esgotamento psíquico.

sábado, 6 de outubro de 2012

Povo mal informado


Há dias um cidadão afirmou num fórum radiofónico que se Passos reduzisse a metade a frota automóvel do Estado teríamos então um bom Orçamento; de seguida outro disse que se acabassem as reformas vitalícias de deputados o Orçamento seria saneado. Nas manifestações pede-se o fim do resgate, a expulsão da troika e a demissão do Governo.
Neste panorama dizer que temos a geração mais bem formada da história é verdadeiro, o que não quer dizer que a  maioria dos nossos cidadãos esteja bem formada. Temos muitos títulos académicos, os denominados canudos, mas só o termo de comparação, as  anteriores gerações, é que permite que esta seja considerada a mais bem formada.
Não adianta explicar, dialogar ou falar com ignorantes, ainda por cima desesperados ou radicais. É tempo perdido. É preciso agir sem indecisões ou contemplações. Mesmo em relação a Seguro, cuja grande reflexão se traduz em prometer de novo os feriados civis retirados ou a redução de deputados e outras barbaridades, já se entendeu que é tempo desperdiçado contar com ele para tentar sair do abismo em que nos encontrámos.
Foi exactamente esta a decisão de Salazar quando começou o seu trabalho de resgatar o país. Dar importância aos detractores ou demagogos, num país de ignaros, era impensável. Só assim eles poderiam ser salvos. E Passos e Portas parece quererem seguir esse caminho.    

Crise


Portugal tem saída? 
Portugal está encurralado, não tem qualquer hipótese de se salvar e o único caminho vai ser o abandono dos países da Europa da nossa causa e o irremediável caminho da pobreza e fim de ilusões para o nosso povo.
Se deixarmos de pagar a divida, como pede a irresponsável e fanática esquerda comunista, seremos a próxima Albânia da Europa e ninguém se vai importar com isso, a não ser os credores por perderem o que investiram em nós.
Se continuarmos a querer cumprir os nossos compromissos nunca o iremos conseguir. A divida é monstruosa e a economia não cresce.
Não temos saída se esperarmos que sejam os nossos políticos a indicá-la. Como em tantos outros episódios de descalabro nacional, vai ter de ser o colectivo popular a encontrar a solução. Esqueçam os políticos. Nenhum deles tem capacidade para endireitar o País. 
Políticos como António de Oliveira Salazar só aparecem de 200 em 200 anos e não se vê nenhum génio patriota como o velho ditador que consiga, sozinho, salvar Portugal.

Louçã e a coligação PSD CDS


O coordenador nacional do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, considerou sexta-feira, que a coligação entre o PSD e o CDS-PP "estalou", acrescentando ter dúvidas de que o Governo consiga elaborar o Orçamento de Estado. 

As gigantescas manifestações de 15 de Setembro foram primordialmente um acto de repúdio pelas mexidas na TSU. Secundariamente foram um protesto contra os partidos, sindicatos e tudo o que represente o nosso sistema politico. Embora Louçã não o queira aceitar, o povo também já não suporta mais o Bloco, basta relembrar os insultos dirigidos por populares a Catarina do BE, no meio das referidas manifestações. 
Mas este homem, que perdeu metade dos votos nas últimas eleições, está convencido que representa os indignados e que irá facturar nas próximas legislativas. A sua arrogância e conversa de dono da verdade está-se a tornar insuportável.

Feriado de 5 de Outubro


"Quando eu governar o 5 de Outubro será feriado", promete António José Seguro

Esta promessa de Seguro vem na senda da demagogia alambazada que o PS sempre usou para ganhar eleições. Fernando Gomes, aquando da eleição de Guterres (1995), também prometeu o fim das portagens na A3 e A4 se o PS ganhasse as eleições. E o povo, beneficiado directamente pela medida, votou em massa nos socialistas, demonstrando ter uma enorme imaturidade cívica e uma noção de honradez muito limitada. O voto popular é o mais importante instituto de funcionamento da democracia e deve ser usado com racionalidade e não vendido por valores menores, como o poder passar nas cabinas de cobrança de portagens sem desembolsar. 
Entretanto passaram quase 20 anos, temos a geração mais bem formada de sempre. Será que os eleitores se vão aperceber que, com estas propostas, o PS os está a tratar como pirralhos ou atrasados mentais e pune devidamente os enganadores? 
Sinceramente, não acredito que este PS de Seguro tenha a essência perversa do PS de Sócrates, mas estas promessas inócuas não auguram os melhores desenvolvimentos. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Descida da TSU


O recuo do Governo não foi fatal pois ninguém consegue governar contra um povo inteiro. Sendo assim, Passos actuou de forma inteligente e patriótica, se o Governo caísse seria um enorme retrocesso para o país. Portas não foi mais que coerente, ele é contra o aumento de impostos mas não quer instabilidade política, actuou em conformidade.
O grande pecado da descida da TSU, seria fazer-se à custa dos trabalhadores para todas as empresas. Ora, era justo a Galp, PT, EDP e todas as empresas de vão de escada terem aquele benefício? Se Passos a limitasse às empresas exportadoras ou às que contratassem ainda teria lógica, mas a todas? Estou mesmo a ver a enorme quantidade de Ferraris e moradias com piscina que se iriam comprar por todo o país à custa dos trabalhadores. 
Mas o mais curioso é que a descida de custos fiscais para as empresas virá na mesma. Se a descida da TSU se destinava às empresas, apenas 1% seria para o Estado, porquê este enorme aumento de IRS? Passos ainda vai criar descontos para as empresas com o que conseguir arrecadar com o recente assalto fiscal...caso consiga mesmo aumentar as receitas 

Aumentos de IRS


Indirectamente e sem intenção, este aumento do IRS, para os que ganham mais e que não afecta os mais pobres, vem corrigir uma injustiça na política salarial portuguesa. Diria mais, vem atenuar os efeitos pérfidos dum golpe perpetrado durante décadas por quem tem poder nas empresas, em benefício próprio e em prejuízo dos trabalhadores colocados nos estratos mais baixos dos organogramas.
Refiro-me aos aumentos salariais em percentagem. Se o aumento atribuído for de 5%, um trabalhador que ganha 400 euros será aumentado em 20 euros, mas um qualquer chefe, ou gente mais privilegiada na firma, se auferir 3000 euros será aumentado em 150 euros. Foi este esquema que proporcionou a enorme diferença entre os rendimentos dos trabalhadores que se verifica por cá. E, na esmagadora maioria dos casos, sem qualquer justificação.
Este pacote de aumento de impostos, forçado pela nossa dependência financeira do exterior, vem então repor alguma justiça nos salários dos portugueses por retirar dinheiro a quem conseguiu enormes rendimentos do seu trabalho de forma fraudulenta e manhosa. Não por ser muito produtivo, competente ou activo mas, simplesmente, por ter o poder de decisão.


Preço de Medicamentos


A saúde não tem preço. Ou tem?
O acesso aos medicamentos e tecnologias de saúde mais caros não é um problema novo.O debate à volta do parecer do conselho de ética continua.

Esta questão está eivada  de hipocrisia. É claro que os médicos não vão dar medicamentos que custam milhares de euros a quem está em fase terminal de uma qualquer doença oncológica. Primeiro porque são medicamentos que causam sofrimento adicional, depois porque já não são eficazes em fases muito adiantadas da doença e, por último, devido ao elevado custo. Estes doentes são medicados mas para não sentirem as dores da morte por cancro que são as mais fortes que um ser humano pode sentir.
Tudo isto se sabe, é aceite por todos, mesmo pelos doentes, mas, hipocritamente, não pode estar escrito. Os países nórdicos têm uma visão mais castradora desta questão. Por lá se o tratamento passar 20 mil libras o doente é deixado a morrer.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

BPN


O golpe criminoso do BPN foi organizado por um bando de facínoras a quem foram dadas todas as facilidades e oportunidades pelo Banco de Portugal. O BP permaneceu convenientemente cego, surdo e mudo enquanto o fartar vilanagem acontecia. Esse gang era predominantemente formado por personalidades do PSD, embora houvessem bandidos também de outros partidos.
Mas o grande erro foi do inenarrável Teixeira dos Santos que resolveu nacionalizar o prejuízo da mamata BPN. Este erro monumental talvez tenha sido cometido porque o Teixeira foi à bruxa (junto com Sócrates) e a velha lhe tenha dito que existiria um efeito dominó à restante banca. Só pode ter sido isto, pois não há qualquer fundamento racional ou prova minimamente tangível para justificar a nacionalização. Estamos todos a pagar 5 mil milhões (ou mais) e, ainda por cima, os malfeitores (tirando o testa de ferro Costa) estão a gozar o resultado do saque em paraísos terrestres.  

Vítor Gaspar anuncia novas medidas


São hilariantes as greves anunciadas, as moções de censura e os protestos generalizados, em que os participantes presumem que estão a lutar para mudar alguma coisa. Se não for na TSU o Governo vai ter de cortar noutro lado qualquer e se não for este Governo, outro, necessariamente do PS, teria forçosamente a mesma opção.
A única alternativa ao caminho árduo da austeridade é darmos a maioria absoluta a PCP ou Bloco de Esquerda. Eles deixariam de pagar os juros da dívida, sairiam do Euro (e, quem sabe, da UE ou seríamos expulsos) e, rapidamente, nos tornaríamos num país colectivista de raiz marxista à semelhança da ex-URSS ou antiga Albânia comunista/fascista.
Portanto, povo meu, na tua infinita sabedoria, escolhe.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Relvas


Ministério Público arquiva "casos Miguel Relvas"
o Ministério Público diz que não encontrou ilícitos criminais após averiguações aos casos das alegadas pressões a uma jornalista do Público e da licenciatura

Relvas deveria ter sido demitido de imediato após rebentamento do escândalo sobre a forma caricata como obteve a sua licenciatura. Mas o que é certo é que é legal. O legislador confia de tal modo nos reitores universitários que nunca imaginou uma atrocidade deste género. 

Portanto, esta lei tem de ser alterada para definir com rigor um método justo de equivalência. 
Quanto à questão do Público, era evidente que seria arquivado pois tratava-se da palavra de Relvas conta a da jornalista.



António Borges


António Borges diz que empresários que criticaram TSU são "completamente ignorantes"


Este Borges é mais um erro de casting deste Governo e está a prejudicar seriamente a acção e a imagem do executivo. Trata-se de alguém que medra no mundo académico, teve cargos de relevo em organismos internacionais e convenceu-se de infalibilidade própria. Portanto, um caso de narcisismo doentio extremo.
Passos Coelho deve remodelar rapidamente, após a aprovação do orçamento e retirar todos os abcessos ministeriais que encravam a acção executiva e Borges é, claramente, um desses casos. 


domingo, 30 de setembro de 2012

Manifestações de indignados


O nosso povo já não sabe o que há-de fazer, ninguém vislumbra a luz ao fundo túnel. Ainda se depositaram algumas esperanças no actual Governo e no plano do FMI para a nossa recuperação mas não se vêem resultados e a situação é cada vez pior. O terror do que poderá advir no futuro, onde estão em causa os nosso filhos, deixa-nos desesperados.
Sendo assim, todas estas manifestações são um último recurso para os cidadãos mostrarem que acreditam que é possível resolver a actual crise. Apenas precisamos que os portugueses mais válidos nos liderem e nos conduzam no caminho certo.

Remodelação


Vítor Gaspar é a grande decepção deste Governo e se Passos quer remodelar rapidamente tem de chamar um novo Ministro para as Finanças.
Álvaro também deve sair porque é impraticável gerir um Ministério da Economia gigantesco. Poderá ficar caso aceite ver atenuadas as suas competências.
Borges é o mercenário do Governo pois não aceitou reduzir os seus proventos para ser Ministro (como fizeram patrioticamente os seus colegas de Governo) e quis ser consultor pago a peso de ouro. Deve sair também e ser chamado para o cargo alguém competente, íntegro e frugal.
Relvas não é um verdadeiro Dr. como os portugueses mais iletrados ou obcecados por títulos académicos tanto admiram. Por isso foi completamente descredibilizado e deve ser demitido sem hesitações.
O Ministro Portas deve abdicar em alguém do seu partido que não tenha a imagem tão desgastado aos olhos dos portugueses.  

Esta remodelação deverá sair após a aprovação do Orçamento para 2013 e, até lá, o executivo deve manter uma política de silêncio e recato totais.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Judiciária investiga ex-governantes PS


Polícia Judiciária efetua buscas em casas de três ex-governantes de Sócrates
Os ex-ministros Mário Lino e António Mendonça e ex-secretário de Estado Paulo Campos estão a ser investigados no âmbito do inquérito crime às PPP - Visão 

O PS não coopera com a direita na criminalização do enriquecimento ilícito o que iria facilitar a prisão destes criminosos. O motivo deve ser o de proteger os corruptos do seu próprio partido. Não se vislumbra outro para tão teimosa obsessão.

As PPP são maior crime perpetrado por governantes portugueses em prejuízo directo dos cidadãos e em benefício de alguns, nomeadamente no pagamento de melhorias académicas no estrangeiro. Ainda bem que se investiga. Esperemos que se prendam os ladrões. 

Será que a Interpol nos vai trazer algum criminoso de França, nomeadamente de Paris? 

Bem haja ao ACP e ao seu presidente!!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O Monstro





Temos um Estado gigantesco e sugador da economia do país que não pára de crescer e sugar cada vez mais quem paga impostos.
Quem arca com todo o festim são os impostos cobrados aos trabalhadores do privado e as empresas privadas. Mesmo o IVA pago pelos funcionários públicos provém de dinheiros dos impostos, portanto é um não pagamento de impostos.
O Governo tem tentado diminuir o monstro que é a despesa pública mas a defesa desta está bem blindada pela lei, inclusive a constitucional. Os diligentes juízes do Tribunal Constitucional, que são funcionários públicos, não hesitaram em por em causa o futuro do país e em impedir o Governo de reduzir o monstro.
A nossa economia vai continuar a definhar para sustentar este monstro que se criou após a revolução do 25 de Abril e os funcionários do Estado vão continuar a dispor de ordenados superiores, saúde melhor - até podem ir a hospitais privados que o Estado paga - e reforma por inteiro mais cedo.
Por falar em privilégios e roubos de políticos, não ouvi os manifestantes dos recentes protestos reclamar contra este esbulho, pago pelos mesmos de sempre: os trabalhadores privados e empresas privadas.
Como vai a economia crescer se os investidores privados sabem que boa parte do esforço, mais de metade, vai para o Estado para este, por sua vez, pagar os privilégios de todos os que vivem à custa do Orçamento. E estes não são só os políticos.



sábado, 22 de setembro de 2012

Uma ilusão?

Nos anos oitenta, nomeadamente no tempo de Reagan e Tatcher, o caminho para o crescimento económico assentava em 3 pilares principais:
 - Saneamento das contas públicas;
 - Estabilidade política e social e existência de uma economia de mercado;
 - Administração pública razoavelmente organizada.
Se um país conseguisse reunir estas três condições com sucesso atraia rapidamente investimento na sua economia e crescia fortemente.

As razões para esta receita simples ser uma quase garantia de sucesso económico para um país, seriam:
 - A circulação de capital, ou crédito, em abundância para investir na economia de bens transaccionáveis;
 - A existência de fortes delimitações geográficas aos investimentos desses mesmos capitais. Naquele tempo investir na Rússia, Europa de Leste ou China era proibido, em África era suicídio e na América Latina um enorme risco. Mesma na Ásia, com excepção de Coreia do Sul e Japão e outros pequenos “tigres”, não se investia. Nestes locais, onde ninguém colocava um centavo, ou o país estava falido, ou era marxista ou o nível de corrupção era tal que era necessário investir o dobro ou triplo para pagar as luvas. Sendo assim, a economia com base na indústria era um exclusivo de Europa e América do Norte.

Nesses mesmos anos 80, os Governos de Cavaco Silva conseguiram juntar com sucesso aquelas 3 premissas e muitos milhões foram investidos por cá, principalmente na industria de ponta e em zonas do interior. Foi uma época gloriosa de crescimento económico que não se repetirá.
Penso que é isto que Gaspar e Passos Coelho procuram: sanear as contas e reorganizar a administração pública com o objectivo de atrair investimentos na economia.
Mas hoje tudo mudou e o grande busílis actual é já não existirem as tais barreiras geográficas ao investimento privado mundial. Hoje vai tudo para a China e restante extremo oriente. Rússia e Europa de Leste procuram investidores e acarinham-nos e tem-no conseguido, África a América Latina estão lentamente a modernizar-se e começam a ser boas alternativas.
Por outro lado, a nossa administração, principalmente a Justiça, continua lenta, burocrática e abusadora e essa é uma grande dificuldade afugentadora dos investidores. Os impostos são elevados e o sistema fiscal incerto.
A conclusão é que a teoria de Passos e Gaspar pode estar ultrapassada e que estaremos todos a perseguir uma ilusão pois o mundo ocidental já não é o local de eleição para investir.
Sendo assim, poderemos concluir que sanear as contas públicas apenas permitirá continuar a viver de empréstimos a juros razoáveis até que tenhamos vendido o nosso país na totalidade. Os nossos descendentes não irão ter país para viver e este território talvez se torne um deserto, à semelhança do que já acontece no interior, ou se torne um país tipo Mauritânia ou Níger com habitantes miseráveis e errantes. A saúde e a educação, o sistema de segurança social geral, a segurança e a protecção civil serão ideais do passado.