sábado, 10 de novembro de 2012

Menos dinheiro, menos independência


Orçamento coloca em causa independência do Banco de Portugal
BCE aponta normas incluídas na proposta de lei do Orçamento do Estado para 2013.

Os juízes dizem que perdem independência se lhes tirarem dinheiro; estes funcionários públicos do Banco de Portugal, afirmam que perdem independência se lhes tirarem dinheiro.
Enfim, até a idoneidade se perde ou ganha conforme o valor do salário.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Isabel Jonet


Isabel Jonet, Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, esteve na SIC Notícias esta semana, onde afirmou que os portugueses deviam aprender novamente a ser pobres. Críticas crescem nas redes sociais. 

Mais do que nunca, pelo menos desde que me lembro, estamos a passar por uma fase de auto-negação. Ninguém quer ver a realidade ou aceitar que o passado recente era uma mera ilusão (e caríssima).
Estamos como alguns doentes oncológicos, em fase terminal, que não aceitam o mal de que padecem, continuam a querer ter o mesmo estilo de vida pré-diagnóstico e são agressivos para quem lhes recordar a sua triste condição.
Talvez deste fenómeno provenha toda a violência verbal contra a heroína nacional Isabel, por parte de desocupados  e frustrados.   

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Mário Soares o viajante à custa do povo


"Cavaco teve a ideia peregrina de falar num hotel de luxo", diz Soares
O antigo Presidente da República considera que Cavaco Silva tem andado muito calado, lamentando que tenha quebrado esta semana o silêncio num "hotel de luxo."

Este senhor aproveitou os 10 anos na Presidência para conhecer o mundo inteiro em hotéis de luxo e com comitivas de centenas de pessoas.
Uma vez resolveu parar com todos os convivas num hotel de 5 estrelas porque precisava de tomar banho...
O país gastou milhões e milhões de euros com o gosto pelo turismo deste iluminado, sem ofensa.
É este personagem que critica Cavaco por falar  num hotel de luxo??? 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

BPI - Ulrich


Ulrich, presidente do BPI, foi criticado e comentado até ao âmago pela questão do "ai aguenta, ai aguenta", o que mostra alguma insanidade e mediocridade na opinião pública portuguesa. O mesmo Ulrich informou, numa outra conferência, que a banca está ansiosa por conceder empréstimos à economia real para financiamentos de novos projectos, principalmente na área industrial. Estas afirmações importantes foram ignoradas pelos comentadores e media.
Se os empreendedores portugueses ouviram as palavras do banqueiro Ulrich e já tiverem alguma confiança no futuro, novos investimentos poderão surgir e criar emprego e impostos para o erário público. Poder-se-á dar inicio ao tal almejado crescimento económico com a criação de novas empresas, modernas e exportadoras. Essa será a chave da resolução dos nossos problemas económicos e financeiros.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

(in)Seguro


Governo e troika que cortem na despesa, diz Seguro
À saída da reunião com o primeiro-ministro, Passos Coelho, o líder da oposição, António José Seguro, disse que é o Governo e à troika que terão de cortar quatro mil milhões de euros no Estado.


Este senhor está a fugir às suas responsabilidades.

A impressão que deixa no eleitorado é de alguém medroso e enganador. Além de não se querer comprometer dá a entender que teria arte e engenho para fazer diferente, o que é falso.

Tragédias na Madeira


Várias derrocadas e uma casa arrastada pela chuva forte na Madeira

A estrada que liga S.Vicente ao Seixal, na costa norte, está interrompida devido a várias derrocadas e uma casa foi arrastada pela água na sequência da forte chuva desta madrugada na Madeira

A Madeira e o povo madeirense têm vivido várias tragédias e desastres naturais. É uma fase muito negativa para aquela ilha portuguesa.
Até o seu ancestral líder, após ter ensandecido, levou ao extremo o despesismo público e arruinou as finanças da ilha. Neste fim de semana, mais uma vez ficou patente a má sorte dos madeirenses: quase que se livraram de Jardim, mas não o conseguiram por poucos votos.
Melhor sina para o futuro próximo é que desejamos para os portugueses da Madeira.

A atitude de Cavaco - Silêncio


Cavaco está à espera do fim do mandato para poder gozar as delicias da super reforma com carro e motorista à discrição. Após as célebres declarações que incluíam o item "não sei se ouviu bem", poucas dúvidas existem sobre a visão de Cavaco do que é um verdadeiro estadista. 
Mas nesta época em que todos comentam a situação politica e económica nacional (já não são só os taxistas e comentadores profissionais a fazê-lo), o que poderia Cavaco fazer a não ser estar calado? Acrescentar mais ruído ao já excessivo barulho que existe apenas seria prejudicial. 
O sistema democrático está a funcionar, o orçamento está aprovado e, mal ou bem, as coisas vão rolando - pelo menos enquanto durar o empréstimo da troika.

O Ouro de António de Oliveira Salazar


António de Oliveira Salazar é ainda muito vilipendiado, mas há-de ter uma grande estátua e o seu nome dado a uma grande avenida da capital. Se o ditador brutal e assassino Marquês de Pombal tem, porque não merece igual distinção o honestíssimo e frugal ditador português do século XX que, segundo os mais isentos, salvou Portugal do caos jacobino da 1ª república?
Claro que a sacralização de Salazar só deverá acontecer após a morte de todos os membros da brigada do reumático anti fascista que ainda vegeta por toda a parte e tem, sejamos claros, uma forte influência na opinião pública portuguesa. Quando a tal reabilitação do ditador acontecer, uma das primeiras medidas será a mudança do nome da ponte sobre o Tejo.
Das quase 700 toneladas que o ditador patriota deixou nos cofres do Banco de Portugal (restam as tais 382 que também querem gastar já), além de 100 milhões de contos em divisas (preços da época) que já se evaporaram, todos os portugueses têm a certeza que António de Oliveira Salazar não ficou com um grama ou um centavo para ele.

E isto cai fundo na consciência nacional!

Sobretudo tendo em conta o gang de políticos que nos tem governado e arruinado...      

domingo, 4 de novembro de 2012

Seguro - pela boca morre o peixe


O secretário-geral do PS, António José Seguro, avisou hoje o primeiro-ministro que o seu partido não será cúmplice na criação de um Estado 'low cost' para os portugueses

Seguro não percebe, ou quer fazer crer aos portugueses que tem uma melhor solução, que ninguém quer um Estado Low Cost. Então não seria bom ter saúde, educação, segurança social, estradas e até emprego, tudo de grande qualidade e garantido pelo Estado? É por esse ideal que todos lutam e é facílimo, para não dizer tentador, dizer ao eleitorado que é isso que o partido quer com o fito de ganhar votos.
Mas, por este caminho, quando Seguro chegar a 1º Ministro, caso se mantenha como líder da oposição até lá, vai-lhe acontecer o mesmo que aos seus antecessores no Governo: vai ser confrontado com as promessas que fez e que não pôde cumprir. 

sábado, 3 de novembro de 2012

Juízes preocupados


Autor: Henrique Monteiro - Expresso  

Veja-se uma denúncia de como os juízes defendem tenazmente a sua parte da gamela: 

O presidente da Associação Sindical dos Juízes, Mouraz Lopes, afirmou no Parlamento que os cortes salariais aos magistrados podem afectar a sua independência. É possível que tenha razão, ainda que o argumento se possa virar contra os próprios juízes. 

É certo que a necessidade de dinheiro pode agudizar a venda de consciências - e não só para juízes. O mesmo podem temer agentes da polícia e de outras autoridades, jornalistas, deputados, inspetores vários, fiscais diversos e, de um modo geral, quase toda a gente que tenha poder de decisão nas mãos. 

Pediu, assim, Mouraz Lopes, uma isenção nos cortes salariais. Iguais isenções poderiam pedir todos os acima referidos. E mais ainda aqueles a quem os cortes, além da independência, já lhes afeta a vida, o número de refeições, a comida dos filhos, um teto. 

A independência dos juízes é um enorme valor, mas não é superior ao da vida de uma pessoa. Eis um julgamento simples de se fazer. 

Limpeza e expulsão

O discurso onde Cavaco incluiu a célebre frase "não sei se ouviu bem" pôs a nú a mentalidade de funcionário público do nosso presidente. Ainda por cima de nível 18 como o próprio fez questão de sublinhar.
Este género de gente estudou e labutou toda a vida com um propósito: entrar para os quadros do Estado, fosse para que cargo fosse e gozar, até à entrada para o túmulo, da inviolabilidade do emprego; ordenado e reforma garantida, com elevadas subidas de salário em época de eleições; mais dias de férias; transportes públicos à borla; sistema de saúde obscenamente privilegiado; progressão na carreira sem esforço, só é necessário esperar num canto discreto e outras benesses revoltantes para os restantes cidadãos que pagam todo este pornográfico festim com o dinheiro dos elevadíssimos impostos que o fisco lhes cobra.
Repare-se que não é só Cavaco, são cerca de 700 mil cidadãos que vivem da gamela pública. Uns trabalham e esforçam-se, outros são uns incompetente, alguns são corruptos, mas todos estão no seu posto inviolável sem grandes preocupações quanto ao ordenado no dia 22 e às férias.
Ora, a ruína do Estado vai pôr cobro a toda esta orgia económica e vai ser preciso acabar com os cidadãos de 1ª (os do Estado) e os de 2ª (os verdadeiros pagadores de impostos, o povo trabalhador da área privada) e tornar todos iguais em direitos e obrigações.
É uma tarefa difícil pois a Constituição (elaborada por funcionários públicos) defende os privilégios dos trabalhadores do Estado com unhas e dentes e o PS (partido dos funcionários públicos) não quer colaborar. Membros do PSD, destacados funcionários públicos como Ferreira Leite ou Pacheco Pereira, atacam o Governo para descredibilizá-lo e dificultar o corte dos seus grandes ordenados, pagos pelo erário público. Veja-se o exemplo da RTP: quando se soube que iriam acabar os 300 milhões que os portugueses pagam todos os anos para o seu funcionamento, iniciou uma facciosa e inaceitável campanha contra o Governo. Aliás, há quem diga que Passos ficou marcado quando defendeu que deveria haver um tecto máximo de 4 mil euros para as reformas pagas pela Segurança Social.
Mas o esforço vergonhoso e anti pátrio da elite gananciosa do funcionalismo público é em vão. Não há dinheiro por cá e os nórdicos, com mentalidade anti socialista e que nos governam actualmente, não vão tolerar a continuação da estrutura burocrática e classicista do Estado Português. Podem os "estatistas" locais apoiar-se em direitos garantidos pela Constituição até à náusea que a realidade demonstrará de forma crua e dura que apenas a existência de dinheiro nos cofres de quem paga garante alguma coisa. Os contribuintes do privado mais esclarecidos aguardam com expectativa o dia da libertação.   



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Eixo do Mal - as tropelias continuam

O programa da SIC Noticias Eixo do Mal continua a descambar. Desta vez, no passado fim de semana, todos ficamos a saber que a sra. Clara deveria estar muito feliz ou então beberia champanhe quando a câmara não filmava e as bolhinhas faziam-na rir sem parar, tantas eram as cócegas no nariz.
O Sr. Daniel, por seu turno, conseguiu encontrar mal na decisão de Passos em pedir que divulguem as escutas em que ele fala com um alto quadro do BES. Marcelo Rebelo de Sousa, um dos novíssimos adversários do Governo, apoiou e elogiou Daniel Oliveira pela sua posição. Presume-se que o ego do sr. Daniel tenha inchado.
Pessoalmente discordo da presunção de que Passos tenha feito mal. Quando o crime de fuga de informação de segredo de justiça acontece e envolve escutas, os visados são logo considerados suspeitos. Por isso é compreensível que Passos peça a sua divulgação.
O sr. Daniel consegue criticar o poder vigente, sempre, constantemente, irritantemente o que não está ao alcance de todos.

CP fora de controlo tem de ser domada


Efeitos da greve da CP prolongam-se até sexta-feira
A maioria dos comboios deve ser suprimida hoje, mas as perturbações nos horários serão sentidas até amanhã.

Estes homens da CP não estão a ver bem o filme. Parece que vão ver a férula da razão bem firme no lombo e não deve tardar muito.
Esta deveria ser a primeira empresa a reformular profundamente e a privatizar. Assim, o Governo o queira

Mendes, Marques


Foi o comentador televisivo Marques Mendes quem anunciou o que queria dizer a refundação do Estado, adiantada há dias por Passos

Não foi o Marcelo que anunciou a recandidatura de Cavaco à Presidência? 
Passos já fala muito menos e já evita as declarações na rua ou em corredores!
A imagem dos titulares de Governo e da Presidência está tão desgastada que os referidos governantes pedem estes fretes aos comentadores televisivos.
Talvez assim a mensagem não seja à partida descredibilizada ou provoque manifestações em massa da população

Não nos conseguimos governar


O Governo português começou há uma semana um conjunto de reuniões com alguns técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) para preparar a reforma do Estado

Não há cá técnicos minimamente competentes para analisar as despesas do Estado e descobrirem onde cortar da maneira mais eficiente e menos gravosa socialmente?
É a prova da incompetência dos nossos técnicos. Têm a costa direita, muito aprumo, um falar treinado (a maior parte das vezes para esconder as origens rurais), bons ordenados, carros de topo e despesa paga, mas, na hora da verdade, têm de vir os estrangeiros efectuar as tarefas que só os verdadeiros profissionais conseguem executar.
Os poucos bons economistas que temos ou estão velhos, portanto formados no tempo do salazarismo; emigrados no estrangeiro ou por descobrir.
Esperemos que seja esta reformulação das funções do Estado a resolução do inacreditável deficit e divida públicas. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Seguro e os outros



O secretário-geral do PS considerou hoje que o "aceno" aos socialistas para um acordo sobre a refundação do programa de ajustamento "vem tarde" e representa o "falhanço em toda a linha" da política seguida pelo Governo

Este branqueado dental, caso venha a ser 1º Ministro, não deverá ter estado de graça. O fastio que a maneira artificial dele discursar causa, com olhos de carneiro mal morto incluídos, já causa vómitos e  poucos cidadãos o toleram.
Mas isso não seria importante caso o Seguro fosse um homem responsável e determinado. Diz ele que o apelo do PSD para uma convergência com vista à diminuição da despesa já vem tarde. Já vem tarde? O País está em estado emergência pois o Governo não consegue diminuir o monstro que é a despesa pública, situação insustentável, e este cromo diz que o aceno do PSD já vem tarde.
Mas Passos e Portas resolvem bem o caso com este irresponsável, assim como com o funcionário público Cavaco e os funcionários públicos juízes do Tribunal Constitucional: basta dizer a uns e outros que se a acção do Executivo for travada por actos irresponsáveis (no caso de Seguro) ou corporativos (no caso do Cavaco e dos juízes) se demite e lhes deixa o País nas mãos.  
Os homens até tremem e baixam logo as orelhas...

+ 4 mil milhões


Sócrates hoje gasta milhares de Euros por mês em Paris, inclusive a deslocar-se num Audi topo de gama com motorista. Ele já é alvo do anedotário nacional, mas ninguém sabe quem lhe paga a despesa. O personagem, um dos que vai ser mais amaldiçoado na história futura do nosso País,  deixou-nos para pagar uma dívida monstruosa. Todo o dinheiro pedido ao estrangeiro foi injectado na economia em obras públicas e teve resultados de crescimento mínimo na economia e ainda assinou negócios ruinosos e criminosos como as PPP ou Parque Escolar.
Sendo assim, os portugueses vão sentir na pele e no sangue o pagamento das dividas deixadas pela besta.  Para o ano que vem, vão ser mais 4 mil milhões de euros a retirar a pobres, reformados, funcionários públicos, doentes e desempregados. Soma a juntar a tudo aquilo que já nos tiraram.

domingo, 28 de outubro de 2012

O ódio e humilhação de Relvas


Realmente a vida de alguém que não é académico e atinge cargos relevantes em que tem de mandar em académicos é um autêntico inferno em Portugal.
Pode ser o maior gestor do País, pode ser honesto, competente, activo. Pode esforçar-se por fazer o bem e trabalhar o dobro dos restantes que ninguém lhe reconhece o mérito.
Ainda há dias Jerónimo de Sousa fez um bom discurso e um académico deu-lhe os parabéns e perguntou-lhe quem lhe tinha escrito aquilo. Jerónimo, que também sente na pele a falta de crivo da faculdade, contou isto com mágoa.
E o mais curioso é que o ódio mais inflamado e mais histérico contra os não académicos que atingem cargos relevantes provém dos mais baixos estratos culturais da sociedade. Quanto mais ignorante e menos estudos tiver um cidadão mais bajula o académico e despreza do fundo do seu ser o não académico que se destaca dos restantes.
O ódio que muitos têm a Relvas deriva desta nossa característica. Povo iletrado, ignorante, violento, agressivo e obcecado por títulos académicos. Só as pessoas superiores conseguem de facto passar a cortina desta obsessão e ver se um homem ou mulher é competente e honesto ou não, para lá de ser académico.
O método que Relvas usou para se licenciar é uma vigarice e foi um erro ele ter aceite. Mas será motivo para uma campanha nacional de ódio e perseguição como a que temos assistido? Quem for superior consegue ver para lá de toda esta demagogia e avaliar o homem pelo que é e fez e não pelo que representa. É difícil, mas com algum esforço individual é possível. 
 

sábado, 27 de outubro de 2012

6 milhões de almas


O impressionante número de 6 milhões de portugueses que vivem à conta do Orçamento de Estado não demove os demagogos e fanáticos de lutarem pela manutenção da situação de descalabro a que chegamos. E a Constituição não deixa alterar quase nada.
Termos 4 milhões de portugueses a pagar cada vez mais impostos na economia real para sustentar os restantes 6 milhões é uma situação insustentável e ruinosa. Só sairemos da crise quando limparmos das folhas de pagamento públicas todos os que estão a mais e de forma inútil.
Portugal precisa de um Governo que leve por diante esta árdua tarefa e o actual executivo já demonstrou não o conseguir. A pressão dos 6 milhões de cidadãos é muito forte e eles estão bem liderados e orientados. Ainda ontem soubemos que os magistrados vão poder continuar a andar à borla nos transportes públicos e pediam sigilo. Hoje a ministra que cedeu a mais essa pressão diz que os políticos têm de dar o exemplo.
Afinal o empréstimo da troika apenas serviu para continuar o descalabro, mas com aumento de impostos. 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Doutores que são só licenciados


As equivalências que as universidades têm usado para atribuir o grau de licenciado são arbitrarias e folclóricas, o caso de Relvas é apenas um exemplo. O Estado confiou na honestidade dos reitores e temos a rebaldaria conhecida na atribuição de cursos a amigalhaços e colegas de partido.

Mas também folclórico e arbitrário é o uso do grau ou do título de Doutor. Doutor tem um doutoramento, mestre tem um mestrado, licenciado tem uma licenciatura, bacharel tem um bacharelato. Mas nós somos uns graxistas e bajuladores e chamamos doutores a todos, até, em muitos casos, a quem nem sequer tem qualquer curso mas exerce um cargo mais relevante.  

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

15 de Setembro de 2012

Após a 1ª República ter arruinado o País, o poder foi entregue a António de Oliveira Salazar para que ele  recompusesse e reconstruísse Portugal. Se antes havia revoltas todos os dias, de repente, após a acção correctiva do honestíssimo ditador, tudo estava em ordem e ninguém punha em causa a autoridade do Estado. Ora, na 1ª metade do século XX, o único caminho possível para disciplinar uma Nação em ruínas era o da força legalizada. Era necessário mostrar a todos os cidadãos que se alguém conjurasse para criar desordem sofreria na pele, literalmente, a dor do castigo dos diligentes agentes de segurança do Estado.
Hoje já não é assim. O povo está mais culto e aprendeu com os erros do passado. Acima de tudo, já compreende que a violência apenas traz mais violência e um agravar da pobreza dos mais desfavorecidos.
As manifestações grandiosas de 15 de Setembro de 2012 mostraram esta grande evolução do português. Toda aquela gente repudiou uma medida injusta e incompreensível (descida da TSU para empresas, à custado trabalhador) mas de seguida, tendo os seus intentos sido acatados pelo poder vigente, regressaram à vida normal e ignoraram as posteriores manifestações da CGTP comunista. Todos perceberam que o objectivo da Inter seria tomar as rédeas do protesto e obter créditos políticos.
Também os governantes mostraram maturidade cívica ao terem recuado na tal baixa da TSU. Inclusive o normalmente implacável Ministro das Finanças elogiou a grandeza da acção do povo e classificou-nos como o melhor activo de Portugal.   

Daniel Oliveira


Mais um texto dedicado ao sr. jornalista e comentador Daniel Oliveira

Este senhor Daniel Oliveira é um útil ao Expresso e SIC pois é um bem falante e defende posições da esquerda radical A sua contratação permite aos seus empregadores mostrar que se norteiam por princípios democráticos e dão voz a todos os quadrantes. 
Daí a existência das crónicas no Expresso deste senhor totalmente demagógicas, irrealistas e irrelevantes e que todos os dias aquele semanário dá à estampa. 
Mas o pior é o programa da SIC Notícias, Eixo do Mal onde Daniel Oliveira esbugalha os olhos semanalmente. Aquela gente está completamente desgraçada e o pensamento reinante naquele espaço parece o de um infantário ou hospício. Acusam o Ministro Gaspar de parecer um autista a falar, dizem que a única despesa pública a reduzir é nos juros que pagamos ao estrangeiro, dizem que os aumentos de impostos são uma vingança de Gaspar e Passos, afirmam (de cara séria) que este orçamento é suicidário e portanto não têm nada de apresentar alternativas, gritam que as descidas no orçamento da LUSA (onde muitos amigalhaços estão empregados) é o fim da democracia, explanam que o grande problema de Relvas é revirar os olhos enquanto fala. 
Enfim, um circo semanal onde quem quiser lançar umas boas gargalhadas à custa de alarves não pode perder. 
O único comentador ainda lúcido é um director de um jornal satírico (que vai ser encerrado).


sábado, 20 de outubro de 2012

Resistir aos credores


Cavaco diz que não vale tudo para cumprir o défice
"Não é correto exigir" o cumprimento "a todo o custo" de um objectivo nominal para o défice, disse este sábado Cavaco Silva numa mensagem no Facebook

Até Cavaco já cedeu à pressão! Os únicos que se mantêm fieis à ideia de vantagens da solvabilidade das contas públicas são Passos, Gaspar e um ou outro economista mais obscuro.
Ironicamente, a grande maioria da opinião pública está a aceitar a ideia do mais relevante político do século XX, ainda hoje idolatrado pelos cidadãos mais esclarecidos: António de Oliveira Salazar. 
Este homem, que nos governou com mão de ferro durante meio século, apercebeu-se que a solidariedade entre nações e a entre-ajuda de aliados era um conto de fadas. Foi ele que proclamou então a célebre frase: Orgulhosamente Sós!. Para os mais radicais ou obtusos por inerência, talvez a situação que hoje vivemos e este desejo de mandarmos os nossos parceiros à urtigas, consiga explicar as razões para o nosso honestíssimo e frugal ditador ter proferido aquela expressão.

Lusa


A greve de quatro dias que os trabalhadores da Lusa iniciaram esta quinta-feira contra os cortes de 30% no orçamento para 2013 levou à interrupção do serviço de distribuição de notícias da agência. 

É divertido verificar a reacção das corporações e outras organizações sugadoras de impostos quando a máquina de cortes de subsídios de Gaspar lhes toca na tesouraria. Primeiro vêm com argumentos morais e cívicos, no caso da Lusa fim da liberdade de imprensa e mesmo, pasme-se, fim da democracia. Depois, lá aparecem as verdadeiras razões: fim de empregos (e outros tachos para distribuir pelos amigalhaços) e boas condições de trabalho (leia-se mordomias como viatura para uso total e cartão para pagar as despesas da lazer com família e amigos).
Já aqui disse e repito: Gaspar falhou nas previsões do deficit (e por grande distância) e os sacrifícios do 1º  ano deste Governo foram em vão, relativamente ao deficit. O Ministro das Finanças perdeu muita da sua credibilidade e daí advém muita da revolta contra o Executivo. Mas de falta de coragem e de desapego do poder não podem os homens que nos governam actualmente ser acusados.  

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Constituição e ruína nacional


Como os Orçamentos que os Governos Socialistas elaboraram e que nos arruinaram, também a nossa Constituição é um monstro burocrático, controlador e manipulador. Só que nem todas as normas são iguais, umas são mais iguais do que outras. 
Assim, os funcionários públicos juízes do Tribunal Constitucional, amparados pelo funcionário público Presidente Cavaco Silva, não hesitaram em declarar inconstitucional a retirada dos subsídios aos funcionários públicos e pensionistas para assim se reduzir o deficit, alegando que aquela medida não era proporcional a todos os cidadãos nos sacrifícios que impunha. Mas ninguém põe em causa a inconstitucionalidade da segurança no emprego dos funcionários públicos, ou o seu direito a um sistema de saúde especial de corrida. Nunca ninguém se atreveu a considerar inconstitucional o compadrio que existe na escolha de novos funcionários. 
Enfim, as normas da Constituição são todas para cumprir mas nuns casos são mais aplicáveis que noutros.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Alternativas à austeridade

Face à situação de descalabro que o País atravessa - podemos todos agradecer ao Sr. Sócrates as consequências da crise internacional serem tão ruinosas para o nosso povo - e face às dificuldades quase desumanas que o Governo PSD/CDS enfrenta para diminuir o deficit, política que nos é imposta pelos credores mas, acima de tudo, pelo bom senso, considero que quem criticar as medidas do Ministro Gaspar de corte de despesa ou aumento de receita, sem acrescentar uma alternativa é: ou mal intencionado, ou ignorante ou diminuído mental.
De notar que podemos encontrar uma ou mais destas características nos detractores do Governo que não apresentem segunda opção.
Dizer que se é contra a poupança e contra o desvario no gasto de dinheiros públicos sem dizer como se faria diferente é das posições mais ridículas nos dias agitados que vivemos, típicas de garotos imberbes e irresponsáveis.  

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Orçamento 2013


Principais medidas do Orçamento do Estado
Confirma-se a sobretaxa de 4% em sede de IRS, que será descontada mensalmente nos rendimentos dos contribuintes e os novos escalões de IRS, que oscilam entre os 14,5 e os 48 por cento. No IMI mantém-se a cláusula de salvaguarda. 

O Governo de Passos e Gaspar continua a sua senda contra a divida pública e o deficit. Indiferentes às pressões fabulosas de tubarões da vida pública portuguesa que sempre viveram à custa do Estado, como Cavaco e Soares, não hesitam em atacar os privilégios obscenos desta gente, das rendas lascivas das corruptas PPP e de fundações inúteis e parasitas do dinheiro dos nossos impostos.
Mas quem mais sofre é o povo. É, mais uma vez, o ordenado do cidadão comum que vai ser reduzido até quase ao limiar da sobrevivência. E, da parte destes não há reclamações desde que o Governo ataque também os benefícios dos grandes, aqueles que ao longo da nossa história sempre têm traído a pátria. Afinal as grandes manifestações de 15 de Setembro não foram contra a Troika, o Governo ou a austeridade, mas sim contra a medida incompreensível da TSU. Tirando os habituais energúmenos que cercam o Parlamento de cara tapada, tudo permanece calmo.

sábado, 13 de outubro de 2012

A onda psicológica


Há quem acredite, e o número desta gente é cada vez maior, que Passos Coelho aumenta impostos por sadismo, por ter prazer em fazer sofrer as pessoas. Tenho observado cidadãos de alto nível cultural que afirmam objecções à austeridade, como se ela nos fosse imposta por motivos fúteis, exigindo o regresso aos tempos de regabofe no gasto de dinheiro público.
Ainda ontem a RTP mostrou um pequeno exemplo do que foi a loucura colectiva que nos regeu numa reportagem sobre o escândalo Parque Escolar. Sistemas AVAC em escolas só usados em hotéis de 5 estrelas ou mobiliários numa biblioteca que custaram tanto como um apartamento. Ora sobre estes esbulhos ninguém insulta os anteriores governantes ou exige uma investigação até às últimas consequências, a maralha prefere atirar-se com todas as forças a Passos Coelho. 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Daniel Oliveira


O Sr. Daniel Oliveira, conhecido comentador em jornais e TV, está exultante. O Governo, que ele já criticava mesmo antes de ter entrado em funções, está em dificuldades e o nosso país está a caminho do abismo.
Não sei como se pode estar feliz com a desgraça de um país mas Daniel Oliveira está. Tudo porque pode dizer, apenas para os mais ignaros acreditarem: vêem como eu tinha razão?
O programa Eixo do Mal transformou-se no maior lixo televisivo a nível de debates que temos: tudo serve para combater o Governo: mentiras, demagogia e piadas alarves. Sem contraditório e sem apresentarem uma única alternativa. Criticam Seguro pelas propostas infantis mas aquelas 5 trombetas da desgraça nem uma solução propõem. Lamentável.
O cúmulo foi neste último programa. Explicam a subida do IRS por malvadez e vingança do Governo. O CDS esquivou-se? Pega lá subida de impostos; o povo protestou? Pega lá a paga. Os empresários não queriam? Sobe-se o IRC. Enfim. Aquela gente perdeu a noção do ridículo e deverão estar próximos do esgotamento psíquico.

sábado, 6 de outubro de 2012

Povo mal informado


Há dias um cidadão afirmou num fórum radiofónico que se Passos reduzisse a metade a frota automóvel do Estado teríamos então um bom Orçamento; de seguida outro disse que se acabassem as reformas vitalícias de deputados o Orçamento seria saneado. Nas manifestações pede-se o fim do resgate, a expulsão da troika e a demissão do Governo.
Neste panorama dizer que temos a geração mais bem formada da história é verdadeiro, o que não quer dizer que a  maioria dos nossos cidadãos esteja bem formada. Temos muitos títulos académicos, os denominados canudos, mas só o termo de comparação, as  anteriores gerações, é que permite que esta seja considerada a mais bem formada.
Não adianta explicar, dialogar ou falar com ignorantes, ainda por cima desesperados ou radicais. É tempo perdido. É preciso agir sem indecisões ou contemplações. Mesmo em relação a Seguro, cuja grande reflexão se traduz em prometer de novo os feriados civis retirados ou a redução de deputados e outras barbaridades, já se entendeu que é tempo desperdiçado contar com ele para tentar sair do abismo em que nos encontrámos.
Foi exactamente esta a decisão de Salazar quando começou o seu trabalho de resgatar o país. Dar importância aos detractores ou demagogos, num país de ignaros, era impensável. Só assim eles poderiam ser salvos. E Passos e Portas parece quererem seguir esse caminho.    

Crise


Portugal tem saída? 
Portugal está encurralado, não tem qualquer hipótese de se salvar e o único caminho vai ser o abandono dos países da Europa da nossa causa e o irremediável caminho da pobreza e fim de ilusões para o nosso povo.
Se deixarmos de pagar a divida, como pede a irresponsável e fanática esquerda comunista, seremos a próxima Albânia da Europa e ninguém se vai importar com isso, a não ser os credores por perderem o que investiram em nós.
Se continuarmos a querer cumprir os nossos compromissos nunca o iremos conseguir. A divida é monstruosa e a economia não cresce.
Não temos saída se esperarmos que sejam os nossos políticos a indicá-la. Como em tantos outros episódios de descalabro nacional, vai ter de ser o colectivo popular a encontrar a solução. Esqueçam os políticos. Nenhum deles tem capacidade para endireitar o País. 
Políticos como António de Oliveira Salazar só aparecem de 200 em 200 anos e não se vê nenhum génio patriota como o velho ditador que consiga, sozinho, salvar Portugal.

Louçã e a coligação PSD CDS


O coordenador nacional do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, considerou sexta-feira, que a coligação entre o PSD e o CDS-PP "estalou", acrescentando ter dúvidas de que o Governo consiga elaborar o Orçamento de Estado. 

As gigantescas manifestações de 15 de Setembro foram primordialmente um acto de repúdio pelas mexidas na TSU. Secundariamente foram um protesto contra os partidos, sindicatos e tudo o que represente o nosso sistema politico. Embora Louçã não o queira aceitar, o povo também já não suporta mais o Bloco, basta relembrar os insultos dirigidos por populares a Catarina do BE, no meio das referidas manifestações. 
Mas este homem, que perdeu metade dos votos nas últimas eleições, está convencido que representa os indignados e que irá facturar nas próximas legislativas. A sua arrogância e conversa de dono da verdade está-se a tornar insuportável.

Feriado de 5 de Outubro


"Quando eu governar o 5 de Outubro será feriado", promete António José Seguro

Esta promessa de Seguro vem na senda da demagogia alambazada que o PS sempre usou para ganhar eleições. Fernando Gomes, aquando da eleição de Guterres (1995), também prometeu o fim das portagens na A3 e A4 se o PS ganhasse as eleições. E o povo, beneficiado directamente pela medida, votou em massa nos socialistas, demonstrando ter uma enorme imaturidade cívica e uma noção de honradez muito limitada. O voto popular é o mais importante instituto de funcionamento da democracia e deve ser usado com racionalidade e não vendido por valores menores, como o poder passar nas cabinas de cobrança de portagens sem desembolsar. 
Entretanto passaram quase 20 anos, temos a geração mais bem formada de sempre. Será que os eleitores se vão aperceber que, com estas propostas, o PS os está a tratar como pirralhos ou atrasados mentais e pune devidamente os enganadores? 
Sinceramente, não acredito que este PS de Seguro tenha a essência perversa do PS de Sócrates, mas estas promessas inócuas não auguram os melhores desenvolvimentos. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Descida da TSU


O recuo do Governo não foi fatal pois ninguém consegue governar contra um povo inteiro. Sendo assim, Passos actuou de forma inteligente e patriótica, se o Governo caísse seria um enorme retrocesso para o país. Portas não foi mais que coerente, ele é contra o aumento de impostos mas não quer instabilidade política, actuou em conformidade.
O grande pecado da descida da TSU, seria fazer-se à custa dos trabalhadores para todas as empresas. Ora, era justo a Galp, PT, EDP e todas as empresas de vão de escada terem aquele benefício? Se Passos a limitasse às empresas exportadoras ou às que contratassem ainda teria lógica, mas a todas? Estou mesmo a ver a enorme quantidade de Ferraris e moradias com piscina que se iriam comprar por todo o país à custa dos trabalhadores. 
Mas o mais curioso é que a descida de custos fiscais para as empresas virá na mesma. Se a descida da TSU se destinava às empresas, apenas 1% seria para o Estado, porquê este enorme aumento de IRS? Passos ainda vai criar descontos para as empresas com o que conseguir arrecadar com o recente assalto fiscal...caso consiga mesmo aumentar as receitas 

Aumentos de IRS


Indirectamente e sem intenção, este aumento do IRS, para os que ganham mais e que não afecta os mais pobres, vem corrigir uma injustiça na política salarial portuguesa. Diria mais, vem atenuar os efeitos pérfidos dum golpe perpetrado durante décadas por quem tem poder nas empresas, em benefício próprio e em prejuízo dos trabalhadores colocados nos estratos mais baixos dos organogramas.
Refiro-me aos aumentos salariais em percentagem. Se o aumento atribuído for de 5%, um trabalhador que ganha 400 euros será aumentado em 20 euros, mas um qualquer chefe, ou gente mais privilegiada na firma, se auferir 3000 euros será aumentado em 150 euros. Foi este esquema que proporcionou a enorme diferença entre os rendimentos dos trabalhadores que se verifica por cá. E, na esmagadora maioria dos casos, sem qualquer justificação.
Este pacote de aumento de impostos, forçado pela nossa dependência financeira do exterior, vem então repor alguma justiça nos salários dos portugueses por retirar dinheiro a quem conseguiu enormes rendimentos do seu trabalho de forma fraudulenta e manhosa. Não por ser muito produtivo, competente ou activo mas, simplesmente, por ter o poder de decisão.


Preço de Medicamentos


A saúde não tem preço. Ou tem?
O acesso aos medicamentos e tecnologias de saúde mais caros não é um problema novo.O debate à volta do parecer do conselho de ética continua.

Esta questão está eivada  de hipocrisia. É claro que os médicos não vão dar medicamentos que custam milhares de euros a quem está em fase terminal de uma qualquer doença oncológica. Primeiro porque são medicamentos que causam sofrimento adicional, depois porque já não são eficazes em fases muito adiantadas da doença e, por último, devido ao elevado custo. Estes doentes são medicados mas para não sentirem as dores da morte por cancro que são as mais fortes que um ser humano pode sentir.
Tudo isto se sabe, é aceite por todos, mesmo pelos doentes, mas, hipocritamente, não pode estar escrito. Os países nórdicos têm uma visão mais castradora desta questão. Por lá se o tratamento passar 20 mil libras o doente é deixado a morrer.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

BPN


O golpe criminoso do BPN foi organizado por um bando de facínoras a quem foram dadas todas as facilidades e oportunidades pelo Banco de Portugal. O BP permaneceu convenientemente cego, surdo e mudo enquanto o fartar vilanagem acontecia. Esse gang era predominantemente formado por personalidades do PSD, embora houvessem bandidos também de outros partidos.
Mas o grande erro foi do inenarrável Teixeira dos Santos que resolveu nacionalizar o prejuízo da mamata BPN. Este erro monumental talvez tenha sido cometido porque o Teixeira foi à bruxa (junto com Sócrates) e a velha lhe tenha dito que existiria um efeito dominó à restante banca. Só pode ter sido isto, pois não há qualquer fundamento racional ou prova minimamente tangível para justificar a nacionalização. Estamos todos a pagar 5 mil milhões (ou mais) e, ainda por cima, os malfeitores (tirando o testa de ferro Costa) estão a gozar o resultado do saque em paraísos terrestres.  

Vítor Gaspar anuncia novas medidas


São hilariantes as greves anunciadas, as moções de censura e os protestos generalizados, em que os participantes presumem que estão a lutar para mudar alguma coisa. Se não for na TSU o Governo vai ter de cortar noutro lado qualquer e se não for este Governo, outro, necessariamente do PS, teria forçosamente a mesma opção.
A única alternativa ao caminho árduo da austeridade é darmos a maioria absoluta a PCP ou Bloco de Esquerda. Eles deixariam de pagar os juros da dívida, sairiam do Euro (e, quem sabe, da UE ou seríamos expulsos) e, rapidamente, nos tornaríamos num país colectivista de raiz marxista à semelhança da ex-URSS ou antiga Albânia comunista/fascista.
Portanto, povo meu, na tua infinita sabedoria, escolhe.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Relvas


Ministério Público arquiva "casos Miguel Relvas"
o Ministério Público diz que não encontrou ilícitos criminais após averiguações aos casos das alegadas pressões a uma jornalista do Público e da licenciatura

Relvas deveria ter sido demitido de imediato após rebentamento do escândalo sobre a forma caricata como obteve a sua licenciatura. Mas o que é certo é que é legal. O legislador confia de tal modo nos reitores universitários que nunca imaginou uma atrocidade deste género. 

Portanto, esta lei tem de ser alterada para definir com rigor um método justo de equivalência. 
Quanto à questão do Público, era evidente que seria arquivado pois tratava-se da palavra de Relvas conta a da jornalista.



António Borges


António Borges diz que empresários que criticaram TSU são "completamente ignorantes"


Este Borges é mais um erro de casting deste Governo e está a prejudicar seriamente a acção e a imagem do executivo. Trata-se de alguém que medra no mundo académico, teve cargos de relevo em organismos internacionais e convenceu-se de infalibilidade própria. Portanto, um caso de narcisismo doentio extremo.
Passos Coelho deve remodelar rapidamente, após a aprovação do orçamento e retirar todos os abcessos ministeriais que encravam a acção executiva e Borges é, claramente, um desses casos. 


domingo, 30 de setembro de 2012

Manifestações de indignados


O nosso povo já não sabe o que há-de fazer, ninguém vislumbra a luz ao fundo túnel. Ainda se depositaram algumas esperanças no actual Governo e no plano do FMI para a nossa recuperação mas não se vêem resultados e a situação é cada vez pior. O terror do que poderá advir no futuro, onde estão em causa os nosso filhos, deixa-nos desesperados.
Sendo assim, todas estas manifestações são um último recurso para os cidadãos mostrarem que acreditam que é possível resolver a actual crise. Apenas precisamos que os portugueses mais válidos nos liderem e nos conduzam no caminho certo.

Remodelação


Vítor Gaspar é a grande decepção deste Governo e se Passos quer remodelar rapidamente tem de chamar um novo Ministro para as Finanças.
Álvaro também deve sair porque é impraticável gerir um Ministério da Economia gigantesco. Poderá ficar caso aceite ver atenuadas as suas competências.
Borges é o mercenário do Governo pois não aceitou reduzir os seus proventos para ser Ministro (como fizeram patrioticamente os seus colegas de Governo) e quis ser consultor pago a peso de ouro. Deve sair também e ser chamado para o cargo alguém competente, íntegro e frugal.
Relvas não é um verdadeiro Dr. como os portugueses mais iletrados ou obcecados por títulos académicos tanto admiram. Por isso foi completamente descredibilizado e deve ser demitido sem hesitações.
O Ministro Portas deve abdicar em alguém do seu partido que não tenha a imagem tão desgastado aos olhos dos portugueses.  

Esta remodelação deverá sair após a aprovação do Orçamento para 2013 e, até lá, o executivo deve manter uma política de silêncio e recato totais.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Judiciária investiga ex-governantes PS


Polícia Judiciária efetua buscas em casas de três ex-governantes de Sócrates
Os ex-ministros Mário Lino e António Mendonça e ex-secretário de Estado Paulo Campos estão a ser investigados no âmbito do inquérito crime às PPP - Visão 

O PS não coopera com a direita na criminalização do enriquecimento ilícito o que iria facilitar a prisão destes criminosos. O motivo deve ser o de proteger os corruptos do seu próprio partido. Não se vislumbra outro para tão teimosa obsessão.

As PPP são maior crime perpetrado por governantes portugueses em prejuízo directo dos cidadãos e em benefício de alguns, nomeadamente no pagamento de melhorias académicas no estrangeiro. Ainda bem que se investiga. Esperemos que se prendam os ladrões. 

Será que a Interpol nos vai trazer algum criminoso de França, nomeadamente de Paris? 

Bem haja ao ACP e ao seu presidente!!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O Monstro





Temos um Estado gigantesco e sugador da economia do país que não pára de crescer e sugar cada vez mais quem paga impostos.
Quem arca com todo o festim são os impostos cobrados aos trabalhadores do privado e as empresas privadas. Mesmo o IVA pago pelos funcionários públicos provém de dinheiros dos impostos, portanto é um não pagamento de impostos.
O Governo tem tentado diminuir o monstro que é a despesa pública mas a defesa desta está bem blindada pela lei, inclusive a constitucional. Os diligentes juízes do Tribunal Constitucional, que são funcionários públicos, não hesitaram em por em causa o futuro do país e em impedir o Governo de reduzir o monstro.
A nossa economia vai continuar a definhar para sustentar este monstro que se criou após a revolução do 25 de Abril e os funcionários do Estado vão continuar a dispor de ordenados superiores, saúde melhor - até podem ir a hospitais privados que o Estado paga - e reforma por inteiro mais cedo.
Por falar em privilégios e roubos de políticos, não ouvi os manifestantes dos recentes protestos reclamar contra este esbulho, pago pelos mesmos de sempre: os trabalhadores privados e empresas privadas.
Como vai a economia crescer se os investidores privados sabem que boa parte do esforço, mais de metade, vai para o Estado para este, por sua vez, pagar os privilégios de todos os que vivem à custa do Orçamento. E estes não são só os políticos.



sábado, 22 de setembro de 2012

Uma ilusão?

Nos anos oitenta, nomeadamente no tempo de Reagan e Tatcher, o caminho para o crescimento económico assentava em 3 pilares principais:
 - Saneamento das contas públicas;
 - Estabilidade política e social e existência de uma economia de mercado;
 - Administração pública razoavelmente organizada.
Se um país conseguisse reunir estas três condições com sucesso atraia rapidamente investimento na sua economia e crescia fortemente.

As razões para esta receita simples ser uma quase garantia de sucesso económico para um país, seriam:
 - A circulação de capital, ou crédito, em abundância para investir na economia de bens transaccionáveis;
 - A existência de fortes delimitações geográficas aos investimentos desses mesmos capitais. Naquele tempo investir na Rússia, Europa de Leste ou China era proibido, em África era suicídio e na América Latina um enorme risco. Mesma na Ásia, com excepção de Coreia do Sul e Japão e outros pequenos “tigres”, não se investia. Nestes locais, onde ninguém colocava um centavo, ou o país estava falido, ou era marxista ou o nível de corrupção era tal que era necessário investir o dobro ou triplo para pagar as luvas. Sendo assim, a economia com base na indústria era um exclusivo de Europa e América do Norte.

Nesses mesmos anos 80, os Governos de Cavaco Silva conseguiram juntar com sucesso aquelas 3 premissas e muitos milhões foram investidos por cá, principalmente na industria de ponta e em zonas do interior. Foi uma época gloriosa de crescimento económico que não se repetirá.
Penso que é isto que Gaspar e Passos Coelho procuram: sanear as contas e reorganizar a administração pública com o objectivo de atrair investimentos na economia.
Mas hoje tudo mudou e o grande busílis actual é já não existirem as tais barreiras geográficas ao investimento privado mundial. Hoje vai tudo para a China e restante extremo oriente. Rússia e Europa de Leste procuram investidores e acarinham-nos e tem-no conseguido, África a América Latina estão lentamente a modernizar-se e começam a ser boas alternativas.
Por outro lado, a nossa administração, principalmente a Justiça, continua lenta, burocrática e abusadora e essa é uma grande dificuldade afugentadora dos investidores. Os impostos são elevados e o sistema fiscal incerto.
A conclusão é que a teoria de Passos e Gaspar pode estar ultrapassada e que estaremos todos a perseguir uma ilusão pois o mundo ocidental já não é o local de eleição para investir.
Sendo assim, poderemos concluir que sanear as contas públicas apenas permitirá continuar a viver de empréstimos a juros razoáveis até que tenhamos vendido o nosso país na totalidade. Os nossos descendentes não irão ter país para viver e este território talvez se torne um deserto, à semelhança do que já acontece no interior, ou se torne um país tipo Mauritânia ou Níger com habitantes miseráveis e errantes. A saúde e a educação, o sistema de segurança social geral, a segurança e a protecção civil serão ideais do passado.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Conselho de Estado


Esta reunião do Conselho de Estado é apenas mais uma palestra para inglês ver, onde nada se decidirá. Tudo irá continuar na mesma? É o mais provável pois o Sr. Presidente da República já informou que uma crise política, com ou sem eleições, será mau para o país. Toda aquela gente que está junto à residência oficial de Cavaco Silva está a fazer um reduzido magote de algum barulho e insultos em vão.
Mas, no fundo, toda esta contestação é uma perda de tempo.
Caso o Governo de Passos Coelho caia, o que é muito improvável, qual a sequência? Um executivo que acabe com a austeridade? Um Governo que aumente salários e reformas? No máximo, o cenário expectável será um recuo na trapalhada da TSU, de resto tudo irá continuar como dantes.  
Não há alternativa à redução contínua e inabalável de custos no Estado, ou continuação de austeridade, usando expressão diversa. Este postulado pode ser insultuoso ou inacreditável para muitos, mas parece ser isso mesmo: um postulado incontornável e inevitável.
Seria caricato observar o Bloco de Esquerda ou o PCP no Governo após vencerem uma maioria absoluta em eleições. Quando eles verificassem que não tinham o suficiente para satisfazer todos os compromissos públicos, nomeadamente ordenados e reformas sem ajuda externa, esqueceriam rapidamente tudo o que hoje bradam na praça pública.  

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O caos próximo


As contas saíram furadas a Gaspar; o CDS demarca-se do PSD; o PSD social-democrata demarca-se do Governo; centenas de milhar protestam na rua contra as mexidas na TSU; Bruxelas, pelos vistos, exige a implementação da baixa da TSU para empresas; a comunicação social ataca o Governo sem dó nem piedade, principalmente as TV pois todas querem manter a situação de descalabro financeiro na RTP pago por todos nós.
Sendo assim, ou Passos e Gaspar arranjam maneira de descer a TSU para empresas, mas sem aumentar o mesmo imposto para os trabalhadores, não se vislumbrando alternativa credível, ou a próxima remessa de dinheiro não vem, o país fica ingovernável e Passos cai.
E é assim que se derruba um Governo.

Presumo, que o actual 1º Ministro deseje sair o mais rápido possível tal a dificuldade em governar Portugal dizendo a verdade.

Por fim, tenho pena de Seguro. Nem lhe passava pela mente ser 1º Ministro tão cedo e ele sabe que lhe vai acontecer o mesmo. Vai ser atacado por todos os lados, vai ter os mesmos entraves legais e constitucionais e vai ter vida curta como 1º Ministro.

Mas tenho pena mesmo é de Portugal e dos portugueses desempregados, actuais e futuros. Não esquecem ilusões antigas e questiúnculas mesquinhas. Não aceitam, acreditam ou sabem que estamos à beira do caos, do fim da estabilidade e que o futuro está muito negro, sem luz ao fundo do túnel.
Os desgraçados que exclamavam nas manifestações Facebook "FMI fora daqui" são o exemp. da insensatez e ignorância.

domingo, 16 de setembro de 2012

António José Seguro


O PS e António José Seguro devem estar vigilantes e procurar congeminar o futuro. Se o Governo de Passos capitular serão eles a liderar o país, de novo, nesta fase de inferneira. Eu não os aconselhava a terem pressa porque não vivemos uma época ordinária, estamos em tempos de transição e ninguém de bom senso pode querer ser Governo numa situação como a que vivemos. Para além dos prejuízos agravados para a economia nacional resultantes de uma crise política.
Passos já disse que não se interessa com eleições, o que parece ser verdade, portanto, deixem-no consumar a dura e ingrata tarefa de sanear as contas do Estado para podermos regressar à regularidade o mais rápido possível (15 ou 20 anos?). Quando terminar a actual legislatura, o PS poderá tornar ao normal estatuto de um partido político e começar a regular luta democrática pelo poder. Até lá, os socialistas deverão empenhar-se em auxiliar o nosso país a retornar à sua independência.
Por outro lado, o país está sob intervenção financeira estrangeira. Governar assim, além de limitativo, deve ser humilhante.
Definitivamente, Seguro é um dos principais interessados na continuidade do Governo de Passos e Portas e deverá tudo fazer para o ajudar. Seja com propostas alternativas, seja com silêncios em momentos chave. PSD e CDS deverão ser mais cooperativos entre si e chamar sempre o PS para decisões indubitáveis para a nossa economia, como teria sido o caso desta anormalidade de diminuir a TSU para os patrões, sendo os colaboradores a pagar a festa.

Despedimentos na Função Pública

Perante estas manifestações por todo o país, bem aproveitadas por um extasiado Louçã que parecia o líder da arruaça, perante o repúdio de todos os quadrantes da opinião pública e mesmo do parceiro da coligação, Passos e Gaspar devem recuar na baixa da TSU para os patrões. De seguida deverão fazer a pergunta dos 100 milhões: que medidas vamos adoptar para estimular a economia e fazer descer o desemprego?
No próximo ano vamos ter de baixar o deficit para 4,5% e em 2014 para os 3%, ou seja o Estado terá de reduzir brutalmente ainda mais a despesa. Que misérias suplementares nos esperam perante tão hercúlea tarefa? Bom, os que hoje tanto se queixam, e com razão, do desespero em que vivemos, preparem-se: em 2013, 2014 virão despedimentos em massa na função pública. Este ano, sem pestanejar, o Governo já deixou 5000 professores no desemprego  e anunciou que os contratos temporários não seriam renovados. Mas isto não deve chegar e o número dos funcionários do Estado vai mesmo reduzir-se. O mito do emprego perpétuo para quem serve o público vai acabar em breve.
Sendo assim, os massivos protestos deste fim-de-semana são uma pura perda de tempo, tirando um putativo recuo do Governo no caso da TSU. Este, ou qualquer outro Executivo, terão de seguir implacavelmente a mesma política de austeridade ordenada pelos nossos credores. Passos, pelo menos, não nos tem enganado quanto ao que pretende fazer.

sábado, 15 de setembro de 2012

TSU

O Governo conseguiu unir todos os quadrantes contra si próprio ao tentar implementar esta ideia de baixar a TSU para empresas, subindo aos trabalhadores. O esquema é uma invenção de um qualquer economista para contornar a impossibilidade de desvalorização cambial mas, actualmente, ainda não passa de um teste e Portugal, conservador e merdoso como sempre foi, não é, de todo, o sitio apropriado para o testar.
Por cá estas inovações só serão aplicáveis depois de serem aprovadas em países que nós admiramos, nomeadamente a Inglaterra. Foi assim que as abjectas PPP começaram: implementadas na Gra-Bretanha foram logo importados por Cavaco e Guterres de maneira suave. Sócrates, vendo o maná à frente da tromba, usou-as de maneira obscena e arruinou o país.
Face à situação de emergência nacional que vivemos; à abertura para o diálogo que Seguro apregoou e à crispação popular que aumenta a olhos vistos, não seria má ideia o PSD e CDS dialogarem com o PS, aceitarem algumas suas propostas e fazê-lo apoiar outras. Querer impôr uma solução destas (baixa da TSU), que é uma grande incógnita, não faz sentido na actual realidade.
Falta saber se o diálogo e a convergência com o PS servirá para acalmar os ânimos da turba. É que nós somos pacíficos e de brandos costumes, mas se nos chega a pimenta ao nariz será difícil parar a revolta

  

Relvas o artista


Somos mesmo um povo de parolos e vivemos na parvónia. 

Este homem era um dos mais influentes e respeitados membros do Governo. Havia a impressão que ele era um grande advogado e os mais torpes afirmavam que era ele quem mandava em Passos Coelho.

Entretanto sabe-se do escândalo da sua licenciatura, legal mas vigarizada. Afinal o homem não era um Dr. dr. Doutor Bacharel ou qualquer outra idiotice parecida. De imediato a cambada de miseráveis mentais que proliferam por todo o lado deixam de respeitar o Sr. Relvas. A revolta da ruralidade era ainda maior pois elas deram a um sr. a importância devida a um dr., foram enganados os campónios.

Mas o pior de toda esta história tem a ver com o cambalacho organizado contra Relvas devido à RTP - o ponto fulcral de toda esta história ridícula. Os interesses defendem os seus interesses e contam com a ajuda intensa dos obcecados por títulos académicos.     

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Força camarada Gaspar


Gaspar admite atenuar austeridade anunciada
Ministro das Finanças diz que tudo depende dos cortes na despesa. Anúncio da Gaspar no Parlamento é mais uma tentativa para acalmar o parceiro de coligação - Expresso.

Só nas famigeradas PPP e energias renováveis, criando uma taxa adicional, poupava uma fortuna. Nas fundações outro tanto.
Mas a parte moral também é importante: acabe a frota automóvel do Estado (qualquer banana tem carro e motorista) limite as reformas a 2500 euros, diminua deputados, assessores e outros, acabe com privilégios. Só assim o povo aceitará melhor a receita que nos impõem 

À atenção de Gaspar: o método de Salazar


Muitos se interrogam como conseguiu Salazar equilibrar as contas do Estado praticamente sem a ajuda de ninguém.
É que ele tinha a moral do seu lado, os cortes eram a eito e ninguém ficou de fora. Os resultados apareceram rapidamente e deixaram boquiabertos todos os líderes nacionais de então.
Por isso, ele granjeou de imediato uma enorme reverência e respeito de todos os quadrantes e, mais tarde, lhe pediram o favor de liderar o Governo, incondicionalmente.
Claro que hoje vivemos uma época diferente mas a receita do ditador deverá ter ainda algo que se aproveite.

Redução da TSU


O Governo entende que são as empresas privadas, principalmente a banca e as exportadoras, que irão levantar o país. Mas esta medida de baixa da TSU é muito facilitadora, se o empresário quiser, se lhe der na bolha, compra um Ferrari ou uma casa com piscina à beira mar e marimba-se para o crescimento da sua empresa. Gaspar diz que irá controlar esta questão e penalizar fiscalmente estes desvios, mas isso deve ser tarefa impossível. Por outro lado, ter as empresas monopolistas tipo EDP ou PT a beneficiar deste privilégio é um escândalo. 
Mas o Governo deverá ser mais dialogante, nomeadamente com o PS e recuar, ainda está a tempo.


A vida de Sócrates em Paris


Sócrates, da sua cátedra parisiense, deve observar o seu sucessor e estranhar. Ele próprio foi um patriota, um 1º Ministro abalizado, possuidor de uma honestidade a toda a prova e hoje tem uma espectacular vida na cidade das luzes. Vive num caríssimo apartamento no centro da capital gaulesa, paga propinas astronómicas e, pasme-se, faz-se transportar num Audi topo de gama, com motorista e tudo. Claro que ele explica toda esta riqueza com negócios perfeitamente legítimos no âmbito da construção civil, que, há menos de um lustro, eram uma mina para os técnicos da área, principalmente os mais vocacionados e letrados.
Ora, o seu sucessor herdou uma situação financeira e económica dificílima, devida exclusivamente à crise internacional e que o socratista governou tentou evitar com as melhores práticas políticas, mas continua a alugar a mesma casa no Algarve, a viver num apartamento em Massamá e a possuir o mesmo carro. É injusto, pensará o nosso ex-1º ministro, um bom político tem de ter rendimentos para levar uma vida obscenamente faustosa e farta.  

Declarações de Gaspar hoje

Estamos a viver uma época de histerismo hiper sensível nas reacções às decisões do Governo. Aconteceu isso no caso da RTP e agora com as medidas anunciadas por Passos Coelho. Regra geral os mais histéricos são os mais directamente afectados. No caso da RTP, claro que os investidores em TV, privados, ficam preocupados pois a TV pública passaria a ter mais tempo de publicidade o que prejudicaria os seus negócios. Vai dai toca a atacar o sr Relvas turbo licenciado pelo seu lado mais fraco: as habilitações literárias. No caso das novas medidas, percebemos agora, anunciadas sob pressão da troika para autorizarem a flexibilização dos prazos, foi uma histeria total da direita à esquerda. Por exemplo, quem recebe largos proventos por ter uma fundação (Soares) mostra-se revoltadíssimo com o Governo e ataca-o sem dó nem piedade, usando a maior demagogia e, inclusive, desonestidade bacoca.
Tudo este caldo de pressão sob o Governo é bastante alimentado pelos idiotas úteis do regime, como ressabiados do PS de Sócrates ou saudosistas degenerados do comunismo soviético.
Vamos ver qual o plano para esta conferência do Ministro das Finanças.
Tudo isto é uma brincadeira de mau gosto, pois mesmo os mais execrandos detractores do Governo sabem que o executivo governa manietado pela divida que nos deixaram (não pela troika como referem os tais idiotas úteis).

ONU


Nações Unidas contra aumento de impostos às famílias
A Agência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento é contra o aumento de impostos em tempos de crise. Defende, aliás, uma redução das contribuições - Visão

Baixar os impostos às famílias e empresas em Portugal? 
Seria bom se fosse possível, não só agora mas em permanência porque o Estado devora a nossa riqueza, o que é insustentável. 
Mas depois quem iria pagar o salários dos 6 milhões de portugueses que vivem do Orçamento?
Nós temos de optar: ou queremos um Estado pouco interventor que assuma na plenitude o seu papel de regulador da economia e os impostos podem ser muito reduzidos; ou então queremos manter a situação actual em que o Estado intervêm em tudo e, na teoria, garante tudo, e os impostos só poderão baixar com a existência de crescimento económico.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Reclama pá!


Há uma grande revolta nas redes sociais e Internet em geral porque o Governo de Passos/Portas resolveu aumentar mais as receitas do Estado e diminuir as despesas com pessoal, beneficiando as empresas privadas. Estas reacções são humanamente compreensíveis pois todos gostamos de bons repastos em restaurantes, trocar de carro periodicamente, morar em casas cada vez melhores e ir de férias para sítios exóticos e na moda.
Até aqui tudo normal.
O que não é normal são as reacções de determinadas cabeças de esquerda radical que afirmam em tom revolucionário: viram? eu não tinha dito? este passos é um terrorista político que come portugueses ao pequeno almoço e está a tomar estas medidas porque é mau e quer fazer mal ao povo.
Vamos lá tentar explicar: a vida que tínhamos antigamente era paga com dinheiro emprestado e hoje ninguém, com excepção do troika, nos empresta. Sendo assim, temos que regular as benesses do Estado com o que o mesmo Estado recebe em impostos, taxas e outros. Certo? Certo!
A malta do privado que reclama deveria reclamar contra a nossa constituição e os funcionários públicos deveriam queixar-se dos governantes que nos enganaram a todos. Não venham agora crucificar quem tem de tomar estas medidas.
Presto a minha homenagem aos que não têm emprego e que não são ouvidos nem ajudados, principalmente aos casais com filhos e que estão ambos desempregados. Esses não reclamam, emigram e rezam por dias melhores.

domingo, 9 de setembro de 2012

Governo melhora comunicação


A equipa de coordenação das relações públicas do Governo está a melhorar e a amparar mais eficazmente a imagem do 1º Ministro. Ele já não aparece em querelas estéreis e em conversas inúteis e infindáveis com os papagaios da nossa vida pública, fala menos e, quando o faz é, geralmente, de forma institucional. Esta opção, que é novidade, resguarda sem dúvida a capacidade de Passos Coelho se fazer ouvir. 
Diz Marques Mendes que o Governo e o PSD na generalidade desistiram do combate político e deixam o PS à solta para dizer o que quiser. Segundo este ex-ministro o executivo não tem explicado ao povo a necessidade premente da austeridade. 
Será que são mesmo necessárias tais explicações? O nosso povo não é bronco e mesmo os mais simples eleitores já entenderam que não há dinheiro, estamos dependentes da troika e, se queremos manter a nossa independência pátria, deveremos rapidamente adaptar os gastos do Estado às receitas fiscais do tesouro público. Quanto ao PS também já se entendeu que nada do que eles dizem é sustentável e que estão de novo a enganar na argumentação com vista ao sufrágio autárquico. Basta olhar para França e verificar que o radical Hollande já esqueceu tudo o que disse na campanha e caiu na real. 
Mas falta coordenar práticas de explicação de pontos de polémica: nomeações na saúde, pouca fiscalidade a bancos e especulação bolsista, privilégios de políticos obscenos que se mantêm. Embora não tenha de ser Passos Coelho o porta voz, é essencial iniciar melhores práticas nesta matéria. E nisto o PS de Sócrates era exemplar. Existiam 4 ou 5 ministros com o dom da palavra, convincentes, que, quando necessário, explicavam eficazmente as posições do Governo de então.

sábado, 8 de setembro de 2012

Fim da Coligação PSD CDS


Se este Governo se desfizer, advirão várias catástrofes. De imediato para os dois partidos da coligação, particularmente para aquele que, aos olhos do povo, for o responsável pelo divórcio. Nas eleições seguintes os eleitores com certeza castigariam duramente PSD e CDS. 
Mas para o país a hecatombe seria total. Iríamos interromper uma linha política que nos tem custado os olhos da cara e, apesar das criticas generalizadas, ainda ninguém tem a certeza se é ou não errada a médio prazo. Sendo assim, os sacrifícios teriam sido em vão sem colhermos os eventuais benefícios que nos prometem. Por outro lado, já que BE e PCP não se assumem como partidos de governo, nem o povo acredita neles para tal, seria o PS a governar de novo e, sobre esta observação, não vale a pena tecer grandes comentários a não ser relembrar o que foi o último governo socialista e as posições totalmente enganadoras dos líderes PS actuais.
Esperemos que o nosso povo não seja mais uma vez traído.  


18% para a Segurança Social


Passos Coelho anuncia mais impostos. Eu divirjo. Meio país vive à custa do trabalho de outro meio país, Medina Carreira refere serem 6 milhões a viver à custa dos impostos pagos por 4 milhões, portanto uma relação ainda pior. Sendo assim, o Estado deveria reduzir esta albarda à bordalesa sobre os trabalhadores da economia privada, despedindo, reduzindo salários, reduzindo reformas até que a despesa pública fosse igual à receita em impostos. Talvez assim, menos cidadãos quisessem permanecer à sombra da bandeira e arriscassem uma aventura na economia de mercado.
Mas a posição do PS é execrável, hipócrita e mentirosa. Os socialistas de pacotilha arruinaram o país há menos de 2 anos e agora querem aparecer como virgens impolutas. Esta trupe quer enganar os portugueses dizendo que há alternativas à poupança e aos sacrifícios. O branqueamento dental de Seguro e o seu discurso cínico empestam o ar político que vivemos. Fosse o PS dirigido por gente politicamente íntegra e não actuariam desta forma capciosa. Prestariam uma enorme ajuda ao país apelando à formação de um Governo de Salvação Nacional que governasse até à reparação total das contas do Estado.     

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Governo Suicida?


Passos Coelho anuncia aumento dos descontos para a Segurança Social
O primeiro-ministro anunciou que as contribuição dos trabalhadores do setor público e privado para a Segurança Social sobe de 11% para 18%. Com isto, mantém um corte equivalente a dois subsídios no público e junta-lhe mais um no privado - Visão


Este Governo é suicida, faz tudo para ser demitido ou para perder todas as eleições que aí vêm, inclusivamente as legislativas. A revolta popular é tão intensa que o PSD poderá desaparecer e ser substituído pelo CDS na cena política, por isso até Portas se demarcou desta política, embora a vá sufragar. 
O demagogo Segura afia os dentes de contente e já pensa em ganhar as eleições para o Parlamento com maioria absoluta, ele referiu esse cenário em tom de brincadeira numa feira agrícola. 
E Cavaco? Vai tolerar este aumento de impostos? Se fosse ainda o confuso e inseguro Sampaio o Governo estava já demitido, com Cavaco ninguém sabe como irá reagir.
Mas o povo reconhece a coragem de Passos: dá a cara e dá ele as más noticias, olhos nos olhos, e não hesita em governar contra tudo e contra todos com a ideologia em que acredita.
O ambiente está de cortar à faca...

Obama o pacificador


Obama assume "falhas" e pede mais tempo para resolver "desafios"
O Presidente norte-americano, Barack Obama, aceitou a nomeação do Partido Democrata para a corrida presidencial na convenção do Partido Democrata - Visão

Obama não meteu o seu país em nenhuma nova guerra - daquelas em que eles se metem habitualmente e gastam triliões só para gastar os misseis e munições e dar uso ao restante material.

Só por isso merece ser reeleito.

Mais austeridade? Claro que sim!


Passos anuncia mais austeridade
Primeiro-ministro anuncia mais medidas de austeridade depois da quinta avaliação da troika. Passos Coelho fala antes do jogo da selecção - Expresso.

A austeridade aumenta a crise económica, que leva a mais austeridade, depois a mais crise económica e assim sucessivamente? Pois então continue-se com a esta política até à destruição final ou ao equilibrar dos sinais, ou seja, até que a economia comece a crescer - é esta a mentalidade ou o dogma dos financeiros que nos regem. Sendo assim, ou emigramos, ou morremos ou em alternativa começamos a trilhar novos caminhos e novas oportunidades e tentamos fazer crescer a nossa economia e a aumentar o volume de impostos pela via normal.   

Facebook e seus derivados


Pai mata filhos após saber que a ex-mulher trocou o seu perfil no Facebook
Um homem é suspeito de matar os dois filhos e cometer suicídio após descobrir, pelo Facebook, que a ex-mulher estava a viver um novo relacionamento - Visão

As redes sociais transformaram as relações entre as pessoas. Quem entra nesse mundo perde muita da sua privacidade e está on-line nos últimos desenvolvimentos pessoais próprios e dos restantes. Se esta nova visão é positiva ou negativa é algo que ainda tem de ser estudado e discutido pelos profissionais da sociologia e psicologia.
Este macabro caso não foi provocado pelas referidas redes sociais mas pela demência ou loucura do pai. Sendo assim, os detractores do Facebook e similares não devem aproveitar a morte de inocentes para argumentar a sua causa.  

Ciganos

Há uns anos assisti a um episódio envolvendo ciganos bastante caricato e revelador do carácter daquela gente. Sei que esta frase é racista, mas é um facto que poucos ciganos se destacam pela positiva.
Conto esta história na sequência da alegada descriminação que aquela etnia foi alvo por uma empresa de aluguer de casas para férias no Algarve.
Eu era cliente diário de um café que tinha bilhares na cave. Após tomarmos café e conversado, eu e um grupo de amigos descíamos à cave e jogávamos um pouco de bilhar snooker. Certo dia, começam a parar no local dois ciganos, também de forma diária, para jogarem bilhar livre nas mesas mais pequenas e beberem algumas cervejas. Durante meses tudo correu bem. Eles jogavam, bebiam, pagavam e saiam sem o menor problema. Até que resolveram aparecer por lá com um grupo de cerca de 10 ciganos e actuaram de maneira diferente. Começaram a pedir muita cerveja, pregos em prato, sandes de queijo fiambre e outras, whisky, francesinhas e outras iguarias. No final armam uma grande confusão de barulho, mas apenas entre eles e saem sem pagar. O pobre do dono do café disse-nos que já esperava tal coisa mas pelo menos o enorme prejuízo que teve serviu para se livrar dos ciganos. 
Passado cerca de um mês aparece o mesmo grupo mas com cerca de 25 a 30 ciganos, inclusive alguns velhos de enormes barbas brancas, vestidos de preto e chapéu. Os mesmos  dois que eram clientes habituais foram falar com dono do café, desculparam-se por não terem pago da última vez e pediram-lhe para lá fazem um festim, acho que era o aniversário de um deles, e que no fim saldariam todas as dividas. Mais uma vez, por medo de represálias, o desgraçado dono do café acedeu e deixou-os à vontade. 
Foi assustador ver o tal festim. O ambiente era pesado. Eles eram agressivos entre eles e falavam muito alto. Foi um fartote de francesinhas, pregos em prato e bebidas de toda a ordem que foram servidas ao grupo. Houve muita comida e bebida que nem sequer foi consumida. Eles pediam apenas pelo prazer de pedir, num total desperdício. No fim saíram todos para rua, começaram com conversas totalmente absurdas de violência gratuita, mas apenas entre eles e sem intenção de chegar a vias de facto, parecia que apenas queriam intimidar as restantes pessoas. Os ciganos velhos observavam absortos, sem intervir. De repente desapareceram todos do local, saindo em debandada em todas as direcções e nunca mais ninguém viu aqueles ciganos na zona.
A conta de centenas de euros, é claro, ficou por pagar.
Cerca de um ano depois mais uma dupla de ciganos começou a ir ao café jogar bilhar livre, na mesma mesa dos anteriores. Durante uns tempos tudo correu bem até que um dia apareceram com mais um e resolveram jogar cada jogo à cerveja. Ou seja, o que perdesse pagava 3 cervejas. Como se previa, o local onde estavam ficou inundado de copos de cerveja, uns vazios, outros meios cheios e a maioria intocáveis. No final da jogatana um deles dirigiu-se ao balcão para pagar com multibanco mas o cartão não estava activo. Disse que ia levantar dinheiro e que já voltava. Até hoje!          

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Seguro não quer austeridade


Se não tivéssemos um papagaio irritante como líder da oposição com ânsias de poder a todo o custo, mas antes um político de visão alargada e que explicasse aos portugueses o momento de emergência nacional que vivemos, haveria a possibilidade de consenso entre psd/ps/cds e parte do espartilho financeiro que vivemos estaria desarticulado.
Quer queiramos quer não, em breve, nomeadamente quando acabar a assistência financeira da troika, teremos de viver apenas com o que produzimos. O restante crédito que nos concedem destina-se somente a pagar dividas anteriores e já apenas é concedido, na sua quase totalidade, por investidores nacionais. Os estrangeiros fogem como da lepra da divida portuguesa. Sendo assim, temos de nos preparar para uma vida nova: ausência de crédito privado para financiar a economia ou a monstruosa despesa do Estado. 
Infelizmente, escondendo esta realidade, o papagaio irritante Seguro continua a dizer que não colabora com esta política de saneamento de contas públicas e continua a (tentar) enganar o povo mais inocente. Presumo que o incentivo de Soares pese na acção demagógica de Seguro.
Felizmente o nosso povo tem 800 anos de experiência de história, já passou por situações piores e, na sua maioria, não vai na conversa de todos estes manipuladores e ilusionistas. 

O Roubo BPN - Sócrates


O BPN foi um projecto criminoso monumental criado e gerido por um gang cujos cabecilhas eram figuras conhecidas do PSD, embora existissem membros de todas as classes polícias (em questões de dinheiro não há religião ou política). Mas o grande erro, intencional ou não, que nos faz pagar a todos os prejuízos do BPN foi a nacionalização decretada pelo inenarrável Sócrates. Ele e o seu  homem da toalha (Teixeira dos Santos) afirmaram que o sistema bancário português ruiria caso não assumissem o cambalacho BPN e fizeram-no e hoje estamos todos a pagar o maior roubo da história portuguesa.
Cavaco Silva, se fosse 1º Ministro, nunca trairia desta maneira atroz os interesses nacionais e se todos os portugueses estão a pagar o BPN é por culpa da nacionalização e essa foi engendrada e implementada pelo  indígete Sócrates. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Paulo Portas inocente

Ministério Público diz que não há indícios contra Paulo Portas
Cândida Almeida, diretora do DCIAP, informou que não foram "recolhidos indícios da prática de ilícito de natureza criminal" por parte de Paulo Portas "no processo dos submarinos" - Visão

Com Sócrates aconteceu algo semelhante. Foi perseguido enquanto 1º Ministro com acusações de ser um grande corrupto e ladrão. Mas nunca nada se provou e hoje vive confortavelmente como estudante em Paris onde tem despesas mensais de milhares de euros. Ainda há tempos veio à pátria, que tão desavisadamente serviu, de espada topo de gama e motorista. Os socratistas mais radicais, os que usam palas de Penafiel (há quem refira serem óculos de Penafiel) dizem que os rendimentos de Pinto de Sousa provêem das luxuosas e exclusivas moradias que desenhou na Guarda, o que tem lógica.
Já de Paulo Portas, coitado, só se ouve falar de um Jaguar que lhe foi oferecido pelo patrão e mesmo isso de forma legal. Hoje é um remediado mas honrado ministro dos negócios estrangeiros da nossa Pátria.
Como diz a roliça Cândida, tão catita e que lida com a maior escumalha que há no País: em Portugal os políticos não são corruptos.
Portanto Sócrates não foi corrupto, ladrão, anti-patriota, bandido ou líder de gang, nem sequer orientou o futuro ao próprio, família e amigos. Ficamos mais descansados.
Mas que governou mal, lá isso governou.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Obama e Mitt Romney - actores do burlesco

As campanhas políticas norte-americanas são extremamente artificiais, nalguns casos as situações observadas são caricatas ou dementes. O candidato republicano parece um vendedor de branqueamentos dentários e Obama, que tem tiradas perspicazes e surpreendentes, estraga tudo com piadolas e esgares treinados.
Os americanos mostram o seu desagrado pela comédia obscena e fingida dos seus políticos com elevadíssimas taxas de abstenção e com o total desinteresse pela política.
Mas a desgraça maior acontece nas Convenções. As duas principais são iguais na forma e no conteúdo, que é oco e enganador e os espectadores parecem saídos dum manicómio. Como apenas têm autorização para fazer e dizer o que lhes mandam e como, na sua maioria, não são actores/políticos profissionais, o resultado final da contribuição dos delegados, imprescindível para a credibilidade do processo, é desastroso com trejeitos e movimentações totalmente absurdas. 
Como sempre, até à náusea, um triste e burlesco espectáculo...

  

Reflexões


1 - A solução apresentada por António Borges para a RTP é incongruente. Entregar uma empresa pública a privados e pagar por isso não lembra ao diabo, só se for para manter os canais internacionais de cabo mas este serviço pode e deve ser auto sustentável. Talvez nem o próprio anunciante da ideia acreditasse no que dizia e estivesse apenas a provocar os adversários. Se era essa a intenção conseguiu-o em toda a linha.
Mas permanece o problema dos 300 milhões de euros que a RTP nos custa a todos anualmente. Acabar com esta despesa aliviaria a conta da electricidade ao povo e, mais um pouco, o deficit do Estado. Sobre esta questão Passos Coelho foi peremptório ao dizer que não é sustentável e tem de acabar. Sendo assim, como vai a RTP sobreviver no futuro? O mais certo é acontecer como em tantas outras matérias: chega-se a um compromisso e não se prejudica quem mais influência possuir. 

2 - Os cortes na despesa pública são maus para a qualidade de vida geral e todos estão contra. Se o Governo arranja mais um meio de reduzir custos logo aparecem vozes discordantes, principalmente dos directamente afectados. 
O problema é que ninguém diz onde se vai buscar a verba para manter o mesmo nível de despesa social. Antes era fácil e pedia-se emprestado ao estrangeiro, hoje esse método não é viável e ninguém aponta outro caminho. Sendo assim as criticas à austeridade são ocas, inúteis e apenas pretendem enganar o povo. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

RTP Concessionada?


Borges deve gostar de alimentar peguilhas sobre vários tópicos caros à esquerda e depois deleitar-se, na penumbra, com as reacções histéricas de socialistas, saudosistas, burocratas e outros parasitas, além, é claro, da já quase extinta brigada do reumático anti-fascista.
Mas a observação mais certeira e racional sobre esta polémica em volta da privatização/concessão da RTP vem de Passos Coelho. Aquela empresa custa 300 milhões de euros aos portugueses todos os anos e este esbulho, segundo Passos, não pode continuar. Quem não gosta de ser roubado, apoiará certamente esta declaração do 1º Ministro.
Por outro lado, ouvir os "excelentes" gestores da RTP dizer que dão lucro, revolta qualquer cidadão mais esclarecido e de boa fé. Eles conseguiram que a empresa viva dos subsídios que recebe sobrando uns trocos, nada mais. Embora, tendo em conta o regabofe que ainda há pouco era regra com os dinheiros públicos, se possa considerar um feito positivo.