domingo, 30 de setembro de 2012

Manifestações de indignados


O nosso povo já não sabe o que há-de fazer, ninguém vislumbra a luz ao fundo túnel. Ainda se depositaram algumas esperanças no actual Governo e no plano do FMI para a nossa recuperação mas não se vêem resultados e a situação é cada vez pior. O terror do que poderá advir no futuro, onde estão em causa os nosso filhos, deixa-nos desesperados.
Sendo assim, todas estas manifestações são um último recurso para os cidadãos mostrarem que acreditam que é possível resolver a actual crise. Apenas precisamos que os portugueses mais válidos nos liderem e nos conduzam no caminho certo.

Remodelação


Vítor Gaspar é a grande decepção deste Governo e se Passos quer remodelar rapidamente tem de chamar um novo Ministro para as Finanças.
Álvaro também deve sair porque é impraticável gerir um Ministério da Economia gigantesco. Poderá ficar caso aceite ver atenuadas as suas competências.
Borges é o mercenário do Governo pois não aceitou reduzir os seus proventos para ser Ministro (como fizeram patrioticamente os seus colegas de Governo) e quis ser consultor pago a peso de ouro. Deve sair também e ser chamado para o cargo alguém competente, íntegro e frugal.
Relvas não é um verdadeiro Dr. como os portugueses mais iletrados ou obcecados por títulos académicos tanto admiram. Por isso foi completamente descredibilizado e deve ser demitido sem hesitações.
O Ministro Portas deve abdicar em alguém do seu partido que não tenha a imagem tão desgastado aos olhos dos portugueses.  

Esta remodelação deverá sair após a aprovação do Orçamento para 2013 e, até lá, o executivo deve manter uma política de silêncio e recato totais.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Judiciária investiga ex-governantes PS


Polícia Judiciária efetua buscas em casas de três ex-governantes de Sócrates
Os ex-ministros Mário Lino e António Mendonça e ex-secretário de Estado Paulo Campos estão a ser investigados no âmbito do inquérito crime às PPP - Visão 

O PS não coopera com a direita na criminalização do enriquecimento ilícito o que iria facilitar a prisão destes criminosos. O motivo deve ser o de proteger os corruptos do seu próprio partido. Não se vislumbra outro para tão teimosa obsessão.

As PPP são maior crime perpetrado por governantes portugueses em prejuízo directo dos cidadãos e em benefício de alguns, nomeadamente no pagamento de melhorias académicas no estrangeiro. Ainda bem que se investiga. Esperemos que se prendam os ladrões. 

Será que a Interpol nos vai trazer algum criminoso de França, nomeadamente de Paris? 

Bem haja ao ACP e ao seu presidente!!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O Monstro





Temos um Estado gigantesco e sugador da economia do país que não pára de crescer e sugar cada vez mais quem paga impostos.
Quem arca com todo o festim são os impostos cobrados aos trabalhadores do privado e as empresas privadas. Mesmo o IVA pago pelos funcionários públicos provém de dinheiros dos impostos, portanto é um não pagamento de impostos.
O Governo tem tentado diminuir o monstro que é a despesa pública mas a defesa desta está bem blindada pela lei, inclusive a constitucional. Os diligentes juízes do Tribunal Constitucional, que são funcionários públicos, não hesitaram em por em causa o futuro do país e em impedir o Governo de reduzir o monstro.
A nossa economia vai continuar a definhar para sustentar este monstro que se criou após a revolução do 25 de Abril e os funcionários do Estado vão continuar a dispor de ordenados superiores, saúde melhor - até podem ir a hospitais privados que o Estado paga - e reforma por inteiro mais cedo.
Por falar em privilégios e roubos de políticos, não ouvi os manifestantes dos recentes protestos reclamar contra este esbulho, pago pelos mesmos de sempre: os trabalhadores privados e empresas privadas.
Como vai a economia crescer se os investidores privados sabem que boa parte do esforço, mais de metade, vai para o Estado para este, por sua vez, pagar os privilégios de todos os que vivem à custa do Orçamento. E estes não são só os políticos.



sábado, 22 de setembro de 2012

Uma ilusão?

Nos anos oitenta, nomeadamente no tempo de Reagan e Tatcher, o caminho para o crescimento económico assentava em 3 pilares principais:
 - Saneamento das contas públicas;
 - Estabilidade política e social e existência de uma economia de mercado;
 - Administração pública razoavelmente organizada.
Se um país conseguisse reunir estas três condições com sucesso atraia rapidamente investimento na sua economia e crescia fortemente.

As razões para esta receita simples ser uma quase garantia de sucesso económico para um país, seriam:
 - A circulação de capital, ou crédito, em abundância para investir na economia de bens transaccionáveis;
 - A existência de fortes delimitações geográficas aos investimentos desses mesmos capitais. Naquele tempo investir na Rússia, Europa de Leste ou China era proibido, em África era suicídio e na América Latina um enorme risco. Mesma na Ásia, com excepção de Coreia do Sul e Japão e outros pequenos “tigres”, não se investia. Nestes locais, onde ninguém colocava um centavo, ou o país estava falido, ou era marxista ou o nível de corrupção era tal que era necessário investir o dobro ou triplo para pagar as luvas. Sendo assim, a economia com base na indústria era um exclusivo de Europa e América do Norte.

Nesses mesmos anos 80, os Governos de Cavaco Silva conseguiram juntar com sucesso aquelas 3 premissas e muitos milhões foram investidos por cá, principalmente na industria de ponta e em zonas do interior. Foi uma época gloriosa de crescimento económico que não se repetirá.
Penso que é isto que Gaspar e Passos Coelho procuram: sanear as contas e reorganizar a administração pública com o objectivo de atrair investimentos na economia.
Mas hoje tudo mudou e o grande busílis actual é já não existirem as tais barreiras geográficas ao investimento privado mundial. Hoje vai tudo para a China e restante extremo oriente. Rússia e Europa de Leste procuram investidores e acarinham-nos e tem-no conseguido, África a América Latina estão lentamente a modernizar-se e começam a ser boas alternativas.
Por outro lado, a nossa administração, principalmente a Justiça, continua lenta, burocrática e abusadora e essa é uma grande dificuldade afugentadora dos investidores. Os impostos são elevados e o sistema fiscal incerto.
A conclusão é que a teoria de Passos e Gaspar pode estar ultrapassada e que estaremos todos a perseguir uma ilusão pois o mundo ocidental já não é o local de eleição para investir.
Sendo assim, poderemos concluir que sanear as contas públicas apenas permitirá continuar a viver de empréstimos a juros razoáveis até que tenhamos vendido o nosso país na totalidade. Os nossos descendentes não irão ter país para viver e este território talvez se torne um deserto, à semelhança do que já acontece no interior, ou se torne um país tipo Mauritânia ou Níger com habitantes miseráveis e errantes. A saúde e a educação, o sistema de segurança social geral, a segurança e a protecção civil serão ideais do passado.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Conselho de Estado


Esta reunião do Conselho de Estado é apenas mais uma palestra para inglês ver, onde nada se decidirá. Tudo irá continuar na mesma? É o mais provável pois o Sr. Presidente da República já informou que uma crise política, com ou sem eleições, será mau para o país. Toda aquela gente que está junto à residência oficial de Cavaco Silva está a fazer um reduzido magote de algum barulho e insultos em vão.
Mas, no fundo, toda esta contestação é uma perda de tempo.
Caso o Governo de Passos Coelho caia, o que é muito improvável, qual a sequência? Um executivo que acabe com a austeridade? Um Governo que aumente salários e reformas? No máximo, o cenário expectável será um recuo na trapalhada da TSU, de resto tudo irá continuar como dantes.  
Não há alternativa à redução contínua e inabalável de custos no Estado, ou continuação de austeridade, usando expressão diversa. Este postulado pode ser insultuoso ou inacreditável para muitos, mas parece ser isso mesmo: um postulado incontornável e inevitável.
Seria caricato observar o Bloco de Esquerda ou o PCP no Governo após vencerem uma maioria absoluta em eleições. Quando eles verificassem que não tinham o suficiente para satisfazer todos os compromissos públicos, nomeadamente ordenados e reformas sem ajuda externa, esqueceriam rapidamente tudo o que hoje bradam na praça pública.  

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O caos próximo


As contas saíram furadas a Gaspar; o CDS demarca-se do PSD; o PSD social-democrata demarca-se do Governo; centenas de milhar protestam na rua contra as mexidas na TSU; Bruxelas, pelos vistos, exige a implementação da baixa da TSU para empresas; a comunicação social ataca o Governo sem dó nem piedade, principalmente as TV pois todas querem manter a situação de descalabro financeiro na RTP pago por todos nós.
Sendo assim, ou Passos e Gaspar arranjam maneira de descer a TSU para empresas, mas sem aumentar o mesmo imposto para os trabalhadores, não se vislumbrando alternativa credível, ou a próxima remessa de dinheiro não vem, o país fica ingovernável e Passos cai.
E é assim que se derruba um Governo.

Presumo, que o actual 1º Ministro deseje sair o mais rápido possível tal a dificuldade em governar Portugal dizendo a verdade.

Por fim, tenho pena de Seguro. Nem lhe passava pela mente ser 1º Ministro tão cedo e ele sabe que lhe vai acontecer o mesmo. Vai ser atacado por todos os lados, vai ter os mesmos entraves legais e constitucionais e vai ter vida curta como 1º Ministro.

Mas tenho pena mesmo é de Portugal e dos portugueses desempregados, actuais e futuros. Não esquecem ilusões antigas e questiúnculas mesquinhas. Não aceitam, acreditam ou sabem que estamos à beira do caos, do fim da estabilidade e que o futuro está muito negro, sem luz ao fundo do túnel.
Os desgraçados que exclamavam nas manifestações Facebook "FMI fora daqui" são o exemp. da insensatez e ignorância.

domingo, 16 de setembro de 2012

António José Seguro


O PS e António José Seguro devem estar vigilantes e procurar congeminar o futuro. Se o Governo de Passos capitular serão eles a liderar o país, de novo, nesta fase de inferneira. Eu não os aconselhava a terem pressa porque não vivemos uma época ordinária, estamos em tempos de transição e ninguém de bom senso pode querer ser Governo numa situação como a que vivemos. Para além dos prejuízos agravados para a economia nacional resultantes de uma crise política.
Passos já disse que não se interessa com eleições, o que parece ser verdade, portanto, deixem-no consumar a dura e ingrata tarefa de sanear as contas do Estado para podermos regressar à regularidade o mais rápido possível (15 ou 20 anos?). Quando terminar a actual legislatura, o PS poderá tornar ao normal estatuto de um partido político e começar a regular luta democrática pelo poder. Até lá, os socialistas deverão empenhar-se em auxiliar o nosso país a retornar à sua independência.
Por outro lado, o país está sob intervenção financeira estrangeira. Governar assim, além de limitativo, deve ser humilhante.
Definitivamente, Seguro é um dos principais interessados na continuidade do Governo de Passos e Portas e deverá tudo fazer para o ajudar. Seja com propostas alternativas, seja com silêncios em momentos chave. PSD e CDS deverão ser mais cooperativos entre si e chamar sempre o PS para decisões indubitáveis para a nossa economia, como teria sido o caso desta anormalidade de diminuir a TSU para os patrões, sendo os colaboradores a pagar a festa.

Despedimentos na Função Pública

Perante estas manifestações por todo o país, bem aproveitadas por um extasiado Louçã que parecia o líder da arruaça, perante o repúdio de todos os quadrantes da opinião pública e mesmo do parceiro da coligação, Passos e Gaspar devem recuar na baixa da TSU para os patrões. De seguida deverão fazer a pergunta dos 100 milhões: que medidas vamos adoptar para estimular a economia e fazer descer o desemprego?
No próximo ano vamos ter de baixar o deficit para 4,5% e em 2014 para os 3%, ou seja o Estado terá de reduzir brutalmente ainda mais a despesa. Que misérias suplementares nos esperam perante tão hercúlea tarefa? Bom, os que hoje tanto se queixam, e com razão, do desespero em que vivemos, preparem-se: em 2013, 2014 virão despedimentos em massa na função pública. Este ano, sem pestanejar, o Governo já deixou 5000 professores no desemprego  e anunciou que os contratos temporários não seriam renovados. Mas isto não deve chegar e o número dos funcionários do Estado vai mesmo reduzir-se. O mito do emprego perpétuo para quem serve o público vai acabar em breve.
Sendo assim, os massivos protestos deste fim-de-semana são uma pura perda de tempo, tirando um putativo recuo do Governo no caso da TSU. Este, ou qualquer outro Executivo, terão de seguir implacavelmente a mesma política de austeridade ordenada pelos nossos credores. Passos, pelo menos, não nos tem enganado quanto ao que pretende fazer.

sábado, 15 de setembro de 2012

TSU

O Governo conseguiu unir todos os quadrantes contra si próprio ao tentar implementar esta ideia de baixar a TSU para empresas, subindo aos trabalhadores. O esquema é uma invenção de um qualquer economista para contornar a impossibilidade de desvalorização cambial mas, actualmente, ainda não passa de um teste e Portugal, conservador e merdoso como sempre foi, não é, de todo, o sitio apropriado para o testar.
Por cá estas inovações só serão aplicáveis depois de serem aprovadas em países que nós admiramos, nomeadamente a Inglaterra. Foi assim que as abjectas PPP começaram: implementadas na Gra-Bretanha foram logo importados por Cavaco e Guterres de maneira suave. Sócrates, vendo o maná à frente da tromba, usou-as de maneira obscena e arruinou o país.
Face à situação de emergência nacional que vivemos; à abertura para o diálogo que Seguro apregoou e à crispação popular que aumenta a olhos vistos, não seria má ideia o PSD e CDS dialogarem com o PS, aceitarem algumas suas propostas e fazê-lo apoiar outras. Querer impôr uma solução destas (baixa da TSU), que é uma grande incógnita, não faz sentido na actual realidade.
Falta saber se o diálogo e a convergência com o PS servirá para acalmar os ânimos da turba. É que nós somos pacíficos e de brandos costumes, mas se nos chega a pimenta ao nariz será difícil parar a revolta

  

Relvas o artista


Somos mesmo um povo de parolos e vivemos na parvónia. 

Este homem era um dos mais influentes e respeitados membros do Governo. Havia a impressão que ele era um grande advogado e os mais torpes afirmavam que era ele quem mandava em Passos Coelho.

Entretanto sabe-se do escândalo da sua licenciatura, legal mas vigarizada. Afinal o homem não era um Dr. dr. Doutor Bacharel ou qualquer outra idiotice parecida. De imediato a cambada de miseráveis mentais que proliferam por todo o lado deixam de respeitar o Sr. Relvas. A revolta da ruralidade era ainda maior pois elas deram a um sr. a importância devida a um dr., foram enganados os campónios.

Mas o pior de toda esta história tem a ver com o cambalacho organizado contra Relvas devido à RTP - o ponto fulcral de toda esta história ridícula. Os interesses defendem os seus interesses e contam com a ajuda intensa dos obcecados por títulos académicos.     

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Força camarada Gaspar


Gaspar admite atenuar austeridade anunciada
Ministro das Finanças diz que tudo depende dos cortes na despesa. Anúncio da Gaspar no Parlamento é mais uma tentativa para acalmar o parceiro de coligação - Expresso.

Só nas famigeradas PPP e energias renováveis, criando uma taxa adicional, poupava uma fortuna. Nas fundações outro tanto.
Mas a parte moral também é importante: acabe a frota automóvel do Estado (qualquer banana tem carro e motorista) limite as reformas a 2500 euros, diminua deputados, assessores e outros, acabe com privilégios. Só assim o povo aceitará melhor a receita que nos impõem 

À atenção de Gaspar: o método de Salazar


Muitos se interrogam como conseguiu Salazar equilibrar as contas do Estado praticamente sem a ajuda de ninguém.
É que ele tinha a moral do seu lado, os cortes eram a eito e ninguém ficou de fora. Os resultados apareceram rapidamente e deixaram boquiabertos todos os líderes nacionais de então.
Por isso, ele granjeou de imediato uma enorme reverência e respeito de todos os quadrantes e, mais tarde, lhe pediram o favor de liderar o Governo, incondicionalmente.
Claro que hoje vivemos uma época diferente mas a receita do ditador deverá ter ainda algo que se aproveite.

Redução da TSU


O Governo entende que são as empresas privadas, principalmente a banca e as exportadoras, que irão levantar o país. Mas esta medida de baixa da TSU é muito facilitadora, se o empresário quiser, se lhe der na bolha, compra um Ferrari ou uma casa com piscina à beira mar e marimba-se para o crescimento da sua empresa. Gaspar diz que irá controlar esta questão e penalizar fiscalmente estes desvios, mas isso deve ser tarefa impossível. Por outro lado, ter as empresas monopolistas tipo EDP ou PT a beneficiar deste privilégio é um escândalo. 
Mas o Governo deverá ser mais dialogante, nomeadamente com o PS e recuar, ainda está a tempo.


A vida de Sócrates em Paris


Sócrates, da sua cátedra parisiense, deve observar o seu sucessor e estranhar. Ele próprio foi um patriota, um 1º Ministro abalizado, possuidor de uma honestidade a toda a prova e hoje tem uma espectacular vida na cidade das luzes. Vive num caríssimo apartamento no centro da capital gaulesa, paga propinas astronómicas e, pasme-se, faz-se transportar num Audi topo de gama, com motorista e tudo. Claro que ele explica toda esta riqueza com negócios perfeitamente legítimos no âmbito da construção civil, que, há menos de um lustro, eram uma mina para os técnicos da área, principalmente os mais vocacionados e letrados.
Ora, o seu sucessor herdou uma situação financeira e económica dificílima, devida exclusivamente à crise internacional e que o socratista governou tentou evitar com as melhores práticas políticas, mas continua a alugar a mesma casa no Algarve, a viver num apartamento em Massamá e a possuir o mesmo carro. É injusto, pensará o nosso ex-1º ministro, um bom político tem de ter rendimentos para levar uma vida obscenamente faustosa e farta.  

Declarações de Gaspar hoje

Estamos a viver uma época de histerismo hiper sensível nas reacções às decisões do Governo. Aconteceu isso no caso da RTP e agora com as medidas anunciadas por Passos Coelho. Regra geral os mais histéricos são os mais directamente afectados. No caso da RTP, claro que os investidores em TV, privados, ficam preocupados pois a TV pública passaria a ter mais tempo de publicidade o que prejudicaria os seus negócios. Vai dai toca a atacar o sr Relvas turbo licenciado pelo seu lado mais fraco: as habilitações literárias. No caso das novas medidas, percebemos agora, anunciadas sob pressão da troika para autorizarem a flexibilização dos prazos, foi uma histeria total da direita à esquerda. Por exemplo, quem recebe largos proventos por ter uma fundação (Soares) mostra-se revoltadíssimo com o Governo e ataca-o sem dó nem piedade, usando a maior demagogia e, inclusive, desonestidade bacoca.
Tudo este caldo de pressão sob o Governo é bastante alimentado pelos idiotas úteis do regime, como ressabiados do PS de Sócrates ou saudosistas degenerados do comunismo soviético.
Vamos ver qual o plano para esta conferência do Ministro das Finanças.
Tudo isto é uma brincadeira de mau gosto, pois mesmo os mais execrandos detractores do Governo sabem que o executivo governa manietado pela divida que nos deixaram (não pela troika como referem os tais idiotas úteis).

ONU


Nações Unidas contra aumento de impostos às famílias
A Agência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento é contra o aumento de impostos em tempos de crise. Defende, aliás, uma redução das contribuições - Visão

Baixar os impostos às famílias e empresas em Portugal? 
Seria bom se fosse possível, não só agora mas em permanência porque o Estado devora a nossa riqueza, o que é insustentável. 
Mas depois quem iria pagar o salários dos 6 milhões de portugueses que vivem do Orçamento?
Nós temos de optar: ou queremos um Estado pouco interventor que assuma na plenitude o seu papel de regulador da economia e os impostos podem ser muito reduzidos; ou então queremos manter a situação actual em que o Estado intervêm em tudo e, na teoria, garante tudo, e os impostos só poderão baixar com a existência de crescimento económico.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Reclama pá!


Há uma grande revolta nas redes sociais e Internet em geral porque o Governo de Passos/Portas resolveu aumentar mais as receitas do Estado e diminuir as despesas com pessoal, beneficiando as empresas privadas. Estas reacções são humanamente compreensíveis pois todos gostamos de bons repastos em restaurantes, trocar de carro periodicamente, morar em casas cada vez melhores e ir de férias para sítios exóticos e na moda.
Até aqui tudo normal.
O que não é normal são as reacções de determinadas cabeças de esquerda radical que afirmam em tom revolucionário: viram? eu não tinha dito? este passos é um terrorista político que come portugueses ao pequeno almoço e está a tomar estas medidas porque é mau e quer fazer mal ao povo.
Vamos lá tentar explicar: a vida que tínhamos antigamente era paga com dinheiro emprestado e hoje ninguém, com excepção do troika, nos empresta. Sendo assim, temos que regular as benesses do Estado com o que o mesmo Estado recebe em impostos, taxas e outros. Certo? Certo!
A malta do privado que reclama deveria reclamar contra a nossa constituição e os funcionários públicos deveriam queixar-se dos governantes que nos enganaram a todos. Não venham agora crucificar quem tem de tomar estas medidas.
Presto a minha homenagem aos que não têm emprego e que não são ouvidos nem ajudados, principalmente aos casais com filhos e que estão ambos desempregados. Esses não reclamam, emigram e rezam por dias melhores.

domingo, 9 de setembro de 2012

Governo melhora comunicação


A equipa de coordenação das relações públicas do Governo está a melhorar e a amparar mais eficazmente a imagem do 1º Ministro. Ele já não aparece em querelas estéreis e em conversas inúteis e infindáveis com os papagaios da nossa vida pública, fala menos e, quando o faz é, geralmente, de forma institucional. Esta opção, que é novidade, resguarda sem dúvida a capacidade de Passos Coelho se fazer ouvir. 
Diz Marques Mendes que o Governo e o PSD na generalidade desistiram do combate político e deixam o PS à solta para dizer o que quiser. Segundo este ex-ministro o executivo não tem explicado ao povo a necessidade premente da austeridade. 
Será que são mesmo necessárias tais explicações? O nosso povo não é bronco e mesmo os mais simples eleitores já entenderam que não há dinheiro, estamos dependentes da troika e, se queremos manter a nossa independência pátria, deveremos rapidamente adaptar os gastos do Estado às receitas fiscais do tesouro público. Quanto ao PS também já se entendeu que nada do que eles dizem é sustentável e que estão de novo a enganar na argumentação com vista ao sufrágio autárquico. Basta olhar para França e verificar que o radical Hollande já esqueceu tudo o que disse na campanha e caiu na real. 
Mas falta coordenar práticas de explicação de pontos de polémica: nomeações na saúde, pouca fiscalidade a bancos e especulação bolsista, privilégios de políticos obscenos que se mantêm. Embora não tenha de ser Passos Coelho o porta voz, é essencial iniciar melhores práticas nesta matéria. E nisto o PS de Sócrates era exemplar. Existiam 4 ou 5 ministros com o dom da palavra, convincentes, que, quando necessário, explicavam eficazmente as posições do Governo de então.

sábado, 8 de setembro de 2012

Fim da Coligação PSD CDS


Se este Governo se desfizer, advirão várias catástrofes. De imediato para os dois partidos da coligação, particularmente para aquele que, aos olhos do povo, for o responsável pelo divórcio. Nas eleições seguintes os eleitores com certeza castigariam duramente PSD e CDS. 
Mas para o país a hecatombe seria total. Iríamos interromper uma linha política que nos tem custado os olhos da cara e, apesar das criticas generalizadas, ainda ninguém tem a certeza se é ou não errada a médio prazo. Sendo assim, os sacrifícios teriam sido em vão sem colhermos os eventuais benefícios que nos prometem. Por outro lado, já que BE e PCP não se assumem como partidos de governo, nem o povo acredita neles para tal, seria o PS a governar de novo e, sobre esta observação, não vale a pena tecer grandes comentários a não ser relembrar o que foi o último governo socialista e as posições totalmente enganadoras dos líderes PS actuais.
Esperemos que o nosso povo não seja mais uma vez traído.  


18% para a Segurança Social


Passos Coelho anuncia mais impostos. Eu divirjo. Meio país vive à custa do trabalho de outro meio país, Medina Carreira refere serem 6 milhões a viver à custa dos impostos pagos por 4 milhões, portanto uma relação ainda pior. Sendo assim, o Estado deveria reduzir esta albarda à bordalesa sobre os trabalhadores da economia privada, despedindo, reduzindo salários, reduzindo reformas até que a despesa pública fosse igual à receita em impostos. Talvez assim, menos cidadãos quisessem permanecer à sombra da bandeira e arriscassem uma aventura na economia de mercado.
Mas a posição do PS é execrável, hipócrita e mentirosa. Os socialistas de pacotilha arruinaram o país há menos de 2 anos e agora querem aparecer como virgens impolutas. Esta trupe quer enganar os portugueses dizendo que há alternativas à poupança e aos sacrifícios. O branqueamento dental de Seguro e o seu discurso cínico empestam o ar político que vivemos. Fosse o PS dirigido por gente politicamente íntegra e não actuariam desta forma capciosa. Prestariam uma enorme ajuda ao país apelando à formação de um Governo de Salvação Nacional que governasse até à reparação total das contas do Estado.     

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Governo Suicida?


Passos Coelho anuncia aumento dos descontos para a Segurança Social
O primeiro-ministro anunciou que as contribuição dos trabalhadores do setor público e privado para a Segurança Social sobe de 11% para 18%. Com isto, mantém um corte equivalente a dois subsídios no público e junta-lhe mais um no privado - Visão


Este Governo é suicida, faz tudo para ser demitido ou para perder todas as eleições que aí vêm, inclusivamente as legislativas. A revolta popular é tão intensa que o PSD poderá desaparecer e ser substituído pelo CDS na cena política, por isso até Portas se demarcou desta política, embora a vá sufragar. 
O demagogo Segura afia os dentes de contente e já pensa em ganhar as eleições para o Parlamento com maioria absoluta, ele referiu esse cenário em tom de brincadeira numa feira agrícola. 
E Cavaco? Vai tolerar este aumento de impostos? Se fosse ainda o confuso e inseguro Sampaio o Governo estava já demitido, com Cavaco ninguém sabe como irá reagir.
Mas o povo reconhece a coragem de Passos: dá a cara e dá ele as más noticias, olhos nos olhos, e não hesita em governar contra tudo e contra todos com a ideologia em que acredita.
O ambiente está de cortar à faca...

Obama o pacificador


Obama assume "falhas" e pede mais tempo para resolver "desafios"
O Presidente norte-americano, Barack Obama, aceitou a nomeação do Partido Democrata para a corrida presidencial na convenção do Partido Democrata - Visão

Obama não meteu o seu país em nenhuma nova guerra - daquelas em que eles se metem habitualmente e gastam triliões só para gastar os misseis e munições e dar uso ao restante material.

Só por isso merece ser reeleito.

Mais austeridade? Claro que sim!


Passos anuncia mais austeridade
Primeiro-ministro anuncia mais medidas de austeridade depois da quinta avaliação da troika. Passos Coelho fala antes do jogo da selecção - Expresso.

A austeridade aumenta a crise económica, que leva a mais austeridade, depois a mais crise económica e assim sucessivamente? Pois então continue-se com a esta política até à destruição final ou ao equilibrar dos sinais, ou seja, até que a economia comece a crescer - é esta a mentalidade ou o dogma dos financeiros que nos regem. Sendo assim, ou emigramos, ou morremos ou em alternativa começamos a trilhar novos caminhos e novas oportunidades e tentamos fazer crescer a nossa economia e a aumentar o volume de impostos pela via normal.   

Facebook e seus derivados


Pai mata filhos após saber que a ex-mulher trocou o seu perfil no Facebook
Um homem é suspeito de matar os dois filhos e cometer suicídio após descobrir, pelo Facebook, que a ex-mulher estava a viver um novo relacionamento - Visão

As redes sociais transformaram as relações entre as pessoas. Quem entra nesse mundo perde muita da sua privacidade e está on-line nos últimos desenvolvimentos pessoais próprios e dos restantes. Se esta nova visão é positiva ou negativa é algo que ainda tem de ser estudado e discutido pelos profissionais da sociologia e psicologia.
Este macabro caso não foi provocado pelas referidas redes sociais mas pela demência ou loucura do pai. Sendo assim, os detractores do Facebook e similares não devem aproveitar a morte de inocentes para argumentar a sua causa.  

Ciganos

Há uns anos assisti a um episódio envolvendo ciganos bastante caricato e revelador do carácter daquela gente. Sei que esta frase é racista, mas é um facto que poucos ciganos se destacam pela positiva.
Conto esta história na sequência da alegada descriminação que aquela etnia foi alvo por uma empresa de aluguer de casas para férias no Algarve.
Eu era cliente diário de um café que tinha bilhares na cave. Após tomarmos café e conversado, eu e um grupo de amigos descíamos à cave e jogávamos um pouco de bilhar snooker. Certo dia, começam a parar no local dois ciganos, também de forma diária, para jogarem bilhar livre nas mesas mais pequenas e beberem algumas cervejas. Durante meses tudo correu bem. Eles jogavam, bebiam, pagavam e saiam sem o menor problema. Até que resolveram aparecer por lá com um grupo de cerca de 10 ciganos e actuaram de maneira diferente. Começaram a pedir muita cerveja, pregos em prato, sandes de queijo fiambre e outras, whisky, francesinhas e outras iguarias. No final armam uma grande confusão de barulho, mas apenas entre eles e saem sem pagar. O pobre do dono do café disse-nos que já esperava tal coisa mas pelo menos o enorme prejuízo que teve serviu para se livrar dos ciganos. 
Passado cerca de um mês aparece o mesmo grupo mas com cerca de 25 a 30 ciganos, inclusive alguns velhos de enormes barbas brancas, vestidos de preto e chapéu. Os mesmos  dois que eram clientes habituais foram falar com dono do café, desculparam-se por não terem pago da última vez e pediram-lhe para lá fazem um festim, acho que era o aniversário de um deles, e que no fim saldariam todas as dividas. Mais uma vez, por medo de represálias, o desgraçado dono do café acedeu e deixou-os à vontade. 
Foi assustador ver o tal festim. O ambiente era pesado. Eles eram agressivos entre eles e falavam muito alto. Foi um fartote de francesinhas, pregos em prato e bebidas de toda a ordem que foram servidas ao grupo. Houve muita comida e bebida que nem sequer foi consumida. Eles pediam apenas pelo prazer de pedir, num total desperdício. No fim saíram todos para rua, começaram com conversas totalmente absurdas de violência gratuita, mas apenas entre eles e sem intenção de chegar a vias de facto, parecia que apenas queriam intimidar as restantes pessoas. Os ciganos velhos observavam absortos, sem intervir. De repente desapareceram todos do local, saindo em debandada em todas as direcções e nunca mais ninguém viu aqueles ciganos na zona.
A conta de centenas de euros, é claro, ficou por pagar.
Cerca de um ano depois mais uma dupla de ciganos começou a ir ao café jogar bilhar livre, na mesma mesa dos anteriores. Durante uns tempos tudo correu bem até que um dia apareceram com mais um e resolveram jogar cada jogo à cerveja. Ou seja, o que perdesse pagava 3 cervejas. Como se previa, o local onde estavam ficou inundado de copos de cerveja, uns vazios, outros meios cheios e a maioria intocáveis. No final da jogatana um deles dirigiu-se ao balcão para pagar com multibanco mas o cartão não estava activo. Disse que ia levantar dinheiro e que já voltava. Até hoje!          

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Seguro não quer austeridade


Se não tivéssemos um papagaio irritante como líder da oposição com ânsias de poder a todo o custo, mas antes um político de visão alargada e que explicasse aos portugueses o momento de emergência nacional que vivemos, haveria a possibilidade de consenso entre psd/ps/cds e parte do espartilho financeiro que vivemos estaria desarticulado.
Quer queiramos quer não, em breve, nomeadamente quando acabar a assistência financeira da troika, teremos de viver apenas com o que produzimos. O restante crédito que nos concedem destina-se somente a pagar dividas anteriores e já apenas é concedido, na sua quase totalidade, por investidores nacionais. Os estrangeiros fogem como da lepra da divida portuguesa. Sendo assim, temos de nos preparar para uma vida nova: ausência de crédito privado para financiar a economia ou a monstruosa despesa do Estado. 
Infelizmente, escondendo esta realidade, o papagaio irritante Seguro continua a dizer que não colabora com esta política de saneamento de contas públicas e continua a (tentar) enganar o povo mais inocente. Presumo que o incentivo de Soares pese na acção demagógica de Seguro.
Felizmente o nosso povo tem 800 anos de experiência de história, já passou por situações piores e, na sua maioria, não vai na conversa de todos estes manipuladores e ilusionistas. 

O Roubo BPN - Sócrates


O BPN foi um projecto criminoso monumental criado e gerido por um gang cujos cabecilhas eram figuras conhecidas do PSD, embora existissem membros de todas as classes polícias (em questões de dinheiro não há religião ou política). Mas o grande erro, intencional ou não, que nos faz pagar a todos os prejuízos do BPN foi a nacionalização decretada pelo inenarrável Sócrates. Ele e o seu  homem da toalha (Teixeira dos Santos) afirmaram que o sistema bancário português ruiria caso não assumissem o cambalacho BPN e fizeram-no e hoje estamos todos a pagar o maior roubo da história portuguesa.
Cavaco Silva, se fosse 1º Ministro, nunca trairia desta maneira atroz os interesses nacionais e se todos os portugueses estão a pagar o BPN é por culpa da nacionalização e essa foi engendrada e implementada pelo  indígete Sócrates. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Paulo Portas inocente

Ministério Público diz que não há indícios contra Paulo Portas
Cândida Almeida, diretora do DCIAP, informou que não foram "recolhidos indícios da prática de ilícito de natureza criminal" por parte de Paulo Portas "no processo dos submarinos" - Visão

Com Sócrates aconteceu algo semelhante. Foi perseguido enquanto 1º Ministro com acusações de ser um grande corrupto e ladrão. Mas nunca nada se provou e hoje vive confortavelmente como estudante em Paris onde tem despesas mensais de milhares de euros. Ainda há tempos veio à pátria, que tão desavisadamente serviu, de espada topo de gama e motorista. Os socratistas mais radicais, os que usam palas de Penafiel (há quem refira serem óculos de Penafiel) dizem que os rendimentos de Pinto de Sousa provêem das luxuosas e exclusivas moradias que desenhou na Guarda, o que tem lógica.
Já de Paulo Portas, coitado, só se ouve falar de um Jaguar que lhe foi oferecido pelo patrão e mesmo isso de forma legal. Hoje é um remediado mas honrado ministro dos negócios estrangeiros da nossa Pátria.
Como diz a roliça Cândida, tão catita e que lida com a maior escumalha que há no País: em Portugal os políticos não são corruptos.
Portanto Sócrates não foi corrupto, ladrão, anti-patriota, bandido ou líder de gang, nem sequer orientou o futuro ao próprio, família e amigos. Ficamos mais descansados.
Mas que governou mal, lá isso governou.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Obama e Mitt Romney - actores do burlesco

As campanhas políticas norte-americanas são extremamente artificiais, nalguns casos as situações observadas são caricatas ou dementes. O candidato republicano parece um vendedor de branqueamentos dentários e Obama, que tem tiradas perspicazes e surpreendentes, estraga tudo com piadolas e esgares treinados.
Os americanos mostram o seu desagrado pela comédia obscena e fingida dos seus políticos com elevadíssimas taxas de abstenção e com o total desinteresse pela política.
Mas a desgraça maior acontece nas Convenções. As duas principais são iguais na forma e no conteúdo, que é oco e enganador e os espectadores parecem saídos dum manicómio. Como apenas têm autorização para fazer e dizer o que lhes mandam e como, na sua maioria, não são actores/políticos profissionais, o resultado final da contribuição dos delegados, imprescindível para a credibilidade do processo, é desastroso com trejeitos e movimentações totalmente absurdas. 
Como sempre, até à náusea, um triste e burlesco espectáculo...

  

Reflexões


1 - A solução apresentada por António Borges para a RTP é incongruente. Entregar uma empresa pública a privados e pagar por isso não lembra ao diabo, só se for para manter os canais internacionais de cabo mas este serviço pode e deve ser auto sustentável. Talvez nem o próprio anunciante da ideia acreditasse no que dizia e estivesse apenas a provocar os adversários. Se era essa a intenção conseguiu-o em toda a linha.
Mas permanece o problema dos 300 milhões de euros que a RTP nos custa a todos anualmente. Acabar com esta despesa aliviaria a conta da electricidade ao povo e, mais um pouco, o deficit do Estado. Sobre esta questão Passos Coelho foi peremptório ao dizer que não é sustentável e tem de acabar. Sendo assim, como vai a RTP sobreviver no futuro? O mais certo é acontecer como em tantas outras matérias: chega-se a um compromisso e não se prejudica quem mais influência possuir. 

2 - Os cortes na despesa pública são maus para a qualidade de vida geral e todos estão contra. Se o Governo arranja mais um meio de reduzir custos logo aparecem vozes discordantes, principalmente dos directamente afectados. 
O problema é que ninguém diz onde se vai buscar a verba para manter o mesmo nível de despesa social. Antes era fácil e pedia-se emprestado ao estrangeiro, hoje esse método não é viável e ninguém aponta outro caminho. Sendo assim as criticas à austeridade são ocas, inúteis e apenas pretendem enganar o povo. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

RTP Concessionada?


Borges deve gostar de alimentar peguilhas sobre vários tópicos caros à esquerda e depois deleitar-se, na penumbra, com as reacções histéricas de socialistas, saudosistas, burocratas e outros parasitas, além, é claro, da já quase extinta brigada do reumático anti-fascista.
Mas a observação mais certeira e racional sobre esta polémica em volta da privatização/concessão da RTP vem de Passos Coelho. Aquela empresa custa 300 milhões de euros aos portugueses todos os anos e este esbulho, segundo Passos, não pode continuar. Quem não gosta de ser roubado, apoiará certamente esta declaração do 1º Ministro.
Por outro lado, ouvir os "excelentes" gestores da RTP dizer que dão lucro, revolta qualquer cidadão mais esclarecido e de boa fé. Eles conseguiram que a empresa viva dos subsídios que recebe sobrando uns trocos, nada mais. Embora, tendo em conta o regabofe que ainda há pouco era regra com os dinheiros públicos, se possa considerar um feito positivo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Liberalismo


Restauração desastrosa destrói pintura do século XIX
Uma espanhola de 80 anos decidiu "restaurar", sem pedir autorização a ninguém, uma obra de um pintor do século XIX, que decorava numa igreja em Borja. O resultado é uma pintura destruída e, provavelmente, irrecuperável - Visão

Os Liberais portugueses, vencedores da Guerra Civil na 3ª década do século XIX, são também culpados de enormes crimes contra o património cultural. Por falta de dinheiro, mas também motivados por um radical e pérfido sentimento anti clerical, resolveram extinguir e colocar em hasta pública todos os mosteiros católicos e respectivos bens. Centenárias,  estas instituições possuíam à sua guarda obras de arte antiquíssimas e de incalculável valor. Portanto, como seria de esperar, foi tudo destruído, roubado e vandalizado pela fúria ignorante e violenta das massas embrutecidas e vendedores ambiciosos.
A excepção foram os conventos de freiras. Vá-se lá saber porquê, os governantes liberais abriram uma excepção para as ordens femininas e a venda/rapinagem destes locais de mulheres de Deus só seria autorizada após a morte da última freira. Assim se salvaram algumas migalhas patrimoniais. 
Já não tinha sido suficiente a rapinagem dos franceses napoleónicos, esta desgraça veio pôr um ponto final no Portugal rico em antiguidades que hoje seria importantíssimo para o nosso turismo. 
Além de milhares de vidas e destruição na Guerra Civil, este foi mais um alto preço para termos uma Constituição igualitária, uma soberana corte e uma rainha para dar nas vistas.
Em Espanha não sei como foi, mas se perderam apenas aquele quadro do século XIX podem dar-se como sortudos, comparando coma a nossa triste sina.

Banca e banqueiros, bancários em maus lençóis


Restaurantes e hotéis preparam alternativa ao multibanco
Para evitar as taxas decorrentes dos pagamentos com cartão, os setores da restauração e hotelaria estão a preparar uma alternativa, que permite pagar os serviços através do telemóvel, avança o Diário Económico desta quarta-feira - Visão

A banca, outrora, não há muitos anos, pujante, arrogante, determinante em qualquer acto económico ou financeiro, está hoje enfraquecida e a beira da ruína. São milhares de casas entregues por falta de pagamentos; empresas em falência que deixam milhões em calotes bancários; são projectos, muitos na área turística, que são encerrados após avultadas verbas serem investidas; balcões que vão encerrando, quando no passado recente abriam em qualquer esquina com algumas dezenas de habitantes.
Pelos vistos, já ninguém ou nenhuma empresa tolera pagar taxas bancárias exorbitantes pela comodidade de usar o MB e ter o dinheiro automaticamente na conta à ordem.
O futuro, também para os banqueiros e bancários é muito negro, mas neste caso, com dizem os financeiros filósofos, a banca é o coração da economia, pelo que estamos todos mesmo em maus lençóis e para os próximos lustros.  

Tony Scott


Vídeo do suicídio de Tony Scott à venda
Segundo o site TMZ, que se dedica à vida das celebridades, houve alguém que filmou o momento em que o realizador saltou de uma ponte de Los Angeles e está agora a tentar vender o vídeo - Visão

Vale tudo, nenhum sentimento nobre é respeitado. O importante é ganhar dinheiro, seja a que custo for. Já nenhuma afronta à dignidade humana nos surpreende tal a voracidade pelo vil metal.
Felizmente as empresas de comunicação não compram este material indigno, mas, mais uma vez, não por nobreza de carácter mas por saberem que a exibição da desgraça humana desta forma, que traria lucros, iria prejudicar a imagem corporativa e, em última análise, os proventos financeiros.
Lucro, dinheiro, o fim de todas as coisas que justifica todos os meios.

Jardim: homem honesto mas irresponsável


Jardim desafia Estado a realizar referendo na Madeira
O presidente do governo regional da Madeira defende uma consulta popular que que "de uma vez por todas demonstre a vontade do povo madeirense" em matéria de autonomia - Expresso

Este senhor é o exemplo último de apego ao poder. Já deveria ter saído há muito tempo por mote próprio, mormente desde que arruinou as finanças da portuguesa Madeira de forma irresponsável e insuprível.
Queria que o Estado Português pagasse agora as dividas, que ele próprio criou, pois sempre pensou que os continentais se apavorariam com a ideia de independência da ilha e que pagariam tudo "ad eternum". Enganou-se e enfim surgem governos que lhe exigem menos inconsciência.

Jardim tem medo de ser ele próprio a pedir o referendo à independência porque  sabe que seria clamorosamente derrotado pelos seus conterrâneos e nem ele próprio quer deixar de ser português. Esta derrota arrasaria irremediavelmente o pouco prestígio que ainda tem. Sendo assim vem, de forma truculenta e provocadora, do género "agarrem-me senão eu mato-o”, exigir ao Governo que convoque o refendo. Mas porquê? Para quê?. O Governo tem mais que fazer e nem sequer se preocupa com Jardim. Jardim acabou, está a prestar um mau serviço à pátria portuguesa, de que os madeirenses são parte integrante definitivamente e deve sair o mais rapidamente possível. Como Lisboa, no tempo do irresponsável Sócrates, ele jogou a carta errada: endividar-se em tempo de crise financeira profunda e deve sair rapidamente. Estamos em democracia e quem erra deve demitir-se e Alberto João, embora honesto e empreendedor, é de uma inconsciência atroz, talvez por estar isolado na ilha não se tivesse apercebido de que os tempos de festa com dinheiros públicos e dividas findaram. 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mais críticas ao Pingo Doce


Deco contra restrição de cartões no Pingo Doce
Associação de consumidores considera que a não aceitação de pagamentos com cartões de multibanco e de crédito em compras inferiores a 20 euros prejudica a segurança e comodidade dos clientes. - Expresso

O Pingo Doce, desde que Alexandre Soares dos Santos se tornou o homem mais rico do país, está sob a mira das criticas dos idiotas úteis, ou invejosos, que pululam por toda a parte. O grupo, que é privado e não vive à custa do Orçamento de Estado, não pode tomar uma qualquer medida de gestão que cai logo sob as criticas fulminantes dos referidos cobiçosos. 
Mas o que é que a DECO tem a ver com o facto do Pingo Doce aceitar ou não cartões de crédito ou débito e em que condições? Desde que não existam práticas ilegais ou que prejudiquem de forma sub-reptícia o consumidor, nenhuma entidade se deve intrometer. Como existem outros grupos de distribuição, o consumidor que não queira andar com dinheiro e queira pagar com cartão bancário, pura e simplesmente não vai ao Pingo Doce, pode ir a outro grupo.
Já são muitos os comerciantes que não aceitam MB abaixo de determinado valor devido às usurpantes taxas e, pelo que parece, o grupo do Pingo Doce fez o mesmo. Caso contrário teria de repercutir nos preços dos produtos as comissões bancárias.

Festa e Regabofe com Sócrates e Companhia Lda.


Vacinas contra Gripe A compradas por 9,7 milhões foram incineradas
Cerca de 1,3 milhões que vacinas, que o Estado português adquiriu em 2009 contra a gripe A, por 9,7 milhões de euros, estão a ser destruídos este mês, após a validade ter expirado, segundo a sub-diretora geral da Saúde - Visão

No tempo de Sócrates era tudo à grande e à francesa. Até na compra de vacinas. Se não houvesse dinheiro os irresponsáveis governantes dessa época nem pestanejavam e pediam mais uns milhões emprestados, que o povo no futuro pagaria tudo (com juros) e as quantidades encomendadas eram sempre superiores ao necessário. 
Mas podemos referir também a pândega Parque Escolar; as facínoras PPP rodoviárias que até punham o Estado a pagar manutenção mesmo que ela não se fizesse e para construção de auto-estradas que se sabia que iriam ficar desertas de carros. E a alienação continuaria com Aeroporto, TGV até à ruína total.
Há quem diga que no fim Sócrates se lobrigou do que fez e fugiu para Paris. Claro que não foi por ter lucrado com a nossa desgraça.   
Estes factos custam a ser aceites pela trupe de socratistas que ainda sobrevive, mas as realidades devem ser proclamadas diariamente até que entre em todas as cabeças, mesmo as mais córneas e ocas.
Felizmente hoje vivemos com um Governo profundamente respeitador das verbas dos impostos e que gere de forma rigorosa o dinheiro que tanto nos custa a pagar. E mesmo sem troika teria o mesmo procedimento tal o rigor de actuação que tem demonstrado. Os portugueses podem hoje viver tranquilos com o uso que é dado aos fundos públicos, já não há pândega com o que é nosso, como aliás referiu Passos Coelho na festa do Pontal. 

GNR - Caça à Multa


A acção da GNR na fiscalização do trânsito tem sido totalmente ineficaz. Limitam-se a medir a velocidade numa caça à multa escandalosa e a fazer vistosas operações STOP com hordas de jornalistas a filmar, só para inglês ver.
A diminuição de mortos, feridos e de acidentes que se tem vindo a verificar nos últimos anos deve-se à melhoria das estradas, dos carros e de uma mudança de mentalidade dos portugueses que se vão inteirando da necessidade de conduzir em segurança. 
A GNR, com a sua desenfreada caça à multa em nada contribuiu para os melhores índices actuais, pelo contrário, estorvam com as operações de caça à multa, onde não é raro formarem-se enormes filas de carros e multa quase sempre quem não deve, normalmente condutores distraídos ou num momento de maior pressa. Os vândalos seguem impunes 
Prova disso é o facto do Governo ter anunciado recentemente que iria retirar à Guarda a fiscalização de trânsito nos arredores dos grandes centros urbanos e os GNR logo fizeram 2 grandes operações espectáculo: uma para o álcool e outra para a velocidade. O que é certo é que não se falou mais no assunto e a Guarda mantém os seus poderes de caça à multa desenfreada e totalmente inútil, intocáveis.

Armas químicas na Síria


Obama não tolerará recurso a armas químicas
Face ao atual conflito na Síria, o Presidente norte-americano adverte que as armas químicas constituem a "linha vermelha" que alterará a decisão de ainda não ter intervindo militarmente. Expresso

Ainda bem que Obama não tolerará o uso de armas químicas na Síria e intervirá caso isso aconteça. É pena que a posição de Obama e do mundo democrático em geral não seja mais avançada e não tolere também guerras civis ou violações de direitos humanos graves.
O mundo, a ONU, já deveriam ter intervido na Síria, por exemplo com exclusão aérea, para obrigar o regime genocida de Assad a parar as mortes e a sair do poder para que a democracia possa ser a solução para este infame conflito.
Quantos milhares de inocentes ainda têm de morrer, qual a dimensão de destruição da Síria que tem de acontecer para nos decidirmos pela ajuda ao povo Sírio?

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Crise no Bloco de Esquerda


Daniel Oliveira acusa Louçã de fazer "política suja"
Ex-dirigente, porta-voz e militante do Bloco de Esquerda desde a primeira hora, Daniel Oliveira ataca duramente Francisco Louçã. Diz que o líder mente, faz "estapafúrdias acusações" e promove "um triste espectáculo" ao vir "lavar roupa suja em público". - Expresso.

Este episódio da vida interna do BE dá uma amostra do que seria a Governação em Portugal caso a extrema esquerda alguma vez ganhasse as eleições. 
Loução revela, finalmente, a sua costela autocrática e ditatorial: sai, tarde e mais horas, devido à enorme derrota eleitoral em que o BE perdeu metade, repito metade, dos votos e deputados, mas não se inibe de apontar os sucessores e impor um "biunvirato". Ao melhor estilo norte coreano, note-se...
Daniel Oliveira, que está sempre contra tudo e contra todos, é também adversário dos seus correlegionários maoístas, marxistas, trotskistas e outros gangs que já estão no caixote do lixo da história.
Sendo assim, com o BE no Governo do país, seria a desgraça total, além do regresso da ditadura.

domingo, 19 de agosto de 2012

Tragédia Grega


A Grécia é um autêntico poço sem fundo, mandar para lá dinheiro é regar a fogueira com gasolina. E, já agora, eles não vão pagar nem um cêntimo.
Apesar desta tragicomédia, a miséria do povo grego avança assustadoramente e, como em Portugal, nenhum dos verdugos da economia grega foi julgado ou castigado, o que é inacreditável e revoltante. 

África do Sul

A investida imprudente dos mineiros e o massacre que se seguiu, fez lembrar as investidas da UPA, primeiro sobre colonos inocentes e desarmados, que massacraram enquanto puderam de forma selvática, e depois sobre o exército português. No caso do massacre dos civis brancos, negros e castanhos; homens, mulheres e crianças que os alucinados membros da UPA desmembraram e torturam até à morte, a táctica, indigna de seres humanos, resultou visto terem sob o seu lado o factor surpresa e as vitimas estarem desarmadas. Já quanto aos ataques ao exército nacional a conversa foi outra pois caíram sob o fogo das nossas G-3, disparadas por soldados avisados e treinados. Este aspecto levanta a questão da estupidez dos dirigentes da genocida UPA. É que segundo parece os assassinos iam sempre acompanhados de um feiticeiro que os convencia que as balas de branco não matavam preto. E eles iam em grandes hordas, de peito aberto, com o chumbo português pela frente.
Ver aqueles mineiros, curvados, armados de machados e catanas, investindo contra a polícia, armada com metralhadoras, fez lembrar os animalescos ataques da UPA, motivo primeiro do envio das nossas Forças Armadas para o Portugal Ultramarino ordenado por António de Oliveira Salazar.   

sábado, 18 de agosto de 2012

Massacre de mineiros na África do Sul


Os mineiros até podiam ter razão no seu protesto. Pelos vistos ganham pouco, vivem em casa miseráveis e o número de acidentes nas minas é elevado. 
Mas perderam-na quando queimaram vivos os dois seguranças da mina, mataram à paulada dois polícias e ficaram-lhes com as armas e resolveram atacar a polícia armados de catanas e outras armas rudimentares. 
Perante aquela investida o que havia a polícia de fazer? Deixar-se atacar?

Louçã deixa Bloco - FINALMENTE!


João Semedo e Catarina Martins líderam Bloco de Esquerda
É oficial: Louçã será substituído pelos dois deputados na liderança do BE. "É preciso inovar nas formas de representação" - Expresso

Finalmente o Diácono RRRemédios da Assembleia da República vai deixar a direcção do Bloco. Já o devia ter feito logo após as últimas eleições com o resultado vergonhoso que obteve.
Neste aspecto o BE age como a Igreja Católica: nunca actua com os assuntos na berlinda, antes deixa passar alguns anos e então altera. Parece que assim dá a impressão de não se deixar influenciar pela opinião pública e de só mudar após muita ponderação.

Falta de ideias


Conheço pessoas que, ao lerem no jornal alguma coisa que não percebem, fazem o seguinte raciocínio: «Este tipo tem ideias bestiais, eu é que não atinjo. Não sou tão inteligente como ele e por isso não consigo entender o pleno significado do que está escrito».
Pois eu não penso assim. Se não percebo alguma coisa, desconfio. E costumo chegar à conclusão de que o problema não é meu, mas do autor, que não se esforçou o suficiente para pôr tudo numa linguagem escorreita e acessível, colocando esse esforço do meu lado. Ou, pelo contrário, até se esforçou, mas para pôr tudo numa linguagem tortuosa – pois ainda há quem se refugie num palavreado difícil para disfarçar a falta de ideias.
(fonte: jornal Sol)

Derrocadas nas falésias


Famílias das vítimas da praia Maria Luísa pedem 900 mil euros de indemnização.
Cinco entidades públicas e o banheiro Celestino Monteiro foram processados, três anos depois da tragédia na praia de Albufeira - Expresso.

No local não havia placas a proibir a permanência devido ao perigo de derrocada? E os falecidos não foram para lá na mesma?
Lamento muito as mortes, mas elas ocorreram por irresponsabilidade e não por incompetência das autoridades.
E os herdeiros querem agora continuar a saga sacando algum ao Estado e ao nadador salvador...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Hacker Assange

Assange é um hacker da WWW que criou um site para divulgação de documentação secreta. Mais ou menos como os nossos ratos de tribunal que, de forma menos tecnológica, se vão entretendo a divulgar segredos de processos judiciais, a troco de dinheiro ou outras bencesses, deve ser essa a motivação e contribuindo para degradar a Justiça.
Só que o hacker Assange não conseguiu levar muito longe os seus intentos. O que se extrai dos milhares de documentos divulgados são conversas de faca e alguidar diplomáticas, como por exemplo insultos a dirigentes políticos ou criticas ao gosto de vestir de determinados governantes. Ao mesmo tempo iam-se descobrindo lados menos positivos de Assange como bebedeiras, delírios e crimes sexuais.
Quanto ao Equador ter dado asilo político ao hacker é apenas mais uma anedota sul-americana. O presidente equatoriano persegue e processa jornalistas no seu país por ataques de que é alvo nos jornais locais e vem agora tomar esta posição de excelso defensor da liberdade de imprensa ou pateta alegre.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Fraude e evasão fiscal

Há uns anos falou-se no método indiciário para combater a fraude e evasão fiscal. Era uma maneira simples, económica e eficaz de detectar casos de fuga aos impostos: se alguém que conduz um topo de gama ou mora numa moradia com piscina e declara o salário mínimo, seria chamado à repartição da zona para explicar como conseguira meios para aquele género de vida. 
Quantos biliões a mais não teriam entrado nos cofres públicos se esta política avançasse?
Mas a Constituição vigente não permite a inversão do ónus da prova e, portanto, deve ser a administração fiscal a provar a fuga ao fisco, podendo o referido método indiciário ser utilizado apenas em casos muito excepcionais e como complemento à investigação. 
Este é apenas um dos aspectos em que a nossa Constituição deve ser alterada, a proibição de inversão do ónus da prova é incompreensível. Ainda por cima a tal proibição de inversão do ónus da prova também tem defendido os corruptos que delapidam os bens públicos. Aliás, o PS tem combatido tenazmente, não se entende muito bem porquê, o fim deste antiquíssimo e ultrapassado princípio civilizacional     

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sócrates de má memória


Fala-se da original licenciatura de Miguel Relvas na Lusófona e vem logo à baila o duvidoso canudo de José Sócrates na Independente, com o seu anedótico Inglês Técnico.
Discute-se a lamentável investigação do Ministério Público no caso Freeport e surgem, inevitáveis, as referências a reuniões com Sócrates facilitadoras do projecto, a subornos e crimes de corrupção já prescritos ou prestes a prescrever. Desenrola-se o julgamento do processo Face Oculta e, a cada novo passo, vêm a lume as redes de influências e as trocas de favores em que aparecem os amigos de longa data Armando Vara e José Sócrates, cujas escaldantes escutas telefónicas foram zelosamente suprimidas do processo. Debate-se o insuportável negócio das PPP, que irá asfixiar financeiramente os portugueses nas próximas décadas, e vêm de imediato a terreno as responsabilidades de Sócrates, dos seus ministros e do seu dilecto secretário de Estado Paulo Campos. E por aí fora: desde os projectos arquitectónicos de mamarrachos na Guarda às megalomanias da Parque Escolar ou do TGV, as intervenções de Sócrates deixaram invariavelmente atrás de si um rasto muito pouco recomendável.
(fonte Jornal Sol)

Pontal 2012

Passos Coelho afirmou no Pontal que pretende recandidatar-se ao cargo de 1º Ministro. Não se entende o que tem o poder de tão atractivo que leve um homem, que estava confortavelmente instalado na vida, a querer continuar no mal pago cargo de chefe do Governo, num país que vive no caos deixado pelo Governo anterior.Ainda por cima sujeitando-se a insultos, manifestações de desagrado da população e demagogia (mais cinismo ou irresponsabilidade) da oposição parlamentar. Há quem diga que só quem sente a sensação de ter o poder nas mãos é que entende este género de opções pessoais.
Mas o mais importante do discurso do 1º Ministro foi ele ter informado que o regabofe no tratamento dado aos dinheiros públicos terminaria. Muito bem! Enquanto Passos e Gaspar estiverem no Executivo com certeza que os roubos e desvarios não voltarão, mas é necessário criar condições para penalizar severamente quem, no futuro, usar com má fé o dinheiro de todos nós.
Como dizia Margaret Hilda Thatcher: "o socialismo só dura enquanto durar o dinheiro dos outros"  

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Tragédia na Síria



Pobre povo sírio. Estão a matar-se uns aos outros. E tanto ódio porquê? Uns porque querem defender e outros porque querem derrubar um regime, ditatorial, radical, genocida, destruidor e corrupto que teima em não largar o poder.
Apesar de a pala que alguns usam de anti-americanismo e anti-ocidente (países mais civilizados do planeta mas que esta gente culpa de todos os males), convém manter a frieza mental e a coerência sã e pensar que se este regime dinástico sírio tivesse democratizado a política interna há anos atrás, hoje não haveria guerra civil.
E não esquecer que tudo começou com uns protestos em Damasco, perfeitamente pacíficos, embora não autorizados, que os genocidas governantes tentaram extinguir lançando de imediato a aviação e artilharia sobre os manifestantes.
Há muitas jogadas de bastidores e muita contra informação e mesmo mentiras para derrubar a ditadura Síria? Claro que há! Mas quem defende a democracia admite o uso de todas as armas para acabar, de vez, com todo e qualquer regime autoritário.
    

domingo, 12 de agosto de 2012

Privilégios de políticos


A lei de limitação de mandatos nas autarquias é totalmente justa e deve ser alargada a outros cargos públicos como deputados, ministros, governos regionais. Louve-se Sócrates pela coragem com que instaurou esta legislação.
Mas outras medidas de moralização da vida pública devem avançar como o fim de privilégios injustificados de todos os dirigentes da administração pública; fim das nomeações de boys para cargos na administração publica, substituindo-as por concursos públicos transparentes; modificação das leis anti corrupção, como a legalização da inversão do ónus da prova, para facilitar a penalização destes criminosos; acabar com o escândalo da gigantesca e luxuosa frota automóvel do Estado.
Enfim, há um grande caminho a percorrer para dar, de novo, prestigio à politica e ao Estado e o actual Governo, que só pensa na redução do deficit, doa a quem doer, deve começar a dedicar-se também a estas questões.

Fim do Império

O fim das várias colonizações portuguesas teve uma característica
única a nível mundial: no fundo os colonizados queriam continuar a ser portugueses, desde que com mesmos direitos e dignidade, mas o radicalismo serôdio, ou conservadorismo, da metrópole não permitiu que tal acontecesse.
No caso de África, caso os indígenas tivessem começado a ser tratados com respeito e de forma igual aos brancos, pelo menos desde o fim da 2ª guerra mundial, nunca se iniciariam os massacres e as guerras pela libertação. Timor ainda hoje se considera uma terra portuguesa e o Brasil exigiu ter o mesmo estatuto de Portugal num Reino Unido Portugal Brasil. Em todos os casos Portugal reagiu mal, quis manter o estatuto de colonizador ou potência administrante e goraram-se as expectativas de um grande país igualitário em 3 continentes, como já referi, caso único a nível mundial.
O acordo ortográfico não passa de uma das tentativas de atenuar a frustração pelo fim desse sonho devido a pequenas e mesquinhas susceptibilidades. Mas agora já é tarde, frase que nos caracteriza na perfeição.
Quanto ao povo brasileiro, é notável que gosta de ser irritante: são as anedotas, a questão ridícula do achamento, a mania de querem ser anglófonos, os elogios hipócritas. Ainda por cima, os portugueses que vão para lá passam a falar com açúcar passadas poucas semanas.   

Ataque de Israel ao Irão



Um presumível ataque de Israel às instalações nucleares do Irão, cuja previsão de realização não está ao alcance das mentes mais simples, é totalmente compreensível, apesar de ser contrário às leis internacionais e muito perigoso para o ruir da instabilidade do médio oriente, se é que aquela zona alguma vez foi estável nos últimos 60 anos.
Não se vê como provável o cenário de Israel admitir conviver com um regime clerical e radical no Irão armado com armas nucleares. Ainda por cima o frénetico mental, Mahmoud Ahmadinejad, nega o holocausto, diz que os fogões de  Auschwitz-Birkenau não tinham capacidade para queimar tenta gente em tão pouco tempo, quer a destruição de Israel e afirma, sério, que no Irão não há homossexuais.
Ora, como é possível que os israelitas possam sequer admitir que um regime da estirpe do iraniano, dominado por gente, no mínimo, estranha, possa sequer sonhar em ter armas de destruição em massa como as nucleares?
Mas, talvez depois da Síria, as atenções dos organizadores de oposições de ditaduras se voltem para o Irão. Como se viu após as últimas eleições, existe uma oposição muito forte na ex-Pérsia ao regime dos Ayatollah, mas o radicalismo e poder do regime iraniano é tal que só após um banho de sangue cairia. A guerra na Síria é uma brincadeira de crianças comparada com uma guerra civil no Irão. Esperemos que não aconteça embora pareça evidente ser o único caminho para que deixe de haver governos  anti-Israel no médio oriente.


sábado, 11 de agosto de 2012

Guerra Civil na Síria

Esta guerra civil já não acaba com diálogos e mediação. Não esquecer que tudo começou com o lançamento da aviação e artilharia contra as primeiras manifestações civis pró democracia e liberdade. As posições extremaram-se e existem agora dois grupos radicais que querem a destruição do outro. No meio está o povo sírio a sofrer as consequências.
O problema das ditaduras férreas, como a da Síria, é criarem uma tal estrutura de repressão e um estado policial de tal maneira denso que mesmo que os principais dirigentes o queiram dissipar não o conseguem. Digo isto porque me parece que Assad está aterrorizado e deverá querer sair e acabar com o regime, mas não deve ter condições de segurança para tal
Esperemos que os Sírios consigam rapidamente voltar à normalidade, se possível com democracia, liberdade e respeito pelos direitos humanos. Eles são tão humanos como nós, povos livres.

Férias no Algarve


Há uma característica intrínseca e generalizada do povo Algarvio, mais do litoral note-se: a ânsia em explorar quem os visita até ao tutano, até ao osso, até sair sangue. Principalmente nos 3 meses de Verão. E os algarvios fazem-no como se não houvesse amanhã, num esquema previamente montado e sem falhas. Não é raro, pelo contrário, ouvir relatos de autênticos assaltos a turistas em restaurantes, cafés, hotéis  ou uma qualquer outra actividade ligada ao turismo. Mas o grave é que o fazem sem aviso prévio, como a lei impõe aliás. Por exemplo, ao ler a ementa, o cliente faz contas e pensa gastar 50 € e no fim sai-lhe 80 ou 90 €. E, caso reclame, a argumentação do negociante é sempre imbatível e irredutível.
Sendo assim, os mais esclarecidos sabem que quem for para o Algarve apanha sol e mar mas também valentes coças nas contas que irá pagar. É tão inevitável como a morte.
Não se pense que este escrito é anti-algarvio. No Algarve a exploração do cliente é apenas mais exuberante. No resto do país do litoral a visão de curto prazo e do fartar vilanagem sobre os pobres turistas é total e generalizada. 
Pena que os nossos comerciantes não entendam que cliente enganado é cliente perdido, além de desperdiçarem a publicidade que um cliente satisfeito traz.
É razoável pensar que os lucros que temos com o turismo se multiplicavam a prazo se a clareza e honestidade na relação com os turistas fosse norma. As boas contas fazem os bons amigos. 


terça-feira, 7 de agosto de 2012

FNAC


Governo rescinde contrato milionário com fábrica de painéis solares
O Governo rescindiu um contrato de investimento entre a AICEP e a RPP Solar, no valor de 1.052 milhões de euros, destinados à construção de fábricas de painéis fotovoltaicos, em Abrantes, que deveria criar quase 2 mil empregos - VISÃO

Há uma grande diferença na prudência e respeito pelos dinheiros públicos entre o actual executivo e o anterior. O do PS assinava tudo, desde que houvesse promessa de criação de emprego e depois não fiscalizava nada, dava rédea livre desde que parecesse para inglês ver; o actual anula tudo o que apresente o mínimo risco de ser um embuste ou tentativa de roubo de verbas públicas.
Este projecto em particular parece grande demais e bom em demasia para ser verdade, mas o empresário jurou que a laboração arranca em Janeiro próximo, sem apoios estatais. A ver vamos. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Queda do regime na Síria aproxima-se?


Mais cedo ou mais tarde as ditaduras caem, sempre. A única diferença entre elas é que as mais férreas e assassinas demoram-se a cair, só isso.
Uma expressão de Bashar al-Assad vista hoje na TV mostra que ele está aterrorizado e não sabe como fugir e desistir do poder. No fundo está refém do regime de que ele é a cabeça. 

Rendas de casas congeladas desde Salazar


A lei de congelamento das rendas criada por Salazar, continuada e aprofundada pelo regime do PREC e pelos governos democráticos que se seguiram foi um enorme erro político, económico e social de que ainda hoje se sentem consequências. O Estado meteu-se onde não era chamado e deu no que deu 
E vai ser muito duro, mais uma vez, corrigir esta situação. E temos de o fazer pois sem um mercado de arrendamento nenhum país se desenvolve de forma equilibrada 

domingo, 5 de agosto de 2012

Israel


Reunião dos países Não-Alinhados sobre a Palestina foi anulada depois de Israel de proibir a passagem de vários ministros pelas suas fronteiras - Expresso.

Se Israel não fosse acossado por todos os lados, talvez não fosse tão agressivo e vivesse normalmente, o que desconfio que é só que eles querem: viver normalmente.
Mas os fanáticos locais não querem normalidade por lá enquanto Israel existir.
Por outro lado, aquela região, dominada pelos extremistas da religião, teria muito a ganhar com a normalização das relações israelo-árabes. E não só a nível económico.

Escola de Surf encerrada


Muitas dezenas de surfistas concentraram-se hoje junto à praia de Ribeira d'Ilhas (Ericeira) para protestar contra o encerramento compulsivo e processo de expropriação de um campo de surf pela câmara municipal de Mafra (...)"Isto é uma invasão de propriedade privada. Penso que não estamos num estado comunista - a câmara decretou utilidade pública para montar um centro de negócios pior do que o que cá está", disse aos jornalistas José Maria Pyrrait, treinador de surf - Expresso.
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Não conheço bem o caso, mas pelo que percebi destrói-se um local de concentração de surfistas por mais um centro de negócios em betão.
Portugal precisa de ser melhor e diferente e com estes exemplos não vai lá. 
Também a destruição do Algarve foi o maior crime da história do nosso país. O Algarve poderia ser a melhor estância turística da Europa e não passa de um imenso galinheiro, caríssimo e apinhado de gente 2 meses por ano.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Salários chocantes em Fundações Públicas


O Governo PSD/CDS, num quadro muito difícil de ruína causada pelo anterior executivo liderado pelo licenciado irregular Sócrates, tem vindo a tentar salvar o nosso Portugal de tantos desmandos e roubos.Este das Fundações é apenas mais um. Mas ninguém até hoje, com excepção deste Governo, teve coragem de tocar neste assunto. Gente que se aproveita das facilidades com que se move nos meandros do Estado para ocupar lugares bem pagos nestas instituições. Para si, amigos, família, parentes e a quem der mais.
Vou destacar também o Ministro Álvaro, como gosta de ser tratado. Tem sido atacado pelos motivos mais fúteis e mesquinhos pela cambada que se dedica a denegrir pessoalmente os governantes. Mas ele tem seguido rigorosamente o seu caminho e vai anunciando reduções dos gastos do Estado como nas criminosas PPP que os anteriores assinaram, blindando escandalosamente a diminuição de rendas, novos investimentos e alterações legislativas para tornar mais competitiva a nossa economia. Enfim, vai remando contra a maré de preguiçosos, estatistas e parasitas que pululam por todo o lado e só pensam em viver à custa do erário público.  

Que se lixem as eleições

O PSD, regra geral, esteve sempre muito mal acompanhado em matéria de aconselhamento na estratégia de relações públicas. No caso de Passos Coelho é um tanto exagerada a incompetência destes técnicos, profissionais, que orientam o 1º Ministro. Numa altura em que se aconselha recato e muitos silêncios ao Governo, pelo contrário, os referidos técnicos mandam os Ministros falar mal vejam um microfone à frente e, ainda por cima, usar linguagem agressiva, inocente e pouco dignificante.

Fundações parasitas


Governo encontra salários "chocantes" em fundações.
Conclusões do censo obrigatório a centenas de fundações revelam, segundo o Governo, que há gastos excessivos com o pessoal na maior parte delas - Expresso. 

Este é o retrato do Portugal mesquinho, manhoso e parasita que vive à custa do Estado. Aproveitando uma presumível boa acção social, alguns vão amealhando remuneração e chamando amigos e familiares para se aproveitarem do festim.
Há com certeza boas instituições que merecem as isenções a ajudas e até poupam dinheiro público, mas há outras (pelo que refere o relatório, a maioria) que apenas servem para sustentar parasitas.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Michael Phelps, o maior atleta dos JO


Este super atleta Michael Phelps tem todo o mérito e não deve haver batota com medição ilícita, portanto não lhe apontaram, até hoje, desconfianças e insinuações. Já com Ye Shiwen, a jovem chinesa de 16 anos que esmagou o recorde do mundo dos 400 metros estilos, foi diferente e muitos acusam-na de práticas ilegais.
Esta questão apresenta laivos, embora mínimos, de racismo. O americano pode ser um super-homem, mas a chinesa (de raça diferente) não tem as mesmas possibilidades.

terça-feira, 31 de julho de 2012

1 ano de PSD/CDS


É mais fácil despejar e aumentar a renda aos inquilinos; é mais fácil despedir e pagar menos aos trabalhadores; o Estado reduz remunerações aos seus próprios trabalhadores, nos últimos 2 anos cerca de 30% de rendimento a menos; os investimentos do Estado caíram a pique e as rendas garantidas das PPP vão ser fortemente taxadas (espera-se que a energia seja abrangida); a saúde, educação e justiça estão consideravelmente mais caras; os bens do Estado são vendidos ao desbarato (o Pavilhão Atlântico valeu 1/3 do custo de construção, em 1998); os impostos estão no limite do esbulho; o desemprego desgraça 700 mil portugueses...etc.
Perante isto o Governo segue, implacável, o seu caminho. Não se detém por nada, não ouve ninguém. O Bispo das Forças Armadas e Mário Soares criticaram de forma inocente e incongruente as políticas do Governo e, estranhamente, acabaram desacreditados. O próprio Paulo Portas (que é o nº 2 do executivo e não Miguel Relvas como se diz) já avisou que a sua visão do caminho a seguir não pode passar certos limites, nomeadamente em impostos a privados. Ainda hoje, técnicos da própria comissão de orçamento afirmam que os limites do deficit não deverão ser atingidos.
Perante este caldo explosivo, Gaspar mostra-se despreocupado e nem dá satisfações. Passos entretém-se em discursos populares com ar cansado e envelhecido.
É caso para perguntar: donde vem a fé dos nossos governantes, o que esperam para o futuro, que novo mundo idealizaram para o nosso povo?

Heróis de papel


Telma Monteiro - a eliminação da porta-bandeira de Londres 2012 foi, naturalmente, um golpe duro na consciência de um país que, apenas de quatro em quatro anos, alarga os seus horizontes sobre o fenómeno desportivo. Mas foi ainda mais cruel para a judoca - Visão

Por este ou por aquele motivo, nós temos o defeito, ou imprudência, de atribuir mérito a quem ainda nada fez. Ou porque é fotogénico, ou simpático, ou tem o cabelo louro ou outras razões mesquinhas.
Telma até pode ser boa judoca, mas caiu nas boas graças da opinião pública e sente o peso da pressão para ganhar, o que só a prejudica.
Os parabéns ou as expectativas só devem ser atribuídos a quem já deu mostras de valor no passado, no caso vertente, a quem já ganhou uma medalha olímpica. 
Outros exemplos de expectativas exageradas são os gémeos Castro ou Fernando Mamede, convenceram-nos que eram os melhores e foi o que se viu. 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

SWAT lusa entra em acção!!


"Alerta de atentado em Lisboa era falso
O Comando de Lisboa da PSP encerrou esta tarde o trânsito no quarteirão em redor da embaixada de Israel em Lisboa, após um alerta de que poderia existir um carro armadilhado nas imediações do edifício" - VISÃO

Finalmente Lisboa entra na alta-roda da política internacional: ameaça de bomba árabe e grande aparato policial no centro da capital, coração do pais. 
Será que saiu na CNN ou BBC NEWS?

Os mais entusiasmados devem ter ficado tristes pelo artefacto não ter sido encontrado ou explodido em segurança, demonstrando assim a eficácia das nossas "forças de segurança anti-terrorista".

sábado, 28 de julho de 2012

Grã-Bretanha


Nunca se entendeu claramente o fascínio que os ingleses exercem no português. Até temos um proverbio importante "para inglês ver" o que num povo fã de provérbios é significativo.
Aquela gente inglesa, apesar de nos orgulharmos de termos com eles a aliança mais antiga do mundo, já nos traiu várias vezes e humilhou outras tantas. A maior das quais foi o famoso mapa cor de rosa, uma humilhação total que deixou a Europa inteira a rir-se de nós.
É certo que eles nos ajudaram nas invasões napoleónicas, morreram muitos soldados ingleses, mas tudo por interesse anglo, nunca para honrar a tal aliança.
Vieram muitos nobres britânicos desocupados para cá e criaram e desenvolveram o Vinho do Porto. Mas será que permitíamos a mesma ousadia a franceses ou galegos? Ou será que os ingleses nos autorizavam a explorar e a dominar um qualquer produto inglês? Nem pensar!
Nós somos um povo subordinado ao brilhantismo britânico, brilhantismo talvez impulsionado pela enorme quantidade de álcool que gostam de ingerir em grandes turbas alucinadas, mas poderíamos pensar em esquecer a paixão pelos "bifes"  e começar a gostar mais do nacional luso.
E, não hajam ilusões, os "britons" gostam deles próprios e desprezam todos os outros. Mesmos os estadunidenses, que veneram os antigos colonizadores, são desprezados pelos britânicos só porque tiveram a ousadia de os derrotar da luta pela independência nacional.