domingo, 13 de maio de 2012

O culto da imagem


Com a cara de um castanho muito escuro e o cabelo descolorido, a norte-americana Patricia Krentcil, de 44 anos, compareceu no tribunal, na semana passada, para se defender da acusação de maus tratos à filha de 6 anos. A menina ruiva, sardenta e de pele muito branca, terá contado na escola que lhe doía o corpo, porque estivera com a mãe num solário - e no Estado de New Jersey, onde moram, estes equipamentos estão proibidos até aos 14 anos. A mãe só saiu em liberdade, depois de ter pago uma caução de 2 500 dólares (cerca de 1 900 euros). 
Fonte: Visão
Há gente completamente irresponsável: desde comprar medicamentos para emagrecer na candonga; a expor-se a radiações nos solários só para ter uma cor bronzeada em Janeiro; a colocar implantes mamários para ter um peito de fazer inveja; sujeitar-se a dietas suicidas antes do Verão; a operações de risco para perder banha ou ajeitar o nariz e sobrancelhas. Toda a sorte de loucuras são praticadas nestes tempos de exacerbação do valor da imagem e do aspecto.
(curioso como poucos se interessam pelo interior dos outros, apesar de este poder ser bera ou mesmo criminoso).
Quando este tipo de conduta se estende a crianças inocentes estamos perante prática criminosa e a lei tem de actuar e penalizar com cadeia o criminoso. Mais uma vez são os EUA, tão odiados no resto do mundo, que mostram ter um verdadeiro Estado de Direito e a serem pioneiros nesta matéria.

Alexandre Leite Baptista


Alexandre Leite Baptista é o tal juiz de Portalegre que obrigou um banco a aceitar a casa para pagamento da totalidade do empréstimo à habitação em dívida.
A decisão do juiz Alexandre deve ter sido bem fundamentada pois o banco Crédito Agrícola não recorreu.
Nos EUA, país acusado de práticas de liberalismo radical, a entrega da casa anula a dívida. E não pode deixar de ser assim. Afinal para que serve a hipoteca da casa?  
Mas os bancos lusos não querem correr riscos e querem que o seu negócio corra como as PPP: o lucro é para eles o prejuízo é sempre para o cliente.
Os banqueiros exigem: seguro de vida, fiadores, seguro de vida para os fiadores, hipoteca do imóvel. E mesmo assim ainda querem ter a garantia de que a casa não desvaloriza, o cliente não morre, adoece  ou fica desempregado.É o chamado negócio da China.
E para que serve a avaliação inicial do imóvel? O cliente paga centenas de euros para lá ir um "inginheiro" dar uma vista de olhos em 5 minutos e dizer quanto vale! Isso qualquer um faz, não é preciso pagar a um técnico especializado. Uma avaliação profissional tem de prever variações futuras, responsabilizando o avaliador pelas mesmas, para que o banco posso ponderar a viabilidade do negócio.
O Governo que tanto quer que o povo alugue em vez de comprar casa, tem de legislar e acautelar que, nos contratos futuros de compra de imóvel, o bem em causa responde pela totalidade do empréstimo. E os bancos que se adaptem às regras e deixem de ser piegas. 









sábado, 12 de maio de 2012

Fátima


O fenómeno de Fátima é a mais bem elaborada operação de marketing de uma instituição em Portugal, de todos os tempos. E uma das melhores do planeta. 
Conseguir, num tempo de materialismo e consumismo desenfreado, reunir 300 mil pessoas com um fim comum, a maioria indo a pé ao longo de centenas de quilómetros, é um feito notável. 
A liderança deste prodígio está nas mãos da Igreja Católica, é nos cofres desta instituição que caem os milhões de euros que os devotos lá deixam todos os anos. Sendo assim, sem margem para dúvidas, é à Igreja que cabem os grandes benefícios materiais do evento. 
Os políticos, por mais extremistas, materialistas ou ateus que sejam não se atrevem a atacar o extremo poder de Fátima, tal a reprovação que isso levantaria no povo. 
Mas será que Cristo ou Deus quereria tamanha devoção? Não esquecer o ataque aos vendilhões do templo. Por outro lado, talvez o sobrenatural ficasse mais satisfeito com uma ajuda aos pobres do que com os gastos em idas, dormidas e refeições numa peregrinação a Fátima. Mas claro, isso depende da consciência de cada um. Além disso, há também o caso dos menos solidários ou mais cruéis durante o ano que desanuviam a consciência anualmente em Fátima ou ao Domingo numa qualquer paróquia. Mas também aqui estamos no domínio da consciência de cada um.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Povo confia em Passos e Gaspar

Sondagem surpreendente!
9% do povo português confiava no Governo Sócrates; 29 % do mesmo povo confia no Governo Passos Coelho, apesar deste estar a implementar uma política radical de corte de direitos e, segundo economistas afamados, a economia portuguesa estar a ser destruída pelas medidas do Governo actual.
Como é que a opinião de um povo sobre os governantes muda tanto em tão pouco tempo?
Alguém no passado disse: as sondagens valem o que valem...e nunca teve tanta razão.
Será que o nosso povo é masoquista? Mal informado? Deixam-se enganar pelos políticos? Perguntam os blogues de esquerda.
Ou é um povo muito sábio? Perguntam os de direita.
Como sempre, cada qual puxa a brasa à sua sardinha.

Ponte Vasco da Gama

Autor: Paulo Morais
ESCÂNDALO DE QUE NINGUÉM FALA
A participação privada na nova travessia do Tejo nasceu de um embuste, a tese de que o estado não teria dinheiro para construir a infra-estrutura e recorria ao apoio dos privados, a quem mais tarde pagaria determinadas rendas. Nada mais errado! Até porque os privados entraram com apenas um quarto dos 897 milhões de euros em que orçava o investimento. O restante foi garantido pelo estado português, através do Fundo de Coesão da União Europeia (36%), da cedência da receita das portagens da Ponte 25 de Abril (6,0%), e por um empréstimo do Banco Europeu de Investimentos (33%). O verdadeiro investidor foi o estado português, que assim garantiu a privados uma tença milionária ao longo de anos. Só em 2010, as receitas das portagens atingiram quase 75 milhões de euros.
Ao mesmo tempo, os privados eliminavam a concorrência, pois garantiam que ninguém poderia construir uma nova travessia no estuário do Tejo sem lhes pagar o respectivo dízimo.
Para piorar a situação, o estado negociou, ao longo de anos, sucessivos acordos para "a reposição de reequilíbrio financeiro", através dos quais se foram concedendo mais vantagens aos concessionários. Ainda antes da assinatura do contrato de concessão, já o estado atribuía uma verba de 42 milhões de euros à Lusoponte para a compensar por um aumento de taxas de juro. Mas os benefícios de taxas mais baratas, esses reverteram sempre e apenas para a Lusoponte. Sem razão aparente, o estado prolongou ainda a concessão por sete anos, provocando perdas que foram superiores a mil milhões. E muito mais… um poço sem fundo de prejuízos decorrentes de favorecimentos à Lusoponte.
Aqui chegados, só há agora uma solução justa: a expropriação da Ponte Vasco da Gama, devolvendo aos privados o que lá investiram. As portagens chegam e sobram para tal. Não se pode é continuar a permitir que, por pouco mais de duzentos milhões de euros, uns tantos senhores feudais se tornem donos de uma ponte que não pagaram, cativem as receitas da "25 de Abril" e sejam donos do estuário do Tejo por toda uma geração.

Indemnizações aos funcionários públicos


O Executivo enviou segunda-feira aos sindicatos a proposta de alteração às leis laborais da Função Pública, que prevê a possibilidade de os contratos com o Estado serem rescindidos amigavelmente, caso em que, no entanto, quer impôr um teto às indemnizações. O Governo especifica que, em caso de rescisão amigável, o trabalhador terá direito a "20 dias de remuneração base por cada ano de antiguidade", ressalvando que este salário base a considerar não pode ser superior a 20 vezes o salário mínimo (485 euros), nem o valor total da indemnização poderá ultrapassar os 12 salários base.
No máximo o Governo dá como indemnização por despedimento 116400 €. Estes tectos atingem quem ganha mais na administração pública porque os salários mais baixos são muito inferiores àquele valor.
Presume-se que a troika tenha autorizado esta operação e que parte do que nos estão a emprestar já estivesse destinado a estes pagamentos.
Temos de dar a mão à palmatória. O Executivo usou de uma boa táctica. Primeiro reduz regalias e cria alguma incerteza no seio dos funcionários públicos. Depois apresenta estes valores baixos de indemnização e favoráveis aos cofres públicos. Num ano, o Estado recupera o que pagou de indemnização ao trabalhador, em menos tempo se o funcionário ganhar mais que 9700 €.

Despedir

A facilitação do despedimento destina-se, quase exclusivamente, às empresas que já existem no mercado nacional. Será um modo de ajudar a sua sobrevivência. Se a empresa vende menos, tem menos receitas para pagar salários, para não falir a curto prazo terá de dispensar trabalhadores. Claro que para a empresa chegar ao ponto de ter de despedir é porque foi mal gerida, mas esta é outra questão. Por outro lado, em vez de despedir, talvez fosse preferível uma paragem ou diminuição das horas semanais de laboração quando as vendas diminuem, mas os barras que gerem as empresas lusas é que sabem melhor.
Mas é também um sinal do Executivo aos investidores, principalmente aos internacionais. Mostrando que o Governo está a facilitar a vida ás empresas talvez o investimento surja mais expedito. E nós por cá precisamos dos euros dos camones como o diabo precisa de almas.


Eleição de Hollande

SarKozy era uma figura caricata: baixinho e arrogante, fartou-se de cometer erros e o casamento com a modelo mais nova ajudou à ruína da sua imagem e autoridade.
Os franceses escolheram e temos de respeitar a escolha democrática. 
Será a escolha positiva? Espero que sim mas os dados disponíveis fazem tremer fortemente esta hipótese. 
Parece que o povo francês foi na conversa fácil dos políticos e elegeu um demagogo para Presidente da República. Como é que este homem, nos tempo de falência que vivemos, vai conseguir aumentar a despesa pública para reavivar a economia? Mais: esta fórmula não resulta, já se comprovou que têm de ser os privados a investir e não o Estado com o dinheiro dos impostos e de empréstimos. Vai ser apenas um desperdício de dinheiro e um aumento ruinoso de divida pública. Basta olhar para o nosso triste exemplo com milhares de milhões desperdiçados, roubados ou negligenciados e que teremos de pagar com juros. Mais grave ainda: o povo, que no caso em apreço se gaba de ser culto e preparado, acreditou em toda esta conversa criminosa. A Europa irá perder uma das suas pedras de toque e vai ser a Alemanha a ter de dominar a força da demagogia e mentira
Mas com o mal dos outros podemos nós e eles que se entendam, embora para nós seja prejudicial o enfraquecimento da Europa. 

PS e a geração novas oportunidades


O secretário-geral do PS afirmou quinta-feira à noite que Governo e "troika" estão do mesmo lado e advertiu que os socialistas já se sentiram mais vinculados ao memorando de ajuda externa do que actualmente, devido às suas actualizações. 
Seguro deve amaldiçoar Sócrates todos os dias por ter assinado o acordo de resgate. É que agora ele tem as unhas atadas e não se pode atirar às políticas de austeridade do Governo, com demagogia e mentira a rodos. 
Mas o infantil dirigente do PS esquece-se do mais importante: a confiança dos portugueses neste Governo é de 29%, quando no desvairado consulado de Pinto de Sousa era de 9%. Portanto, a nosso sofredora população acredita que os sacrifícios a que está obrigada são imprescindíveis para assegurar o futuro dos nossos filhos e, dificilmente, iriam na conversa de um vendedor de banha da cobra, que parece ser papel que Seguro pretenderia desempenhar. 
Claro que a jactância súbita do António José deriva também da eleição do irresponsável em França e das recentes provocações insolentes de Mário Soares. 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Parto no Youtube


Uma mulher brasileira decicidiu partilhar com o mundo o nascimento do seu filho, num vídeo de 14 minutos que já foi visto mais de 2 milhões de vezes.
Nas Américas, principalmente EUA, México, Argentina e Brasil, existe um grande número de cidadãos que deseja ardentemente os seus 15 minutos de notoriedade. Presume-se que vivem encantados com a vida pública dos conhecidos das novelas, cinema, desporto e mesmo da política e, não interessa por que motivo, querem também a sua parte de ausência de privacidade.
A Internet, nomeadamente o site Youtube, veio multiplicar as hipóteses desta gente de ter a fama a que se julgam com direito e este vídeo, feito de propósito para o exibicionismo doentio que todos vimos, é a prova deste fenómeno estranho.
Todavia, desde que imagens de crianças não sejam utilizadas abusivamente para dar notoriedade a pais ou outros, cada qual pode destruir o seu anonimato como entender. 
Faça a vontade aos "artistas" e aumente a audiência do vídeo que eles puseram na Net:


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Hipermercados


Os hipermercados pareciam uma boa ideia nos anos 80. Todos os produtos à mão, facilidade de estacionamento, qualidade, limpeza, inovação.
Mas a ideia de ir ao hiper está de tal modo entranhada nos nossos hábitos que já não reparamos que afinal as facilidades iniciais rapidamente se desvaneceram.
É um martírio ir a qualquer um deles. Caos nos acessos e dificuldade em estacionar nas horas de maior procura, multidões, preços elevados, sujidade, ambiente artificial de iluminação e atmosfera, segurança atenta e que considera qualquer cliente um possível ladrão, imenso tempo perdido nas caixas, publicidade enganosa (EDP Continente) compras sempre superiores ao que realmente se necessita.
Os portugueses redescobrirão a qualidade, baixo preço e calma nas compras do comércio de rua, as vulgares mercearias ou mercados. Só o que se economiza na viagem compensa ao nível financeiro e neurótico. 

Vamos vencer ou não?


No dizer de figurões políticos internacionais, Portugal está no bom caminho quanto às finanças públicas, ou seja, acreditam que o nosso deficit poderá atingir os limites impostos no acordo tripartido e, no médio prazo, arrebatar o valor mítico de 0,5%.
Só com o controle das contas do Estado poderemos provar aos nossos credores e aos investidores financeiros que não estamos falidos, continuaremos a honrar os nossos compromissos e que poderão investir cá e ter lucro.
Bem entendido que esta putativa vitória do nosso povo se conseguirá à custa de sangue suor e lágrimas lusas e o líder da batalha é, indiscutivelmente, Vítor Gaspar.
Já não é a primeira vez, nem será a última, que a nossa capacidade de sermos uma nação independente é posta na liça, mas iremos vencer.
Assim seja.
Quanto ao regresso dos subsídios, só se a economia crescer e gerar mais impostos para o Estado - não se entende porque Gaspar não diz isto de uma vez por todas. O nosso povo tem uma característica secular, provavelmente a responsável pela nacionalidade: se tem a certeza que o líder diz a verdade e que pretende apenas o bem pátrio, segue-o até à morte.    

Feriados religiosos e a crise


Feriados
Prazo de cinco anos de suspensão dos feriados religiosos "foi a vontade da Santa Sé" informou o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira.
Nenhum político em Portugal, desde a 1ª República para cá, se atreveu a afrontar a Igreja Católica. Mesmo no PREC, Fátima e o resto eram inatacáveis para as autoridades revolucionárias vigentes. Isto é demonstrativo do poder que o prelado tem em Portugal. Os governantes sabem que a religião em Portugal é ainda intocável aos olhos dos portugueses e será o último reduto de confrontos. Os jacobinos da 1ª República foram imprudentes neste capítulo e caíram rapidamente em desgraça aos olhos da população crente, que é a maioria.
Mas a Igreja também se sabe mover nas lides políticas e não afronta os poderes seculares, assim sabe conviver e impor a sua vontade com equilíbrio e muita sabedoria.
Notável é também a falta da mais pequena reacção da oposição política parlamentar, tão faladora em assuntos mais mundanos. 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Hollande


A França ou elegeu um mentiroso ou um demente.
Prometer aumento de lugares na administração pública para diminuir o desemprego, diminuir a idade da reforma ou inundar o mercado de moeda, são propostas bem intencionadas mas apenas se fossem realizáveis e este género de propostas apenas resulta nos contos de fadas. 
Portugal teve dolorosas e irrecuperáveis lições destas políticas nos últimos anos. Sócrates investiu milhares de milhões, emprestados, e o resultado foi zero de crescimento económico, a ruína da economia e uma monstruosa dívida para pagarmos todos. Sendo assim, de nada serve desperdiçar dinheiros públicos para desenvolver a economia.
Resta saber então se Hollande é um mentecapto convincente ou um aldrabão irrepreensível.
Nota: espera-se que Merkel e os seus conselheiros o façam regressar à realidade rápido 
 

Mário Soares


Mário Soares defende que PS deve romper acordo com 'troika'
O fundador do PS e antigo Presidente da República Mário Soares defende que o Partido Socialista deve romper com o acordo da 'troika', alegando que a situação evoluiu e que a austeridade não funciona no país.

A vitória de Hollande em França deve ser a causa deste animo revolucionário do ancião Presidente Mário Soares. 
Vamos cortar com os acordos! Muito Bem! E depois como vai o Estado pagar pensões, reformas, ordenados e a fornecedores? O estatista Sócrates não cortou na despesa pública no tempo das vacas magras, pelo contrário, e hoje estamos com a corda na garganta. Só este dinheiro que nos tem chegado de estrangeiros nos tem salvo da bancarrota e nos permite ir vivendo. 
Mas quem vive em castelo de areia ideológicos não enxerga a realidade dura e crua.

domingo, 6 de maio de 2012

Curva da A25


Curva da A25 rende 10 milhões em multas
É uma curva que dá milhões. Tem um raio de 240 graus, está na A25, em Viseu, e é controlada por radar. Em pouco mais de cinco anos, gerou, no mínimo, dez milhões de euros em infracções. Só um condutor foi multado 47 vezes.
São quase 100 mil multas por excesso de velocidade entre Outubro de 2006 e Dezembro de 2011. Ou seja, dez milhões de euros numa única curva da A25, em Viseu, na zona do Caçador, à média de dois milhões de euros/ano. Ganhou o nome de "bossa do camelo", por ser anormalmente acentuada para uma auto-estrada, onde só em 2011 circularam quase 3, 5 milhões de viaturas.
(Fonte Jornal de Notícias)

Quem já passou nesta curva verifica facilmente que é uma armadilha. Ou seja, o Estado deixa construir mal as estradas pondo em perigo a vida dos cidadãos que lá circulam e depois tem o desplante de iniciar uma caça à multa no local de perigo. Isto parece uma rede mafiosa 

sábado, 5 de maio de 2012

Lino o esquisito


O secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, disse hoje que a Justiça deve investigar a gestão das antigas SCUT caso haja dúvidas, a propósito de uma queixa do Automóvel Clube de Portugal contra três antigos governantes socialistas
Seguro deve ser o principal interessado na prova judicial de infracções  penais cometidas pelos anteriores governantes. Só assim ele conseguirá afastar os socratistas de lugares de destaque do PS e iniciar o domínio das bases e barões do partido. Desse desejo (secreto) virão estas declarações de António José.
Se depois ele consegue ou não convencer os eleitores/contribuintes da veracidade das suas intenções logo se verá, embora os mais experientes nestas lides garantam o seu fracasso. Mas que seria uma boa ajuda, seria.

Drogas duras


A proibição de cultivo, distribuição, comercialização e consumo de drogas já não faz sentido, é uma guerra totalmente perdida. Era bom que não existissem drogas ou toxicodependentes em todo o mundo, mas isso é uma miragem e nada nem ninguém o poderá impor. Na economia, havendo mercado para determinado produto e se a sua venda for lucrativa, não adianta ao Estado querer proibir, por mais polícia que se destaque para acabar com o tráfico de nada adianta, o Estado apenas poderá tentar regular e, se o conseguir, já será muito bom.

Sendo assim, a ONU poderia lançar o debate entre os seus membros, na Assembleia Geral, sobre a regulação do mercado das drogas no mundo.
O crime à volta deste negócio acabava, o produto teria melhor qualidade e seria certificado, os locais para consumo seriam definidos e o Estado recolher um enorme volume de impostos que, nos tempos actuais de crise, dariam um enorme jeito às finanças públicas dos países.
Só assim acabam estas imagens atrozes do México ou a destruição do Estado da Guiné Bissau. Hoje são estes os países mais na berlinda, amanhã poderão outros. 
A força deste negócio é imparável e os pais de hoje devem educar os seus filhos no sentido do os alertar para os perigos do consumo, nomeadamente, a miséria humana associada.
Proibir só piora o flagelo.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Porco preto alentejano


Os produtores do porco alentejano queixam-se das dificuldades de  criar o porco preto alentejano (animal autóctone do Alentejo).
Apesar da pavoneante inteligência nacional desvalorizar tudo o que se relacione com a terra e produção nacional, consideramos estas notícias preocupantes para a economia do país. Ao contrário dos fait divers Pingo Doce e escolha dos juízes do Tribunal Constitucional (mais uma vez um processo indigno, desta vez por culpa do PS), o porco preto é importante, além de um bom alimento. 
Na economia global actual, Portugal só pode sobreviver e crescer se fizer bem e diferente. Apenas a mercadoria de qualidade e exclusiva pode ser bem sucedida nas exportações e bem paga. 
A intenção de internacionalizar o Pastel de Belém, logo ridicularizada pelos idiotas úteis do regime burocrata e estatista em que vivemos, é do mesmo âmbito. 
É claro que quem vive obcecado com subsídios públicos, carreirismo na administração pública ou sonha com um qualquer lugar numa Câmara Municipal ou Junta de Freguesia, mesmo que miseravelmente pago, não consegue compreender a importância destas questões.

PS e UGT


Segundo os analistas, o Governo PSD/CDS não tratado com consideração o PS e a UGT. O executivo tem mesmo causado situações de bastante incómodo àquelas duas organizações.
Será que Passos Coelho tem procedido bem?
Talvez o apoio da UGT ou do PS não seja assim tão importante para a coligação que governa o País. O Governo já percebeu que tem o povo completamente dominado, talvez devido à percepção de falência e futuro negro que imerge por todos os sectores, mesmos os mais humildes. Daqui vem o fracasso total da greve geral e a revolta (inédita) contra greves em empresas públicas; as sondagens que continuam a dar maioria absoluta à coligação e a mostrar que o povo confia mais neste Governo que no anterior. 
Por outro lado, os sindicatos estão ultrapassados e o PS não é credível. Todos dizem, com razão, que é necessário crescimento económico, mas não informam como nem com que dinheiro. E o nosso povo está farto de discursos da treta, que tão bem conhece. 
Sendo assim, não se entende porque Passos Coelho resolve falar todos os dias e prever o totalmente imprevisível: quando vai o Estado devolver os subsídios e demais direitos retirados. Além das inevitáveis gaffes, também as previsões deverão sair totalmente furadas...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Paixão pela austeridade



O slogan preferido de António José Seguro é: o Governo tem paixão pela austeridade! 

Este jargão (que afirma que o Governo PSD/CDS é sádico ou torturador) é infeliz porque inverosímil. Alguém, não indigente, acredita que um Governo em democracia pode ter paixão pela austeridade? 
O PS vai ter de arranjar um outro ilusionista da oratória para ver se conseguem de novo enganar o povo. Este não é credível! 
Um bom vendedor de banha da cobra tem de ser um profissional da mentira. Ou seja, mentir e dar a impressão que fala verdade.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Tarde Demais



Não há reequilíbrio das contas públicas sem recessão e enormes tormentos e sacrifícios para o povo, principalmente num país como o nosso onde a economia gastava (e gasta) grande parte da riqueza que produz com o Estado.

Não há economia que cresça com um Estado hiper endividado e sem alternativas de financiamento seja em que parte do globo for, principalmente, num como Portugal onde a economia depende dos investimentos públicos.

Sendo assim,  podemos querer enganar os nossos compatriotas e a nós próprios dizendo que a situação é culpa deste Governo de 9 meses de actividade. Podemos delirar e afirmar que o Executivo faz as mal feitorias que tem feito por gosto ou sadismo. E até pode haver quem acredite por inocência ou queira acreditar por sectarismo. 

Mas o resultado é sempre o mesmo: a despesa do Estado cresceu desmesuradamente, há 6 milhões de portugueses a viver de prestações de dinheiro dos impostos e já ninguém financia este projecto estatista megalómano.

Lamento informar os mais incautos que o terror económico que vivemos era inevitável face aos dislates governativos dos últimos anos e poucos tiveram a coragem de o denunciar. 

A única coisa que poderemos ainda esmolar será uma ajuda à nossa economia por parte dos nossos parceiros europeus do Euro, mas tendo em conta o esbanjar costumeiro de dinheiros da Europa, talvez até essa pretensão seja negada ou posta sob suspeita. 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Incontinente Verbal



Este Governo apresenta duas características principais:

 - Não governa para ganhar eleições intermédias. Desprezando totalmente as expectativas dos correlegionários em ter mais lugares na Administração Pública para distribuir pelos Jotas, está a fazer tudo para perder autárquicas e europeias com medidas de austeridade que vão além do que os estrangeiros nos exigem. Mas o ás de trunfo, as legislativas, poderá ser ganho porque o povo entende que temos de cortar nas despesas do Estado e assim, com um eleitorado conservador, poderão PSD e CDS ganhar as próximas legislativas;

 - Tem uma comunicação execrável. Um 1º Ministro que não se cala. Dá várias entrevistas por dia, comete gafes e dislates e começa a ser intolerável a sua presença diária picando e massacrando a paciência do contribuinte com bitates inconsequentes. Gaspar tem de alinhar pelo mesmo diapasão, talvez porque se vê obrigado, constantemente, a corrigir a demência verbal de Passos.

Ora, é esta última característica que poderá fazer o Governo perder o ás de trunfo, tudo por culpa do 1º Ministro, que é um incontinente verbal, ou quem o aconselha em matéria de relações públicas.

domingo, 29 de abril de 2012

AJJ o visionário tolhido


"O presidente do Governo da Madeira, Alberto João Jardim, disse hoje não se arrepender de ter aumentado a dívida da região, justificando que quando assumiu a liderança do Executivo foi para mudar o arquipélago" - Fonte: Expresso.
Não há dúvida que o poder corrompe. No caso de Jardim não em termos de dinheiro, pois ele está teso e ninguém o acusa de se locupletar com dinheiros públicos, mas em termos de discernimento. 
Há meses que ele procura justificar a loucura em que se envolveu de gastos irresponsáveis e que acabaram por penalizar todos os madeirenses e restantes portugueses. Mas a alienação e desvario foi tal, inclusive com facturas escondidas, que nunca Jardim conseguirá justificar o injustificável.
Pobre maneira de acabar uma carreira política que podia ter sido brilhante.



O Governo aprovou na quarta-feira um decreto-lei que cria uma taxa a aplicar aos estabelecimentos de comércio alimentar, por grosso e a retalho, de valor não estabelecido, destinada a financiar um fundo sanitário e de segurança alimentar.Segundo António José Seguro, "os produtores e os consumidores já estão em dificuldades e, portanto, não tem nenhum sentido pagar-se este novo imposto e esta taxa".
A Ministra Assunção Cristas está a convencer o povo que  não sabe gerir a coisa pública. Para resolver um problema de segurança alimentar resolve cobrar mais umas migalhas às grandes superfícies o que, num país afogado em impostos é, no mínimo, falta de imaginação, para não dizer incompetência. Qualquer indigente sabe governar, criando taxas...
António Seguro está decididamente a seguir por um caminho de demagogia e a provar que pensa ser possível enganar o eleitor. Ou seja, diz que não apoia a austeridade em excesso quando todos, a começar por ele próprio, sabem que nenhum Governo, fosse de que partido fosse, teria margem para fazer diferente. Mas ele jura que o faria e dá exemplos disso, só que tudo não passa de uma lista já gasta tipo "é preciso dinamizar a economia" e cassetes do género.

sábado, 28 de abril de 2012

Brigadas


O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse hoje que "foi um erro" terminar com a Brigada Fiscal e garantiu que a "restruturação das forças policiais" em curso permitirá "maior capacidade operacional" reafirmando também o "regresso" da Brigada de Trânsito.
A especialização é importante em qualquer função, certo! 
Mas no caso de funções de fiscalização há o perigo de corrupção. Lembrar o caso da Brigada de Trânsito que desgastou muito o bom nome da GNR. 
Se o Governo quer reactivar a BF e BT deverá garantir a existência de mecanismos que controlem, garantam a rotatividade de agentes e impeçam outro escândalo de corrupção.

Liberalizar e despedir


O Governo está a tratar desta questão às fatias. Tira hoje uns dias às indemnizações, passados uns meses retira mais uns quantos, altera prazos, procedimentos e garantias - tudo no sentido de facilitar o despedimento.
Relativamente ao Governo e à sua liberal política de emprego, mais valia fazerem as malfeitorias todas de uma vez. A economia, trabalhadores e empregadores adaptar-se-iam mais rápido. Assim, existe incerteza o que não é favorável ao investimento e empregabilidade.
Há uns anos havia gente empregada que se sentia dona da empresa e com o futuro assegurado. O dono não conseguiria despedir sem fortes dificuldades e prejuízos. Hoje, os mesmos trabalhadores vivem atemorizados e, talvez, tenham uma produtividade superior.  
Mas, o apoio popular a esta política de facilitação de despedimentos deve dividir-se em dois grandes grupos:

1 - Os que têm emprego seguro e são do quadro e que, com certeza, rejeitam estas mudanças; 
2 - Os desempregados que poderão estar positivamente expectantes. De certo, encontram nestas alterações a via para aumentar a oferta de emprego. Sendo mais fácil despedir, o investimento poderá crescer e as novas empresas poderão abrir lugares mais despreocupadamente. E um qualquer emprego precário, mas que atribua rendimento para alimentar a família, é como uma dádiva de Deus para quem está no desemprego. Quanto às empresas que já existem, tornar o despedimento mais barato será um meio de facilitar a sua solvabilidade ou sobrevivência. Será mesmo assim? 

Justiça no bom caminho


Uma sentença do Tribunal de Portalegre decide que a devolução da casa ao banco como suficiente para total liquidação da dívida do empréstimo.
Uma sentença totalmente justa e que vem pôr fim a um esbulho que os bancos têm feito a famílias já arruinadas. A hipoteca é sobre a casa, existe seguro de vida e de multiriscos e ainda fiadores, não chega para as ambições dos banqueiros? Quanto ao devedor ficar sem emprego e deixar de pagar é um risco que os bancos devem aceitar correr.
Se as casas valem menos que o valor dos empréstimos é porque a avaliação foi mal feita. Uma avaliação de um imóvel, feita de forma profissional, deve prever variações futuras do valor de mercado. Chegar à casa e dizer, em 5 minutos, quanto vale qualquer um faz, não é necessário um técnico "altamente especializado". Por outro lado, se a casa se valorizar, o banco procura obter essa mais valia no leilão e entrega posteriormente o remanescente ao antigo proprietário? Claro que não! 
Assim, mais gente em dificuldades e que está a ser abusada pela banca, recorra ao tribunal. 

Supaplex


Supaplex é um jogo electrónico de diversão criado nos anos 80 do século XX por Philip Jespersen. Hoje obtém-se facilmente o download na Internet de forma gratuita e segura. O link para aceder ao jogo é http://www.elmerproductions.com/sp/.

É um jogo fabuloso, extremamente bem construído e viciante, no bom sentido, sem recorrer a espectaculares  efeitos especiais de imagem ou som e sem violência ou sexo. Pode ser jogado por jogadores de qualquer idade, género, cultura, estrato social. É preciso ser inteligente, perspicaz e paciente para conseguir passar os mais de 100 níveis.

Eu ainda não consegui chegar ao último, mas o título desse nível é: "Brain Man". Por aqui se vê como deve ser difícil.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Cannabis


Portugal e os agentes turísticos devem acordar para esta questão. O Chamon ou Haxixe é vendido e fumado por quem quer, em toda a parte. Ainda ontem uma câmara filmou 3 adolescentes nas bancadas do Estádio do Sporting a fazerem calmamente um charro e ninguém se alarmou.
Se a Holanda não quer manter a anterior política de permissão da cannabis, vamos nós aproveitar esse mercado. Criando locais próprios para o consumo, regulando a qualidade e segurança do produto e permitindo o seu cultivo por cá (até temos bom clima para isso e terrenos ao abandono não faltam).
Os especialistas que façam as contas aos empregos, divisas e receitas fiscais que se criariam no nosso país.
Mas...Isto é impensável.
Num país conservador, cheio de gente mal informada e de interesses instalados inabaláveis, implementar algo deste género poderia originar uma nova Maria da Fonte com consequências ainda mais graves. 
Num futuro próximo, pode ser que seja possível. 

Machismo e igualdade



As cotas são inadmissíveis porque todos os seres humanos são iguais em direitos e deveres e deve ser a competição saudável a determinar quem deve ser escolhido, Ter um regime de cotas pode equilibrar a representatividade mas não contribui para escolha dos melhores, dos mais aptos, que, no fundo, é o que importa.

Mas, não nos enganemos, o machismo existe e é uma característica muito forte por cá e são as mulheres as suas principais defensoras. São elas que não suportam ver uma mulher a destacar-se num qualquer mundo de homens e são elas quem atacam as suas rivais.
Sinceramente, não vejo já grande machismo entre o português, homem moderno. Se querem combater essa discriminação, as mulheres mais feministas devem deixar de culpar o macho e concentrarem-se nas fêmeas mais conservadoras, as tais que dizem, ainda, com orgulho: "Quem manda cá em casa é ele mas quem manda nele sou eu".

Dinheiro dos contribuintes



O Estado desperdiçou 200 milhões de euros nas grandes obras públicas adiadas, como o novo aeroporto e o TGV. Um valor que pode ultrapassar os 500 milhões de euros, se contarmos com os pedidos de indemnização, é o que informa um trabalho da Visão.
O único meio de governar eficazmente em Portugal é de forma intransigente no controlo do gasto de dinheiros públicos. Caso contrário, viveremos sempre com estas notícias revoltantes de esbanjamento de milhões em despesas sumptuárias, eleitoralistas ou criminosas.
No caso do TGV, por exemplo, nunca o Estado (desde PSD a PS) deveria ter entrado na loucura da sua construção sem garantias de defesa dos dinheiros públicos. Foram 90 milhões de € para o balde do lixo.  
Temos de entrar numa era de competência e respeito pelo tratamento que damos todos ao dinheiro dos impostos, que tanto custam a pagar.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Título Académico

Há dias um conhecido locutor de TV dizia que um dos seus convidados se queixou porque ele não o tratava por doutor!
Como é possível ainda haver este complexo na sociedade portuguesa? Já vi muitos estrangeiros ridicularizarem Portugal e os portugueses por termos esta obsessão doentia por títulos académicos. Bons profissionais são rejeitados por não o terem e medíocres são promovidos por terem! Ninguém consegue quantificar os custos para a economia desta mentalidade sem sentido.
Um ambiente de trabalho em que cada um trata os outros pelo nome de nascença e o trabalhador se mede pelo que faz e sabe e não pelo artifício que lhe escreveram atrás do nome, é muito mais sadio e, acima de tudo, mais produtivo, do que um em que estas manias de tratamentos entre colegas por dr. ou sr. ou o diabo a 4, são impostas por uma norma não escrita.
De onde surgiu esta saloia característica dos portugueses?
Na época do Estado Novo, o Governo, como hoje acontece, escolhia os dirigentes da administração pública e se limitasse a escolha aos académicos era mais fácil seleccionar aqueles que eram da confiança do regime. Se qualquer um pudesse ser director geral, por exemplo um funcionário com 30 anos de casa, o leque de escolha seria mais alargado e o perigo de premiar insurrectos políticos seria considerável.
Com o tempo, o endeusamento dos académicos cimenta-se num ápice e quem não era "formado" não era  credível e passava a ser uma carta fora do baralho. 
Esta poderá ser uma das causas da obsessão nacional com o canudo.
Milhares de profissionais competentes foram ultrapassados por miúdos graduados, independentemente de estes serem ou não competentes, instalando o desânimo e a descrença. Para quê esforço e trabalho árduo se daqui por 20 ou 30 anos qualquer trabalhador é ultrapassado de forma humilhante por um puto universitário? 
Assim, os académicos substituíram os fidalgos na função de gerir a sociedade e a economia portuguesa. E sem qualquer entrave ou obstáculo. Pelo contrário, o povo amesquinhado aceitava e defendia plenamente a situação.
Ora, qualquer um já assistiu a uma promoção de um miúdo saído da faculdade, em detrimento do tal funcionário com décadas de serviço e que sabe tudo o que há para saber para exercer a função. Aliás, em muitos casos, a formação dada aos tais putos da universidade para que consigam exercer o cargo é dada pelos antigos funcionários do quadro, o que não deixa de ser caricato.
Felizmente já não vivemos em ditadura e o nosso país, caso queira progredir, deverá optar por escolher sempre os melhores para o cargo de chefia e não limitar a escolha aos que tenham crivo escolar académico. Esta premissa é válida tanto na Administração Pública como nas Empresas Públicas ou no Sector Privado.
O curso é apenas uma ferramenta da bagagem cultural de cada um e não pode, à partida, garantir a excelência, a competência e a honestidade no local de trabalho. Um curso dá muito trabalho, é caro e tem valor, mas cabe ao encartado provar que é melhor que os restantes colegas mais antigos e não o contrário.
Mas a táctica do animal político Salazar teve consequências negativas até nos dias de hoje.
Os cursos técnicos acabaram. Inacreditavelmente, entendeu-se no Governo (pós 25 de Abril) que todos os portugueses se deveriam licenciar e resolveram acabar com a "descriminação" dos cursos técnicos. Hoje a economia sofre com falta de técnicos especializados e o Estado tenta colmatar esta falha com cursos "soft" ao Sábado de manhã, ou à semana à noite, rapidamente e de que pouco ou nada valem. Os técnicos portugueses de hoje, que são essenciais para qualquer economia, são autodidactas esforçados. Este método de desenrasca não resulta porque um bom técnico tem de ser formado na escola.
Mas há mais.
Os pais da geração que hoje tem 30, 40 anos, empenhavam o que fosse preciso para formar os filhos. Compreende-se, os pais querem o melhor para os seus filhos e como viam os licenciados venerados, a viver bem e a passarem à frente dos restantes cidadãos, lutavam com todas as forças para dar um curso aos seus. Nos anos 90 criou-se assim uma grande oportunidade de negócio que rendeu milhões a uns quantos investidores.  Com a abertura de inúmeros cursos superiores em universidades privadas e o aumento exponencial dos cursos nas universidades públicas e com uma enorme procura na sociedade, o número de licenciados multiplicou-se várias vezes. Como resultado, o licenciado mantêm alguma relevância social mas já não tem o mais importante: a garantia de emprego. Hoje vemos milhares de formados a exercerem cargos de salário mínimo sem qualquer relevância. Continuam a ser os preferidos e a ocupar os cargos importantes, mas há milhares que não conseguem atingir esse patamar, juntando-se ao grupo dos inúmeros trabalhadores preteridos injustamente na ascensão económica.

Es.Col.A.



Esta questão sugere algum radicalismo de uma das partes. 
Um grupo de cidadãos, ilegalmente, invade uma propriedade do Estado degradada, restaura o local e inicia uma série de actividades culturais em apoio a crianças e jovens desfavorecidos. 
A Câmara Municipal entrevem, explica que a ocupação ilegal não pode continuar porque vivemos num Estado de Direito e, após conversações, as autoridades municipais, dando mostra de grande competência e compreensão, exige uma renda de 30 € mensais pelo local. Os responsáveis do projecto cultural, de forma arrogante, recusam-se a pagar qualquer quantia. 
Sem alternativa, a Câmara tem de repor a legalidade e expulsa os beneméritos da escola. 
É pena um projecto útil para a população mais desfavorecida e sem custos para o Estado ter acabado desta forma, unicamente por um ou outro chefe da organização ser opositor político de Rui Rio e ter aproveitado uma situação de aparente vantagem para fazer chicana e oposição política. 
Perde a cidade e perdem os jovens desfavorecidos apoiados pelo projecto Es.Col-A. 
Por último, a mediatização desta causa só aparece em força com a carga policial. Se fosse em Lisboa o caso seria discutido à exaustão. Mas os habitantes da paisagem já estão habituados.

terça-feira, 24 de abril de 2012

25 de Abril

Os verdadeiros heróis do 25 de Abril foram o grande Salgueiro Maia e os soldados que o acompanharam, sem munições na G3. Estes é que deram a cara e o peito às balas. Os restantes, que hoje vivem com boas reformas e prestígio social, ficaram resguardados no posto de comando, defendidos com nomes de código. Um até estava confortavelmente nos Açores e hoje tem atitude de estratega e parece ter sido ele a derrubar o regime.
Mas o outro grande herói da Revolução dos Cravos foi o Cabo, anónimo, que desrespeitou a ordem do Brigadeiro Junqueiro dos Reis e não disparou sobre Salgueiro Maia. O próprio Salgueiro Maia referiu que este homem é que completou o circulo do processo do golpe de estado revolucionário e é um prefeito desconhecido. Maia foi o único que se referiu ao herói anónimo, o que mostra também a sua grandeza.
Como sempre, são os comandantes os laureados, mesmo que não tenham feito nada de especial e o povo anónimo que dá a vida pelo seu país é esquecido e desprezado.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Eleições em França


Os ultras têm vindo a subir as suas votações em eleições democráticas e livres um pouco por toda a Europa. Por acaso são de direita, mas podiam ser de esquerda que as preocupações seriam as mesmas.
Nunca qualquer extremismo teve bons resultados, pelo contrário, quando conseguem poder, os ultras conseguem rapidamente  transformá-lo em absoluto e incontestável com todas as más consequências conhecidas.
Os portugueses em França não devem ser muito prejudicados se os ultras algum dia ganharem em França. Os dirigentes da FN afirmam que gostam dos imigrantes lusos, até parece que há alguns que integram o partido.
Por cá ainda não se nota esta moda de votar nos radicais, mas os partidos moderados têm de criar condições para que a extrema não se destaque. E essas condições passam por manter a confiança do povo na justiça da política e na honestidade dos políticos. Ora, o que se tem vindo a passar por cá nos últimos anos não abona ao credito do sistema e dos seus actores/dirigentes.    

domingo, 22 de abril de 2012

13º e 14º meses de salários roubados?


O imbróglio dos 13º e 14º salários só o é porque o Governo, propositadamente, involuntariamente ou por inépcia, assim o quer.
Qualquer cidadão entenderá, se lho explicarem, que não depende da vontade do Governo que os referidos subsídios regressem ou não. Se assim fosse, a não ser em caso de sadismo ou entropia, o 1º Ministro anunciava já amanhã, ou hoje o seu regresso.
Não se entende como ainda há dúvidas que a despesa do Estado só poderá crescer por vontade do Executivo se a economia também crescer, com o consequente aumento de receitas fiscais.
O bom senso ou visão de longo alcance, aconselharia Passos Coelho a informar o país contribuinte desta realidade. Mas não, vai-nos entretendo com argumentação indefinida e vaga e a opinião pública vai dizendo que está mal.
Como sempre atiramos todos ao poste.
Como dizia o assessor de Clinton: "é a economia, estúpido" - uma das frases mais brilhantes de sempre e que tem de ser repetida por cá à exaustão.

O sempre imprevisível futuro


Que vai acontecer na organização da distribuição da energia em Portugal? Como vão ficar as relações entre empregador e empregado? E as reformas? Os rendimentos dos funcionários públicos e de todos os 6 milhões de portugueses (número extraordinário) que dependem do Estado? 
São as questões do milhão de dólares, como dizem os estado-unidenses. 
Um facto é um facto: a despesa do Estado tem de reduzir-se. Podem e devem os iluminados contestar o método e alertar para injustiças, mas não há como fugir a esta fatalidade. 
O próprio Governo nada sabe do futuro. Deve ser por isso que emite declarações e intenções ambíguas, que o eleitor e contribuinte já entende como economia de verdade. O ideal, para quem não sabe, seria pura e simplesmente não proclamar suposições, evitando o cansaço pelo massacre da mente do povo. 
Os nossos actuais governantes entregaram ao destino da economia o seu futuro como líderes. Têm uma filosofia, acreditam nela, aplicam-na e esperam que resulte.

sábado, 21 de abril de 2012

O fim da ilusão Passos / Gaspar?


Foram hoje divulgados os números da execução orçamental no 1º trimestre de 2012. Assim, a despesa do Estado aumentou 3,5 por cento enquanto a receita diminuiu 4,4 por cento nos três primeiros meses do ano. O Governo garante que estes números já estavam previstos e não põem em causa os objectivos orçamentais.
Podemos reclamar muito desta ou daquela política do Governo de Passos; sublinhar que não estão a ser diminuídos os privilégios escandalosas das empresas a quem saiu a sorte grande das PPP (embora da responsabilidade do Governo anterior); da miséria de muitos desempregados e reformados; da diminuição de rendimentos de grande parte dos cidadãos. E todas estas criticas são válidas, embora, como as sondagens recentes demonstram, a população entenda que não há alternativa à política de austeridade a que estamos obrigados. E o povo sabe que as mal feitorias vieram do Governo Sócrates.
Mas se o Governo falha no deficit,a economia não começa a crescer e continuarmos impossibilitados de regressar aos mercados de crédito financeiros internacionais, então aí teremos toda a legitimidade para dizer que o Governo falhou, em toda a linha. 
Esta é a questão fulcral da vida portuguesa actual, se falhar falha todo o resto. Os temas sobrantes, a maioria tricas sem interesse, outras com influência maléfica na vida dos cidadãos, serão apenas polémica marginal, mas sem influência decisiva no futuro do país. 

Má economia



A desgraça que vivemos tem a ver com más políticas e decisões, mas também e sobretudo com economia global.

Desde que os investimentos na indústria, os tais produtos transaccionáveis, fugiram para Leste e depois para a China, Índia, Vietname e outros parecidos, começaram as verdadeiras dificuldades no Ocidente.
Essas dificuldades foram agravadas pelos compromissos firmes (e eleitoralistas) dos Estados nas políticas sociais. Os Governos (principalmente nos PIGS) não reduziram esta despesa (com medo de perder eleições?) e aumentaram desmesuradamente os valores da divida para não falharem nos tais acordos sociais do Estado Providência. Ou seja, as dívidas dos Estados, que vinham a subir consistentemente, tiveram um pico nesta altura e atingiram os níveis insuportáveis actuais, com juros usurários.
Não havendo investidor que empreste nestes casos com juro razoável, a despesa vai ter mesmo de ser reduzida à força. Não porque queiramos sofrer mas porque não existe outra alternativa.
Caso o Leste e a China continuassem fechados à economia Global, ainda deveríamos possuir muitas empresas estrangeiras a laboral por cá (lembrar que até existia uma pujante associação dos gestores de empresas estrangeiras em Portugal), haveria uma taxa de desemprego reduzida e mais receitas em impostos.
E, por último, poderíamos continuar a ser mal governados. As receitas fiscais mais generosas tapariam todos os buracos. Sendo assim, as más decisões e más políticas seriam irrelevantes e ignoradas.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Confiança no Governo


O Governo é a instituição em que os portugueses menos confiam, apesar de, no último ano, a confiança no Executivo ter aumentado, de 9 para 29%, a maior subida entre 25 países inquiridos pelo Edelman Trust Barometer 2012. 
"apenas" "29%  dos portugueses disse confiar no Governo, o que representa uma subida de 20 pontos percentuais no último ano"
Ou seja, no desgraçado e ruinoso governo de sócrates, apenas 9% do povo confiava em quem o governava. 
No Governo actual de Passos Coelho e mais uns patriotas que estão a perder ordenados milionários para ajudarem Portugal, apesar da política implementada ser de fim de regabofe e extremo rigor na aplicação do dinheiro dos impostos, a confiança dos portugueses sobe 20% .
É caso para perguntar: serão obtusos (ou interesseiros) ou tais 9% ou 20% do povo português sabe bem analisar os governantes e não se deixa enganar? E a tendência será para aumentar a percentagem dos portugueses que confia no actual executivo.