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sábado, 15 de dezembro de 2012

Cavaco e o Orçamento Maldito


Cavaco deve amaldiçoar todos os dias a eleição presidencial que perdeu com Sampaio e adiou por 10 anos os seus mandatos como Presidente. 

No tempo de Sampaio é que era bom. Havia dinheiro a rodos, toda a gente vivia bem enquanto se endividava e o Estado tinha crédito sem fim para gastar em megalomanias. Sendo assim, o povo andava iludido e calmo e isso permitiu ao indeciso Sampaio ser Presidente nas calmas. 
O único problema do cenoura foi mesmo a fuga de Durão e a demissão posterior de Santana. Ele tremeu que nem varas verdes mas lá superou o caso. 

Agora Cavaco está numa época de imensa pressão e ele não lida bem com a pressão, enerva-se, não ouve os conselhos de ninguém e mete constantemente os pés pelas mãos. A imitação que ele quis fazer dos Presidentes Americanos no encontro de jornalistas foi constrangedora. 

Quanto ao Orçamento, será melhor esperar para saber de certo qual a atitude do Presidente e depois comentar. A única constatação passível de afirmação são a honra devida aos únicos que têm coragem de se atravessar pelo Orçamento 2013: Passos e Gaspar.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Propostas precisam-se


1) O PCP (através da CGTP) apresentou já algumas propostas como a criação de uma taxa sobre as transacções financeiras; introdução de progressividade no IRC; sobretaxa de 10% sobre os dividendos distribuídos; combate à fraude e à evasão fiscal. São medidas fantasiosas porque, se aplicadas, de imediato o capital fugiria para outras paragens. A última é genérica e apenas um chavão.
2) O Bloco de Esquerda, através da ansiosa Catarina, uma das cabeças da bicéfala liderança legada pelo abade Louçã, informou que o inimigo é a troika e deveremos rasgar o memorando. Assim, segundo o BE, estariam todos os nossos problemas resolvidos. Por lapso, não disse a rapariga o que faríamos de seguida, embora se saiba que, caso o BE mandasse, teríamos um 2º PREC para desgraçar o que resta da nossa economia, mas para gáudio da senil brigada do reumático anti-fascista que ainda vegeta.
4) Por fim o PS. Após a anedótica técnica de fuga de responsabilidade aos cortes de 4 mil milhões, não há muito a esperar de Seguro e seus pares. Eles vão gritando umas medidas demagógicas do género das do PCP/CGTP e limitam-se a querer o crescimento económico, como se fossem os únicos. Só que nunca dizem como.
Perante este cenário de alternativa folclórica por parte da oposição, só nos restam as propostas realistas de Passos/Portas, liderados pelo obstinado Gaspar, que tanto sofrimento causam no nosso povo mas que são a correcção possível dos crimes políticos da desastrosa governação do execrando Sócrates.
Esperemos por melhores dias.

sábado, 3 de novembro de 2012

Limpeza e expulsão

O discurso onde Cavaco incluiu a célebre frase "não sei se ouviu bem" pôs a nú a mentalidade de funcionário público do nosso presidente. Ainda por cima de nível 18 como o próprio fez questão de sublinhar.
Este género de gente estudou e labutou toda a vida com um propósito: entrar para os quadros do Estado, fosse para que cargo fosse e gozar, até à entrada para o túmulo, da inviolabilidade do emprego; ordenado e reforma garantida, com elevadas subidas de salário em época de eleições; mais dias de férias; transportes públicos à borla; sistema de saúde obscenamente privilegiado; progressão na carreira sem esforço, só é necessário esperar num canto discreto e outras benesses revoltantes para os restantes cidadãos que pagam todo este pornográfico festim com o dinheiro dos elevadíssimos impostos que o fisco lhes cobra.
Repare-se que não é só Cavaco, são cerca de 700 mil cidadãos que vivem da gamela pública. Uns trabalham e esforçam-se, outros são uns incompetente, alguns são corruptos, mas todos estão no seu posto inviolável sem grandes preocupações quanto ao ordenado no dia 22 e às férias.
Ora, a ruína do Estado vai pôr cobro a toda esta orgia económica e vai ser preciso acabar com os cidadãos de 1ª (os do Estado) e os de 2ª (os verdadeiros pagadores de impostos, o povo trabalhador da área privada) e tornar todos iguais em direitos e obrigações.
É uma tarefa difícil pois a Constituição (elaborada por funcionários públicos) defende os privilégios dos trabalhadores do Estado com unhas e dentes e o PS (partido dos funcionários públicos) não quer colaborar. Membros do PSD, destacados funcionários públicos como Ferreira Leite ou Pacheco Pereira, atacam o Governo para descredibilizá-lo e dificultar o corte dos seus grandes ordenados, pagos pelo erário público. Veja-se o exemplo da RTP: quando se soube que iriam acabar os 300 milhões que os portugueses pagam todos os anos para o seu funcionamento, iniciou uma facciosa e inaceitável campanha contra o Governo. Aliás, há quem diga que Passos ficou marcado quando defendeu que deveria haver um tecto máximo de 4 mil euros para as reformas pagas pela Segurança Social.
Mas o esforço vergonhoso e anti pátrio da elite gananciosa do funcionalismo público é em vão. Não há dinheiro por cá e os nórdicos, com mentalidade anti socialista e que nos governam actualmente, não vão tolerar a continuação da estrutura burocrática e classicista do Estado Português. Podem os "estatistas" locais apoiar-se em direitos garantidos pela Constituição até à náusea que a realidade demonstrará de forma crua e dura que apenas a existência de dinheiro nos cofres de quem paga garante alguma coisa. Os contribuintes do privado mais esclarecidos aguardam com expectativa o dia da libertação.   



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Orçamento 2013


Principais medidas do Orçamento do Estado
Confirma-se a sobretaxa de 4% em sede de IRS, que será descontada mensalmente nos rendimentos dos contribuintes e os novos escalões de IRS, que oscilam entre os 14,5 e os 48 por cento. No IMI mantém-se a cláusula de salvaguarda. 

O Governo de Passos e Gaspar continua a sua senda contra a divida pública e o deficit. Indiferentes às pressões fabulosas de tubarões da vida pública portuguesa que sempre viveram à custa do Estado, como Cavaco e Soares, não hesitam em atacar os privilégios obscenos desta gente, das rendas lascivas das corruptas PPP e de fundações inúteis e parasitas do dinheiro dos nossos impostos.
Mas quem mais sofre é o povo. É, mais uma vez, o ordenado do cidadão comum que vai ser reduzido até quase ao limiar da sobrevivência. E, da parte destes não há reclamações desde que o Governo ataque também os benefícios dos grandes, aqueles que ao longo da nossa história sempre têm traído a pátria. Afinal as grandes manifestações de 15 de Setembro não foram contra a Troika, o Governo ou a austeridade, mas sim contra a medida incompreensível da TSU. Tirando os habituais energúmenos que cercam o Parlamento de cara tapada, tudo permanece calmo.