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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

15 de Setembro de 2012

Após a 1ª República ter arruinado o País, o poder foi entregue a António de Oliveira Salazar para que ele  recompusesse e reconstruísse Portugal. Se antes havia revoltas todos os dias, de repente, após a acção correctiva do honestíssimo ditador, tudo estava em ordem e ninguém punha em causa a autoridade do Estado. Ora, na 1ª metade do século XX, o único caminho possível para disciplinar uma Nação em ruínas era o da força legalizada. Era necessário mostrar a todos os cidadãos que se alguém conjurasse para criar desordem sofreria na pele, literalmente, a dor do castigo dos diligentes agentes de segurança do Estado.
Hoje já não é assim. O povo está mais culto e aprendeu com os erros do passado. Acima de tudo, já compreende que a violência apenas traz mais violência e um agravar da pobreza dos mais desfavorecidos.
As manifestações grandiosas de 15 de Setembro de 2012 mostraram esta grande evolução do português. Toda aquela gente repudiou uma medida injusta e incompreensível (descida da TSU para empresas, à custado trabalhador) mas de seguida, tendo os seus intentos sido acatados pelo poder vigente, regressaram à vida normal e ignoraram as posteriores manifestações da CGTP comunista. Todos perceberam que o objectivo da Inter seria tomar as rédeas do protesto e obter créditos políticos.
Também os governantes mostraram maturidade cívica ao terem recuado na tal baixa da TSU. Inclusive o normalmente implacável Ministro das Finanças elogiou a grandeza da acção do povo e classificou-nos como o melhor activo de Portugal.   

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Conselho de Estado


Esta reunião do Conselho de Estado é apenas mais uma palestra para inglês ver, onde nada se decidirá. Tudo irá continuar na mesma? É o mais provável pois o Sr. Presidente da República já informou que uma crise política, com ou sem eleições, será mau para o país. Toda aquela gente que está junto à residência oficial de Cavaco Silva está a fazer um reduzido magote de algum barulho e insultos em vão.
Mas, no fundo, toda esta contestação é uma perda de tempo.
Caso o Governo de Passos Coelho caia, o que é muito improvável, qual a sequência? Um executivo que acabe com a austeridade? Um Governo que aumente salários e reformas? No máximo, o cenário expectável será um recuo na trapalhada da TSU, de resto tudo irá continuar como dantes.  
Não há alternativa à redução contínua e inabalável de custos no Estado, ou continuação de austeridade, usando expressão diversa. Este postulado pode ser insultuoso ou inacreditável para muitos, mas parece ser isso mesmo: um postulado incontornável e inevitável.
Seria caricato observar o Bloco de Esquerda ou o PCP no Governo após vencerem uma maioria absoluta em eleições. Quando eles verificassem que não tinham o suficiente para satisfazer todos os compromissos públicos, nomeadamente ordenados e reformas sem ajuda externa, esqueceriam rapidamente tudo o que hoje bradam na praça pública.  

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Redução da TSU


O Governo entende que são as empresas privadas, principalmente a banca e as exportadoras, que irão levantar o país. Mas esta medida de baixa da TSU é muito facilitadora, se o empresário quiser, se lhe der na bolha, compra um Ferrari ou uma casa com piscina à beira mar e marimba-se para o crescimento da sua empresa. Gaspar diz que irá controlar esta questão e penalizar fiscalmente estes desvios, mas isso deve ser tarefa impossível. Por outro lado, ter as empresas monopolistas tipo EDP ou PT a beneficiar deste privilégio é um escândalo. 
Mas o Governo deverá ser mais dialogante, nomeadamente com o PS e recuar, ainda está a tempo.