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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Alternativas à austeridade

Face à situação de descalabro que o País atravessa - podemos todos agradecer ao Sr. Sócrates as consequências da crise internacional serem tão ruinosas para o nosso povo - e face às dificuldades quase desumanas que o Governo PSD/CDS enfrenta para diminuir o deficit, política que nos é imposta pelos credores mas, acima de tudo, pelo bom senso, considero que quem criticar as medidas do Ministro Gaspar de corte de despesa ou aumento de receita, sem acrescentar uma alternativa é: ou mal intencionado, ou ignorante ou diminuído mental.
De notar que podemos encontrar uma ou mais destas características nos detractores do Governo que não apresentem segunda opção.
Dizer que se é contra a poupança e contra o desvario no gasto de dinheiros públicos sem dizer como se faria diferente é das posições mais ridículas nos dias agitados que vivemos, típicas de garotos imberbes e irresponsáveis.  

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Aumentos de IRS


Indirectamente e sem intenção, este aumento do IRS, para os que ganham mais e que não afecta os mais pobres, vem corrigir uma injustiça na política salarial portuguesa. Diria mais, vem atenuar os efeitos pérfidos dum golpe perpetrado durante décadas por quem tem poder nas empresas, em benefício próprio e em prejuízo dos trabalhadores colocados nos estratos mais baixos dos organogramas.
Refiro-me aos aumentos salariais em percentagem. Se o aumento atribuído for de 5%, um trabalhador que ganha 400 euros será aumentado em 20 euros, mas um qualquer chefe, ou gente mais privilegiada na firma, se auferir 3000 euros será aumentado em 150 euros. Foi este esquema que proporcionou a enorme diferença entre os rendimentos dos trabalhadores que se verifica por cá. E, na esmagadora maioria dos casos, sem qualquer justificação.
Este pacote de aumento de impostos, forçado pela nossa dependência financeira do exterior, vem então repor alguma justiça nos salários dos portugueses por retirar dinheiro a quem conseguiu enormes rendimentos do seu trabalho de forma fraudulenta e manhosa. Não por ser muito produtivo, competente ou activo mas, simplesmente, por ter o poder de decisão.