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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Cantos de sereia

Os portugueses foram-se habituando ao longo de várias décadas a ter Primeiro Ministros enganadores. Por exemplo, o anterior dizia, perante a estupefacção geral, que a crise tinha acabado e era preciso fazer o TGV, nova ponte no Tejo e novo aeroporto de Lisboa. Este tipo de mensagens que nos foram sendo transmitidas iam apaziguando os nossos receios e animando a nossa alma, ao mesmo tempo que o descalabro económico e financeiro, como um tumor maligno, se ia desenvolvendo.
Aparece-nos agora Passos Coelho, com uma postura totalmente diferente. Não dá boas notícias falsificadas e recusa-se a afirmar uma data para fim dos sacrifícios, pelo contrário, afirma com ar desassombrado, como se fosse a coisa mais natural do mundo, que vai aumentar os sacrifícios e as exigências. Nem sequer se preocupa a em reafirmar com todo o ênfase que, por exemplo, no caso do abaixamento de reformas apenas as mais altas vão ser mexidas. A grande maioria não sofre qualquer alteração!
Isto é novo no género de governantes que temos tido e causa, não o reconhecimento por não sermos enganados, mas ódio e revolta, pois todos preferíamos ouvir os cantos da sereia dos governantes anteriores.   

sábado, 13 de outubro de 2012

A onda psicológica


Há quem acredite, e o número desta gente é cada vez maior, que Passos Coelho aumenta impostos por sadismo, por ter prazer em fazer sofrer as pessoas. Tenho observado cidadãos de alto nível cultural que afirmam objecções à austeridade, como se ela nos fosse imposta por motivos fúteis, exigindo o regresso aos tempos de regabofe no gasto de dinheiro público.
Ainda ontem a RTP mostrou um pequeno exemplo do que foi a loucura colectiva que nos regeu numa reportagem sobre o escândalo Parque Escolar. Sistemas AVAC em escolas só usados em hotéis de 5 estrelas ou mobiliários numa biblioteca que custaram tanto como um apartamento. Ora sobre estes esbulhos ninguém insulta os anteriores governantes ou exige uma investigação até às últimas consequências, a maralha prefere atirar-se com todas as forças a Passos Coelho. 

sábado, 6 de outubro de 2012

Povo mal informado


Há dias um cidadão afirmou num fórum radiofónico que se Passos reduzisse a metade a frota automóvel do Estado teríamos então um bom Orçamento; de seguida outro disse que se acabassem as reformas vitalícias de deputados o Orçamento seria saneado. Nas manifestações pede-se o fim do resgate, a expulsão da troika e a demissão do Governo.
Neste panorama dizer que temos a geração mais bem formada da história é verdadeiro, o que não quer dizer que a  maioria dos nossos cidadãos esteja bem formada. Temos muitos títulos académicos, os denominados canudos, mas só o termo de comparação, as  anteriores gerações, é que permite que esta seja considerada a mais bem formada.
Não adianta explicar, dialogar ou falar com ignorantes, ainda por cima desesperados ou radicais. É tempo perdido. É preciso agir sem indecisões ou contemplações. Mesmo em relação a Seguro, cuja grande reflexão se traduz em prometer de novo os feriados civis retirados ou a redução de deputados e outras barbaridades, já se entendeu que é tempo desperdiçado contar com ele para tentar sair do abismo em que nos encontrámos.
Foi exactamente esta a decisão de Salazar quando começou o seu trabalho de resgatar o país. Dar importância aos detractores ou demagogos, num país de ignaros, era impensável. Só assim eles poderiam ser salvos. E Passos e Portas parece quererem seguir esse caminho.