Mostrar mensagens com a etiqueta Victor Gaspar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Victor Gaspar. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Gaspar, vocalista peculiar


Vivemos tempos em que o silêncio se impõe. O que adianta explicar a um esfomeado que não pode comer porque não há dinheiro para lhe pagar a refeição? Ou como consolar um ex cidadão de classe média que tinha tudo e que hoje conta os trocos para poder alimentar-se? É perda de tempo, por mais racionais que sejam os argumentos eles não são entendidos ou aceites.
Gaspar tem uma sequência vocal peculiar. Há quem encontre cinismo, ou autismo ou mesmo provocação no modo de expressão oral do Ministro. Ora, num tempo em que o silêncio se impõe, falar de forma excêntrica é uma excelente maneira de perder a cara.
Gaspar tem tudo para se queimar ainda mais rápido que Cadilhe.
Ciente destes seus obstáculos, defende-se. Nunca falou numa esquina pública, num corredor obscuro ou numa escadaria de mau aspecto. Fala sempre de forma institucional evitando assim parangonas desgastantes, as tais que vão queimando em lume brando o 1º Ministro. Portas com a sua experiência, sabe bem disso e está confortável no seu canto.
Mas o economista cometeu o erro, não se sabe bem porquê, de insistir em elaborar previsões baseado em folhas de cálculo de gabinete. E garantiu infalibilidade académica a um exercício que, retirando alguma complexidade, tem tanto de infalível  com as previsões da astrologia. Gaspar deveria ter dito que em tempo de bancarrota não se fazem previsões, apenas se espera pelo melhor.



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Aumentos de IRS


Indirectamente e sem intenção, este aumento do IRS, para os que ganham mais e que não afecta os mais pobres, vem corrigir uma injustiça na política salarial portuguesa. Diria mais, vem atenuar os efeitos pérfidos dum golpe perpetrado durante décadas por quem tem poder nas empresas, em benefício próprio e em prejuízo dos trabalhadores colocados nos estratos mais baixos dos organogramas.
Refiro-me aos aumentos salariais em percentagem. Se o aumento atribuído for de 5%, um trabalhador que ganha 400 euros será aumentado em 20 euros, mas um qualquer chefe, ou gente mais privilegiada na firma, se auferir 3000 euros será aumentado em 150 euros. Foi este esquema que proporcionou a enorme diferença entre os rendimentos dos trabalhadores que se verifica por cá. E, na esmagadora maioria dos casos, sem qualquer justificação.
Este pacote de aumento de impostos, forçado pela nossa dependência financeira do exterior, vem então repor alguma justiça nos salários dos portugueses por retirar dinheiro a quem conseguiu enormes rendimentos do seu trabalho de forma fraudulenta e manhosa. Não por ser muito produtivo, competente ou activo mas, simplesmente, por ter o poder de decisão.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Intransigência


A foto apresentada é explicita: o Ministro tem nervos de aço e resiste a todas as pressões. O plano, assinado pelo anterior Governo, é para cumprir à risca, caso contrário o dinheiro não vem e o Estado deixará de honrar os compromissos com os 6 milhões de portugueses que dependem dele.

O problema é se o esquema traçado pelos estrangeiros (repito: e assinado pelo anterior Governo) não resulta... Ou seja, caso a economia não recomece a crescer.

Se resultar, Gaspar será em breve o mais importante politico português (relembrar casos de Cavaco Silva e Salazar).

Parece também muito bem gerida a imagem e comunicação deste Ministro das Finanças. Nesta altura ele já devia ser alvo de injúrias e desprezo e, pelo que se ouve, é o mais respeitado Ministro do Governo.