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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

À atenção de Gaspar: o método de Salazar


Muitos se interrogam como conseguiu Salazar equilibrar as contas do Estado praticamente sem a ajuda de ninguém.
É que ele tinha a moral do seu lado, os cortes eram a eito e ninguém ficou de fora. Os resultados apareceram rapidamente e deixaram boquiabertos todos os líderes nacionais de então.
Por isso, ele granjeou de imediato uma enorme reverência e respeito de todos os quadrantes e, mais tarde, lhe pediram o favor de liderar o Governo, incondicionalmente.
Claro que hoje vivemos uma época diferente mas a receita do ditador deverá ter ainda algo que se aproveite.

quinta-feira, 29 de março de 2012

RAP sobre Salazar?



Ricardo Araújo Pereira escreve um texto sobre Salazar engraçado mas infeliz ao nível do discernimento (aqui).

A nossa reacção em comentário no Blog da Visão foi a seguinte:
"Já afirmei várias vezes que reconheço talento de escriba popular ao Sr. Pereira, também o acho engraçado e com propriedades de imitador risíveis (no bom sentido).
Contudo, apresenta muitas carências ao nível de gestão de imagem.
Por cá, nesta pátria falida e sofredora, já pouca gente tolera a constante imagem de RAP por toda a parte fazendo a propaganda ao pacote 3 em 1 da Meo, à sua participação na Rádio Comercial, à sua participação na Visão. Ou seja, o Sr. Pereira, por opção própria, vê o seu nome associado a vendas e vem agora criticar a opção do Presidente de Santa Comba Dão que faz o mesmo relativamente a Salazar. Saliente-se, que o ditador já não se pode defender e, em vida, nunca autorizaria tamanha desfaçatez.
Por outro lado, parece haver uma segunda intenção neste texto. RAP está a tentar o Brasil, um colosso de lusofonia onde o seu produto pode ser, e parece que está a ser, bem vendido. Isso demonstra que por cá a excitação inicial já abrandou e novos mercados são precisos. Este texto vem na linha desse raciocínio porque é um método de chamar a atenção. Já pouca gente comenta este local (com excepção de apaniguados) e falar sobre Salazar é sempre apelativo. Mas, em boa verdade lhe digo, chamar assassino ou carniceiro ao antigo ditador, ou é má fé ou ignorância. Era um ditador e anti democrata, por isso nunca teria o meu apoio, mas os impropérios que o senhor lhe dirige são próprios de gente primária."

terça-feira, 20 de março de 2012

Salazar e o Estado Novo



Salazar era apelidado no seu tempo de génio das finanças. Nós diríamos antes que ele era, comprovadamente, um génio político. Foi pena não ter acreditado na Democracia e na Liberdade do povo e não ter tentado a sua implementação em Portugal. Hoje seria herói nacional.
Quando governou, primeiro como Ministro das Finanças e depois como 1º Ministro com poder total, o País e o Estado estavam arruinados e sem credibilidade devido aos desvarios dos jacobinos anteriores. Mas em pouco tempo e sem gastar muito dinheiro, Salazar conseguiu readquirir a disciplina social, fiscal, económica, militar e política.

Um exemplo demonstrativo do poder efectivo da autoridade do Estado, criado por Salazar, ocorreu em Sines, já após a morte do ditador. Um simples funcionário do Ministério da Economia, munido apenas de um cartão de identificação do Estado conseguiu um feito notável e, nos dias de hoje impensável: comprou, a preços de saldo, todos os terrenos necessários à construção do complexo petrolífero e sem se ouvir um único protesto ou regateio! Era deste calibre o domínio do Estado criado e implementado por Salazar sobre a Nação Portuguesa.    


Que contraste com os dias de hoje. Há 15 dias apenas, o Estado pagou em dobro, indevidamente ou por engano, as portagens na Ponte 25 de Abril à empresa privada Lusoponte. Esta disse que não devolvia o dinheiro e os governantes nada puderam fazer. Só a pressão da opinião pública obrigou à mudança deste embaraço. Assim se vê como está o crédito do Estado Português nos dias de hoje, comparativamente com o Estado Novo.

É claro que hoje é fácil falar, mas mais uma vez repetimos que foi pena Salazar não ter tido a coragem de democratizar o País, o mais tardar após a 2ª Guerra Mundial.